terça-feira, 9 de maio de 2006

O “xenófobo”

António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), é o “xenófobo” que está na ordem do dia, para os terroristas intelectuais do pensamento único, depois de ligar directamente a imigração ao crime, proferindo frases como “o aumento da criminalidade em Portugal deu-se com a abertura das fronteiras”. É claro que para os imigracionistas bem-pensantes a imigração só tem lados positivos e, por isso, declarações como esta são inaceitáveis. Aliás, hoje em dia, a doutrina oficial — politicamente correcta — diz-nos que quem sabe destas coisas não são os profissionais das forças de segurança, que lidam directamente com os novos fenómenos de criminalidade violenta importada, mas os sociólogos integracionistas, pregadores da panaceia do multiculturalismo.

As declarações de António Ramos não são o resultado de considerações pessoais especulativas, de uma ideologia política incorrecta ou de um preconceito racista. Elas são, apenas, a constatação de um facto. Mas, apesar de esta ser uma situação à vista de todos, afirmar o que se passa é um acto de coragem na actual ditadura do politicamente correcto. Para os imigracionistas de serviço, que continuam a tentar tapar o sol com a peneira, parece que os imigrantes são incapazes de cometer crimes. Como o arrastão, que insistem que nunca aconteceu… lembram-se?

1 comentário:

  1. A abertura das fronteiras e imigração são fenómenos diferentes.
    A abertura das fronteiras, patrocionada pela malfadada União Europeia, contribuí para o aumento da criminalidade, produzida por portugueses ou por estrangeiros.
    A imigração não tem reflexos na criminalidade pois os indíces de criminalidade dos estrangeiros residentes em Portugal é semelhante, se estratificada por grupos etários e por grupos profissionais, à dos portugueses.
    A fita que se fez com a declaração do polícia foi exactamente para esconder que ele tocou com o dedo na ferida ao falar em abertura das fronteiras e isso é criticar a União Europeia que, como todos sabemos, é pecado capital.

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