quarta-feira, 6 de setembro de 2006

O Médio Oriente e a posição da Europa

A recente subida de temperatura no conflito israelo-árabe voltou a inundar os media e a captar a atenção de todos. De facto, parece que este é mais importante que a verdadeira tragédia a que a Europa assiste passivamente — a sua invasão por populações do terceiro mundo. Não é, apesar de nos quererem convencer do contrário.

A situação no Médio Oriente, como no resto do mundo, alterou-se e isso significa que determinadas posições não fazem sentido ou são mesmo contrárias aos nossos interesses. Israel tem vindo a perder, gradualmente, a importância geopolítica que tinha especialmente no período da guerra fria. Por outro lado, neste país que sempre praticou um terrorismo de estado e ignorou sucessivamente resoluções da ONU, o Tsahal tem cada vez mais poder e a recente guerra é prova disso. Quanto aos seus inimigos, a principal preocupação israelita não são os novos mísseis iranianos do Hezbollah, ou o rapto de militares. Israel sabe que os seus vizinhos árabes têm a arma mais poderosa de todas, a única que conseguirá eliminar a sua Terra Prometida — a “bomba demográfica”. Do lado árabe, longe vão o nacionalismo palestino e o pan-arabismo laico. O Islão surge como força aglutinadora quando o inimigo está “lá fora”, fora da comunidade muçulmana. Recorde-se que os mesmos elementos da Fatah e do Hamas que se defrontaram em confrontos armados na Faixa de Gaza, uniram-se num esforço comum contra Israel depois da ofensiva desencadeada após o rapto do cabo Gilad.

Perante a guerra contra o Hezbollah, que voltou a destruir o Líbano, a opinião na Europa dividiu-se: de um lado, chocados com a violência extrema de Israel, os pró-palestino-islâmicos, do outro, chocados com o terrorismo islâmico, os pró-americano-judaicos. Quaisquer das posturas são insustentáveis, em especial face ao ataque de que a Europa está a ser alvo. O único lado em que devemos estar é no nosso lado. Temos que defender a Europa e os europeus, não Israel ou a Palestina. Temos que aprender com este conflito, sem intervir, vendo como os muçulmanos se unem contra os inimigos debaixo da bandeira político-religiosa do Islão e têm consciência do poder da demografia, bem como, do outro lado, a política de “faz o que eu digo, não o que eu faço” que caracteriza o estado israelita. Temos que aprender, para podermos preparar uma defesa eficaz do nosso continente.

O nosso combate é pela Europa! Não devemos enviar tropas de “manutenção da paz”, mas defender as nossas fronteiras, que diariamente são assaltadas por invasores do Sul. Os americanos e os seus aliados “moderados” na região que façam esse trabalho. O dever das forças armadas europeias é defender os europeus e não policiar zonas de conflito internacionais.

No tempo de crise em que vivemos, não nos podemos distrair com as manobras dos ilusionistas políticos. Tenhamos presente a difícil posição em que nos encontramos e o árduo combate que tão rapidamente se aproxima. A Europa não está em fase de expansão, está em fase de Reconquista.

5 comentários:

  1. Isso, isso atiremos-lhe com um bolinho rijo de um jantar das quartas requentado ou com um livro em romeno, mas pesado camarada, pesadinho senão não hà Kippa que valha a tantos intelectuais que não defenderiam a freguesia se isso lhes custasse uma gota de sangue, quanto mais a Europa.

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  2. nao concordo contigo amigo Duarte. Aquilo conflito atinge-nos a todos,se simplesmente não fizermos nada,aquilo vai piorar de dia para dia e com isso vai arrastar a europa e o mundo para consequencias graves.A força internacional lá,pode estabilizar a região e trazer a paz,coisa que a guerra não faz.

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  3. A minha opinião é que a força Internacional serve como escudo ao estado de Israel. Ou alguem está mesmo convencido que, se telavive (que nunca cultivou o respeito pelas decisões da ONU) decidisse avançar com tanques de guerra para terraplanar o Libano, os capecetes azuis iriam disparar sobre eles?? Já quanto ao Hezbolah, de certeza que basta passar um miudo com uma fisga para ser sujeito a interrogatorio.
    Os Arabes, de forma directa e comparando com Israel/EUA, pouca influencia têm nas opções politicas dos Governos Europeus (daí a utilização de outros meios incluindo a tal "bomba demografica" de que fala o duarte).
    E tb concordo que os militares Europeus, que não são propriamente intelectuais, embora quase sempre obedeçam a ordens destes (e agora há que destinguir os bons dos maus intelectuais, porque existem em todos os quadrantes), deveriam servir para protejer a Europa... A Espanha, já chegam "excedentes de bombas demograficas" aos milhares por dia!! (grande percentagem dos quais Muçulmanos)
    Subscrevo: Os Americanos e os seus aliados moderados da região que façam o policiamento e que sejam apanhados no fogo cruzado se assim o entenderem.
    Quanto à Europa deveria pura e simplesmente fechar as portas a AMBOS os intervenientes nesse conflito, para mim, não há amigos ali na zona.

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  4. "A minha opinião é que a força Internacional serve como escudo ao estado de Israel. Ou alguem está mesmo convencido que, se telavive (que nunca cultivou o respeito pelas decisões da ONU) decidisse avançar com tanques de guerra para terraplanar o Libano, os capecetes azuis iriam disparar sobre eles??"

    O que ue acho é que ISrael aceitou o envio de tropas da ONU para o Líbano porque sabe perfeitamente que um dia o Hezzbolah irá matar capacetes azeusi (vão para lá morrer às dezenas) para depois se virar para o Ocidente e dizer : VIram porque é que partimos aquilo tudo?

    Israel não tem razão. Os árabes muito menos. Mas, como vão desarmar o Hezzbolah? Vão lá chegar os capacetes azuis e dizer " Dá-me as armas" e eles dão? O Hezzbolah é um autêntico exército, os capacetes azuis não têm nem um terço do seu poder. Conclusão: não vão cumprir a sua missão, só vão apra lá morrer.
    Questão: Como se desarma o Hezzbolah sem partir aquilo tudo?

    "Quanto à Europa deveria pura e simplesmente fechar as portas a AMBOS "
    Ou seja, ficar sozinha no mundo?

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  5. De acordo Duarte,não devemos cair na armadilha, apesar de alguns tentarem empurrarnos para ela.

    Social-Patriota

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