
domingo, 30 de dezembro de 2007
Quem vê capas não vê caras?

sábado, 29 de dezembro de 2007
«La Nouvelle Revue d'Histoire» n.º 33
O último número da excelente «La Nouvelle Revue d'Histoire», o 33, apesar de já ter saído há dois meses, merece aqui a habitual referência. O Lawrence da Arábia da capa leva-nos a um dossier de 29 páginas sobre o Próximo Oriente (a que por cá tantas vezes se chama Médio por anglicismo), com vários artigos, uma entrevista com Henry Laurens, breves biografias de figuras-chave e uma cronologia. Para além deste, uma nota obrigatória para a crónica de Péroncel-Hugoz, “Ceuta 1415: começo da expansão europeia ultramarina”, e o destaque para a interessante entrevista com Hervé Coutau-Bégarie, historiador da estratégia, o artigo “O Reich entre Weimar e nacional-socialismo”, de François-Georges Dreyfus, e os comentários de Jean-Claude Valla sobre os comunistas franceses e a Resistência. Para concluir, resta-me referir a entrevista com Dominique Venner sobre a recente reedição de “Les Blancs et les Rouges. Histoire de la Guerre Civile Russe 1917-1921”, uma versão revista e aumentada da obra publicada em 1997, quando passam 90 anos da revolução de 1917. Nestas reflexões em liberdade, o autor não fala apenas da obra e do seu objecto, mas também dos períodos de censura mascarada vivida em França após 1945 e da forma como esta o atingiu.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Reflexões de fim de ano (I)
Há dias consegui pôr alguma conversa em dia com o meu caro amigo Réprobo. Num longo telefonema onde os livros foram o tema principal — como não podia deixar de ser —, referiu-se a um post que escrevera no seu blog no ido mês de Abril, que só agora li. Na altura, a polícia do pensamento não levou apenas livros, juntou ao saque os computadores, os telefones e tantas outras coisas. Atitude que só a ignorância pode explicar, tal como previu brilhantemente Ray Bradbury. Um dos "bombeiros" que irromperam pela minha casa adentro deteve-se na escrivaninha inglesa que está à entrada, bem recheada de preciosidades, e começou a empilhar alfarrábios para levar. Tal amontoado deixou de lhe parecer uma boa ideia quando, entrado na sala, se deparou com várias estantes repletas. Pareceu pior ainda, quando a cena se repetiu no corredor e no meu quarto. Teve, então, outra ideia luminosa: apreender os livros com dedicatórias! Como seria de esperar, acabou com um punhado de volumes que versavam sobre os assuntos mais díspares, mas tal não o demoveu. Este era apenas um dos disparates — paradigmático dos tempos persecutórios que atravessamos —, porque o resto da colheita era igualmente descabido e inacreditável.Que dizer de um país onde se apreendem livros? Onde se apreendem documentos de identificação, revistas, recortes de jornais, correspondência e apontamentos escolares? Onde se mantém o visado sem prova das apreensões e numa dúvida kafkiana quanto à sua situação judicial? E onde, quando se exige aos tribunais que façam cumprir a Lei, se é condenado a pagar avultadas custas judiciais?
Esse país é Portugal. O ano é 2007. Pensem nisto. Quando será a vossa vez?
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
A noite mais longa

Assim o dia se segue ao dia para lá da noite sombria, o sol reaparece depois da obscuridade, a primavera regressa apesar do inverno gelado. Assim, corajosamente, devemos acolher o ano que vem render o ano passado. E, como elo na corrente dos antepassados, prolongar no tempo a nossa linhagem e a do nosso povo.
Pequenos partidos — grandes incómodos
Porque têm os partidos que ter determinado número de militantes? E porquê 5000? Qual o seu interesse prático para a prossecução dos fins dos partidos?
Os “pequenos partidos”, ao contrário dos que estão no poleiro de São Bento, não recebem subvenções, não estão profissionalizados, não são agências de emprego e baseiam-se em ideias. São, por isso, incómodos. E, pelos vistos, alvos a abater.
Esta artimanha legal esconde (muito mal) o verdadeiro objectivo deste ataque: a tentativa de silenciar de vozes incómodas para a ditadura do pensamento único.
Perante esta ameaça, os pequenos deram uma grande lição, independentemente de posições políticas, uniram esforços neste combate comum e solicitaram entretanto uma audiência com o Presidente da República.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Terre & Peuple Magazine n.º 33
O último número da excelente revista da associação Terre et Peuple tem como tema central “A Via Etnopolítica”, tratado num excelente dossier que conta com os artigos “A Identidade Étnica na Antiguidade Europeia”, de Jean Haudry, “Existiu alguma vez um Povo Francês?”, de Jean-Patrick Arteault e “Etnopolítica: a via do real”, de Pierre Vial. Para além da habituais secções e notícias, podemos ler um artigo dedicado aos confrontos étnicos que, pensando nos sérvios no Kosovo, lembra o caso de Chipre Norte. Nas recensões críticas, destaque para o elogio de “Carl Schimtt Actuel”, de Alain de Benoist, e a leitura do último livro de Guillaume Faye, “La Nouvelle Question Juive”, por Pierre Vial, que termina de uma forma lapidar, afirmando que “apenas podemos tirar uma conclusão que não nos agrada, mas que se impõe: a via que ele preconiza não é a nossa”.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
O Regresso da República

Eu já me tinha metido com eles aqui e esperava que voltassem em força. Aconteceu! A República dos Desalinhados está de regresso, em versão 2.0, e a blogosfera agradece. Entrada directa para o destaque na coluna ao lado.
De volta à costa atlântica europeia
sábado, 1 de dezembro de 2007
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Página 161
1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas;
2. Abra o livro na página 161;
3. Na referida página procure a 5.ª frase completa;
4. Transcreva na íntegra para o meu blogue a frase encontrada;
5. Aumente, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.

Ora esta até tem piada, já que o livro é de um autor muito apreciado pelo meu amigo, mas numa língua que ele não gosta de ler. Falo da excelente edição americana da obra de Julius Evola Ride the Tiger - A Survival Manual for the Aristocrats of the Soul, bem traduzida por Joscelyn Godwin e Constance Fontana e publicada pela Inner Traditions em 2003. Já o tinha lido em castelhano, mas estou a gostar bastante desta (re)visita. Uma lacuna editorial portuguesa a somar a tantas outras. E a frase é (expressão que lembra aqueles programas de rádio de outros tempos...): «Recently, music has experimented with sounds created by electronic technology, which transcend traditional orchestral means of production.»
Como vou de férias e tenho andado afastado da blogosfera, poupo as cinco próximas vítimas.
sábado, 10 de novembro de 2007
Postal de Paris (V): Louvre
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Réfléchir & Agir n.º 27
Este é o número de Outono desta excepcional revista francesa, que recentemente começou a ter uma distribuição pública nas bancas, o que teve como consequências directas uma subida significativa da tiragem e um aumento substancial de leitores. É sem dúvida um exemplo, o caso desta publicação que se tornou uma referência obrigatória, pela sua elevada qualidade e espírito interventivo e irreverente, iniciada há anos por um grupo de jovens motivado e dedicado.Nesta edição, o destaque vai para o excelente dossier “Le progrès c'est la décroissance”, que inclui entrevistas com Arnaud Guyot-Jeannin e Alain de Benoist e vários artigos. Mas a referência especial é para o reencontro com Alain de Benoist, passados quase 40 anos do aparecimento do GRECE, a única verdadeira escola intelectual a surgir nesta área política, que influenciou tantos de nós. Certo é que hoje esta corrente pouco ter que ver com a chamada “extrema-direita” e mesmo com grupos que inspirou, como a redacção da «R&A», assumidamente mais próxima do GRECE dos anos 70. Apesar disso, reconhece as qualidades deste autor, a sua curiosidade insaciável, o espírito não-conformista e o seu trabalho de humanista e enciclopedista. Mesmo divergindo em muitas posições, nomeadamente a identidade étnica da Europa, convergem noutras, como o paganismo e o anti-capitalismo. A «R&A» assume: “nós somos filhos do GRECE. E se cada um seguiu o seu caminho, o diálogo e o respeito perduram.”
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Postal de Paris (IV): Rugby e raça
Em Paris vivia-se o ambiente do dia da final do campeonato do mundo de rugby, tudo muito civilizado, claro. Ingleses e sul-africanos cruzavam-se nos Champs Élysées, local privilegiado para quem procurava vender ou comprar bilhetes inflacionados para o grande jogo. Aí chegavam até a partilhar mesas para uma cervejinha matinal em amena cavaqueira. Durante o resto do dia o consumo continuava por toda a cidade, mas apesar do excesso habitual dos ingleses, não se viam quaisquer distúrbios, apenas cânticos e brincadeiras com os locais. A diferença para o futebol é tremenda...
Ganharam os Springboks, como é sabido, mas a questão política — ou político-racial, melhor dizendo — mesmo assim não deixou de marcar a selecção sul-africana. Já no avião, li no «L'Équipe» que o ANC fazia questão, já antes deste campeonato, de africanizar a selecção, forçando esse processo de modo a que em 2011 esta tivesse uma dezena de jogadores negros, número onde não se incluem os mestiços. Raça pesa mais que resultados na balança dos que querem fazer outra África do Sul, pois de outra forma não se sentem representados, não sentem que a selecção seja nacional. Lembrei-me, então, de como seria interessante o governo francês aplicar semelhantes quotas raciais à sua selecção de futebol.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
200 Anos da Guerra Peninsular

Hoje estive com o HNO, que me alertou para o evento, na inauguração da exposição Guerra Peninsular – 200 anos, na Biblioteca Nacional. Óptimo aperitivo, como lá foi apelidado, para todas as realizações evocativas deste momento decisivo na nossa História, como é o caso do Congresso Internacional e Interdisciplinar Comemorativo da Guerra Peninsular, que começa amanhã na Fundação Calouste Gulbenkian. A esse não posso infelizmente ir, mas aqui fica a sugestão.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Mudanças
sábado, 3 de novembro de 2007
O exemplo que vem de Espanha
Boas ideias levam a bons projectos e a concretização destes leva a bons resultados. Assim espero que aconteça com «IdentidaD». A autodenominada “revista independente contra o pensamento único e o politicamente correcto” é, na verdade, um jornal profissional de excelente qualidade, tanto no conteúdo como no grafismo, distribuído publicamente, podendo ser encontrado nos quiosques do país vizinho. Dirigido por Enrique Ravello, conta com uma equipa de colaboradores espanhóis e estrangeiros para produzir mensalmente as quarenta páginas em formato tablóide com capa a cores e é vendido ao preço de € 3.No número 1, que foi para as bancas há cerca de duas semanas, merece destaque o óptimo dossier sobre a imigração e crescimento económico em Espanha, que desmistifica a solução mágica de Zapatero de desenvolvimento. Podem também ler-se artigos sobre a situação política espanhola, a ETA, o perigo islâmico em Marrocos, a possibilidade de uma nova Guerra Fria entre os EUA e a Rússia, videojogos, maternidade, a proibição de Tintim, uma entrevista com Pierre Krebs e mais.
«IdentidaD» começou a ser levado a cabo em Março deste ano e entretanto foi feito um número experimental, que pode ser consultado aqui. Mas este projecto não se fica pelo jornal, mantém também uma agência de informação alternativa online chamada ID Press.
O título do editorial do número 1 é “Você pertence a uma elite: você lê…” É caso para dizer, junte-se à elite!
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Música (IX)

Tokyo Quattrocinque
La guerra è finita rovine che svelano aperture nel cielo
Granelli di polvere si librano in volo (la guerra è finita)
Studenti passeggiano all’Università (la guerra è perduta)
Intorno più niente: macerie!
L’imperatore ha perduto l’immortalità non è più Dio c’han detto così sarà
Tokyo! Tokyo! Sprofondando nel disonore di questa realtà di questa città
Tokyo! Tokyo! Aspettando di nuovo il sole, c’è chi attenderà, c’è chi attenderà
Non molto lontano, pescatrici di ostriche si tuffano in mare
La notte si avventa sulla luce di un faro (la guerra è finita)
Un cielo stellato sulla costa di Yokohama (la guerra è perduta)
Intorno più niente: macerie!
L’imperatore ha perduto l’immortalità non è più Dio c’han detto così sarà
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Postal de Paris (III): Ponto de encontro
Postal de Paris (II): O vício dos livros
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Incómodo
Postal de Paris (I): Para alguns amigos
Um português na XII Table Ronde
Desloquei-me este ano a Paris, mais concretamente a Villepreux, pequena localidade nos arredores da capital francesa, para a XII Table Ronde, a convite do Pierre Vial, presidente da Terre et Peuple, associação que organiza este encontro pan-europeu. Acompanharam-me dois amigos portugueses e desde logo nos sentimos em casa.
A Table Ronde decorre num óptimo local, de estilo campestre, que tem amplo estacionamento, espaços ao ar livre para confraternização e de passagem entre as grandes salas para a conferência, para os stands e para as refeições. O evento dura um dia inteiro, havendo intervenções na sala da conferência de manhã e à tarde, e um enorme salão onde estão presentes associações, movimentos, editoras de livros e de música, livrarias, revistas, bem como stands de artesanato e gastronomia.
A afluência é muito numerosa, originária de toda a Europa, mas com óbvia predominância francesa. Este ano, segundo me disseram depois de um cálculo provisório, foram ultrapassados os 800 participantes do ano passado, tendo havido mais de 1000 pessoas presentes. Um número que demonstra bem a vitalidade e a crescente importância deste encontro.
A conferência deste ano foi subordinada ao tema “liberdade para a História”, alusão directa às leis que em França impõem versões oficiais da História, impedindo o trabalho e a livre investigação dos historiadores. Da parte da manhã, houve duas intervenções. A primeira foi do diplomata de origem croata Tomislav Sunic, que criticou a História baseada em vitimizações por representar uma identidade negativa, aproveitando para falar ainda sobre o seu mais recente livro, Homo Americanus. Seguiu-se Henri-Paul Falavigna, director do colectivo “Crianças mártires de Beslan”, que falou sobre a desinformação que tem havido sobre este massacre de inocentes e sobre o trabalho que tem feito de recolha de dados e notícias sobre o mesmo e a sua compilação num CD.
Tempo depois para almoçar, comprar livros e música, pôr a conversa em dia com vários amigos e camaradas e conhecer novas pessoas e projectos. O ambiente estava óptimo e é sempre bom ver o espírito de camaradagem e entreajuda; dou aqui um exemplo a fixar, o de uma deputada do Vlaams Belang não teve quaisquer problemas em ajudar a servir no balcão de comidas rápidas.
Para além desta parte lúdica, tive que preparar a minha intervenção. Perante algumas faltas, como por exemplo a de Andreas Molau, impedido por estar em campanha eleitoral como candidato pelo NPD, fui convidado pelo Pierre Vial a falar sobre a situação portuguesa. Aceitei, claro, e tentei o meu melhor.
A seguir pudemos ouvir Pierre Krebs, presidente do Thule Seminar, pensador e orador brilhante, que falou sobre o direito dos alemães à memória histórica e motivou a assistência para o combate pela nossa identidade, com a energia que o caracteriza. Encerrou os trabalhos Pierre Vial, que explicou que o nome e o tema da conferência era igual ao de uma associação criada por René Rémond e outros historiadores de referência contra as leis francesas que impõem versões oficiais e castram os historiadores, como a famosa lei Gayssot.
Foi a minha segunda presença na Table Ronde e uma óptima experiência que espero repetir para o próximo ano, de preferência com uma delegação nacional maior. Um ponto de encontro pan-europeu que deve ser uma fonte de inspiração para tantos projectos possíveis e necessários no nosso país.
sábado, 27 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Tierra y Pueblo n.º 15

Há cerca de um mês atrás, o Eduardo Núñez passou por Lisboa e teve a amabilidade de me trazer o último número da excelente «Tierra y Pueblo», revista da associação espanhola homónima, na qual colabora. Tendo como interessante e oportuno tema de fundo a possibilidade de um novo modelo económico, conta com artigos de Enrique Ravello, Pierre Vial, Federico Traspedra, Joaquín Bochaca, Eduardo Núñez, entre outros, crítica de livros, cinema e não só. Imperdível!
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Cinemas de outro tempo

O Cinema Alvalade, projectado pelo arquitecto Lima Franco em 1945 e inaugurado em 1953, ficava perto de minha casa e mesmo em frente à Escola Eugénio dos Santos, onde fiz o ciclo preparatório. Um dos filmes que me recordo de aí ver foi “A Corrida mais Louca do Mundo”. Em meados dos anos 80 do século passado, a IURD tomou conta do espaço, na sua vaga de ocupação de cinemas, para o abandonar em 2000, data a partir da qual foi totalmente vandalizado. Foi depois demolido para dar lugar a um novo edifício, actualmente em fase de conclusão.

O Cinema Império, magnífico edifício modernista projectado pelo arquitecto Cassiano Branco em 1947 e terminado em 1952, foi o local onde vi e me maravilhei com “O Império Contra-Ataca”. Classificado como imóvel de interesse público em 1996, resistiu à demolição e é actualmente ocupado pela IURD.

O Cinema Monumental, projectado pelo arquitecto Raul Rodrigues Lima e inaugurado em 1951, foi onde muito novo representei numa peça de teatro escolar, após a qual me esgueirei com alguns amigos para ver o filme “Rambo – A Fúria do Herói”. Foi demolido nos anos 80 do século passado e deu lugar a um caixote espelhado.
domingo, 14 de outubro de 2007
Em busca da «NRH»
No passado jantar das quartas, o meu amigo VL mostrou-me o último número de «La Nouvelle Revue d'Histoire», o 32, agradecendo-me por tê-lo alertado que a revista se vendia em Portugal. Quando vi a capa, com uma excelente imagem de Nicolau II da Rússia, apercebi-me que ainda não a tinha. Não cheguei a ver este número nos sítios onde habitualmente a compro e o VL ainda tentou conseguir-me um exemplar (obrigado!), mas em vão. Na passada sexta-feira pus-me em campo e, depois de ter corrido a Baixa, lembrei-me de ir ao Largo do Calhariz, ao sítio onde me abastecia de revistas quando trabalhava do Bairro Alto. Na mouche! O Luís, que eu não via há tempos, disse-me que este número tinha vendido bem e que eu o esgotava. Esta busca tem um lado extremamente positivo, a «NRH» está a ter grande aceitação em Portugal, o que é sinal que a qualidade é reconhecida, apreciada e procurada. Dá que pensar na quantidade de revistas de História estrangeiras que se vendem por cá, ao mesmo tempo que se assiste à falência da única nacional, exceptuando obviamente as revistas académicas. Tal demonstra que há público, mas que a oferta tenta impor modelos ultrapassados e não vai ao encontro da procura.Voltando ao presente número da «NRH», cuja capa nos dá conta do óptimo dossier intitulado “1917, l’année fatale”, onde se analisam todas as frentes de guerra, a Rússia como teatro das revoluções que vão mudar a história do mundo e a entrada dos EUA na guerra. Para além de um “quem é quem na Revolução” e um excelente artigo sobre a forma como o cinema viu a revolução. Destaque ainda para a análise da crise no jornal «Le Monde», por Jean-Claude Valla, e o artigo sobre a trágica epopeia de Numância, de Yann Le Gwalc'h.
sábado, 13 de outubro de 2007
Alinhados?
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Lusitânia Expresso

“Lusitânia Expresso” é o programa português da Radio Bandiera Nera, transmitido on line todos os Domingos, entre as 12 e as 14 horas. Uma excelente iniciativa a não perder e a apoiar.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
A República imaginária
Mas a I República estava bastante longe do éden adâmico apresentado pelos abrileiros. Representava, aliás, exactamente o contrário do que estes diziam defender em vários pontos-chave. Um regime onde existira a censura, que mandara soldados para a guerra, que nunca abdicara das colónias, onde a perseguição política e religiosa foi impiedosa, comandado por um partido que podia não ser único, mas sobrepunha-se (impunha-se) a todos os outros.
Esta incómoda realidade, pouco “democrática” segundo os padrões hodiernos, nascida do crime do regicídio e não da vontade ou expressão popular, é hoje sobejamente conhecida. Seria de esperar, por isso, que não se insistisse em mistificações, que alguns pretendem desculpar aos ânimos exaltados da insolação do Verão quente. Hoje exigia-se outra (com)postura, mas nas recentes comemorações oficiais do 5 de Outubro e na preparação do centenário da República percebeu-se que nada mudou.
O artigo de Rui Ramos, no «Público» de ontem, intitulado “História viva”, fala exactamente sobre este tema. Diz ele que, insensatamente, a Comissão de Projectos para as Comemorações do Centenário da República, no seu relatório, pede “às autoridades e aos cidadãos que, durante uns tempos, façam de conta que estão a continuar a obra "inacabada" dos Republicanos de 1910”. O mesmo é dizer que o mito se mantém vivo e defendido ao mais alto nível. O historiador diz ainda que, para construir o que considera um “disparate”, a comissão transformou estes republicanos “naquilo que eles nunca foram” e “atribui-lhes, por exemplo, a invenção da actual cidadania democrática, quando o que eles fizeram foi restringir o direito de voto que a monarquia alargara. Escondeu-lhes, por outro lado, a crença colonial, suficientemente acesa para Afonso Costa proclamar, perante o genocídio das populações do Sul de Angola em 1915, que "não nos deixemos mover por idealismos".”
Mas Rui Ramos tem o cuidado de se defender, afirmando que não pretende criticar a I República, pois isso “segundo a comissão, só fazem os fascistas”. Veja-se o espírito democrático destes tipos, quem critica é “fascista”! Só falta mesmo dizer: cuidadinho, ou chamamos a “Formiga Branca”…
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Do processo penal
Ainda o Che
Che Guevara, que assistia fumando charuto a inúmeras execuções, quando não premia o gatilho, é para muitos um derrotado. É o caso do historiador cubano Jaime Suchlicki, para quem o ícone da esquerda “como médico, nunca exerceu a profissão. Como ministro e embaixador, não conseguiu o que queria. Como guerrilheiro, foi eficiente apenas a matar por causas sem futuro”. Será que ainda assistiremos ao fim de um mito?
terça-feira, 9 de outubro de 2007
A reboque
Do “perigo nazi” e suas sequelas
Mas a dita carta contém elementos bastante interessantes que não se viram nestas primeiras notícias, mais preocupadas em extrapolar fantasiando. É disto exemplo algo que li no «Público» de hoje: “Afirmando estar a ser alvo de perseguição política, Mário Machado cita depois uma alegada conversa que terá mantido com um inspector da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da Polícia Judiciária, no seguimento da qual o investigador, citando Cândida Vilar, lhe teria dito: "O Mário tem de pagar por tudo o que de mau o meu pai passou aquando do Estado Novo."” É de averiguar. A ser verdade, explica muita coisa...
O Mário Machado pode ter muitos defeitos e ter cometido muitos erros, mas tal nada tem que ver com as alarvidades cometidas neste caso. Será que perante ideologias, ideias e posturas consideradas incorrectas, incómodas e “perigosas” politicamente se esquece o Estado de Direito democrático? O que se seguirá?
Como li no blog Contra Ordem: “basta uma opinião divergente — mesmo partilhada e por disparatada que seja — para ser preso?”
Uma “curiosidade” mil vezes repetida... (II)
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Blog em destaque
Uma lição de Fritz Lang
Kosovo: entre sérvios e albaneses
Elisabete, de 27 anos, casou há oito anos com um albanês que conheceu na Alemanha. Hoje vive enclausurada em casa dos sogros; não pode sair, “é o costume da terra”. Apesar de estar “farta de pobreza e de atraso” e querer vir embora, não pode. O marido conseguiu legalizar-se devido ao casamento e continua na Alemanha, mas não permite que a mulher saia do Kosovo, para garanti-lo ficou-lhe com o passaporte. Sobre a guerra e a situação actual diz: “Vocês devem ter feito alguma coisa para os sérvios vos atacarem. Agora querem ser independentes. Como? Viver de quê? Aqui só há corrupção!”
Entre os sérvios vive há 25 anos Natália com o marido, com quem casou em Paris. Diz que ainda se lembra de quando na então Jugoslávia “viviam todos misturados, sérvios, macedónios e montenegrinos e já os albanos [sic] faziam com que as outras raças não tivessem lugar”. Perante a acusação aos sérvios de limpeza étnica, é categórica: “os albanos é que começaram — nunca quiseram integrar-se nem tolerar outras culturas”.
Experiências pessoais que demonstram que as etiquetas “bons” e “maus”, que tantas vezes vemos repetidas na imprensa desinformada, não fazem qualquer sentido.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Da monarquia à república num pedaço de papel
Tendo em conta a data, a República era ainda recém-nascida e que papel oficial republicano devia ser coisa rara — se não inexistente, pelo menos no dito regimento —, o desenrascanço português solucionou o problema, colando por cima da coroa um pedaço de papel.
De cerca de dez anos depois, mais concretamente de 27 de Maio de 1922, encontrei a carta abaixo, referente à promoção do meu bisavô a tenente, já oficialmente republicana e com a particularidade de estar assinada pelo próprio presidente da República da altura, António José de Almeida.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Uma “curiosidade” mil vezes repetida...
O diário gratuito «Meia-Hora» de hoje publica um dossier intitulado “Monarquias superam Repúblicas em índice de desenvolvimento”, que inclui uma coluna com “curiosidades em Portugal e no estrangeiro”. Aí se diz que “o reinado mais curto da História é português e durou 20 minutos”. Não é a primeira vez que vejo esta dita “curiosidade”, e por isso é necessário que se tente evitar a sua futura difusão. Refere-se ao regicídio e ao facto de o príncipe real D. Luís Filipe ter morrido minutos após o seu pai, o rei D. Carlos. Segundo o jornal, “nesse hiato, Luís Filipe foi rei de Portugal”. Ora tal não é verdade, já que no nosso país só poderia acontecer após a aclamação, o acto de reconhecimento do herdeiro ao trono como novo rei de Portugal. A D. Carlos, como é sabido, sucedeu D. Manuel II, seu filho e último rei de Portugal.
PS - Este texto foi enviado para o e-mail do jornal.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Combate cultural
No passado sábado tive a oportunidade de participar na conferência “Batalha Cultural do Nacionalismo”, organizada pelo PNR, que decorreu na sede renovada do partido. Para além do óptimo espaço, que se tornou num ponto de encontro nacionalista em Lisboa, louvo também o orador, o meu amigo e camarada Bruno Oliveira Santos, por ter conseguido, com a clareza e eloquência que o caracterizam, gerar o interesse e a motivação da assistência para um tema tão importante como este.Não vou aqui repeti-lo, mas nunca é demais salientar a importância do combate cultural. Gostei de ver que os militantes que mais intervieram, na sua maioria estudantes universitários e com quem falei no final, estão cientes de que tal constitui a fundação do edifício que nos propomos construir.
É também óptimo ver que o PNR não esquece o combate cultural, nem o menospreza. Esta conferência foi apenas mais uma das que se têm realizado todos os fins-de-semana, sobre variados temas, sempre com um público diversificado, de militantes, simpatizantes, interessados, ou simples curiosos. Para além destas actividades, que vão continuar (estejam atentos), o partido iniciou a constituição da sua biblioteca e conta com doações para aumentar o seu acervo. A Juventude Nacionalista também tem actuado neste campo, como por exemplo com a recente denúncia do estado de degradação do Jardim do Torel. Um excelente trabalho!
Notas sobre a semana que passou
Braindead — Leio a notícias que dois indivíduos de cabeça rapada (por dentro, como diria o saudoso Rodrigo Emílio) foram apanhados em flagrante delito enquanto profanavam campas do cemitério judaico de Lisboa. Não vou repetir o que já foi dito sobre pessoas nas quais entre as orelhas passa não uma aragem mas uma verdadeira corrente de ar. Digo apenas que não compreendo a falta de respeito pelos mortos.
Birmanices — A todos os que ficaram incomodados com os recentes acontecimentos no autoproclamado Myanmar, aconselho um tour mundial onde apliquem os mesmos critérios. Não é um exercício desculpabilizante, até porque a situação na Birmânia não é de agora, é um abrir de olhos para a hipocrisia da política externa.
My friend Bob — Lembram-se do outro que tinha o “mon ami…”? Pois agora a coisa piorou e de que maneira. Sócrates habilita-se a ter o “my friend” — dito em inglês técnico, claro está — no Zimbabwe. A vinda de Mugabe a Portugal, enquanto país que preside à União Europeia, é a consagração do paradigma dos cleptocratas africanos e racistas anti-brancos. Parabéns! Estamos no bom caminho para a destruição nacional e europeia.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Compras de Verão
Este achado deu à costa — literalmente — numa tarde de Verão enublada que permitiu uma volta na pequena feira de antiguidades, velharias e livros da Costa da Caparica. Para além deste, ainda trouxe uns folhetos de Alfredo Pimenta e uns livros baratinhos. Uma óptima surpresa!
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Chinatown, Lisboa?
Agora, a Zezinha, como é carinhosamente tratada pela imprensa, defende a concentração do comércio chinês num único local. Foi um fartote! Mais uma que é etiquetada com a conveniente classificação de “racista”. Aquele grupelho dos SOS Racistas, até a acusou de “limpeza étnica”! Os dislates do costume...
Quanto à localização das lojas chinesas que existem em Portugal, tenho uma proposta: República Popular da China.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Na dúvida, é “nazi”...
Com todas as falhas e faltas que possa ter esta notícia, é suficiente para chegarmos à conclusão que uma afirmação deste género, apesar de não ser necessariamente ideológica, choca na actual Alemanha dos tabus. Arrisco-me a sugerir que esta autora sabia bem o que se seguiria às suas palavras, que chegaram até Portugal, ou não fosse este um dos temas mais vendáveis hoje em dia. O seu objectivo era apenas publicidade e obteve-a.
Podemos especular sobre as posições polémicas de Eva Herman. Podemos até ironizar que o seu nome “Eva”, como a sua homónima de apelido Braun (ou Hitler, perdoem-me os preciosistas), “Herman”, como Herminius, esse verdadeiro “Viriato germânico”, é uma composição do mais nazi que há. Mas a verdade é que a dita senhora, para felicidade da politicamente correcta Alemanha, apoia iniciativas como a “Laut gegen Nazis”, para que não restem dúvidas.
Desta manobra publicitária há uma lição a reter: muito cuidado da próxima vez que louvarem, por exemplo, a Autobahn.
O lado negro da história é que se esquece rapidamente o gravíssimo problema da família e da natalidade na Europa, em favor do recorrente, mas bastante gasto, apedrejamento de fantasmas nazis.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
«Jovens dos PALOP mais problemáticos»
Gosto sempre de pensar nas dores de cabeças dos imigrófilos bem-pensantes com estudos e constatações do género. Já lhes bastava a famigerada “extrema-direita”, ainda têm que lidar notícias “problemáticas” destas. Mas o incómodo é pouco, quase de certeza, pois já deve estar pronta a disparar a eterna justificação de que “a culpa é nossa”...
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Epigrama Muito Sentido
também exilado longe…
Sou peixe do meu regato
de grandes rios não sou.
Sou peixe de águas livres
e deixo aos peixes vermelhos
os cristais dum aquário.
Sou peixe que gosta de águas
puras, clamas, cristalinas.
Deixo, pois, aos outros peixes
os grandes rios que são
a foz dos grandes destinos.
Do meu, não. Quero-me
assim, ledo e feliz,
na liberdade conseguida
dentro das águas tranquilas
de um regato de província,
onde as crianças vão brincar,
onde também vão beber
homens e bichos da Terra,
criaturas como eu
com ânsias de liberdade.
Sou peixe do meu regato
dos grandes rios não sou.
quero por isso águas livres
deixando aos peixes vermelhos
as delícias do aquário.
S. Paulo – 8.1.75
Amândio César
in «País em Fuga», Edições a Rua (1977).
Racismos (VI)
Curioso, mas também sem graça, é que o jornalista da «Sábado» considere este caso “insólito”. O racismo anti-branco há muito que deixou de ser insólito na Europa. Aliás, como o demonstra a notícia, tornou-se doutrina oficial. Institucionalizou-se.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Notas eleitorais (II): Voo a pique
Notas eleitorais (I): A vitória interna
No entanto, no caso do PNR há uma vitória interna que importa referir. Para além do resultado, estas eleições — imprevistas — mobilizaram os militantes, que tornaram possíveis acções de campanha diárias. O presidente do PNR consagrou a sua posição no seio do partido e conseguiu maior projecção nos media, apesar de um boicote inaceitável. Por último, dobrou-se o número de delegados às mesas de voto, essenciais para o controlo do processo eleitoral.
O caminho é árduo e lento, mas tem vindo a ser percorrido. As recompensas, por parcas que sejam, são sempre moralizadoras.
Comentário eleitoral
As coisas estão a mudar e em breve este cenário será transposto para eleições legislativas. Portugal começará a livrar-se dos estáticos e perpétuos partidos paridos de Abril, que se assenhoraram ad aeternum das instâncias do poder nacional, a fazer lembrar o desactualizado e ultrapassado Conselho de Segurança da ONU.
Estejamos atentos às mudanças, mas sempre preparados.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Notas de campanha: Alcântara
No último dia de campanha, acompanhei a acção na freguesia de Alcântara, durante a manhã, que mais uma vez correu bem. Nesta zona que é um dos bastiões comunistas da capital, sentiu-se a receptividade dos taxistas, pequenos comerciantes e vendedores do mercado. Durante o contacto com a população, as queixas mais ouvidas foram relativamente à insegurança sentida e às dificuldades do pequeno comércio, em especial no mercado.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Notas de campanha: Olivais
No Mercado da Encarnação Norte, onde se iniciou o percurso, várias vendedoras manifestaram efusivamente o seu apoio ao candidato nacionalista, querendo ser fotografadas com ele e afixando folhetos e autocolantes nas suas bancas. Durante essa visita, várias pessoas acompanharam a comitiva do PNR, gritando no final as palavras de ordem “
Notas de campanha: Marvila
Auxiliado por militantes locais e acompanhado por uma comitiva, o presidente do PNR percorreu as ruas até ao centro deste bairro histórico, hoje bastante degradado, contactando com os transeuntes e ouvindo os seus problemas. A maioria conhecia já o partido e, para além dos que afirmaram votar habitualmente nos nacionalistas, houve quem garantisse que no próximo Domingo votava no PNR.
Houve algumas situações curiosas, como a proprietária de um café que ofereceu uma garrafa de água a uma militante por ser apoiante convicta do PNR há muito tempo, ou como uma senhora que disse que votava em José Pinto-Coelho, explicando depois bem baixinho que era “por ser de Direita”. O presidente do partido agradeceu a confiança dizendo que ela podia revelar as suas convicções bem alto, espantando-se de seguida com o facto de ainda subsistirem em Portugal tabus políticos destes.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Blogosfera e activismo
Integro a lista do PNR à Câmara Municipal de Lisboa e, como para o BOS, essa é a minha prioridade agora. Até Domingo só dá eleições nesta casa, não se admirem. A campanha tem sido óptima e temos tido uma projecção mediática e uma receptividade popular que de certo se vão reflectir nos resultados. Mas o mais importante não são os números, é ver a crescente militância em prol de ideias — as nossas ideias. Como disse ainda hoje a uma jornalista, durante uma acção de rua, estas eleições foram um teste que vencemos claramente. Apesar da falta de tempo, de meios e de dinheiro, o PNR conseguiu apresentar a sua candidatura e organizar uma campanha diária porque tem o mais valioso capital de todos: o esforço e dedicação dos seus militantes.
Quero ainda deixar aqui um forte abraço ao meu amigo e camarada José Pinto-Coelho, saudando-lhe a coragem e determinação com que defende Portugal e os Portugueses.












