
Tempo de “virar o disco”, desta vez para trazer aqui uma banda bastante original e inovadora, os romanos Zetazeroalfa, com a música “Balla più veloce”, retirada do excelente primeiro álbum “La Dittatura del Sorriso”, de 1999.

Aconselho aqui o último número da «Identità — il ritorno all’umano», a “revista europeia de cultura política”, dirigida pelo meu amigo e camarada Salvatore Francia. Refiro-me ao número 3, referente a Junho de 2006, com o preço de €10. As suas 68 páginas A4 contêm diversos artigos escritos em várias línguas europeias, como italiano, francês, inglês e castelhano. A abrir a revista, o excelente conjunto de artigos subordinados ao tema “Pela Europa dos europeus”, dos quais destaco “Europa e Identidade”, de Salvatore Francia, “Por que somos europeístas?”, do Centro Studi Identità, “Do niilismo à tradição”, de Michael O’Meara, e “As duas Europas”, de Niccolò Giani, aos quais se seguem dois textos sobre a Europa e o Islão, “Panislamismo e panarabismo”, de Mario Cassiano, e “O futuro dos Balcãs”. O dossier seguinte é sobre a política externa americana e conta com diversos artigos, dos quais realço “A guerra como base da expansão económica americana”, de Nicola Clemente, a publicação de um documento top secret de 1970, assinado pelo General W. C. Westmoreland, sobre operações secretas do exército americano, e “A formação da aristocracia no sistema universitário americano”, de Rick Fantasia. Última referência para os comentários ao livro do escritor israelita Abraham B. Yehoshua, “Judeu, israelita, sionista: conceitos a precisar”, que o próprio Salvatore Francia diz que “merece ser lido”. Para adquirir um exemplar, podem contactar a revista através do correio electrónico identita@ya.com.

Só hoje concluí a leitura do primeiro número de «Le Choc du Mois», referente ao mês de Maio, mas que infelizmente só recebi em Setembro, quando havia saído já o n.º 4. Apesar deste atraso, não podia deixar de referi-lo aqui. Nascida em 1987, em plena Guerra Fria, e publicada até 1993, esta revista foi desde o início “totalmente livre, de todos os interesses políticos ou financeiros, de todos os grupos de pressão, de todos os círculos de influência”, nas palavras do seu director Jean-Marie Molitor, que nos assegura no editorial que assim continuará a ser. Com uma tiragem de 45 000 exemplares e disponível nos quiosques, esta publicação não pretende ser marginal, mas um “journal de unité national”. Um óptimo regresso de uma revista livre de reflexão e análise à qual desejo uma vida longa.