Este é o número de Outono desta excepcional revista francesa, que recentemente começou a ter uma distribuição pública nas bancas, o que teve como consequências directas uma subida significativa da tiragem e um aumento substancial de leitores. É sem dúvida um exemplo, o caso desta publicação que se tornou uma referência obrigatória, pela sua elevada qualidade e espírito interventivo e irreverente, iniciada há anos por um grupo de jovens motivado e dedicado.Nesta edição, o destaque vai para o excelente dossier “Le progrès c'est la décroissance”, que inclui entrevistas com Arnaud Guyot-Jeannin e Alain de Benoist e vários artigos. Mas a referência especial é para o reencontro com Alain de Benoist, passados quase 40 anos do aparecimento do GRECE, a única verdadeira escola intelectual a surgir nesta área política, que influenciou tantos de nós. Certo é que hoje esta corrente pouco ter que ver com a chamada “extrema-direita” e mesmo com grupos que inspirou, como a redacção da «R&A», assumidamente mais próxima do GRECE dos anos 70. Apesar disso, reconhece as qualidades deste autor, a sua curiosidade insaciável, o espírito não-conformista e o seu trabalho de humanista e enciclopedista. Mesmo divergindo em muitas posições, nomeadamente a identidade étnica da Europa, convergem noutras, como o paganismo e o anti-capitalismo. A «R&A» assume: “nós somos filhos do GRECE. E se cada um seguiu o seu caminho, o diálogo e o respeito perduram.”
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