quarta-feira, 9 de abril de 2008

Danos colaterais

«O Senhor não pode sair, está preso.» «Assim parece», disse K. «Mas por que razão?», acrescentou. «Não estamos autorizados a dizer-lhe a razão. Vá para o seu quarto e aguarde lá. Foi-lhe movido um processo e o senhor será informado de tudo na altura oportuna. (...)»
O Processo, Franz Kafka

No seguimento do post anterior, aproveito para lembrar que devido a este caso várias pessoas viram os seus lares revistados e pertences seus apreendidos, foram constituídas arguidas e submetidas a termo de identidade e residência, não tendo até agora qualquer acusação formada, ou qualquer justificação para esta devassa da sua vida privada.

3 comentários:

  1. Neste caso, além dos que estão em tribunal... ainda há os que não sabem o futuro do seu processo.
    Vai faze um ano, que estes senhores nos entraram pela casa adentro, revistaram os nossos pertences, apreenderam livros e revistas e até peças de vestuário...
    Não nos deixaram fazer qualquer chamada, saímos de nossas casas com três senhores a acompanharem-nos...
    Sair de nossas casa por vontade de outros??? Querem maior humilhação?
    Querem fazer-nos recordar as caras dos nossos pais, das nossas mulheres, e em alguns casos dos nossos filhos ao verem o que nos faziam na nossa propriedade...
    Crime??? Suspeito de???
    Alguns dos visados, nunca agrediram niinguém, nunca ameaçaram ninguém, limitam-se a escrever, a formular opiniões, a participar e a convocar manifestações... Vivemos em liberdade, não vivemos???
    Mas que crime cometemos, para que nos tirem de nossas casa, e nos façam passar por um interrogatório político...
    Sim, político...
    Porque perguntar ás pessoas o porquê de irem a manifestações autorizadas, não é mais do que uma perseguição política...
    Ou então ter a audácia de interrogar como pensa educar os seus filhos...
    Há muito para dizer desta vergonha, e muito ainda irá ser dito... Mas não me venham falar de liberdade neste podre sistema.

    Um abraço do mesmo Barco

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  2. Já no início da década de 90 a DCCB usava esta prática. Revistaram a minha casa... Queriam suásticas e cruzes celtas... armas brancas ou de fogo... tudo que encontraram foram livros. E apreenderam esses livros quais armas terroristas ou bandidas... Esta é a democracia que nos querem impôr.

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  3. solidariedade e não voltar as costas.
    abraço amigo

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