segunda-feira, 17 de março de 2008

Frente, ou o que lhe queiram chamar...

Na chamada “área nacional” — denominação que, só por si, está longe de provocar consenso — há uma dificuldade extrema em entender ou aceitar “frentes”, “plataformas”, “pontos de encontro”. Os eremitas políticos e os clubes exclusivos que a caracterizam despendem a maior parte — se não a totalidade — da sua energia em lutas intestinas. O lado mais negro desta guerra de “disparar para o lado” é que, na maior parte dos casos, as questões não são ideológicas nem estratégicas, mas meras quezílias pessoais, ofensas particulares, difamações, etc. Isto tudo justificado com purismos delirantes e moralismos de pacotilha. E assim lá vão “cantando e rindo”, não “nós” mas “eles”, ao ver os seus inimigos digladiarem-se entre si.

Nesta ordem de ideias, há dúvidas recorrentes: quem somos “nós”? Existe um “nós”? O meu caro amigo FSantos, em grande forma na sua nova casa, explica. Eu, agradecido por me poupar as palavras, assino por baixo.

5 comentários:

  1. Também já me alarguei sobre o assunto...

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  2. anyway the wind blows19/3/08 12:02 da manhã

    as cisões e divisões favorem o sistema, se é que não são criadas por ele.
    não estou a insinuar nada é apenas uma constatação de um facto verosímil, mas também compreendo que é humanamente impossivel juntar a uma mesma mesa, supremacistas com salazaristas e mais uns outros istas.

    sou de opinião do "corcunda"

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  3. Tem cuidado que os palermas da tir estão a aproveitar-se deste discurso, primeiro atacaram toda a gente e agora que se estão a ver apertados já devem querer participar numa "frente" com aqueles que criticavam na véspera.

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  4. Concordo com tudo o que foi dito até agora e saliento que a palavra "nacionalismo" esconde pontos de vista muito diferentes. É impossível criar uma plataforma comum entre nacionalistas que dão primazia à matéria, seja em questões raciais ou de capital, e outros para os quais só o espírito importa.
    O que eu defendo é uma união orgânica. Ou seja, para estarem unidos, os nacionalistas não têm que estar nem na mesma organização nem a fazer as mesmas coisas. Tal como o corpo humano, cujos orgãos são muito diferentes entre si mas que trabalham para o mesmo fim - a vida, também os nacionalistas devem assumir a sua diferença mas entender que fazem parte de um todo.

    Saudações,

    Dux Bellorum

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