segunda-feira, 17 de abril de 2006

The Man in the High Castle

Como se falou aqui em Philip K. Dick, mestre da ficção científica, não posso deixar de fazer uma referência obrigatória ao excelente “The Man in the High Castle”. Nesta incursão pelo universo da história alternativa, PKD apresenta-nos um mundo onde o Eixo ganhou a II Guerra Mundial e os EUA estão, por isso, ocupados na costa leste pelos alemães e na costa oeste pelos japoneses. No centro, os Rocky Mountain States são autónomos e é aí que vive o autor do muito popular e lido, apesar de censurado nas zonas ocupadas: “The Grasshopper Lies Heavy”. Este “livro-dentro-do-livro” conta uma versão diferente da História, na qual os Aliados ganharam a guerra. Mas as surpresas desta obra de Dick não ficam por aqui, quando nada é o que parece, é a própria realidade que fica em causa…

2 comentários:

  1. "It is a meditation on the nature of history, a quasi-philosophical work cast in fictional form, as are several of Dick's masterpieces from his great Decade. (...) This is a book about the inter-relations of history, truth and creativity: indeed, one of Dick's most brilliant touches is to advance the idea that there is a connection between these three terms, that they need to be understood in relation to one another.

    Boa sugestão. Vou por Dostoievski - momentaneamente - de lado.

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  2. Já que se fala em ficção científica e em cenários político-futuros alternativos, recomendo «O Dia Depois de Amanhã», de Robert Heinlein, editado pela colecção de ficção científica da Europa-América (essa «companheira» de fantasias mil).
    O livro narra a luta épica da resistência americana contra o poderio amarelo (união entre Chineses, Japoneses e outros povos de raça mongolóide) que dominou os EUA e a maior parte do planeta. Os resistentes descobrem uma arma que emite radiações reguladas de tal forma que só matam pessoas de raça amarela...

    Foi escrito em 1947, numa altura em que se temia o chamado «perigo amarelo». Hoje, seria rotulado de racista-nazi para baixo... hoje, uma obra destas só poderia ser publicada por uma editora de perigosos radicais de Direita, estando ao nível dos «Diários de Turner».

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