quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Compras de Verão

Gabava há dias uma compra de Verão, numa conversa entre amigos, quando me dei conta que o tempo passou e não referi aqui essa aquisição de tamanho interesse. Trata-se do opúsculo “De Marinetti aos Dimensionistas”, de Dutra Faria. É um dos 1000 exemplares numerados e rubricados pelo autor, publicados pelas Edições Acção, que reproduzem a conferência lida na I Exposição dos Artistas Modernos Independentes, em 20 de Junho de 1936, e incluem em apêndice o Manifesto Dimensionista, traduzido por António Pedro.
Este achado deu à costa — literalmente — numa tarde de Verão enublada que permitiu uma volta na pequena feira de antiguidades, velharias e livros da Costa da Caparica. Para além deste, ainda trouxe uns folhetos de Alfredo Pimenta e uns livros baratinhos. Uma óptima surpresa!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Chinatown, Lisboa?

Confesso que o episódio da Chinatown proposta por Maria José Nogueira Pinto me tem divertido. As lojas chinesas são uma praga; não só em Lisboa, mas em todo o país. Pouco ou nada tem sido feito para denunciar esta situação, com a honrosa excepção do PNR, o que provocou automaticamente um caso de perseguição política, para o qual alertei aqui.

Agora, a Zezinha, como é carinhosamente tratada pela imprensa, defende a concentração do comércio chinês num único local. Foi um fartote! Mais uma que é etiquetada com a conveniente classificação de “racista”. Aquele grupelho dos SOS Racistas, até a acusou de “limpeza étnica”! Os dislates do costume...

Quanto à localização das lojas chinesas que existem em Portugal, tenho uma proposta: República Popular da China.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Na dúvida, é “nazi”...

Segundo noticia hoje o jornal «Público», Eva Herman, descrita como “uma das personalidades mais importantes da televisão alemã”, foi despedida a estação onde trabalhava por dizer que “valores como a família, a infância e a maternidade, que também foram promovidos durante o III Reich, foram destruídos pela geração de 1968”, durante a apresentação do seu último livro, cujo tema é exactamente “salvar a família”.

Com todas as falhas e faltas que possa ter esta notícia, é suficiente para chegarmos à conclusão que uma afirmação deste género, apesar de não ser necessariamente ideológica, choca na actual Alemanha dos tabus. Arrisco-me a sugerir que esta autora sabia bem o que se seguiria às suas palavras, que chegaram até Portugal, ou não fosse este um dos temas mais vendáveis hoje em dia. O seu objectivo era apenas publicidade e obteve-a.

Podemos especular sobre as posições polémicas de Eva Herman. Podemos até ironizar que o seu nome “Eva”, como a sua homónima de apelido Braun (ou Hitler, perdoem-me os preciosistas), “Herman”, como Herminius, esse verdadeiro “Viriato germânico”, é uma composição do mais nazi que há. Mas a verdade é que a dita senhora, para felicidade da politicamente correcta Alemanha, apoia iniciativas como a “Laut gegen Nazis”, para que não restem dúvidas.

Desta manobra publicitária há uma lição a reter: muito cuidado da próxima vez que louvarem, por exemplo, a Autobahn.

O lado negro da história é que se esquece rapidamente o gravíssimo problema da família e da natalidade na Europa, em favor do recorrente, mas bastante gasto, apedrejamento de fantasmas nazis.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

«Jovens dos PALOP mais problemáticos»

Descansem os agentes das brigadas do politicamente correcto que este título não é meu, é de uma notícia do «Portugal Diário». Pior, baseia-se num estudo divulgado na Revista de Estudos Demográficos do INE, segundo o qual “os adolescentes oriundos dos PALOP envolvem-se mais em comportamentos de violência, consomem mais tabaco, haxixe e álcool e têm comportamentos sexuais com maior risco para a saúde do que os portugueses”.

Gosto sempre de pensar nas dores de cabeças dos imigrófilos bem-pensantes com estudos e constatações do género. Já lhes bastava a famigerada “extrema-direita”, ainda têm que lidar notícias “problemáticas” destas. Mas o incómodo é pouco, quase de certeza, pois já deve estar pronta a disparar a eterna justificação de que “a culpa é nossa”...