domingo, 12 de novembro de 2006

Nick Griffin absolvido

O presidente do British National Party (BNP), Nick Griffin e o militante Mark Collett, foram abslovidos das acusações de incitamento ao ódio racial. Foi este o resultado do recurso, num caso que teve origem no ano passado devido a um documentário da BBC, filmado com câmara oculta. Em causa estavam declarações proferidas sobre o islão e sobre os muçulmanos. A absolvição foi comemorada à saída do tribunal com cerca de 200 apoiantes a aplaudir Griffin enquanto este abria uma garrafa de espumante e discursava para a multidão, chamando “baratas” aos jornalistas da BBC, que na sua opinião abusou da sua posição, e dizendo que nem o governo nem a BBC lhe podiam tirar a liberdade. A voz da censura não tardou, com Gordon Brown a afirmar que, perante este veredicto, as “race laws” têm que ser endurecidas.

Tudo como dantes?

Ainda no «Courrier Internacional», o dossier da última edição é sobre o Afeganistão, nomeadamente sobre como, passados cinco anos do afastamento dos talibãs, a situação pouco mudou, ou até piorou. A insegurança é constante, agravada pelos atentados suicidas, prática anteriormente inexistente no país. Os talibãs recuperam poder e influência, negociando com a população de algumas províncias desiludida com o governo, minado pela corrupção. Grande parte do auxílio internacional é desviado e uma das poucas melhorias visíveis é a construção de estradas. O negócio da droga vai de vento em popa, com a produção de ópio a aumentar 49% desde o início do ano, tornando o país produtor de 92% do total mundial. O Estado e o governo pouco intervêm na vida dos afegãos que continuam a ter como referências as estruturas tradicionais. Os jovens emigram para países vizinhos, como o Irão, e os mais qualificados para países ocidentais. No que respeita às mulheres, continuam a ser desrespeitadas e maltratadas, optando muitas pelo suicídio.

O Novo Imperialismo Americano no seu melhor...

Nacionalismo étnico e potência mundial

A última edição do «Courrier Internacional» publica um artigo sobre a política externa americana intitulado “A América depois de George W. Bush”, retirado da revista de esquerda liberal britânica «Prospect». Analisando as grandes alterações em curso na ordem mundial, o autor, Michael Lind, afirma que “aquilo em que se acreditou ao longo dos anos 90 revelou-se falso do princípio ao fim. A doutrina mais poderosa do mundo de hoje não é o neoliberalismo, nem a democracia, mas o nacionalismo étnico.” Não posso estar mais de acordo. Aliás, por isso refiro frequentemente o absurdo de se estar a impor à Europa o utópico modelo do multiculturalismo, enquanto no resto do mundo se formam grandes blocos étnicos que serão as verdadeiras potências de amanhã. Este é um enfraquecimento tanto forçado como voluntário, já que muitos europeus não se conseguem libertar de complexos coloniais sem qualquer sentido, atemorizados pelo chavão do “racismo”, sempre pronto a ser disparado pelos fiscais do “politicamente correcto”. Ao contrário, todos os outros povos, independentemente do seu passado, ignoram este tipo de entraves. Veja-se o caso da China, futura hiper-potência mundial, um gigante populacional etnicamente homogéneo, monstro económico e industrial, verdadeira “fábrica do mundo”. A sua influência cresce a um ritmo alucinante em todo o globo, não se detendo perante a religião dos Direitos do Homem, o “antirracismo”, o “multiculturalismo”, ou outros dogmas contemporâneos. Defende os seus interesses e sabe quem são os outros. Observando, por exemplo, a forma como tem penetrado em África, podemos afirmar que os chineses poderão muito bem ser os futuros colonizadores do Continente Negro.

sábado, 11 de novembro de 2006

Stand by

Este blog tem estado em stand by, ainda para mais com algumas falhas técnicas. Não me vou prender com desculpas e explicações, amaldiçoando apenas a péssima ligação à internet que tenho em casa. A ela se deveu o desaparecimento de metade das ligações, dos arquivos, do contador, entre outros. Estou a repor gradualmente a situação, agradecendo que me informem se me esqueci de alguma coisa na coluna ao lado. A emissão segue dentro de momentos... Espero que sem mais interrupções.