sábado, 29 de julho de 2006

Ronda blogosférica

1. Comemorou ontem três anos de existência o Nova Frente, mas a prenda foi para os leitores, com a consagração em livro deste blog indispensável. Está de parabéns o BOS, meu amigo, camarada e co-blogger, por este reduto inspirador.

2. Noticiam vários blogs o aparecimento da revista on-line Alameda Digital. Um projecto que saúdo e irei acompanhar, a confirmar que, perante a pasmaceira do discurso único da imprensa actual, a internet é o espaço livre para o debate e a reflexão.

3. Desde o mês passado que temos outra paragem obrigatória de alta qualidade e deveras recomendável. Estreante na blogosfera, A Voz Portalegrense é mais uma prova de que andava muito talento disperso e de que através da internet se consegue reunir a família nacionalista, mais velha ou mais nova, do litoral ou do interior. Bem-vindo à rede, MM, e continuação de um bom trabalho.

4. O semanário do costume volta à carga. Nem o apelo estival da praia o impede de alertar para os “perigos” da nossa sociedade. A manchete da edição de hoje é: “Extrema-direita recruta nas escolas”. O que nos levanta, automaticamente, questões como: será isso notícia? Não é o que fazem praticamente todos os partidos? Será que são todos investigados? (Pergunta que fez prontamente Jorge Ferreira). Mas, ao ler a notícia, verificamos que o caso é muito mais grave do que aparenta. A não ser que seja ficção, ficamos a saber que há vários cidadãos portugueses a ser investigados pelas suas ideias! E tal é chocantemente ilegal”, como o considera o Manuel Azinhal, na sua brilhante análise, que a todos recomendo.

5.
Os imigrantes vêm fazer os trabalhos que não queremos fazer...” Quantas vezes já ouvimos esta resposta automática, saída directamente dos manuais do pronto-a-pensar? Costumo dizer que a frase está incompleta, faltando-lhe “...nas condições em que nos são oferecidos”. Na sua fórmula politicamente correcta, a afirmação esconde a invasão da Europa por populações alógenas e a exploração humana pelo capitalismo selvagem. O sempre atento Rodrigo Nunes desmonta este que considera um dos “chavões de estimação dos imigracionistas”, num excelente post chamado “Os substitutos dispensáveis”, no obrigatório Batalha Final.

terça-feira, 25 de julho de 2006

Ainda o nuclear

Há um ano atrás, reflecti aqui sobre aquela a que chamei “uma questão nuclear”, onde me debrucei sobre o problema energético de Portugal e da Europa. Agora, leio que o “nuclear reduziria em 50% factura da electricidade”, conclusão a que chegou um estudo da Faculdade de Economia do Porto. Um dado curioso revelado pela notícia, é que o autor do estudo chegou à conclusão que “em 2005 cerca de 16% da energia consumida teve origem nuclear”. Já sabia que no nosso país isto acontecia, mas não sabia números. Que sirvam para abrir os olhos a certas pessoas, nomeadamente os crentes da religião anti-nuclear que pensam viver num país “limpo”. Espero que muitos destes falsos ecologistas, que se deixaram manipular por uma estratégia política anti-europeia, reduzam substancialmente o seu número. A energia nuclear deixou de ser uma oportunidade para se tornar uma obrigação. Para enfrentar os desafios do futuro, a solução energética para Europa deve conciliar o nuclear, as energias renováveis e um entendimento petrolífero com a Rússia.

Para hoje

Para o Rodrigo Emílio

É preciso ficar aqui, entre os destroços,
E cinzelar a pedra e recompor a flor.
É preciso lançar no vazio dos ossos
A semente do amor.

É preciso ficar aqui, entre os caídos,
E desmontar o medo e construir o pão.
É preciso expulsar dos cegos dias idos
A insónia da prisão.

É preciso ficar aqui, entre os escombros,
E libertar a pomba e partilhar a luz.
É preciso arrastar, pausa a pausa, nos ombros,
A ascensão de uma cruz.

É preciso ficar aqui, entre as ruínas,
E aferir a balança e tecer linho e lã.
É preciso o jardim a envolver as oficinas:
É preciso amanhã.

António Manuel Couto Viana
in “Nado Nada”, 1977.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Fim-de-semana comentado

Por vezes, queixo-me que nesta casa se comenta pouco e interrogo-me sobre as razões por que tal acontece. O passado fim-de-semana foi diferente. Posts com uma quase uma semana e até mais foram palco de interessantes trocas de ideias. É isto que qualquer blogger espera nas suas caixas de comentários e, por isso, estou agradecido. Esta vaga de comentários, diga-se de passagem, ocorreu durante um período de abstinência minha. Parece que quando não escrevo, os leitores tomam as rédeas do Pena e Espada e mantêm-no a andar. Melhor ainda, sabem o que fazem.

domingo, 23 de julho de 2006

Afastar os “incorrectos”

O sistema demonstrou mais uma vez que não tolera vozes dissidentes. Lembram-se de António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), que quando teve a coragem de publicamente estabelecer uma ligação directa entre imigração e crime foi automaticamente classificado como “xenófobo”? Pois bem, tanto ele como o seu colega António Cartaxo foram aposentados compulsivamente por declarações proferidas... Este é um caso de contornos de tal maneira pouco claros, que ambos os sindicalistas afirmam que este não foi um processo disciplinar mas um “processo político”. O presidente do SPP considerou que foi “um processo cheio de ilegalidades, pois não houve acareações, não foram ouvidas várias testemunhas e não há actas”, acrescentando que “o Governo não reformou dois polícias, mas dois dirigentes sindicais”.

Recorde-se que o SPP é um sindicato que prima pela independência, pois não é controlado por nenhum partido político, e pela coragem, pois é o único a alertar publicamente para a falta de condições de trabalho das forças policiais em Portugal, nomeadamente face às novas formas importadas de criminalidade. Está visto que uma estrutura sindical destas não interessa ao presente (des)governo, preocupado em entreter o país com operações de marketing. E quando não interessa, afasta-se...

terça-feira, 18 de julho de 2006

Liberdades de expressão (II)

Na passada semana falei aqui de pedofilia e referi o caso do “partido pedófilo” holandês. Hoje leio no «Jornal de Notícias» que um tribunal de Haia chumbou o requerimento que pretendia que fosse impedida a sua constituição. A decisão baseou-se na “liberdade de expressão”, que o tribunal entende ser a “base de uma sociedade democrática”. Não me vou alongar sobre este caso, lembrando apenas que há muito que vemos o avançar da ofensiva dos pedófilos. Como noutros casos, estes vão impondo a pouco e pouco os seus comportamentos como normais.

Perante esta decisão judicial e depois de ler várias opiniões favoráveis, não posso deixar de lembrar que quando está em causa a proibição de partidos nacionalistas ou de “extrema-direita”, todas as vozes habitualmente defensoras da tolerância — até nos casos mais aberrantes — se unem para num apelo à censura e à perseguição. São os dois pesos e as duas medidas da “liberdade de expressão” a que temos direito.

Terroristas islamitas em Espanha

Noticiou ontem o «Diário de Notícias» que a “actividade de grupos terroristas islamitas aumenta em Espanha”. Uma realidade preocupante que presente no país vizinho, tal como em muitos outros países europeus. Não se trata de um mero caso de polícia, como certos sectores politicamente correctos nos querem fazer crer. É uma das consequências da imigração desregrada e de uma atitude de subserviência em relação à presença islâmica na Europa, que apenas os crentes do mito da integração não vêem… porque não querem ver.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Do blog ao livro


Li ontem, de uma assentada e pela noite dentro, o livro do BOS de que falei no post anterior. E que bem que soube! Já com “Histórias Secretas da PIDE-DGS” aconteceu tal e qual, mais uma e começo a considerá-lo o efeito bosiano, cientificamente testado. São 262 páginas que representam apenas um terço do blog, numa óptima selecção. Ler em livro um blog que acompanhei desde a primeira hora é um exercício interessante e, por vezes, surpreendente. De início parece uma releitura — nada que me importe, pelo contrário, muitos são os livros que adio por uma boa releitura —, já que há postais (segundo a terminologia do autor) que de tão bem grafados nos ficam gravados. Outros há a lembrar polémicas que alastraram a outros blogs, da mesma maneira que há os que redescobrimos com o maior prazer. Horas de regalo garantido, com o conforto de saber que a obra continua no Nova Frente.

Em conversa com o BOS sobre a concepção do livro e a selecção dos textos, disse-me: “nem nos apercebemos bem da quantidade que escrevemos, eu tinha uma ideia pelas cópias que faço”. Dei-lhe prontamente razão, mas decidi verificar. Nunca faço backups, por isso só agora vi o que é o meu blog em Word. Penso que pode ser uma boa ideia ver um dia o Pena e Espada publicado. É uma ideia que ganha força, ainda para mais agora que já sei a editora a chatear…

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Já cá cantam!

Finalmente tenho em meu poder as duas últimas obras publicadas pela Antília Editora que está de parabéns. A primeira, “Nova Frente — Textos da Blogosfera”, do Bruno Oliveira Santos, é a passagem a livro de um blog que considero indispensável e que acompanhei desde o nascimento. É essencial e obrigatório. A minha grande amizade com o Bruno não me impede, porém, de reconhecer objectivamente o seu extraordinário talento. Da leitura diagonal que já fiz, destaco a excelente organização e selecção, prometendo mais comentários quando o (re)ler. A segunda, “Os Alemães em Portugal 1933-1945 — A Colónia Alemã através das suas Instituições”, de Reinhard Schwarz, é um trabalho exaustivo de investigação sobre um tema muito pouco conhecido entre nós. Segundo o autor, este livro “constitui uma tentativa de apresentar através das suas instituições a colónia alemã no período que medeia entre 1933 a 1945. Esse período de tempo, bastante breve mas recheado de acontecimentos, foi cunhado em diferentes medidas pela força motriz do Partido Nacional-Socialista e pela sua representação em Portugal, que moldou — muito mais do que geralmente se supõe — a actividade alemã em Portugal.” Recomendo-as vivamente. Toca a abrir os cordões à bolsa!

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Pedofilia e SIStema preconceituoso

O relatório do SIS sobre “A pedofilia em Portugal: ponto da situação” elaborado em 2000, hoje referido no «Diário de Notícias», está a ser criticado por ser preconceituoso. A associação entre homossexualidade e abuso de menores, a afirmação da existência de uma “cultura pedófila” e a utilização como sinónimos de pedofilia e abuso sexual de menores, estão entre os pontos mais atacados. O irónico neste caso é que o director do SIS à época da elaboração do documento era, nem mais nem menos, o campeão do politicamente correcto: Rui Pereira.

Em sua defesa, disse “ter solicitado, num esforço "de evitar uma linguagem ideologicamente comprometida", que se deixasse de usar a expressão "indivíduos de raça negra", já que "não há raças para além da humana"”. Espantoso! Já cá faltava o eterno complexo racista. Ou ele quer exterminar as raças para instaurar só uma (eleita?), numa atitude tipicamente genocida, ou considera que essa raça única (uniformizada?) já existe, o que muitas pessoas — de várias raças — considerariam extremamente ofensivo. Nesta questão das raças humanas, não há mais nada a dizer a não ser aconselhá-lo a consultar um antropólogo… ou um oftalmologista.

Mas voltando ao tema, apesar da sempre eficaz distracção racista, Rui Pereira continuou, sem conseguir, a tentar descalçar esta bota. Recorde-se que o relatório é o resultado de uma pesquisa por ele ordenada enquanto director do SIS, na sequência de casos como o de Dutroux na Bélgica. Os investigadores assinalaram “a existência de uma “cultura pedófila”, ou, se se quiser, de um “ambiente cultural” de pedofilia, sustentado e mantido não só através de literatura e textos justificativos, como ainda por uma simbologia cuidada”, e referiram alguns autores e obras literárias que consideram de referência nesse ambiente, onde é curioso que não incluam o famoso “Lolita”, de Nabokov. Uma das obras referidas é “Morte em Veneza”, de Thomas Mann, que prontamente Rui Pereira disse ter entre os seus livros favoritos. Para mais episódios caricatos destas “aventuras de um ex-director”, basta ler as várias notícias sobre o relatório publicadas hoje.

Sobre uma questão tão grave como esta, aceito a crítica de que misturar deliberadamente pedofilia, abuso sexual de menores e homossexualidade é desonesto, mas respondo que querer separar estes fenómenos e compartimentá-los como se não tivessem qualquer relação é ainda mais desonesto. São realidades que se cruzam frequentemente e que muitas vezes estão directamente relacionadas. Nos tempos que correm, e ao contrário do que tentam mostrar os media, o vento está de feição para os pedófilos. A sociedade de informação facilitou o crescimento exponencial desta realidade e, principalmente, a ligação entre pedofilia e altos interesses políticos, judiciais e outros, tem permitido que muitos dos prevaricadores ajam impunemente e que comece a haver tentativas de legalização da pedofilia. O exemplo mais gritante foi a recente criação de um “partido pedófilo” na Holanda, que defende, entre outros, a maioridade sexual aos 12 anos de idade. Pode parecer ridículo ou chocante hoje, mas basta olhar para outros casos para ver que amanhã este filme se pode tornar realidade.

“Una vittoria della nostra identità”


Para desgosto dos pregadores do multiculturalismo, a selecção francesa perdeu na final do Mundial contra a selecção italiana. Sabendo a carga política que tem o extraordinário fenómeno do futebol, podemos considerar este o acontecimento mais politicamente incorrecto do ano. De tal maneira estava preparada a festa da mestiçagem, que nem o comportamento anti-desportivo inaceitável de Zidane o impediu de ser considerado o melhor jogador do campeonato.

O que é facto é que, numa Europa assaltada diariamente por milhares de imigrantes do terceiro mundo e onde a utopia do multiculturalismo e da integração provocam uma imparável escalada das tensões étnicas e raciais, a vitória de uma equipa de nacionais sobre uma de nacionalizados é um duro golpe contra os chantres da destruição dos povos.

O que muitos pensaram e se coibiram de dizer, receando o terrorismo intelectual, ouviu-se nas palavras de Roberto Calderoli. O vice-presidente do Senado italiano e ex-ministro afirmou, sem papas na língua, que “Berlim foi uma vitória da nossa identidade”, dizendo que a equipa francesa “sacrificou pelo resultado a sua identidade ao fazer alinhar negros, muçulmanos e comunistas”.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Hemeroteca (VIII)

O jornal que hoje trago tinha a sua sede no Rio de Janeiro e considerava-se “um jornal para o Brasil e Portugal”.

Título: O Mundo Português
Data: 11 de Julho de 1954
N.º 131
Director-Responsável: Dr. Hermínio M. Macedo



Neste jornal as notícias são todas sobre Portugal e as suas então Províncias Ultramarinas e sobre a comunidade portuguesa no Brasil, numa celebração da “universalidade portuguesa”. O desejo de ligação entre os dois países era tão grande para «O Mundo Português», que uma das suas secções se chamava “Vida Associativa da Colônia”, dando conta das actividades de várias associações lusas no Brasil, como o Centro Transmontano, a Casa das Beiras ou a União Portuguesa Oliveira Salazar. Nesta edição o destaque vai para o segundo caderno dedicado à viagem do General Craveiro Lopes, então Presidente da República, pelo Império, dando conta da forma entusiástica como foi recebido. O jornal custava um cruzeiro, o que na altura equivalia a dois escudos e nove centavos, segundo a cotação constante da primeira página.

sábado, 8 de julho de 2006

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Há um ano



Há um ano o horror invadiu Londres.
Há um ano o Islão — expansionista e intolerante — tornou a tirar o véu.
Há um ano desfez-se a ilusão integracionista.
Há um ano terminou a utopia da capital do multicultiralismo.
E, há mais de um ano, continuamos a ouvir as mesmas desculpas…
Até quando?

Música (VII)

Hoje decidi mudar a música para a inspiradora “Come il vento”, retirada do excelente e único álbum “Tutti all'Inferno”, dos italianos Intolleranza.



Come il vento

Anni di torpore anni di appiattimento
una generazione senza sentimento
non ci sono slanci non c'è più tensione
per il combattimento non c'è più una ragione.

Il cancro consumista le menti ha devastato
giovani senz'ossa il solo risultato
giovani perduti quanti anni buttati
signori del sistema non ci avete piegati.

Riaffiorano i ricordi degli anni di passione
ritorna il vecchio sogno per la rivoluzione.

La rivoluzione è come il vento la rivoluzione è come il vento.

Racconti senza fine di gente che ha pagato
non puoi mollare adesso la lotta a questo stato.

La rivoluzione è come il vento la rivoluzione è come il vento.

Scontri nelle piazze con spranghe nella mano
i rivoluzionari non son caduti invano.
Fuoco della rivolta sta bruciando ancora
dell'insurrezione risorgerà l'aurora
tirannide borghese
ancora poco tempo
la rivoluzione scoppia in ogni momento.

La rivoluzione è come il vento la rivoluzione è come il vento.

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Britânicos contra a imigração

Mais de sete em cada dez britânicos são contra uma amnistia para os imigrantes ilegais e a maioria considera que a imigração mudou a Inglaterra para pior.” Esta notícia surge depois de uma sondagem feita pela YouGov, a pedido da Migration Watch UK, um think tank independente e apolítico que se opõe à imigração maciça.

Perante esta situação, vemos que no Reino Unido, tal como no resto da Europa, apesar da preocupação e oposição da maioria da população e do trabalho de várias organizações não governamentais que alertam para o perigo da imigração em massa e desregrada, o governo não tenciona fazer nada para resolver o problema. Pelo contrário, opta pela via suicida das “legalizações extraordinárias”, um convite declarado a todos os imigrantes ilegais que está a transformar o nosso continente num asilo do mundo… até rebentar!

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Durante a minha ausência

Numa altura em que me tem sido muito difícil marcar presença na blogosfera, devido principalmente a motivos familiares, mas também profissionais, decidi fazer um apanhado de algumas notas que não quis deixar passar.

Escola – Depois de uma reportagem na RTP sobre violência nas escolas portuguesas, onde foram utilizadas câmaras ocultas que captaram imagens chocantes, ouvimos o secretário de Estado adjunto da Educação dizer, no debate que se seguiu, que este era um problema localizado e com motivos étnicos. Como no resto da Europa, constatamos a destruição da escola pública pela imigração do terceiro mundo e o crescer das tensões étnicas e assistimos à passividade dos nossos (des)governantes.

Alvoroço – Certa agitação no meio nacionalista, com grande projecção nos media. Alguma imprensa ultrapassou os limites da imaginação fértil e entrou no campo do delírio tresloucado. Como reacção, o meu amigo BOS aconselha o “indiferentismo dos verdadeiros aristocratas”, num post formidável, que assino por baixo, onde faz referência à opinião de Pacheco Pereira — isento nesta matéria — que denuncia este pseudo-jornalismo como “um produto de uma forma politizada e radical de um 'anti-racismo' patrocinado emblematicamente pelo Bloco de Esquerda”.

Livro - A boa notícia é que finalmente o BOS decidiu fazer do Nova Frente livro. A má notícia é que ainda não o tenho. Uma óptima aposta (ganha) da editora; que este lançamento do ano inspire muitos mais.

Mundial – O poder do futebol é arrebatador. Por cá, todos esperam que a nossa selecção faça ainda melhor do que os “magriços” há quarenta anos e não vêem mais nada. Altura ideal para Freitas sair do governo pela “porta dos fundos”… e de “maca”! Não se reconhecendo a si próprio, o país embriaga-se no jogo. O pior é a ressaca… Assistimos a uma mobilização nacional extraordinária e é pena que não aconteça por outras causas.

4 de Julho – Ontem, a Coreia do Norte decidiu juntar-se a festa nacional americana lançando os seus próprios foguetes. O decadente reduto estalinista procura a todo o custo afirmação internacional para garantir a sua sobrevivência e os EUA continuam alimentar estas posições de força com Pyongyang e também com o Irão, quando sabemos que a nova guerra fria — já em curso — é com a China.