quarta-feira, 9 de julho de 2008

A conversão de Jünger

Jünger-Haus, Wilflingen

Na entrevista publicada no último número de «La Nouvelle Revue d’Histoire», Julien Hervier esclarece as razões da conversão de Ernst Jünger ao catolicismo pouco antes de morrer: “Jünger sempre teve o desejo de viver de acordo com os ritos do seu país. Considerava, assim, necessário adoptar a religião da sua comunidade. Ora a Suábia onde ele vivia há muito tempo é católica. Para além de a legislação alemã obrigar à declaração da confissão segundo a qual se quer ser sepultado. Foi uma das motivações da sua conversão tardia, a fim de que o funeral fosse celebrado de acordo com o rito das gentes da sua terra.” Sinceramente, não consigo lembrar-me de um motivo mais pagão para uma conversão.

2 comentários:

  1. Meu Caro Duarte,
    mas havia antecedentes com fundamentos mais assentes na convicção. No fim dos Anos Sessenta, apesar de crer num Deus Criador, RJ não conseguia aceitar a Divindade de Jesus. Mas brincava, chamando-se a si próprio um "velho Protestante (pela tradição familiar) em flirt com a Igreja Católica", a única que conferia, a seu ver, ao Homem um papel da Vontade conse^ntâneo com a sua Dignidade e limitações.
    Abraço

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