quarta-feira, 18 de julho de 2007

Notas eleitorais (II): Voo a pique

A aventura monteirista chegou ao fim. Dizem-me alguns andorinhas que, para eles, este voo em Lisboa foi a pique e, por isso, o último. Para quem tinha enchido a barriga com um deputado regional, convém dar aqui um breve esclarecimento. O ponto de honra na Madeira deveu-se ao trabalho do cunhado do presidente da Nova Democracia, não à representação paga de um actor. Essas palhaçadas, aliás, serviram apenas de notícia no continente, não mobilizaram os eleitores. Veja-se como a mesma receita aplicada à capital — palhaçadas e ausência de ideias e propostas — enterrou um nado-morto.

Notas eleitorais (I): A vitória interna

No caso do PNR, muitos são os que desvalorizam a duplicação do resultado naquele que consideram um “pequeno partido”. Os resultados são sempre relativos, mas quando se sobe desta maneira e se fica à frente de outros três “pequenos”, dificilmente podemos conter a alegria.

No entanto, no caso do PNR há uma vitória interna que importa referir. Para além do resultado, estas eleições — imprevistas — mobilizaram os militantes, que tornaram possíveis acções de campanha diárias. O presidente do PNR consagrou a sua posição no seio do partido e conseguiu maior projecção nos media, apesar de um boicote inaceitável. Por último, dobrou-se o número de delegados às mesas de voto, essenciais para o controlo do processo eleitoral.

O caminho é árduo e lento, mas tem vindo a ser percorrido. As recompensas, por parcas que sejam, são sempre moralizadoras.

Comentário eleitoral

Os resultados das eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa já foram bastante comentados, o que justifica a minha breve apreciação. Se a abstenção contribuiu para descredibilizar, ainda mais, o sistema eleitoral (por favor abandonem a estafada desculpa meteorológica), os poucos que votaram demonstram que estão fartos dos partidos do costume e uma percentagem relevante optou por listas “independentes” — na realidade dissidentes — o que não deixa de ser curioso. Perante esta queda generalizada, apenas dois partidos subiram, curiosamente ambos anti-sistema, apesar de se colocarem em áreas políticas opostas.

As coisas estão a mudar e em breve este cenário será transposto para eleições legislativas. Portugal começará a livrar-se dos estáticos e perpétuos partidos paridos de Abril, que se assenhoraram ad aeternum das instâncias do poder nacional, a fazer lembrar o desactualizado e ultrapassado Conselho de Segurança da ONU.

Estejamos atentos às mudanças, mas sempre preparados.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

No Domingo vota PNR

Imagens de campanha (IV)

Campanha do PNR no Mercado de Alcântara

Imagens de campanha (III)

José Pinto-Coelho em Alcântara

Notas de campanha: Alcântara


No último dia de campanha, acompanhei a acção na freguesia de Alcântara, durante a manhã, que mais uma vez correu bem. Nesta zona que é um dos bastiões comunistas da capital, sentiu-se a receptividade dos taxistas, pequenos comerciantes e vendedores do mercado. Durante o contacto com a população, as queixas mais ouvidas foram relativamente à insegurança sentida e às dificuldades do pequeno comércio, em especial no mercado.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Imagens de campanha (II)

José Pinto-Coelho e a Dona Aurora, vendedora no Mercado da Encarnação Norte

Notas de campanha: Olivais

Dia após dia, a campanha do PNR é cada vez mais um sucesso. Hoje, durante a acção na freguesia de Santa Maria dos Olivais, José Pinto-Coelho e a sua comitiva, juntamente com militantes locais, encontraram vários simpatizantes e conseguiram captar o apoio popular. De visita a vários mercados e estabelecimentos comerciais, os militantes do partido e o seu presidente foram excepcionalmente bem recebidos.

José Pinto-Coelho em campanha nos Olivais

No Mercado da Encarnação Norte, onde se iniciou o percurso, várias vendedoras manifestaram efusivamente o seu apoio ao candidato nacionalista, querendo ser fotografadas com ele e afixando folhetos e autocolantes nas suas bancas. Durante essa visita, várias pessoas acompanharam a comitiva do PNR, gritando no final as palavras de ordem “Portugal aos Portugueses”. No Mercado da Encarnação Sul as manifestações de apoio repetiram-se e José Pinto-Coelho ouviu atentamente as queixas dos vendedores, nomeadamente a falta de um monta-cargas. Na rua, nas lojas e nos cafés a receptividade foi igualmente óptima.

Imagens de campanha (I)

José Pinto-Coelho entrevistado pela Lusa e pela TSF nos Olivais

No Domingo vota pela segurança

Notas de campanha: Marvila

Ontem integrei a acção campanha do PNR em Marvila, que mais uma vez correu optimamente. A receptividade popular foi excelente e os habitantes daquela freguesia reagiram positivamente à presença de José Pinto-Coelho e às suas propostas.

Auxiliado por militantes locais e acompanhado por uma comitiva, o presidente do PNR percorreu as ruas até ao centro deste bairro histórico, hoje bastante degradado, contactando com os transeuntes e ouvindo os seus problemas. A maioria conhecia já o partido e, para além dos que afirmaram votar habitualmente nos nacionalistas, houve quem garantisse que no próximo Domingo votava no PNR.

Houve algumas situações curiosas, como a proprietária de um café que ofereceu uma garrafa de água a uma militante por ser apoiante convicta do PNR há muito tempo, ou como uma senhora que disse que votava em José Pinto-Coelho, explicando depois bem baixinho que era “por ser de Direita”. O presidente do partido agradeceu a confiança dizendo que ela podia revelar as suas convicções bem alto, espantando-se de seguida com o facto de ainda subsistirem em Portugal tabus políticos destes.

No Domingo vota pelos nossos comerciantes

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Blogosfera e activismo

Quando acho que sou pessimista, ligo ao BOS... Escrevo aqui esta frase que repito várias vezes, porque no meu regresso à blogosfera dei de caras com as razões para o absentismo blogosférico do Bruno. Eu também esperava mais da blogosfera dita “nacional”, mas tenho que admitir que foi um excelente ponto de contacto e de debate, apesar dos egomaníacos, autopromotores e caluniadores do costume. Agora a coisa abrandou, perdeu a novidade e desceu na lista de prioridades. É bom que tenhamos presente que o activismo não se resume a um teclado. As ausências e o consequente esmorecimento da blogosfera nacional não espelham o estado da “área nacionalista”. Pelo contrário, nestes últimos tempos tenho assistido ao crescimento e fortalecimento do PNR. Partido alvo de muitas críticas, algumas com as quais estou de acordo, mas do qual nunca me desliguei. Entendo que é o nosso partido no combate político nacional e não são quezílias pessoais ou boatos infundados que o vão impedir de traçar o caminho necessário.

Integro a lista do PNR à Câmara Municipal de Lisboa e, como para o BOS, essa é a minha prioridade agora. Até Domingo só dá eleições nesta casa, não se admirem. A campanha tem sido óptima e temos tido uma projecção mediática e uma receptividade popular que de certo se vão reflectir nos resultados. Mas o mais importante não são os números, é ver a crescente militância em prol de ideias — as nossas ideias. Como disse ainda hoje a uma jornalista, durante uma acção de rua, estas eleições foram um teste que vencemos claramente. Apesar da falta de tempo, de meios e de dinheiro, o PNR conseguiu apresentar a sua candidatura e organizar uma campanha diária porque tem o mais valioso capital de todos: o esforço e dedicação dos seus militantes.

Quero ainda deixar aqui um forte abraço ao meu amigo e camarada José Pinto-Coelho, saudando-lhe a coragem e determinação com que defende Portugal e os Portugueses.

No Domingo vota em quem é preciso

No Domingo vota em quem não tem papas na língua

No Domingo faz falta votar no nosso Zé!