quarta-feira, 12 de julho de 2006

“Una vittoria della nostra identità”


Para desgosto dos pregadores do multiculturalismo, a selecção francesa perdeu na final do Mundial contra a selecção italiana. Sabendo a carga política que tem o extraordinário fenómeno do futebol, podemos considerar este o acontecimento mais politicamente incorrecto do ano. De tal maneira estava preparada a festa da mestiçagem, que nem o comportamento anti-desportivo inaceitável de Zidane o impediu de ser considerado o melhor jogador do campeonato.

O que é facto é que, numa Europa assaltada diariamente por milhares de imigrantes do terceiro mundo e onde a utopia do multiculturalismo e da integração provocam uma imparável escalada das tensões étnicas e raciais, a vitória de uma equipa de nacionais sobre uma de nacionalizados é um duro golpe contra os chantres da destruição dos povos.

O que muitos pensaram e se coibiram de dizer, receando o terrorismo intelectual, ouviu-se nas palavras de Roberto Calderoli. O vice-presidente do Senado italiano e ex-ministro afirmou, sem papas na língua, que “Berlim foi uma vitória da nossa identidade”, dizendo que a equipa francesa “sacrificou pelo resultado a sua identidade ao fazer alinhar negros, muçulmanos e comunistas”.

24 comentários:

  1. Cada vez gosto mais da LEGA!

    Saudacoes

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  2. Então, segundo esse sofisticado raciocínio, a anterior vitória das França no Mundial ficou a dever-se a quê? Ou as excelências da identidade só contam em caso de vitória?

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  3. não percebi as alegações do homem da Liga! e se a maioria dos jogadores for do sul, da Calábria, da Sicília e dessas regiões que a Liga execra e que trata como a Cafraria de Itália?

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  4. De facto, a vória da Itália é sobretudo umavitória da identidade nacional da Itália quenão cedeu às pressões multiculturais na moda.

    Quando os Franceses forem uma minoria em França, depoisnão se queixem.

    A moda das naturalizações, por "interesse desportivo", deviam impedir cá na terra (Portugal), os Decos e quejandos. É preciso não esquecer que até o Pedro Henriques queria ser angolano. Por mim, pode ir-se embora quando quiser. Até me ofereço para contribuir para a viagem se efe efectuar uma colecta com esse fim.

    A moda das bandeirinhas de Portugal não segnifica apoio a Portugal, enquanto Pátria ou Nação, mas, apenas, ao portugal do futebol.

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  5. Concordo com o último parágrafo do Francisco Vieira. Em relação ao Roberto Calderoli "fazer alinhar negros, muçulmanos e comunistas", esta é uma das frases mais desonestas que lhe ouvi dizer. Eu também podia catalogar a Sociedade Italiana por "Mafiosos, traficantes de droga e fascistas" e estaria a ser injusto na análise. Se são cidadãos Franceses pois então que joguem. Fico com dúvidas é se aqueles que criticam as sociedades multiraciais criticam também tudo o que está associado ao Colonialismo, Escravatura e Invasão de um espaço que não era nosso, se o criticarem penso que de alguma forma são coerentes, se não, então não consigo entender qual a fundamentação. Duarte, não sei porquê, mas tenho impressão que me vais dar na cabeça. 1 abraço! Tiago

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  6. «Eu também podia catalogar a Sociedade Italiana por "Mafiosos, traficantes de droga e fascistas"»

    E isso seria apenas a sua opinião subjectiva. Dizer que a selecção "nacional" francesa alinhou com negros e muçulmanos não é opinião subjectiva, é a realidade objectiva. E é engraçado reparar que você parece considerar que chamar negro, muçulmano ou comunista a alguém é um insulto.

    «Se são cidadãos Franceses pois então que joguem.»

    "Quando o sábio aponta para a Lua, o néscio olha para o dedo". O que está em causa não é saber se são ou não cidadãos, mas se deveriam sê-lo ou não.

    «Fico com dúvidas é se aqueles que criticam as sociedades multiraciais criticam também tudo o que está associado ao Colonialismo, Escravatura e Invasão de um espaço que não era nosso»

    E eu fico é com dúvidas se os que defenderam a África aos Africanos, em nome do anti-colonialismo, defendem o mesmo em relação à Europa.

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  7. O Vanguardista esteve muito bem!

    "Escravatura e Invasão de um espaço que não era nosso, se o criticarem penso que de alguma forma são coerentes..."

    Eu critico e oponho-me, salvaguardando o pormenor de estarmos a falar de acontecimentos historicos e registos do passado, alias, os europeus tambem foram escravos dos turcos e arabes islamicos.

    E VIVA a LEGA!

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  8. a malta aqui do núcleo de Massamá achamos que também devíamos expurgar a nossa selecção de algarvios - atendendo a que os gajos estão cheios de sangue berbere - e tipos, por exemplo, de toda a zona ali de Alcácer do Sal e do Baixo Sado, onde como se sabe há uns descendentes de comunidades negras ali plantadas por causa daquela coisa do paludismo. E, já agora, tb. achamos que não são bem vindos portugas da Beira interior, muito colonizada por judeus.

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  9. Caro "Vanguardista", a ideia da pessoa que usou essa expressão era nitidamente insultar negros, muçulmanos e comunistas, deixe-mo-nos de tretas, a expressão não é minha, nem a interpretação. Em relação às Sociedades Multiraciais são uma realidade, é o reverso da medalha da Colonização. Na minha opinião existe um espaço que se chama "Planeta Terra" e onde temos de aprender a viver, não interessa quem chegou primeiro, se nos puséssemos a analisar isso ao detalhe iamos chegar à conclusão que tinham sido as Baratas, já pensou no que seria a "Revolução das Baratas" para ficarem por exemplo com a "Alta de Lisboa"? Acho que existem diferenças culturais profundas entre determinados povos, mas se não existissem recalcamentos à mistura de ambos os lados, penso que a vida em conjunto não era assim tão complicada.
    1 Abraço! Tiago

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  10. Oh amigo Tiago suponho que nao se importa de ter baratas (em grande numero) no seu doce lar...
    Pois eu NAO quero negros no meu doce lar!
    Tenho razoes de sobra!

    "Aquilo" nao era a Franca era uma "coisa" indeterminada composta de mercenarios...

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  11. Caro Tiago Seabra, tem toda a razão. Existe de facto uma coisa chamada "Planeta Terra", e que até é bem grande, por isso mesmo não percebo porque é que todo o mundo tem de viver na Europa, ou porque é que os Europeus têm a responsabilidade moral de velar pelo bem-estar de todo o mundo. Se cada um tratar de si sem chatear os outros viveremos todos muito melhor, e isto tanto se aplica às pessoas como às Nações. Mas o facto de reconhecer "que existem diferenças culturais profundas entre determinados povos" já é um avanço.

    E se você acha que chamar preto a um preto, comunista a um comunista e muçulmano a um muçulmano é um insulto, não sei que lhe faça.

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  12. Vanguardista, eu não considero que seja um insulto chamar preto a alguém que tem pele escura, comunista a quem se identifica com essa causa, ou Muçulmano a quem se identifica com a Religião Islâmica. Tenho a certeza é que o intuito de quem utilizou a expressão foi insultar, fazendo o contraste entre a "pura" selecção Italiana e a selecção Francesa, tentando passar a ideia de que não precisamos de pessoas que venham das Guianas e Argélias para ganhar. Também penso que Moçambique não precisa do largo investimento italiano para se desenvolver enquanto nação e no entanto não acho mal que os Italianos invistam neste país, gostava de saber qual a opinião do senhor que proferiu estas palavras em relação a este novo tipo de colonialismo encapuçado. Na minha opinião, vai ser impossível manter a identidade nacional presa no tempo e confinada a determinados caracteres fisionómicos. Daqui a 2000-3000 anos vamos aparecer em livros de História como o povo que habitava em determinada região da Península Ibérica.
    O Planeta Terra não é assim tão grande, se continuamos a alimentar ódios, não vamos a lado nenhum.
    Na minha opinião se agora fôssemos invadidos por um grupo de alienígenas altamente organizados as pessoas unir-se-iam e deixariam de fazer sentido essas questões da identidade nacional, iria funcionar basicamente como a Selecção Nacional e as questões clubísticas, mas mal essa ameaça fosse ultrapassada voltaríamos às nossas guerrinhas domésticas e o acessório que já foi importante assumiria de novo um caracter essencial. É isto que eu acho que não faz sentido.

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  13. "Tenho a certeza é que o intuito de quem utilizou a expressão foi insultar"

    Portanto, insultou utilizando não-insultos.

    "tentando passar a ideia de que não precisamos de pessoas que venham das Guianas e Argélias para ganhar."

    Tentando passar a ideia não. Constatando o facto de que a Itália não precisou de se vender para ganhar um campeonato do mundo de futebol (como se ganhar um campeonato do mundo de futebol fosse um grande feito...).

    "Também penso que Moçambique não precisa do largo investimento italiano para se desenvolver enquanto nação"

    LOL Não deve precisar não...

    "e no entanto não acho mal que os Italianos invistam neste país"

    LOL Então você quer comparar o investimento num país com a imigração maciça... Do genero: a malta monta aí umas fábricas (em vez de as montar cá) e vocês podem exportar uns milhares de miseráveis para cá. Eu cá acho que ficamos sempre a perder...

    "gostava de saber qual a opinião do senhor que proferiu estas palavras em relação a este novo tipo de colonialismo encapuçado."

    Escreva-lhe uma carta a perguntar! E eu gostava de saber a sua opinião sobre a colonização, não encapuzada mas sim descarada, da Europa. É que eu vejo-o sempre muito preocupado com o neo-colonialismo, que é meramente económico, mas muito pouco preocupado com a colonização demográfica da Europa. Para si há colonialismos bons e outros maus?

    "Na minha opinião, vai ser impossível manter a identidade nacional presa no tempo e confinada a determinados caracteres fisionómicos."

    WTF?! Esta não faz mesmo sentido nenhum.

    "Daqui a 2000-3000 anos vamos aparecer em livros de História como o povo que habitava em determinada região da Península Ibérica."

    Olhe, sabe de uma coisa, você também não vai durar para sempre, pois não? Isso significa que se eu for aí a sua casa dar-lhe um tiro você não se incomoda?

    "O Planeta Terra não é assim tão grande, se continuamos a alimentar ódios, não vamos a lado nenhum."

    Mas você ainda não percebeu que esses "ódios" de que você fala são fomentados por pessoas que pensam como você. Meter toda a gente, por mais diversas que sejam as suas origens, no mesmo espaço é que gera os tais ódios. Experimente meter 10 pessoas num T1 e veja durante quanto tempo é que elas se entendem.

    "Na minha opinião se agora fôssemos invadidos por um grupo de alienígenas altamente organizados as pessoas unir-se-iam e deixariam de fazer sentido essas questões da identidade nacional"

    E na minha opinião apareceriam uns "tiagos seabras" a dizer que os et's também têm sentimentos e que o universo não é assim tão grande e por isso temos de conviver, até porque daqui a 2000 anos a espécie humana até já nem pode existir, por isso não faz sentido querer preserva-la.

    "É isto que eu acho que não faz sentido."

    Eu acho que você é que não faz sentido.

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  14. "A Itália não precisou de se vender."

    Estamos a falar de cidadãos Franceses, são todos iguais por muito que custe a algumas pessoas.

    Também acho que não é só de futebol que se vive, mas isso é apenas mais um lugar comum.

    Em relação ao Investimento Italiano não acredito que seja assim tão necessário, pelo menos não acredito que ajudar seja dar 10 para sacar 100, a isso chama-se roubar, apesar de neste caso o roubo ser consentido. A malta não monta as fábricas lá pelos lindos olhos dos Moçambicanos, os Italianos estão a estabelecer linhas de crédito e a apostar sobretudo em Turismo e em sistemas de leasing (os equipamentos nunca serão dos Moçambicanos) associados a equipamentos para agricultura sobretudo no seguimento das últimas cheias.

    Os moçambicanos têm o direito a uma vida melhor. Enquanto as multinacionais continuarem a ter nos altos quadros das suas empresas nestes países cidadãos europeus eu compreendo que Moçambicanos que saem das faculdades Portuguesas queiram permanecer em Portugal, pois poderão eventualmente ser bem sucedidos, ao passo que se voltarem para o seu país de origem é provável que não. Fico contente, por algumas empresas estarem a alterar a sua estratégia neste campo e por a banca portuguesa (Millenium BCP) estar a criar emprego utilizando a população local como funcionários, apesar de continuarmos a ter problemas quanto aos altos quadros.

    Em relação a colonialismos não acredito em bons e maus colonialismos. Nós vendemos-lhes o sonho, é natural que que queiram viver na Europa. Demograficamente a Europa está longe de estar sobrelotada, a Europa por e simplesmente produz muito pouco, a China e Índia estão sobrelotadas e vão tornar-se grandes potências nos próximos 50 anos, o problema da nossa falta de produtividade não se prende com os que vêm de fora mas sim com os que cá estão. Como as coisas estão neste momento não faz sentido o controlo de fronteiras, até porque o tipo de trabalho atribuído a pessoas vindas de África, muitas das vezes não entra nas Estatísticas pois faz parte dos tais 22% de Economia Paralela, só existe porque existe alguém a promover este tipo de "emprego" precário e sazonal.

    Em relação à Identidade Nacional, o que eu quis dizer é que não é fixa muda com o tempo. Se há uns anos atrás nos pelávamos cada vez que se falava em Investimento Espanhol no nosso país, hoje em dia já achamos natural ir ao Supermercado e comprar fruta espanhola em vez de fruta Portuguesa, achamos normal ir encher o depósito do carro a Badajoz se vivermos na zona Raiana. É muito giro apoiarmos a Selecção Nacional de Futebol, mas o que é certo é que já se perdeu muito daquilo que se considerava há uns anos como Identidade Nacional. Agora, outra coisa, quantos de nós têm traços germânicos ou nórdicos e são considerados Portugueses? Será que também estes deveriam ser colocados de lado porque não correspondem ao ideal do Protuguês típico moreno, barrigudo, com bigodaça, careca e com pelame nas costas? Na sua opinião deveríamos acabar com a Imigração, mas em que moldes? Expulsávamos todas as pessoas com carapinha e cabelo louro ou só os de carapinha? Existem também diferenças culturais brutais entre os povos Europeus, eu estive a viver durante 6 meses na Finlândia e sei do que estou a falar, não temos nada a ver uns com os outros em termos comportamentais, no entanto não me considero incapaz de ser bem sucedido num país Nórdico, assim como também acho que um Moçambicano é capaz de se adaptar sem ter necessariamente que se aculturar e isso não tem que ser chocante! Já foi a Moçambique? Se ainda não foi vá, pois vai-se aperceber que já não é o país das palhotas, é um povo bom e muitíssimo educado. Acho que somos todos Cidadãos do Mundo, tenho esta visão do Mundo. Não considero que seja perder tempo falar com pessoas com ideias contrárias às minhas, considero interessante, daí vir ao blog do Duarte, agora não gosto é quando usam argumentação de criança alegando que não sei o que estou a dizer, mais humildade e olhe que vai ter que utilizar outros argumentos para que o considere menos Néscio que eu. O interessante é através da argumentação convencermos quem ainda não está convencido. É esse o problema da Extrema Direita e da Extrema Esquerda, não conseguem abandonar o fanatismo das suas causas e explicar de forma razoável aos não alinhados no que consistem as suas causas. À primeira hipótese resolvem tratar todos os outros por ignorantes e isso só vos vai colocar mais longe do vosso objectivo, ou será que o vosso objectivo é sentirem-se especialmente bons porque ninguém vos compreende. Na minha opinião é uma coisa estilo Maçon! Vou fechar a loja porque perdi a pica de falar com pessoas que consideram todos os outros um bando de ignorantes. Sinceramente não dão pica!

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  16. Não me parece que o tenha chamado de ignorante… Mas, vamos aos pontos que interessam.

    1. Diz você que os italianos não investem em Moçambique por causa dos seus lindos olhos. Era o que faltava, como se os italianos (ou outros quaisquer) tivessem a obrigação de investir em Moçambique! Se o fazem é porque, obviamente, vão ter contrapartidas, e se os moçambicanos não estão satisfeitos têm duas hipóteses: mandam-nos embora e fazem eles o que acham que deve ser feito, ou então mandam-nos embora e arranjam outros dispostos a investir da mesma maneira, mas com outras contrapartidas que considerem mais razoáveis.

    2. Você parece querer legitimar a colonização da Europa com o argumento de que nós lhes vendemos um “sonho” e com a ideia de que a Europa ainda tem muito espaço. Sobre a venda do tal “sonho”, de certeza que não foram os nacionalistas que o andaram a vender a ninguém, mas sim os «tiagos seabras» que se convenceram que têm como missão salvar o mundo (nem que no processo nos lixemos todos)… A segunda ideia - a de que a Europa ainda tem muito espaço - equivale a dizer que se você tem um quarto livre em casa então é sua obrigação lá colocar um sem-abrigo. O espaço que a Europa tem ou deixa de ter, pertence à Europa e ela faz com ele o que quiser, não tem nem a obrigação nem o dever de o distribuir por outros. Foi seguindo essa sua lógica que as potências europeias colonizaram África: “estes tipos têm tanta riqueza por explorar, porque é que não a exploramos nós?” E depois você remata com “só existe porque existe alguém a promover este tipo de "emprego" precário e sazonal.” E eu acrescento: e porque existem pessoas que o legitimam com um discurso semelhante ao seu.

    3. Colocar gasolina em Espanha? Comprar fruta espanhola? O que é que isso tem a ver com a identidade? Conduzir um Renault faz de alguém francês? Altera a sua língua, as suas tradições, os seus costumes, o seu património moral e histórico?

    4. “Na sua opinião deveríamos acabar com a Imigração, mas em que moldes? Expulsávamos todas as pessoas com carapinha e cabelo louro ou só os de carapinha?” Primeiro expulsavam-se os ilegais e os delinquentes, ao mesmo tempo que se restabelecia o controlo de fronteiras e se apertava nas fiscalizações, nas redes de tráfico e nos empregadores (basta que haja mais vontade política e menos compadrios!). Depois suprimia-se o reagrupamento familiar e mudava-se a lei da nacionalidade (no sentido do ius sanguini) com efeitos retroactivos. Finalmente só se permitia a permanência em território nacional mediante a apresentação de contrato de trabalho, que não poderia ser renovado indefinidamente, ao fim do qual seria obrigatório abandonar o país. Só isto. (“Existem também diferenças culturais brutais entre os povos Europeus, eu estive a viver durante 6 meses na Finlândia e sei do que estou a falar” – mas como não temos milhares de finlandeses a imigrar para Portugal o problema nem sequer se põe, não é verdade?)

    5. “Já foi a Moçambique? Se ainda não foi vá, pois vai-se aperceber que já não é o país das palhotas, é um povo bom e muitíssimo educado”. Nunca fui a Moçambique, mas o meu pai viveu metade da sua vida em Angola e eu acredito no que ele me conta, que não é assim tão abonatório para os negros… Mas, agora pergunto-lhe eu: que Moçambique é que você conhece? O Moçambique das cidades construídas pelos portugueses e das elites “europeizadas”?

    6. Diz você que “Acho que somos todos Cidadãos do Mundo, tenho esta visão do Mundo.” Pois bem, eu não tenho essa visão do Mundo, tenho uma visão do Mundo bem diferente e que é irreconciliável com a sua. Eu não conheço “cidadãos do mundo”, conheço portugueses, moçambicanos, cabo-verdianos, franceses, holandeses, etc. Cada um com as suas línguas, culturas, tradições, maneiras de ser, etc. A minha visão do mundo baseia-se em coisas reais (tradições, línguas, etnias, povos) e não em abstracções e “wishful thinking”. Seria muito bonito que fossemos todos amigos e andássemos por aí de mãos dadas, só que o mundo não funciona assim – nunca funcionou nem nunca há-de funcionar. Você pode continuar a desejar que fossemos todos iguais e que não houvesse conflitos e fosse tudo “peace and love”, mas nunca será assim porque isso é contrário à natureza humana. Em vez de a tentar mudar a todo o custo, devíamos aceitá-la como é e fazer o possível para evitar chatices desnecessárias. Se há 30 anos atrás os governantes franceses o tivessem feito, agora não teriam problemas com “jovens”, não teriam cidades a ferro e fogo durante semanas, não teriam fundamentalismo islâmico, não teriam “comunitarismo”, não teriam a ameaça de uma guerra civil prestes a arrebentar de cada vez que a polícia faz uma detenção ou entra num dos tais bairros “problemáticos”. Pois é, a sua retórica é muito bonita e apela ao coração, só tem um “pequenino” calcanhar de Aquiles: não se coaduna com a realidade, e como todas as utopias, está condenada ao desastre.

    7. “Vou fechar a loja porque perdi a pica de falar com pessoas que consideram todos os outros um bando de ignorantes. Sinceramente não dão pica!” Adeus e não volte.

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  17. Acho que muita gente não se dá conta de que uma selecção nacional de futebol é a representação de um país nesse desporto... Há aqui alguém que acha que a equipa francesa representa os franceses? um país europeu? O facto de ter um papelinho que lhes dá dupla nacionalidade não significa que sejam aquele país. Por alguma razão o presidente da républica tem que ter nascido no país, não pode apenas ser "naturalizado". E nascendo ou não, não significa que seja europeu, que seja francesa. Não devemos ser racistas mas...alguma vez um sueco de raízes seria negro?não..mas existem negros na selecção sueca...representa o país?é um homem sueco?tem lá isso escrito no papel...

    A Tera é um local habitado por todos... Então porque é que há países? ou melhor..a tua casa fica no planeta Terra não fica? Então qualquer pessoa tem o direito de entrar nela e fazer o que quiser? O problema de muitos imigrantes é não respeitarem o país de destino, e de terem culturas diferentes, e pro mais que se defenda o multiculturalismo todos sabemos que a integração é um processo politicamente correcto mas no qual poucos acreditam. Eu quando vou para um país estrangeiro respeito-o, sei que não estou no meu país, e não é isso que eu vejo imigrantes africanos e brasileiros fazerem. Sei que nem todos sºao assim, mas tb sei que eles tem uma cultura que faz com que a maioria seja assim. é claro que se alguém de prestígio dissesse isto era criticado, mas acho que no fundo diz o que muitos pensam.
    Basta olhar pa ro médio oriente...alguém integrava aquilo na europa? é como tornar o bin laden amigo do bush...são totalmente diferentes...e é pro o bin laden ser masi moreno? Não, é uma questão ideologico-cultural (se é q se pode chamr aquilo de cultura).

    Um papel não torna ninguém europeu....nem uma geração nascida em frança...só deverim ser considerados nacionais à 3ª geração e depois de cumprirem a escolaridade obrigatória.

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  18. O problema não está na carapinha, está na cultura e mentalidade. É bonito dizermos que somos todos iguais, é isso que se aprende na escola. Então se somos todos iguais porque é que falam em multiculturalismo? é curioso...parece que não somos assim tão iguais então.... Acho que um ucraniano com estudos se integra muito mais facilmente que um "não-europeu"... Porque é que a Condoleeza Rice tem aquele estatuto nos EUA? é negra sim, mas está integrada (super integrada)...De certeza que não é pro ter uma cultura africana

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  19. Meus Caros comentadores e especialmente ao Tiago Seabra, sendo eu um Nacionalista Identitário assumido, não me parece que haja o direito de qualquer equipe de uma Seleção Nacional seja de que país e modalidade for, a ser representada por cidadãos que não sejam originários desse país, no futebol como noutro qualquer desporto, não me posso rever em qualquer jogador que por motivos de "pujança física" ou outros, substítua um cidadão nacional mesmo dando-lhe a nossa nacionalidade, é que fico com a sensação de que, somos uma cambada de "fraquinhos" e precisamos de ajuda alheia para podermos concorrer a um qualquer Campeonato Mundial desportivo.
    Sejamos honestos:
    Em primeiro lugar, o facto de termos muitos desportistas "aportuguesados" tem a ver com o País de origem desses novos "naturais", pois de uma maneira geral vem a preço de saldo, segundo, estes "desportos" são na realidade grandes negócios e onde existe dinheiro rápidamente se "esquece" a Pátria, pondo-se sempre o "manganão" em primeiro lugar.
    Por outro lado, não é apenas no desporto que "temos" fracos representantes, por exemplo na política, somos tão mal servidos que eu até ia na "onda" de substituí-los a todos e mandava vir uns lá dos países nórdicos, de preferencia mulheres louras espampanantes assim até fazia os outros países morrerem de inveja e tratava logo de arranjar um Campeonato Mundial de beleza para 1ºs. Ministros e Chefes de Estado, podia ser que, assim ainda ganhassemos algum campeonato.
    Voltando agora novamente "à seria", que fazer com o Hino, a Bandeira ou o Chefe de Estado, caso não gostemos deles?
    Ir-nos-emos envergonhar deles?
    Substituímo-los?
    Vou até mais longe, como não gostamos do Hino, a Bandeira é feia e detestamos o Chefe do Estado, que tal acabarmos com o País, como vivemos na "Aldeia Global" do amigo Tiago, passamos viver nos países dos outros e eles que cuidem de nós, mesmo que nos chamem nomes, não nos preocupemos, o que "está a dar" é viver à custa dos outros.
    Meus caros amigos, nestes assuntos sou sereno mas exigente.
    Se se levou séculos a consubstanciar uma Nação mesmo que à custa de alguma miscigenação como é natural, a qual se consolidou com os séculos adqurindo uma língua e cultura comum, não é comparável com os tempos presentes em que em poucos anos ou décadas se quer mudar radicalmente toda uma cultura quer Nacional quer Europeia com povos e culturas vindas do exterior e que nada tem a ver connosco. É evidente que este "multiculturalismo" nada tem de "humanista", tem sim a ver com o interesses de certos "patrões" financeiros e políticos (são ambos membros da mesma seita), quererem destruir as Identidades Nacionais de cada Povo para assim ser-lhes mais fácil manipulá-los.
    Faço uma pergunta ao Tiago e que costumo fazer a muitos adeptos multiculturalistas e que é a seguinte:
    Como receber e considerar os direitos dos cidadãos e familias muçulmanas ou outras que imigram para a Europa mas que, seguindo uma cultura poligâmica como é natural nos seus países, tem várias esposas e filhos delas?
    Tem que se divorciar de todas á excepção de uma? Qual, a 1ª ou a última? Que fazer com as outras?
    Como serão considerados os filhos das outras mulheres?
    Serão ilegítimos?
    Terão, quer as mulheres quer os filhos dessas mulheres que são consideradas "a mais" alguns direitos, ou serão pura e simplesmente rejeitados?
    Não eram eles legítimos antes de para cá virem?
    Mas se queremos ser tão "multiculturais" porque não adoptar os costumes desses povos, por exemplo a poligamia ou a circuncisão feminina, ou o apedrejamento das mulheres adúlteras como se faz em certos países, não são isso hábitos culturais legais e normais em certos países de que recebemos imigrantes?
    Não os quer adoptar, porque certamente o choca? Mas isso é discriminação, se é assim tão multicultural tem de de ser tolerante e permitir esses hábitos e costumes, não acha?
    Ainda por cima se somos tão "democráticos" que damos ou vamos dar a esmo a nacionalidade Portuguesa a quem cá está ou para cá queira vir, não será de bom tom aceitar os seus hábitos e costumes?
    Aliás a dupla nacionalidade é aquilo a que eu chamo de um bom "exemplo" democrático.
    Uns podem ter duas ou mais naturalidades e usufruir das vantagens de cada uma delas os que só tem uma, "democráticamente" tem que se sujeitar e conformar apenas com as que a sua única nacionalidade lhes oferece, também acha justo?
    Meu caro Tiago, parece-me ser uma pessoa com boas intenções, mas não se esqueça que de boas intenções está o Inferno cheio e digo-lhe com amizade e respeito, deve ser uma pessoa nova, ainda cheia de ilusões. Eu também já as tive e por isso compreendo-o, mas tenha cuidado, é que a ser assim, algum dia ao dar um dedo a alguém, ficam-lhe com os dedos, as mãos e os braços.
    Por isso é que o meu lema é «a tolerância é a porta aberta da intolerância».
    Um abraço e cumprimentos a todos.

    P.S.-Miguel, conhecemo-nos bem, um destes dias falamos.

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  20. “Já foi a Moçambique? Se ainda não foi vá, pois vai-se aperceber que já não é o país das palhotas, é um povo bom e muitíssimo educado”.
    Provavelmente já foste a Moçambique, mas em Turismo.... é obviamente que em turismo não se `^e bem a realidade do pa+is. Tu qd vais de fériasapra o Brasil tb não vês as favelas, qd vais à europa de leste não te levam a visitar a máfia e o interior de extrema pobreza do país. As pessoas são simpáticas, mas os mais isolados, porque nas cidades grandes a coisa muda de figura.
    Eu sinto-me à vontade dizer issoporque o meu pai trabalha há 10 anos em Angola.~Não há dúvida que que as paisagens são bonitas, os locais turisticos estão arranjados...mas os países africanos são grandes e tu só vês a parte que te impingem. Em Luanda até a café do filho do governador assaltam, levam os plasmas e LCD na mão a correr, é claro que dps são abatidos a tiro... Luanda é das cidades mais caras do mundo, e como a vida da população não é lá grande coisa as pessoas nem são aconselhadas a sair à rua de noite. As empresas não deixam os estrangeiros irem sozinhos à cidade. O polícia é simpático se lhe deres 100 dólares, e se tiveres sorte, dps de lhe pedires um favor, ele nãote levam pros arredores da ciadade (que são bairros de lata) para te dar um tiro e ficar com o carro. Em África a corrupção é generalizada, a pobreza tb, os assaltos tb.... Moçambique é um pouco diferente de angola, mas não exageremos nos elogios...
    Os meus avóst tb viveram vários anos em África,durante a guerra colonial, e a minah mãe chegou a nascer em Moçambique (e não é por isso que é moçambicana). Sabes pk é que já não é um país de tantas palhotas?Pk assim que os portugueses saíram de lá eles ocuparam os prédios...Tenho uma pesoa conhecida que voltou lá hás uns anos e pediu para visitar a casa onde morou..qd chegou lá deparou-se com as tábuas de madeira do chão da sala arrancadas para fazer fogueira no meio da sala, com couves plantadas na banheira..É por isso que, se reparares, os incendios nos prédios em França são sp de imigrantes africanos.....

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