sexta-feira, 21 de abril de 2006

Raça e Medicina

O FSantos já havia referido os medicamentos específicos para determinada raça, ao falar do Cozaar, num post a que chamou “Medicamento racista”, isto ainda na sua antiga casa.

Agora, é o «Economist» que nos dá conta de que a pesquisa médica começa a ter em conta a raça das pessoas. É claro que esta questão está, obviamente, longe de ser pacífica. Mas este não deixa de ser um sinal de que alguns tabus politicamente correctos possam estar a cair.

Pode ser que aqueles que tanto atacam o “fundamentalismo biológico” se apercebam que o seu fundamentalismo, cultural ou espiritual, tem igualmente pés de barro. Porque há coisas que não são pretas nem brancas…

5 comentários:

  1. Resta saber que tipo de interesses serve a industria farmcêutica que está por detrás do medicamento cozaar. Leia-se o esclarecedor livro de John Le Carré - '0 fiel jardineiro' - e aí temos um bom retrato - ficcionado, claro está - sobre a questão.

    A pesquisa médica sobre a existência - ou não - de 'raças' capazes de subdividir a espécie humana está longe de ser recente. No entanto, não me parece que esta hipótese esteja validada cientificamente, pelo menos nunca vi tal informação - até à data - em nenhuma revista científica (passando a publicidade, Nature, Scientific American, New Science, entre outras).

    Por outro lado, este tipo de pesquisa nunca deixou de existir, do mesmo modo que a antropologia física e cultural prosseguiu a sua investigação. Se uns o fizeram às claras e outros não, bom, também temos a história que nos conta que o processo sempre foi esse, dependendo apenas o que era considerado 'subversivo' na época.

    Agora, admitindo a existência de 'raças', qual é o 'apport' de um tal tipo de conhecimento? Estratificar a espécie humana exactamente em quê e para quê? Classificá-la com que fito?

    Está provado historicamente que as teorias sobre as raças são 'más' teorias com resultados catastróficos, por mais que alguns dados históricos sobre o assunto sejam passíveis de discussão.

    Admitindo hipoteticamente a existência de 'raças', pergunto-me qual é o interesse social em validar este tipo de conhecimento? Sinceramente não vejo nenhum. Há coisas bem mais importantes - a meu ver - do que perder tempo com este tipo de questões. Parece-me um fincapé típico de um adolescente que - muito provavelmente - cresceu numa 'redoma', alheio a questões sociais bem mais importantes, incapaz de se colocar na pele e no sofrimento do outro.

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  2. so falta um medicamento para os bloquistas.

    abraços

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  3. Pantera, vá-se divertir com as bombas e não mace, está bem?

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  4. Caro MMS, então o conhecimento é mais ou menos validável não de acordo com a busca de explicações mas sim o "interesse social"?

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  5. Caro Fsantos,

    Sem dúvida que o conhecimento é validável de acordo com a busca de explicações, mas ganha o seu verdadeiro alcance quando aplicado (o tal "interesse social").

    Resta dizer que "whenever a man does a thoroughly stupid thing, it is always from the noblest motives" (Oscar Wilde).

    P.S. E é car'a' mms e não car'o' mms.

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