sábado, 2 de setembro de 2006

Recuerdos de férias

Durante as férias, absorvido pela leitura e pelo convívio familiar, o meu contacto com o mundo exterior foi reduzido. Sem acesso à internet, na televisão via apenas ocasionalmente as notícias. Nas frequentes caminhadas matinais, passava pela banca de jornais e, por entre tablóides ingleses e edições locais de periódicos, optava pelo «ABC», que pode ter defeitos, mas o formato não é um deles. No conteúdo também tive algumas surpresas agradáveis e por isso fiz alguns recortes que são os meus recuerdos de férias para esta casa:

Clemência – No dia 12/8, Ignacio Camacho escreve na sua coluna um pedido de clemência a Alá por tudo o que representa a sociedade ocidental e, principalmente, “por ser, definitivamente, livres em vez de escravos, e querer continuar a sê-lo”, para concluir que “tudo isso não é suficiente. Porque quando o fizermos, quando abjurarmos a nossa civilização e as nossas crenças, quando nos retratarmos das nossas certezas, quando nos ajoelharmos implorando a misericórdia de Alá, matar-nos-ão da mesma maneira, sem nenhuma piedade nem compaixão. Porque somos diferentes e porque apenas querem a submissão ou o extermínio da diferença”.

Invasão imigrante – Perante a catastrófica situação nas Canárias, podíamos ler no editorial “Imigración desbocada”, da edição de 12/8, que “cresce o número dos que pensam que o desinteresse e o descanso com que a UE enfrenta o problema das Canárias não é um acaso e que talvez alguns países não esquecem a insensata política de legalização maciça de imigrantes levada a cabo pelo executivo espanhol”. No dia seguinte, uma notícia dava conta que oito cidades espanholas repartiam mais de 8 mil imigrantes ilegais transferidos das Canárias. Uma coisa verdadeiramente inacreditável! Os mais de 15 mil imigrantes ilegais que deram à costa das Canárias desde o início do ano são postos em liberdade pela Polícia e circulam indocumentados.

Aliança de civilizações – Sobre a proposta feita há dois anos por Zapatero de uma “aliança de civilizações” responde M. Martín Ferrand na sua coluna que “uma aliança entre o nosso mundo, o ocidental, e o muçulmano para combater o terrorismo internacional fundamental e fundamentalista islâmico, é como querer uma ONG, codirigida pelo Capuchinho Vermelho e pelo Lobo Mau em defesa das avózinhas desamparadas”. Lucidamente, afirma ainda que a “Europa, a nossa casa, não é fruto de uma casualidade, mas de um processo histórico complexo que se sustenta no pensamento grego, no direito romano, e na ética cristã. Podia ter sido de outro modo, mas é assim e para ele contribuiu essencialmente o enfrentamento sistemático com os inimigos islâmicos que nos cercam a Sul. A Reconquista espanhola, as Cruzadas ou a defesa de Constantinopla são, para além de acontecimentos históricos, nutrientes para a alma europeia da qual nos sentimos orgulhosos”.

3 comentários:

  1. http://clhammer.blogspot.com

    Visitem e comentem.

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  2. Bem-Vindo. Temos de combinar almoçarada.
    Abraço.

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