sábado, 17 de maio de 2008

Discurso

Quando a dor e o horror vão atingir o cúmulo
Do horror e da dor, antes do sangue e dos destroços,
Quero ir a Covadonga violar o meu túmulo
E a Alcácer-Quibir exumar os meus ossos.

Quero trazer-me nas mãos alucinadas,
Ou mais, no coração,
Eu que só soube combater no tempo das espadas
Pelo rei Pelaio e pelo rei Sebastião.

E unido de novo ao que fui de vitória
E derrota sem medo, além de mim, além-mar,
Ser reduto da cruz na agonia da História
E morrer devagar!

António Manuel Couto Viana
in “Nado Nada”, 1977.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Cinema da Sérvia

Começou na passada Quarta-feira o Ciclo “Cinema da Sérvia” na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema que terminará no dia 30 de Maio. Através da exibição de dez filmes, esta iniciativa é uma óptima oportunidade para conhecer algumas das produções deste país com uma tradição cinematográfica que remonta aos finais do século XIX.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Message in a bottle

Filmes de culto (XXIV)

Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens, F. W. Murnau, 1922.

A “independência” do Kosovo (V)

Quando foi emitido, classifiquei aqui de leitura obrigatória o comunicado das Synergies Européennes, intitulado “Reflexões sobre a proclamação unilateral da independência do Kosovo”; hoje vejo que foi publicada uma tradução portuguesa do mesmo. A (re)ler!

De novo regressamos à aventura

De novo regressamos à aventura
de descobrir em nós rumos antigos,
de novo a alvorada tem o ritmo
de cânticos guerreiros antigos.

Alerta, os olhos fitos na paisagem,
avançamos... Como o comando
fosse ditado pelo sangue dos nossos avós.

Que força essa que nos faz partir?!
Que força essa que vai dentro de nós?!
E como sempre vamos.

E como sempre iremos
nos longes oceanos
nos mares-meninos-medos,
nos ventos-tempestades.

Que monstros são arremedos,
E povos são vontades.

João Conde Veiga
in «Vestiram-se os Poetas de Soldados», Cidadela (1973).

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Viriatos


Tenho ouvido falar muito dos Viriatos ultimamente, foi por isso que me lembrei deles.

Réfléchir & Agir n.º 28

O último número da revista de referência «Réfléchir & Agir» tem como tema central a “Geopolítica da Nova Ordem Mundial” e oferece-nos um dossier excepcional com as entrevistas com Alain de Benoist, sobre o neoconservadorismo, e com Jean-Michel Vernochet, sobre a geopolítica do islão, e os artigos “O lobby pró-israelita e a política externa americana”, de Léon Camus, “Os tiranos estão entre nós. O exemplo de Dominique Strauss-Kahn”, de Thierry Meyssan, “Como sair da falência económica e monetária internacional?”, de Pierre Leconte, “Rússia: Restauração putiniana e perspectivas geopolíticas”, de Robert Steuckers, “De Lisboa a Tallin... e mais além”, de Alfred Montrose, entre outros.

No que respeita ao posicionamento dos responsáveis pela revista, destaque para o artigo “Guillaume Faye: faz ele ainda parte do nosso movimento?”, na sequência da publicação do livro “La Nouvelle Question Juive”, com o qual, para a «R&A», o autor “transpôs uma linha ideológica maior” e por isso “já não faz parte no nosso movimento”. De seguida, num editorial assinado pelos directores da revista intitulado “A propósito dos Identitaires”, estes dão-nos conta da atitude do grupo francês “Les Identitaires” que recusou a presença da «R&A» e da “Terre et Peuple” numa tentativa de união de vários movimentos que já não se identificam com o FN, por estes serem “muito radicais politicamente e muito comprometedores”.

Referência ainda para os artigos “Ciência e Raça”, de Edouard Rix, e “Maurice Bardèche: Um archote na noite”, de Patrick Canet, bem como para as habituais notas de leitura, críticas de música e secção de cinema.

Sinais de outros tempos (IV)

Av. da Igreja, Lisboa.

Sinais de outros tempos (III)

Av. da Igreja, Lisboa.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O Tratado de Rapallo e as suas consequências

Foi com grande satisfação que encontrei uma tradução do artigo “O Tratado de Rapallo e suas consequências”, de Robert Steuckers, feita pelo Átrida, no portal de notícias No-Media, que a todos aconselho.

Neste texto, onde analisa a estratégia anglo-americana de domínio dos recursos petrolíferos a nível mundial, indo contra a formação de um bloco continental europeu, o geopolitólogo conclui que: “De Rapallo às guerras contra o Iraque e destas à proclamação unilateral da independência do Kosovo existe um fio condutor bem visível para todos os que não têm a ingenuidade de dar de barato as verdades da propaganda difundidas pelos grande media internacionais e os discursos lacrimejantes sobre os direitos do homem.”

No final deste artigo, Robert Steuckers aconselha a leitura do livro “A Century of War - Anglo-American Oil Politics and the New World Order”, de William Engdahl. Refiro aqui esta edição porque o artigo indica apenas a tradução francesa e aproveito para deixar o endereço da página do autor: http://www.engdahl.oilgeopolitics.net/

Filmes de culto (XXII)

Il buono, il brutto, il cattivo, Sergio Leone, 1966.

domingo, 11 de maio de 2008

Para segurança de quem?

Quando oiço dizer que no nosso país ainda não existe videovigilância nas ruas, lembro que somos filmados nos locais de trabalho, nos estabelecimentos de ensino, nos transportes públicos, nas estradas, nos estabelecimentos comerciais, entre outros. É por isso que quando leio o aviso “sorria, está a ser filmado” pergunto: para segurança de quem?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Bravura


«A bravura é o fogo vivo que solda os exércitos. Passa antes de qualquer outra coisa, mesmo que adornada dos nomes mais lisonjeiros. Um soldado sem bravura é como um cristão sem fé. Assim, nos exércitos, a bravura deve ser algo de sacrossanto. Foi sempre pernicioso deixar turvar a sua clara nascente.»

Ernst Jünger
in “A Guerra como Experiência Interior”

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Street Pessoa

O Devir é um daqueles amigos de longa data com quem, apesar de percursos diferentes, os caminhos se cruzam sempre. Há dias, em conversa noite adentro, falámos de street art, como não podia deixar de ser, e ele mostrou-me vários livros interessantíssimos. Um deles tinha uma história especial — coisa a que não resisto — que motivou este post. Numa das suas passagens por Londres, teve a brilhante ideia de fazer um stencil do nosso Fernando Pessoa, reproduzindo no mesmo tamanho a estátua que está no Chiado. Meses passados, já em Portugal, recebe um telefonema de um amigo. Excitado, este ligava-lhe da Fnac dando-lhe conta que uma fotografia do seu Pessoa londrino estava publicada num livro dedicado à street art.

Kick Café, Exmouth Market, Londres.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Dinâmica

O Átrida analisa muito bem os “bons ventos de Itália”, na sequência das últimas eleições neste país onde existe uma dinâmica política, metapolítica e cultural sem paralelo na Europa. Uma inspiração, sem dúvida.

Não comentei aqui os resultados na altura, por isso aproveito para saudar a subida da Lega Nord, um exemplo de coragem na oposição à invasão demográfica do nosso continente, e lamentar que La Destra, onde estão alguns amigos pessoais, não tenha conseguido eleger a sua cabeça-de-lista.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Terre & Peuple Magazine n.º 34

Este número da imperdível revista da associação Terre et Peuple tem como tema central “Kosovo e Rússia: a verdade”, apresentando um óptimo dossier sobre esta questão tão importante, da qual Pierre Vial nos diz: “O que está em jogo neste momento no Kosovo é decisivo para o futuro dos europeus.” Conta com os artigos “Testemunho de um patriota sérvio”, de Miodrag Jankovic, “Balcãs: É muito mais tarde do que pensamos”, de Alain Cagnat, “A independência do Kosovo-Metohija é injusta, ilegal e perigosa”, de Patrick Barriot, antigo capacete azul na ex-Jugoslávia, “O Unimikistão, novo estado da ONU”, do jornalista Maciej Zaremba, a “Declaração sobre o Kosovo”, do Patriarca de Moscovo Alexis II, feita ao Parlamento Europeu, e ainda duas comunicações apresentadas na XII Table Ronde, “A tomada de reféns de Beslan e as perspectivas do futuro da política russa”, de H. P. Falavigna, e “A História victimária como identidade negativa”, de Tomislav Sunic.

Podemos ainda ler as habituais secções e notícias, merecendo destaque, nas recensões críticas, a nova edição do livro sobre a História da Guerra Civil Russa, “Les Blancs et les Rouges”, de Dominique Venner. Referência ainda para o artigo sobre as tradições do Solstício de Inverno e a notícia sobre a homenagem feita pela associação aos soldados franceses e alemães caídos na batalha de Verdun.

A vitória do “lobo solitário”

As recentes eleições britânicas resultaram numa vitória do British National Party (BNP), que subiu o número de eleitos locais para cem e conseguiu eleger Richard Barnbrook para a Assembleia de Londres. Na capital do Reino Unido, o BNP foi o quinto partido mais votado, com mais de 130 mil votos, superando a barreira dos 5%.

Após a sua eleição, Barnbrook teve uma amostra do que o espera. Todos os outros candidatos se retiraram do palco quando ele subiu para discursar, mas tal não o perturbou. Em declarações à imprensa, revelou: “Serei um lobo solitário se tiver de o ser”.

Aquele que pretende afirmar-se como a voz dos “verdadeiros londrinos”, combatendo o politicamente correcto e o tratamento preferencial de minorias raciais, defendeu a colocação permanente da Union Jack, a bandeira do Reino Unido, no edifício da câmara, a proibição da burqa em edifícios públicos e a realização de celebrações oficiais do dia de S. Jorge. Opôs-se, por outro lado, à construção da gigantesca mesquita prevista para Newham.

No seu discurso de vitória disse: “People should remain as individuals and belong to the environment they come from or they come into. This is Britain, it is for the British people... it is not for people to enter into this land dictating what will or will not happen to the people that created it and built it over generations.

Richard Barnbrook pode vir a ser um “lobo solitário” perante os restantes eleitos da Assembleia de Londres, mas a sua vitória demonstra que o trabalho desenvolvido ao longo destes anos pelo BNP compensou, tornando o partido sério e credível, capaz de merecer a confiança das pessoas apesar das constantes e infundadas campanhas difamatórias movidas contra os nacionalistas britânicos.

domingo, 4 de maio de 2008

Em Defesa da Língua Portuguesa: Contra o Acordo Ortográfico

«(...)sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado), e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia. Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.(...)»

A assinar.

Taxista do apocalipse

Na sua crónica de ontem no «Diário de Notícias», o Eurico de Barros fala numa figura bastante caricata da capital — o taxista do apocalipse. Um pregador maldito que no início da corrida nos pergunta: “Sabia que o fim está próximo?” “E quer ser salvo?

Já conhecia esta história, mas nunca calhou viajar neste táxi da salvação. Se isso acontecer, imagino que a música saída do rádio seja “São os loucos de Lisboa...”

sábado, 3 de maio de 2008

Vitorino Magalhães Godinho em conversa

Por ocasião da reedição do livro “A Economia dos Descobrimentos Henriquinos”, agora com o título “A Expansão Quatrocentista Portuguesa”, o jornal «Público» conversou com Vitorino Magalhães Godinho, dando origem a um artigo muito interessante que pude ler no caderno «Ípsilon» de ontem. O insuspeito historiador, profere afirmações que, nos tempos que correm, estão longe de ser politicamente correctas.

Explicando que, por não existir “a ideia de nação” em África, os novos países construíram “um passado próprio”, passando “a dizer que tudo quanto os colonizadores tinham trazido era mau, que eram todos uns criminosos, que tinham que pedir desculpa. E os europeus desataram a pedir desculpa.” Recusando tais pedidos de desculpa, diz: “O que é condenável é esconder o que se passou. Mas eu não tenho nada que ver com o que fizeram os homens do século XV. A culpa não se transmite de pais para filhos, não é hereditária.”

Sobre o polémico tema da escravatura, afirma que esta “existia entre os povos africanos, os portugueses utilizaram as redes de escravaturas existentes. Os régulos gostavam muito de vender os seus negros como escravos. E isso permanece.” Magalhães Godinho traça a continuidade dessa postura até aos “actuais chefes políticos dos estados africanos, a cujos bolsos vão ter os subsídios atribuídos aos seus países.

Sobre a História hoje, diz-nos que “foi engolida pelo comemorativismo vão e pela ficção delirante” e critica o ensino actual, que considera ter abandonado a problemática. Para além disso, dá o seguinte exemplo: “O programa de História do secundário é uma coisa sem nexo. Passa-se do século IV para o século XV. Perde-se por completo a noção de uma sucessão, de um encadeamento.

Algumas opiniões contra a maré, para despertar a vontade de ler esta conversa a não perder.

Ainda Rosa Coutinho

Depois de reproduzir aqui parte do polémico artigo de António Barreto, onde este reproduzia uma alegada carta de Rosa Coutinho dirigida a Agostinho Neto, houve quem comentasse assegurando que a carta era falsa, bem como quem garantia que era verdadeira. Reagi, na altura, dizendo: “É claro que não posso ter a certeza da veracidade da carta. Aliás, tenho amigos que me garantem que é falsa e outros que dizem ser verdadeira. Tenho que admitir que é de desconfiar... Mas onde está "comprovado" que é falsa?” Nunca me responderam, mas depois de algum alvoroço na imprensa e de ter falado com algumas pessoas mais informadas sobre o assunto, penso que a dita carta deve ser uma fabricação. É tão forçada, que deixa sempre dúvidas. Seja como for, faço uso das palavras de Pacheco Pereira sobre a carta: “O seu objectivo é fazer uma campanha negra, contra Rosa Coutinho, que não precisava da carta para ter tido um papel sinistro nos eventos da descolonização de Angola.

Obras de Mário Saa (VIII)

Esta é uma reedição póstuma, feita pelas Edições do Templo, em 1978, que até há pouco tempo era relativamente fácil de conseguir.

Obras de Mário Saa (VII)

Dos seis volumes que compõem esta obra, apenas tenho o III e o V, comprados há muito na Livraria Sá da Costa, quando os vendia ao desbarato.

Obras de Mário Saa (VI)

Este é um livro do qual apenas tenho uma cópia, graças ao meu caro amigo Paulo, detentor de um original com dedicatória do autor.

Obras de Mário Saa (V)

Este folheto político, que não menciona o autor, é atribuído a Mário Saa apenas na sua obra “Erridânia”. A partir daí, nunca mais é referido, muito provavelmente por nunca se ter concretizado.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Obras de Mário Saa (IV)

Esta é outra pérola da minha biblioteca, conseguida em conjunto com a anterior. Uma raridade, apesar do seu estado algo degradado.

Obras de Mário Saa (III)

Este opúsculo, bastante difícil de conseguir, chegou às minhas mãos através de um amigo alfarrabista que, na altura — já lá vai mais de uma dúzia de anos —, tinha acabado de abrir a sua livraria no Bairro Alto.

Obras de Mário Saa (II)


Esta é a mais polémica obra de Mário Saa. Não tenho o original, mas consegui um dos exemplares da 1.ª reimpressão facsimilada, de Julho de 1998, uma “edição especial, reservada a bibliófilos e coleccionadores”.

Obras de Mário Saa (I)

Por intermédio do meu caro amigo Mário Martins, soube da existência do livro “XII Objectos do Itinerário de Mário Saa” que, como referi, encomendei online e, devo dizer, valeu a pena. A obra, bastante bem conseguida — com uma edição cuidada, de qualidade e bem paginada —, não só nos dá conta de doze objectos bem ilustrativos do percurso singular deste autor, como nos oferece um apontamento biográfico de Mário Saa e uma pequena história da Fundação-Arquivo Paes Teles. Um trabalho que aconselho a todos.

Quando deu esta notícia, o Mário aproveitou para publicar as capas da obras que possui de Mário Saa; considerando uma óptima ideia, propus-me fazer o mesmo. Assim, das prateleiras da minha biblioteca saem as capas que partilho de seguida em vários posts, sempre com o título “Obras de Mário Saa”, que se refere, obviamente, apenas àquelas que tenho.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Hemeroteca (IX)

Há muito que não actualizava a série “Hemeroteca” desta casa, mas o regresso é com uma excelente revista.

Título: Tempo Presente
Data: Maio de 1959
N.º 1
Director: Fernando Guedes


Com este número nascia uma autodenominada “revista portuguesa de cultura”, de elevada qualidade, com periodicidade mensal, que iria durar até ao 27. São 116 páginas com ensaios, poesia, teatro, notas, comentários, críticas e desenhos, que contam com nomes como: António José de Brito, Mário Saa, Fernando Guedes, Luís Forjaz Trigueiros, Natércia Freire, José de Almada-Negreiros, António Manuel Couto Viana, Caetano de Melo Beirão, Ester de Lemos, Goulart Nogueira, entre outros. O início de uma publicação de referência. Cada exemplar custava 15$00 e as assinaturas podiam ser pedidas à Editorial Verbo, sendo 80$00 a semestral e 150$00 a anual.