O Eurico de Barros reflecte hoje, na sua coluna no «Diário de Notícias», sobre o destino das bibliotecas pessoais depois da morte dos seus proprietários. É um tema perturbante para qualquer bibliófilo, mas que com certeza já ocupou a mente da maioria. Não quero para os meus livros a solução cáustica que ele escolheu. Inclino-me mais para a continuação na família, mas isso traz problemas. Diz ele: “
se há descendência e essa descendência foi criada e educada no gosto pelos livros e pela leitura, a nossa biblioteca fica em mãos seguras quando nos finarmos. Se não há descendência, ou a descendência não tem o menor interesse em livros, é o diabo”. Acrescento eu, e se um dos meus filhos cuidar da biblioteca, mas os meus netos não? É por isso que a melhor solução — já que perfeitas não há — é a doação a uma biblioteca pública. E o ideal seria fundar uma com a contribuição dos tantos bibliófilos que se debatem com esta questão.
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