quarta-feira, 31 de maio de 2006

Licença por paternidade

Tenho estado ausente da blogosfera pelo melhor motivo do mundo: a minha filha. Nasceu no passado Dia da Espiga e é, naturalmente, o centro das atenções lá em casa. Para além dos pais babados e do irmão orgulhoso e protector, até o cão dorme aos pés do berço, guardando o nosso tesouro.

Vou tentar regressar com maior assiduidade, mas não é apenas a paternidade que dificulta a minha presença regular aqui. O facto de não ter optado por aquele operador de telecomunicações que não me apetece dizer o nome, mas é o maior do país, tem adiado minha a ligação à internet em casa para além de tudo o que é aceitável. Mais um episódio da falsa concorrência comercial que temos no nosso país...

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Prémio garantido

A última ideia brilhante imigracionista, anunciada pelo ministro da Administração Interna, é premiar os delatores de redes de imigração com vistos de residência. Por um lado, insiste-se que a Europa não é o paraíso que a redes de imigração apresentam, mas como os imigrantes são sempre considerados vítimas, são recompensados com uma estadia no falso el dorado. Por outras palavras, o imigrante — eterno coitadinho — sai sempre a ganhar: se não conseguir entrar no nosso país com o auxílio de uma rede, ou estiver descontente com os serviços por esta prestados, é só denunciá-la às autoridades e tem a sua permanência assegurada. Como dizem os americanos: it’s a win-win situation. Ainda têm o desplante de a considerar uma medida contra a imigração!

terça-feira, 23 de maio de 2006

São Paulo: “a culpa é da minoria branca”

O meu amigo Giovanni, que é jurista e vive no estado de São Paulo, no Brasil, chamou aqui a atenção para o que considera um “absurdo lançado pelo governador de São Paulo, durante essa terrível crise que enfrentamos, sob o domínio da criminalidade!” Ele refere-se a uma entrevista com Cláudio Lembo, onde este culpa a “minoria branca” pela violência… O que seria de espantar era se ele acusasse os criminosos com quem negociou. Sem me alongar mais sobre os recentes acontecimentos em São Paulo, quero apenas dizer que mais uma vez vemos que a questão racial está bem presente no Brasil — como aliás em qualquer estado multirracial. Neste caso, que nos diz historicamente respeito, caiem por terra os delírios utópicos daqueles que viam neste país sul-americano a concretização do Portugal universal unido pela lusofonia.

quarta-feira, 17 de maio de 2006

segunda-feira, 15 de maio de 2006

O último bife do Império

O Café Império também faz parte da minha vida, como disse o Pedro, que acha que este deve cair “com a dignidade possível”, e concordo com o Eurico, quando diz que a “queda do Império” já não é de hoje. Mas, apesar de tal como tantos habitués o ter abandonado há muito pela sua decadência, confesso que não gosto de ver desaparecer (mais) um lugar emblemático da capital e que fico com saudades do bife.

domingo, 14 de maio de 2006

PNR em Vila de Rei

Enquanto os partidos com assento parlamentar comem à mesa do orçamento e os pequenos esperam pelas eleições e os tempos de antena, o Partido Nacional Renovador sai à rua em defesa de Portugal e dos portugueses. Contra a maré politicamente correcta, o PNR denuncia a destruição do nosso país e do nosso povo. É claro que esta atitude assusta os interesses instalados, ainda para mais quando gera a simpatia e o apoio de populares.

Hoje, em Vila de Rei, depois de (mais) uma campanha negativa por parte dos media, o PNR manifestou-se contra a decisão da presidente da câmara de combater a desertificação através do incentivo à imigração de famílias brasileiras. Como era de esperar, o protesto foi um sucesso. Decorreu sem problemas e captou a atenção e o apoio de vários vilarregenses.

Infelizmente não pude estar presente, mas consegui ver uma entrevista em directo com o presidente do PNR, na Sic Notícias, para além das declarações de alguns habitantes locais que estavam totalmente de acordo com os manifestantes.

José Pinto-Coelho recusou que o protesto fosse contra a famílias brasileiras, afirmando que “não somos contra o imigrante ou as migrações, que é um fenómeno normal e de todos os tempos. Somos, isso sim, é contra a invasão em massa e a pura e simples substituição dos nosso povo, por outros povos e por outras culturas.” Disse que “temos cerca de 600.000 desempregados em Portugal e a preocupação da senhora Irene Barata (e de todos os políticos imigracionistas) é a de oferecer trabalho aos brasileiros! Claro, trabalho-escravo.” Lembrou, também, que as centrais sindicais nada disseram sobre este caso.

Num apelo popular, disse:
Povo Vilarregense! Povo português!
Não se deixem mais enganar pelos políticos de sempre. Esses, dos partidos e dos sindicatos do sistema, da extrema-esquerda à direita parlamentar, são todos eles culpados e responsáveis pelo estado de coisas a que chegámos. Nós somos o país de Europa onde se vive pior. Até quando iremos aguentar sem reagir? Está na hora de dar voz e dar força ao PNR e de acabar com o reinado dos traidores que só prejudicam a Nação e o seu Povo. Esses mesmos traidores que, a cada dia que passa, mais e mais hipotecam o futuro dos portugueses e ameaçam a continuidade de Portugal enquanto Nação. É bom que o povo Português nos vá conhecendo! Ao conhecer-nos, vai descobrir que nós somos de facto, aqueles que defendem os seus verdadeiros interesses. Que nós somos a alternativa! Contrariamente aos 5 partidos do poder que apenas são alternância entre si. Estamos fartos de sermos mal tratados! Não podemos mais consentir nas suas prepotências, mantendo-nos calados.

sábado, 13 de maio de 2006

O mau jornalismo habitual (V)

Quando o PNR anunciou que ia realizar uma manifestação em Vila Rei contra a opção da presidente da câmara de repovoar o concelho com famílias brasileiras, assistimos aos habituais excessos sensacionalistas da imprensa. Este post serve para referir um caso do qual falei hoje com o meu amigo e camarada José Pinto-Coelho. Numa conversa telefónica que tive hoje com o presidente do PNR, antes de ele partir para Vila de Rei, disse-me que a pior notícia que tinha visto foi a titulada “Extrema-direita ameaça brasileiros”, já que antes tinha dado uma longa entrevista ao «Correio da Manhã» onde havia referido claramente que nada tinha contra as famílias em questão, como aliás disse hoje à tarde no seu discurso. Já se percebeu que as recentes manifestações nacionalistas, que decorrem naturalmente sem quaisquer incidentes, andam a incomodar muitos jornalistas bem-pensantes ávidos de sangue.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Mau precedente

Muito tem sido dito sobre a iniciativa da presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei que, para contrariar o envelhecimento da população local, patrocinou a vinda de famílias brasileiras para o conselho, que beneficiarão de várias regalias. Nada tenho contra as pessoas em questão e, aliás, tendo em conta o estado brasileiro de onde vêm, serão com certeza na sua maioria de origem europeia, ou seja, muitos deles serão até descendentes de portugueses. Se falo neste aspecto, é porque para além de não diabolizar estas famílias, que podem ser as mais honestas e bem intencionadas do mundo, considero que têm maior proximidade connosco do que imigrantes de outras origens.

No entanto, o que está aqui em causa é o mau precedente que esta medida representa. Numa altura em que no nosso país há cada vez mais imigrantes e no qual os conflitos sociais se agudizam e a criminalidade aumenta, não é de incentivos à imigração que precisamos. Se queremos perpetuar o povo português, precisamos de… portugueses! Quando a seguir às notícias de baixa taxa de natalidade nacional, encerramentos de maternidades, aumento da carga fiscal das famílias portuguesas, alteração da lei da nacionalidade, aumento do número de desempregados, entre outras, nos é anunciado que a solução para a vitalidade do nosso povo está na imigração, isto é um apelo a baixarmos os braços. A partir de agora, esta solução milagreira desculpa todos os erros governativos, políticos e legislativos. E toca de abrir cada vez mais as portas! Hoje brasileiros… amanhã senegaleses?

Contra esta situação protestam, já amanhã, o PNR e a FN, numa manifestação pública em Vila de Rei, pelas 17 horas.

quinta-feira, 11 de maio de 2006

A força dos números

Imigrantes enchem prisões” é a manchete de hoje do jornal «Correio da Manhã». Segundo a notícia, que cita dados da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, “14% dos presos são estrangeiros”, pois existem “1381 imigrantes nas cadeias portuguesas”. Quanto ao esforço financeiro que estes representam, ficamos a saber que “cada recluso, segundo o Ministério da Justiça, custa ao Estado 43,08 euros por dia. Contas feitas, a população prisional estrangeira custa 1,8 milhões de euros por mês, 21,7 milhões por ano.” Números a recordar da próxima vez que nos queiram impingir que não existe uma relação directa entre imigração e aumento da criminalidade, assim como quando pagarmos os nossos impostos. Para quem se espante com estes elevados números, lembro que não incluem os imigrantes e seus descendentes que conseguiram obter a nacionalidade portuguesa graças a medidas etnocidas de políticos irresponsáveis. Mas não se preocupem, para o actual ministro da Administração Interna, isto deve ser só um caso de números “racistas”...

terça-feira, 9 de maio de 2006

O “xenófobo”

António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), é o “xenófobo” que está na ordem do dia, para os terroristas intelectuais do pensamento único, depois de ligar directamente a imigração ao crime, proferindo frases como “o aumento da criminalidade em Portugal deu-se com a abertura das fronteiras”. É claro que para os imigracionistas bem-pensantes a imigração só tem lados positivos e, por isso, declarações como esta são inaceitáveis. Aliás, hoje em dia, a doutrina oficial — politicamente correcta — diz-nos que quem sabe destas coisas não são os profissionais das forças de segurança, que lidam directamente com os novos fenómenos de criminalidade violenta importada, mas os sociólogos integracionistas, pregadores da panaceia do multiculturalismo.

As declarações de António Ramos não são o resultado de considerações pessoais especulativas, de uma ideologia política incorrecta ou de um preconceito racista. Elas são, apenas, a constatação de um facto. Mas, apesar de esta ser uma situação à vista de todos, afirmar o que se passa é um acto de coragem na actual ditadura do politicamente correcto. Para os imigracionistas de serviço, que continuam a tentar tapar o sol com a peneira, parece que os imigrantes são incapazes de cometer crimes. Como o arrastão, que insistem que nunca aconteceu… lembram-se?

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Hitler e Jünger

Pacheco Pereira descobriu as leituras de Hitler em “Hitler’s Library”, de Ambrus Miskolczy, que considera interessante, chamando a atenção para “Hitler, leitor de Ernst Jünger”. Esta referência deve-se certamente à obra “Sobre as Falésias de Mármore” — cuja melhor edição portuguesa é a da Vega, de 1987 — e a sua proximidade com o grupo de oficiais alemães responsáveis pelo atentado de 1944. Sobre este livro e a atitude do führer em relação ao escritor alemão recordo aqui o artigo de Roberto de Moraes “Ernst Jünger: O Mago da Floresta Negra”, publicado na revista «Vida Mundial» em 1976, que aqui reproduzi, com a autorização do autor, há quase dois anos. Aqui fica o excerto:

«No seu romance “Auf den Marmorklippen” (“Sobre as Falésias de Mármore”), cujas provas reviu em Setembro de 39, de novo sob uniforme, já com os galões de capitão, traduzindo a promoção que lhe fora comunicada por telegrama pelo próprio comandante em chefe do Exército, von Brauchitsch, sinal de rara distinção, logo houve quem visse — sobretudo em certos círculos do ministério de Goebbels — uma denúncia do totalitarismo.
No entanto, apesar da insistência de muitos, já depois de terminada a guerra, e não obstante a simpatia fácil e as vantagens que daí lhe adviriam junto das autoridades de Ocupação, sempre o autor negou que o sinistro ditador das “Falésias” representasse Adolfo Hitler. E contudo, no “Diário”, de passagem, há uma referência clara ao desacordo entre Polis e Ethos. Mas, como também escreveu, a propósito das acusações de não apurar suficientemente as responsabilidades de guerra, ama a sua pátria.
Logo proibido na Alemanha, quando do seu aparecimento, embora a suspensão mais tarde fosse levantada, tendo sido até traduzido na França ocupada de 1942, o livro tornaria Jünger suspeito.
De resto, o tema das “Falésias” — a “destruição do mundo tradicional e cavalheiresco”, o fim das “guerras leais em que combatiam cavaleiros” — é o mesmo das “Abelhas de Cristal” e de “Heliopolis”. Na linha dos velhos mitos germânicos, os heróis, “após terem lutado em vão contra as hordas de novos bárbaros, retiram-se para mundos misteriosos e distantes, colocando no rosto máscaras de ouro”, símbolos da morte e da entrada num ciclo de redenção.
Jünger, sem conspirar propriamente, pertencia aos círculos de certa oposição interna — o grupo do general comandante da região militar de Paris, von Stuelpnagel, junto de quem servia. E, se na sua ligação aos que, em 20 de Julho de 44, tentaram eliminar o Führer, não o levou ao Tribunal do Povo, onde os processos, expeditivos e simples, de Freisler, não deixariam, certamente, de o incriminar, tal deve-se, não tenho dúvida, a uma profunda e misteriosa solidariedade. Hitler, o antigo combatente das primeiras linhas, conservava um respeito indelével pelo antigo tenente de “destacamentos especiais”, Ernst Jünger, ferido catorze vezes e titular, desde os 23 anos, da mais alta condecoração militar alemão do tempo, o “Pour le Mérite”, e poeta luminoso do heroísmo.
Esta fidelidade teria levado certa vez o chefe supremo da Alemanha a avisar os homens das “guerras” dos microfones e dos títulos de caixa alta: “Deixem o Jünger em paz.”
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Uma campanha louvável a apoiar

domingo, 7 de maio de 2006

“Mon pays me fait mal”

Há dias, foi muito falado um estudo que chegava à conclusão de que os portugueses não se interessam pelo seu país e que se Portugal fosse uma marca muito poucos a comprariam.

Com ou sem estudos como este, temos a clara percepção de que a relação dos portugueses com o seu país e consigo próprios vai de mal a pior. Há quem diga que a questão da “inviabilidade de Portugal” é uma constante da nossa história — um fado — e que não há nada a fazer contra este pessimismo inato.

A verdade é que hoje Portugal é pensado como uma marca, uma equipa de futebol, um produto, etc. Os portugueses são cada vez mais apresentados como uma “mistura de povos”, o que justifica acolher de braços abertos hordas de invasores imigrantes. Um país que deixou de se considerar como tal e que será povoado em breve por uma massa cada vez mais indiferenciada e desenraizada, assinou a sua sentença de morte.

Na crescente ausência de um sentimento de pertença, os portugueses importam-se mais com televisores plasma e telemóveis de última geração do que com a sua cultura. Os “heróis” de hoje são aqueles que fugiram e vingaram noutros países, porque aqui não vale a pena ficar e lutar. Com a sociedade telemediática vieram as “celebridades”, cuja “obra” é o mero facto de aparecerem na TV. É a vitória da forma sobre o conteúdo. Na classe governante, o exemplo não é melhor. De um executivo que aposta no marketing e na domesticação dos media para fidelizar o eleitorado, imitando a moda da imprensa das “capas positivas”, o cúmulo é o ministro que se assume publicamente como “iberista”.

Mas o que é assustadoramente preocupante é o total alheamento da população em relação à política, ou seja, aos problemas e ao futuro da sua polis. O que interessa não é a continuidade do seu povo unido num destino comum, mas o presentismo e a afirmação pessoal através de bens materiais.

E quem ainda tem conceitos como Povo e Nação? Ah! Esses são os “racistas”, “xenófobos” e “nazis”. Porque a Europa quer-se multicultural... enquanto no resto do mundo os outros têm do direito e a obrigação de preservar a sua herança e cultura.

O mau jornalismo habitual (IV)

Esta breve nota serve para assinalar uma reincidência. O correspondente do «DN» em Londres, já mencionado aqui, volta a “tropeçar” ontem no BNP. Desta vez, na notícia sobre os resultados das eleições locais em Inglaterra, volta a referir-se ao BNP como “organização fascista”, classificação que o próprio partido rejeita e que, dada a insistência, só pode ser uma consideração subjectiva do jornalista baseada no dogma politicamente correcto de que nacionalismo equivale, necessariamente, a fascismo ou nazismo. Mas, se noutra notícia nem no nome do presidente do partido acertou, agora chama ao BNPPartido Nacionalista Britânico”. O BNP é sem dúvida um partido nacionalista, mas o “N” do seu acrónimo é de “national”, em português “nacional”. Resta-me repetir o conselho: bastava usar a internet...

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Racismos (III)

A polémica racial suscitada pelo caso da participação da Miss Angola, Stiviandra de Oliveira, no concurso Miss Universo foi já referida em vários blogs. No entanto, um leitor enviou-me um link para a notícia no AngoNotícias, chamando-me a atenção para os comentários. Óptimo local para ver as reacções de vários angolanos, alguns radicados noutros países, a este episódio, que demonstra bem que a questão racial está presente em Angola e é, naturalmente, criadora de tensões e conflitos sociais.

terça-feira, 2 de maio de 2006

1.º de Maio imigrante

Numa data em que se celebra o trabalho, os imigrantes aproveitam para exigir direitos políticos. Este é mais um caso, desta vez na vizinha Espanha, onde os verdadeiros objectivos da invasão imigrante são demonstrados. Como nos diz a notícia do «Minuto Digital»: “Mal acabam de chegar e em vez de se preocuparem em integrar-se no seu novo país de acolhimento algumas associações de imigrantes tentam mobilizar os seus compatriotas para reclamar direitos… e conseguir poder.”

1.º de Maio nacionalista

Durante muito tempo o 1.º de Maio foi território auto-proclamado das “esquerdas”. Finalmente, o panorama começa a mudar. Ontem, em dois locais distintos, nacionalistas celebraram o trabalho nacional. É mais um sinal claro de que o activismo continua em alta, mesmo apesar da escassa cobertura mediática.