quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Os livros de férias

Suspirei aqui ontem pelas férias, que chegam finalmente no próximo Sábado, usando uma imagem de uma pilha de livros. É a minha imagem de umas boas férias de descanso. Há as férias de descoberta, que são óptimas, mas onde se termina mais cansado do que se começou, e as férias de descanso, que para mim apenas fazem sentido com muita leitura. E não me venham com a teoria de que o Verão, ou as férias, exigem literatura “ligeira”, pois é exactamente nesta altura que aproveito para ler algumas coisas bem “pesadas”. Nada como este tempo para ler e digerir com vagar, reflectir, tomar notas e escrever.

Em casa dos meus pais, o hábito e ritual da leitura eram uma herança, estavam enraízados. Todos líamos muito, com a particularidade de todos termos gostos diferentes. Quanto aos livros de férias, o costume familiar ditava que se fizesse uma excursão à livraria antes da partida. A regra era simples: podíamos comprar o que conseguíssemos ler no período do tão aguardado repouso. Nunca me dei mal com esta regra, pelo contrário. Consegui, com a sua prática, apurar o cálculo do tempo de leitura de um livro após uma breve observação. Este é um costume que tenciono, como é natural, passar aos meus filhos, se bem que ainda sejam muito pequenos. Com o mais velho, já o incito a fazer a “mala dos brinquedos”, que se baseia quase no mesmo princípio. É um começo.

Para as férias que se aproximam já fiz a minha “mala dos livros”, em primeiro lugar, como sempre. Porque as outras fazem-se de véspera, em razão da sua reduzida importância.

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