O tema deste ano foi "O Combate cultural, para fazer o quê?" e a primeira intervenção, não prevista, foi de Pierre Vial que falou da actual situação de crise económica e do fim do capitalismo. Alertando para as consequências que se avizinham citou Lenine: "o primeiro dever de um revolucionário é sobreviver." De seguida falou um membro da Terre et Peuple que representa um grupo de várias famílias que concretizou um "regresso à terra" e falou da sua experiência e de como ela alterou radicalmente a sua vida. Na zona das bancas era possível adquirir algumas das produções dessas quintas.
A sala de conferências
Continuou a sessão Kate Nauwelaers, do Atelier de l’Elfe, falando sobre a Arte e o artesanato populares, e a forma como estes fazem parte da luta pela nossa identidade. Depois foi a vez de Pierre Gillieth, que numa excelente intervenção sobre o cinema, enumerou vários filmes onde é possível encontrar uma mensagem na qual nos revemos, conseguindo a participação da audiência. Frisou a importância de se reconhecer o talento, mesmo quando apreciamos autores que não são dos nossos, pois uma postura fechada é a característica dos nossos inimigos, afirmando que "podemos ser tanto ecléticos como abertos sem esquecer e negar os nossos valores". Seguiu-se Morgane, que falou do papel da música no combate cultural identitário e da sua experiência pessoal. Depois de um breve intervalo, foi a vez de Katerine Mabire que falou sobre a literatura, especialmente na vasta e marcante obra de Jean Mabire. Em seguida, tempo para ouvir a fantástica e eloquente intervenção de Jeanne Desnoyers sobre um tema pouco abordado na nossa área, o teatro popular, a sua importância e a forma como evoluiu e tocou as populações em França. Depois, Jean-Claude Valla lembrou o poder da História e a forma como o trabalho dos historiadores e investigadores tem sido cada vez mais impedido em França, tanto por medidas legais, como por diversas pressões. Teve por fim a palavra Pierre Vial, que reiterou a importância do combate cultural, fazendo um ponto da situação actual e afirmando que é a nossa missão porque "a cultura é a expressão da alma de um povo".
A zona das bancas
Como sempre havia uma grande zona de bancas, onde era possível encontrar livros, revistas, música, artesanato, representações de associações e autores, e uma zona de refeições. Pela primeira vez, o material da Terra e Povo esteve disponível na banca partilhada com os nossos camaradas da Tierra y Pueblo.
A banca luso-espanhola
O convívio foi excelente com camaradas de vários países, em especial com os franceses e os espanhóis. Estes últimos contavam também com uma delegação de cinco pessoas e juntos visitámos o Palácio de Versailles no dia a seguir ao evento.Delegações portuguesa e espanhola em frente ao Palácio de Versailles
Camarada,
ResponderEliminarForam dois dias e meio do melhor.
Pela primeira vez fui a Table Ronde, e espero para o ano dizer Presente novamente.
Um abraço
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