quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Pinochet


Por motivos óbvios, lembrei-me de uma história que costumo contar recorrentemente. Há uns bons anos atrás, ao balcão de uma cervejaria em Alvalade, ouvi alguém ao meu lado pedir um “pinochet”. Virei-me automaticamente e, corrigindo o sujeito de meia-idade, disse-lhe que o que ele queria pedir era um panaché. Incomodado por esta chamada de atenção vinda de um adolescente e motivadora, ainda para mais, de alguns esgares de vários dos presentes, retorquiu:
— O menino nunca ouviu falar do Pinochet?
— Sim, claro. Mas o que tem ele a ver com isto?
A resposta foi tão pronta, que deu a ideia de não ser um improviso da altura:
— Pois foi ele que inventou esta bebida.
Perante tal sabedoria, não me contive:
— Já ouvi acusar o Pinochet de muita coisa, agora de estragar cerveja é a primeira vez!

7 comentários:

  1. Haverá sempre uns alarves que não sabem falar; ignoram o significado das palavras excepto as vernáculas, fruto de séculos de as martelar os seus ouvidos. Tal como os castelhanos que "non entienden lo que decimos" até os mandarmos "pró caralho" ou "prá puta q'os pariu"; aí percebem logo.

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  2. Ora. Há gente que tem a culpa de tudo.

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  3. Esse sujeito utiliza a mesma lógica dos jornalistas imparciais que durante estes dias nos foram dando em primeira mão as notícias da morte do «ditador sanguinário» do Chile. É de facto salutar verificar que em Portugal o jornalismo não está contaminado pela ditadura opinativa de esquerda. :)
    Giustiniani

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  4. De fato ditadura e álcool não combinam

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  5. eu prefiro a bela "mine"

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