sexta-feira, 28 de abril de 2006

Do “perigo” nacionalista

Uma notícia do «Correio da Manhã», baseando-se num relatório do SIS, veio fazer correr rios de tinta sobre o “perigo” nacionalista, mais uma vez. Como já disse aqui várias vezes, o papão da “extrema-direita” é uma aposta ganha para o espírito tablóide da nossa imprensa hoje em dia. Esta última verborreia noticiosa vai merecer-me apenas um breve comentário.

Sobre a conclusão do relatório de que “os movimentos skinhead e neonazis portugueses representam um risco para a segurança interna do país”, faço minhas as palavras do Assur. Sobre o facto de supostamente serem “também potenciadores de conflitos multiculturais entre militantes da extrema-direita e minorias étnicas”, quero apenas perguntar se esses conflitos não serão provocados antes pelas minorias étnicas? Pelo que temos visto no nosso país, à semelhança do que acontece no resto da Europa, as comunidades imigrantes têm uma atitude cada vez mais agressiva e arrogante em relação aos autóctones, que consideram opressores.

Se o movimento nacionalista cresce, é porque cada vez mais portugueses sentem a sua pátria e a sua identidade ameaçadas, ao mesmo tempo que os (des)governantes nada fazem para defender o seu povo e privilegiam os invasores imigrantes, numa atitude etnicida, movidos apenas pelo lucro fácil e imediato. O crescimento das forças nacionalistas não devia levar à sua condenação pública dogmática, mas a uma reflexão séria e objectiva sobre os perigos que ameaçam a Europa e a sobrevivência do nosso Povo e da nossa Civilização.

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