sábado, 18 de outubro de 2008

Jünger e Céline na Sorbonne

Em frente à Sorbonne há um quiosque onde é possível comprar números antigos do «Magazine Littéraire». E não é a molho, tipo “oportunidades”, é todo um escaparate com vários exemplares de cada número, organizados por data de publicação. Uma verdadeira tentação para “esvaziar a bolsa” e “encher a mala”. Mas, como nesta minha última ida a Paris a mala já estava cheia e a bolsa anda sempre pouco preenchida, tive que conter-me e elegi apenas duas revistas, relativas a dois autores de referência para mim — Ernst Jünger e Louis-Ferdinand Céline.



Trouxe, assim, o n.º 326, de 1994, estando o escritor alemão ainda vivo e à beira de completar o seu centésimo aniversário, que tem um excelente dossier com vários artigos, uma cronologia, uma bibliografia e o texto “Leipzig”, um excerto da primeira versão inédita de “O Coração Aventuroso”; e o hors-série n.º 4, de 2002, totalmente dedicado ao escritor francês, do qual destaco três textos inéditos e a entrevista com Lucette Destouches sobre como foi escrito “Rigodon”.

Mais auxiliares para, como propôs o meu caro amigo Miguel Vaz, depois de aceitar umas pistas de leitura que lhe dei, “analisar mais a fundo a relação entre Jünger e Céline. Dois escritores geniais, dois veteranos da Guerra, dois condecorados, dois críticos do III Reich e dois odiados pela Ordem que floresceu na Europa após a derrocada alemã. Dois percursos análogos mas inversos. De um lado a perspectiva ascética e aristrocrática de Jünger. Do outro o niilismo e a provocação de Céline.

4 comentários:

  1. À primeira vista nem acreditava que tinha escrito isso. Muito grato pela referência :)

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  2. Uma vez que és um entusiasta das revistas francesas, o que acontece quando se mistura o Alain de Benoist, o Christian Bouchet e o Alain Soral?

    A revista "Flash", a revista do nacionalismo "gentil e inteligente" que faz a ponte entre a "esquerda do trabalho" e a "direita dos valores" uma publicação quinzenal:

    http://www.flashmagazine.fr/

    Eu alguma vez teria de capitular e aprender essa língua de bárbaros gauleses... parece ser o incentivo final.

    Curiosamente a equipa da No Media France é que anima agora este novo projecto:

    http://www.no-media.info/1477/le-2-novembre-un-nouveau-journal-dans-les-kiosques

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  3. Desconhecia. Obrigado pela informação.

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  4. Já agora, gostava de partilhar - fugindo às correntes de pensamento francesas - a revista "Telos", da editorial do mesmo nome que tem publicado a obra de Ernst Jünger nos EUA e que é uma revista de pensamento da "Nova Esquerda" que tem promovido a obra e o trabalho de Alain de Benoist.

    http://www.telospress.com/

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