quarta-feira, 5 de julho de 2006

Durante a minha ausência

Numa altura em que me tem sido muito difícil marcar presença na blogosfera, devido principalmente a motivos familiares, mas também profissionais, decidi fazer um apanhado de algumas notas que não quis deixar passar.

Escola – Depois de uma reportagem na RTP sobre violência nas escolas portuguesas, onde foram utilizadas câmaras ocultas que captaram imagens chocantes, ouvimos o secretário de Estado adjunto da Educação dizer, no debate que se seguiu, que este era um problema localizado e com motivos étnicos. Como no resto da Europa, constatamos a destruição da escola pública pela imigração do terceiro mundo e o crescer das tensões étnicas e assistimos à passividade dos nossos (des)governantes.

Alvoroço – Certa agitação no meio nacionalista, com grande projecção nos media. Alguma imprensa ultrapassou os limites da imaginação fértil e entrou no campo do delírio tresloucado. Como reacção, o meu amigo BOS aconselha o “indiferentismo dos verdadeiros aristocratas”, num post formidável, que assino por baixo, onde faz referência à opinião de Pacheco Pereira — isento nesta matéria — que denuncia este pseudo-jornalismo como “um produto de uma forma politizada e radical de um 'anti-racismo' patrocinado emblematicamente pelo Bloco de Esquerda”.

Livro - A boa notícia é que finalmente o BOS decidiu fazer do Nova Frente livro. A má notícia é que ainda não o tenho. Uma óptima aposta (ganha) da editora; que este lançamento do ano inspire muitos mais.

Mundial – O poder do futebol é arrebatador. Por cá, todos esperam que a nossa selecção faça ainda melhor do que os “magriços” há quarenta anos e não vêem mais nada. Altura ideal para Freitas sair do governo pela “porta dos fundos”… e de “maca”! Não se reconhecendo a si próprio, o país embriaga-se no jogo. O pior é a ressaca… Assistimos a uma mobilização nacional extraordinária e é pena que não aconteça por outras causas.

4 de Julho – Ontem, a Coreia do Norte decidiu juntar-se a festa nacional americana lançando os seus próprios foguetes. O decadente reduto estalinista procura a todo o custo afirmação internacional para garantir a sua sobrevivência e os EUA continuam alimentar estas posições de força com Pyongyang e também com o Irão, quando sabemos que a nova guerra fria — já em curso — é com a China.

5 comentários:

  1. A vida continua... Estimo, após a perda que sofreu, o seu regresso a estas lides.

    Um abraço,
    Francisco Nunes

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  2. Os bons blogues são assim: meia dúzia de notas de grande nível fazem esquecer a ausência de semanas, infelizmente forçada por motivos infaustos.
    Forte abraço.

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  3. "Assistimos a uma mobilização nacional extraordinária e é pena que não aconteça por outras causas."

    Nem mais. Quando é o futebol ouve-se nas ruas frases como "Somos os maiores" ou "ninguém nos pára". Depois no dia-a-dia ouve-se nas ruas frases como "Isto (desgraça) só em Portugal" ou ainda "Isto é um País do Terceiro Mundo!"

    Irrita-me imenso estes Patrioteiros...

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  4. This is very interesting site... »

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