sexta-feira, 24 de março de 2006

Realidade e Ficção

Rio de Mouro é uma freguesia dos arredores de Lisboa onde, como em muitas outras, imigração e criminalidade são os principais problemas. Um local onde, apesar de todos os “remédios” dos delegados de propaganda integracionista, a situação se tem vindo a agravar de dia para dia. O estado de coisas começa a ser de tal forma insustentável que o presidente da Junta, Filipe Santos, afirmou, num encontro organizado pela Câmara de Sintra sobre os jovens e a multiculturalidade, que “60% da criminalidade na freguesia é praticada por imigrantes, bem como cerca de 80% da prostituição”. Ao contrário do que os imigracionistas bem-pensantes se habituaram a acusar, o que move este autarca não é o “racismo” ou a “xenofobia”, mas a simples constatação de uma dura realidade. Assistindo ao fracasso das medidas de integração, pois apesar de, por exemplo, cerca de metade da ajuda do Banco Alimentar na freguesia ser distribuída pelos imigrantes, Filipe Santos diz que “não existe uma vontade de se integrarem na nossa sociedade, apesar do apoio social" e prevê um futuro negro, considerando que “os confrontos em França podem acontecer brevemente em Rio de Mouro”. Esta não é, infelizmente, uma situação única, mas quando os representantes locais têm coragem para dizer aquilo que os nossos (des)governantes não querem ouvir, é um sinal de que a explosão está para breve.

Do outro lado, no mesmo encontro, um adjunto do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME) insistiu na versão cor-de-rosa da escola como ambiente para a integração, recusou que Portugal estivesse a ser invadido e usou o cliché dos “milhões de portugueses espalhados pelo mundo”. Na defesa da utopia multiculturalista, contou ainda com a ajuda de uma representante de uma associação xenófila, que repetiu os já muito gastos argumentos de que “os imigrantes estão cá porque precisam e são precisos” e que “a igualdade de direitos é essencial para não se sentirem excluídos”.

Este choque de posições revela bem as diferentes posturas em Portugal, tal como no resto da Europa, perante o fenómeno da invasão imigrante. De um lado estão as populações revoltadas com a impunidade e os privilégios dos imigrantes, pessoas que sofrem directamente as consequências da imigração maciça e suas consequências; do outro estão os idealistas da solução integracionista, que sonham com uma utópica sociedade multicultural e que para isso não hesitam em trair o seu povo, numa atitude claramente etnomasoquista.

20 comentários:

  1. «prevê um futuro negro». Pois...

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  2. As “declarações” podiam ter sido bem mais descaradamente desavergonhadas, como já foram lançadas à parede por associações de imigrantes/invasores, “ A Europa é que precisa de nós, nós é que vamos sustentar a segurança social com os nossos impostos e o nosso trabalho”, “ Eu pago os impostos que sustentam Portugal”
    “ A Europa vai ser construída com base na imigração” (existe aqui uma analogia com o cliché constantemente repetido pelos afro-americanos para manterem a perenidade do espírito de eternas vitimas e oprimidos : os USA foram construídos com base na exploração dos imigrantes e em particular dos afro-americanos).

    Mas o que me parece ser realmente grave, é o facto de nenhuma das organizações nacionalistas (PNR ou CI) serem convidadas para participar nestes encontros, apresentar e discutir as nossas posições. Este facto deve ser objecto de reflexão e discussão no seio do movimento Nacionalista, e talvez cheguemos à conclusão que estamos a dar tiros nos próprios pés perdendo-nos em questões laterais, sem qualquer importância para Portugal.
    Alguém que procure uma resposta no Nacionalismo para as grandes questões que verdadeiramente afectam os portugueses e uma forma de lutar contra os partidos do sistema o que encontra: anti-semitismo primário, homofobia, Holocausto, Rudolf Hess e demais temas associados com os NS. E não é nada disso que os habitantes dos Rios de Mouros deste Portugal precisam.

    Pensem nisso.

    Ass: Alguém que sente estar a ser colonizado pelos turras

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  3. "Alguém que procure uma resposta no Nacionalismo para as grandes questões que verdadeiramente afectam os portugueses e uma forma de lutar contra os partidos do sistema o que encontra: anti-semitismo primário, homofobia, Holocausto, Rudolf Hess e demais temas associados com os NS. E não é nada disso que os habitantes dos Rios de Mouros deste Portugal precisam"

    Concodo totalmente com esta afirmação e é por ela que quero lutar. Porque comunistas, bloquistas, nazis e fascistas é tudo a mesma merda.

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  4. A CI não é, nem fascista, nem nazi, muito menos comunista!!!

    Leiam com atenção e olhos de ler, os seus textos...

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  5. «A CI não é, nem fascista, nem nazi, muito menos comunista!!!

    Leiam com atenção e olhos de ler, os seus textos...»


    Eu também não incluí a CI em nenhuma dessas categorias. Salientei a CI, apenas como uma Organização que poderia ter voz activa nestas discussões, abordadas sob a perspectiva do Nacionalismo. Provavelmente, outras poderão existir actualmente que eu desconheço.
    Mas pela intempestividade da resposta fica, pelo menos em parte, demonstrado o porquê de não conseguirem ter maior visibilidade. É necessário trilhar caminhos diferentes e assumir posturas distintas desta.

    Não serei eu a alimentar discussões laterais.
    Já sei que isto iria acabar em assuntos interessantíssimos, prementes, e imprescindíveis para qualquer nacionalista português, como a Palestina o Sionismo o Irão Iraque Israel, cartoonismo, Jugoslávia , a NATO, os americanos na Europa, o Luso tropicalismo, Quinto Império, o que é ou não ser-se nacionalista, se o Porto deve ser uma nação independente, os portugueses a Sul do Douro são descendentes de africanos, árabes e judeus, enfim tudo temas realmente de importância capital para os portugueses, os quais simultaneamente contribuem para conquistar maior credibilidade e reconhecimento do nacionalismo junto daqueles que DEVE SERVIR- os portugueses.
    Depois admiram-se de não serem levados a sério, e claro está, tudo devido à perseguição por parte da democracia e do sionismo. Claro, só pode.

    Entretanto, questões como cidadãos portugueses mais desprotegidos por serem extremamente vulneráveis socialmente estarem a ser “raptados” forçados a trabalhar em regime de “escravatura” por elementos ciganos, passam completamente despercebidas pelo movimento NACIONALISTA. Este tema é abordado, embora de forma muito incipiente pela comunicação social de há alguns meses para cá, infelizmente é menosprezável pelos nacionalistas portugueses.

    Um tema sobre o qual os nacionalistas deveriam focar as atenções— afecta o próprio povo—sobre o qual DEVEM ter uma posição e fazerem-se ouvir está ser completamente menosprezado pelos NACIONALISTAS.

    Pensem nisto.

    ASS: Aquele que sente estar a ser colonizado por turras

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  6. É verdade que alguns nacionalistas se perdem um bocado em questões laterais, mas daí a dizer-se que os nacionalistas se interessam por questões laterais vai uma grande distância.

    Porque é que o "Alguém que sente estar a ser colonizado pelos turras" não contribui também para o recentramento no essencial, juntando-se a alguma das organizações existentes?

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  7. Ainda dão conversa a esses parvos...comunas de merda.
    Ainda ontem quando ia para o treino (na abençoada margem sul) deparei-me com uma situação caricata, estava de um lado um velhote com os seus 60 anos e outro de idade mais avançada, com muletas, e do outro 3 "jovens" com os seus 15 anos, a atirarem pedras da calçada aos ditos velhotes!!! isto porque o velhote não gostou que os jovens símios tivessem apedrejado o seu carro!! lá tive que intervir, e os jovens chamaram-me racista, e que os brancos se juntam uns aos outros (era bom que fosse verdade). isto pra dizer o que nós nacionalistas já sabemos, o futuro é "negro"...

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  8. ///

    --- Vejam se percebem isto:

    -1- NÃO EXISTE nenhuma utópica sociedade multicultural!!!
    -2- O que existe é o BRANQUEAMENTO dos seguintes factos:

    ------> os CAPITALISTAS SELVAGENS reivindicam uma MAIOR RENTABILIZAÇÃO dos seus investimentos: mais consumidores, mais consumidores, mais consumidores,...
    ------> A MAIORIA dos europeus ( vulgo Parasita Branco ) pretendem andar no Planeta a CURTIR À CUSTA DOS OUTROS:

    -->> O Parasita Branco pretende andar a Curtir com a abundância de mão-de-obra Servil...... APESAR DE... o Parasita Branco nem sequer constituir uma Sociedade aonde se procede à Renovação Demográfica!
    -->> O Parasita Branco pretende andar a Curtir a existência de alguém que pague as Pensões de Reforma...... APESAR DE... o Parasita Branco nem sequer constituir uma Sociedade aonde se procede à Renovação Demográfica!


    CONCLUSÕES:
    - 1ª - É Urgente combater a Ditadura deste BANDO DE PARASITAS ( vulgo Parasita Branco ) que domina a Europa!...
    - 2º - É Urgente Reivindicar o LEGÍTIMO Direito ao SEPARATISMO!...

    ///

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  9. Vanguardista,

    Não se interessam só por questões laterais, mas perdemos muitas oportunidades, tempo, energia, credibilidade, reputação junto da sociedade portuguesa por “compramos guerras” que não são nossas e pouco influenciam o actual estado de coisas em Portugal.

    Por exemplo tudo aquilo que envolve o anti semitismo, NS e afins, se de facto existe uma imputação a alguns europeus de um sentimento de culpa pelo período da 2ª Guerra Mundial, com todas as consequências que já foram amplamente discutidas, eu sou da opinião que esse não tem impacto em Portugal, a nossa guerra não foi essa, deveremos focar-nos naquilo que efectivamente nos afecta, a nós portugueses.

    Na minha opinião, quem pretende explorar o nosso sentimento na nossa Nação, pelo nosso passado histórico, quem nos chantageia obrigando a provar não somos racistas e xenófobos, não são os Judeus, o Sionismo, mas sim os PALOPs e o Brasil.
    É precisamente invocando de forma arrogante a coberto de uma alegada responsabilidade histórica por parte de Portugal e dos portugueses que nos impõem a sua presença exigindo em nome da reparação de responsabilidades históricas que aceitemos as suas exigências, exigências essas que irão pôr em perigo a coesão, a identidade e soberanias nacionais.

    Esta é, quanto a mim, a realidade portuguesa, o termo recentrar é apropriado, temos que recentrar a nossa mensagem naquilo que efectivamente ameaça a Nação portuguesa, e não em factores que afectam países como Alemanha e França, factores esses com os quais nem os portugueses nem a nossa sociedade. se sente identificada.

    Pensem nisto.

    Ass: Alguém que sente estar ser colonizado pelos turras

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  10. Ora aqui está "um gajo" que sabe para onde atirar!
    Para fora da trincheira

    Legionário

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  11. Duarte gosto de ler aquilo que escreves, mas tenho uma visão do Mundo bastante diferente da tua, respeito os teus pontos de vista, pois sabes o que dizes, ao contrário de alguns idiotas que comentam os teus posts. Eu não vejo que o problema da sociedade Portuguesa sejam os negros. Se a criminalidade associada a gangs é maioritariamente perpetrada por negros, já a criminalidade de colarinho branco e tráfico de droga é maioritariamente liderada por homens brancos e respeitáveis "homens de negócios". Se grande parte das prostitutas são negras, a maioria dos clientes são brancos, não te esqueças que são duas faces da mesma moeda, é como a estória do ovo e da galinha. Eu acho que o grande problema de alguns Nacionalistas é um só, é sentirem o medo de não conseguirem competir no mercado de trabalho com os "negros" que consideram uma raça inferior, é uma forma primária e escondida de egoísmo e por vezes narcisismo. No nosso país e no mundo existe um problema mais grave que é a "Justiça Social", a mim choca-me o compadrio, a cunha, e isto é uma forma de segregacionismo perpetrada por brancos em detrimento de brancos e de negros em detrimento de negros, é algo que acontece em Portugal com a filha do Presidente da Câmara e em Angola com alguns amigos do José Eduardo dos Santos. Eu devo ser a excepção, mas até hoje só fui assaltado por brancos, tive o prazer de estudar com Cabo-Verdeanos porreiros na Faculdade, o desprazer de me cruzar com alguns brancos pretensiosos que não passam de idiotas chapados com a mania que o Mundo é algo estático que tem que ficar para sempre como está para bem do nosso parasitismo, da nossa inoperância e da nossa falta de competência. Por muito que custe a alguns Portugueses os negros de segunda geração são também eles Portugueses e cidadãos e símios como aliás os brancos também são. Temos um problema com a Segurança Social que se prende com a desorçamentação do Estado, basicamente temos menos funcionários públicos, mas temos imensos bolseiros que não descontam para a Segurança Social e isto é a realidade de muitos jovens licenciados. Temos uma Economia paralela em Portugal que não paga impostos e não efectua quaisquer descontos e não me lixem, não são todos negros nem ciganos, apesar de a comunidade cigana em Portugal ter um comportamento pouco justo no que diz respeito ao valor da cidadania.

    Assinado: Um símio com olhos em bico que gostaria de poder dizer "Welcome to Jamaica and have a nice day" mas que tem que se contentar com "Wendy".

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  12. Para o Tiago:
    Sejas bem aparecido, Que saudades das nossas conversas! É claro que continuamos com duas visões do mundo diferentes, como dizes. No entanto, tenho que voltar a uma das nossas discussões recorrentes.
    Apesar de não considerares a imigração o “problema da sociedade portuguesa”, não significa que este não seja encarado como tal por muita gente, como eu ou como o autarca de que falo no post. É óbvio que não é o único, mas para mim é o mais grave, já que pode significar o desaparecimento de Portugal como o entendo através de uma substituição demográfica.
    Quanto às tuas “duas faces da moeda”, trago apenas dois exemplos: do outro lado da imigração maciça estão muitos “respeitáveis homens de negócios”, como lhes chamaste, que apenas vêem nos imigrantes mão-de-obra barata, essencial para o seu objectivo último que é o lucro fácil e a todo custo; relativamente aos consumidores que preferem o mais baixo preço sem pensar em mais nada, vemos que do outro lado está a degradação da sociedade, os conflitos étnico-sociais, o aumento da criminalidade, etc.

    Como vês, não nego responsabilidades, mas também não nego – nem posso negar – o fenómeno de invasão populacional a que Portugal e a Europa assistem passivamente.

    Quanto aos teus amigos da faculdade, o facto de serem “porreiros”, por oposição a portugueses “pretensiosos”, não justifica a passividade perante a imigração maciça e desregrada. Não confundamos o essencial com o acessório. O facto de teres um primo estúpido não faz com que ele deixe de ser teu primo…

    Mais, não podemos continuar a ignorar estes graves problemas com as eternas desculpas do “racismo” e da “xenofobia”.

    Um abraço.


    Para o Anónimo “que sente estar ser colonizado pelos turras”:

    Concordo com as suas críticas em relação ao “nacionalismo grupuscular”, mas acredite que tem sido feito um esforço por várias organizações nacionalistas para ir ao encontro de quem realmente interessa – o povo português. O seu apelo à reflexão tem sido repetido por muita gente dentro do meio nacionalista, esperemos que os movimentos continuem a crescer, como tem vindo a acontecer, e que vão ao encontro da população.

    Cumprimentos.

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  13. «Eu acho que o grande problema de alguns Nacionalistas é um só, é sentirem o medo de não conseguirem competir no mercado de trabalho com os "negros"»

    Ah! o belo do reducionismo economicista! Tudo se resume à economia, tudo se resume à "competitividade"!

    Submersão demográfica? Não interessa! Conflitualidade social? Não interessa! Obliteração da identidade nacional? Não interessa! Nação? Pátria? O que é isso?!

    Se amanhã, em vez de Portugal, vivermos num mercado composto por “indivíduos” atomizados e desenraizados, tanto melhor!

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  14. Vanguardista,

    Esquece. Enquadra-se apenas no descarrilar do habitual chorrilho de lugares comuns, frases feitas e banalidades, tal como o Duarte Branquinho referiu em relação ao discurso dessa gente do ACIME no decorrer da reunião.
    É sempre a mesma cassete, sempre a mesma mensagem.

    Esse é apenas um dos lugares comuns com que pretendem atirar areia para os olhos dos portugueses, desqualificando as posições e argumentos dos Nacionalistas.
    Temos medo da concorrência dos africanos no mercado de trabalho, assim o Nacionalismo serve de refugio para os frustrados e fracos, muito útil à causa deles, não te associes ao Nacionalismo se não és rotulado de ….. e e ainda, incompetente, desqualificado com medo da competitividade no mercado de trabalho.

    No entanto, “escapam-lhes” e/ou não conseguem alcançar que os Nacionalistas não se opõem com a tanta veemência aos cidadãos oriundos de países do Leste Europeu, melhor qualificados com melhor capacidade de integração na vida económica e social. Ou seja, daqueles que potencialmente podem ser mais competitivos no mercado não temos “medo”, mas não deixamos de salientar e opormo-nos com toda a legitimidade a uma autêntica invasão/colonização por parte de quem constitui uma ameaça à coesão, integridade e soberania nacional. Esta é também a posição generalizada da sociedade portuguesa, tem melhor opinião e está mais receptiva a imigrantes Europeus.

    Para o resto, sinceramente, falta-me a pachorra para dar trela a fórmulas vazias.

    Duarte Branquinho, ainda bem que estamos a recentrar e a estabelecer prioridades para as nossas batalhas, urge obtermos maior visibilidade junto da sociedade portuguesa obtendo assim maior identificação do nosso Povo com a nossa Causa.

    ASS: Alguém que queria viver num Portugal equiparado a uma Suiça, mas sente estar ser colonizado por turras e desde há muito que não se surpreende pelos tugas ansiarem em transformar Portugal na ponta de lança do terceiro mundo na Europa.

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  15. Ora aqui está "um gajo" com um nome interessante!!

    Legionário

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  16. Em resposta ao Vanguardista,

    acha sinceramente que o Mundo em que vivemos é algo mais que uma balbúrdia economicista? Acha sinceramente que por trás dos Conflitos há algo mais que interesses económicos, que por trás da situação da gripe das aves há interesse pela salvaguarda da saúde pública (Rumsfeld está envolvido)? Sinceramente acho que as coisas se resumem a uma visão economicista da coisa e o restante é tomado como acessório.
    Em relação a Submersão Demográfica, Conflitualidade Social, Obliteração da Identidade Nacional, Nação, Pátria, Desenraizados, quais são as suas sugestões para a resolução destes problemas? Eu tenho muito orgulho em ser Português, mas não tenho qualquer orgulho em segregacionismos raciais, na minha opinião é um disparate, até porque é um fenómeno típico de grandes cidades. Em pequenas comunidades os negros existentes integram-se perfeitamente, penso que o insucesso da sua integração nas grandes cidades se prende com a estrutura de guetos, numa verdadeira integração não se colocam as pessoas a viver em guetos, promove-se a mistura. Por exemplo, em Aveiro colocaram-se famílias mais desfavorecidas a viver numa zona denominada "Comboios Amarelos" e como é óbvio a criminalidade aumentou imenso na cidade, com assaltos quase sistemáticos na Universidade há cerca de 5 anos atrás, não eram negros, não eram apenas ciganos, eram brancos colocados a viver em guetos. O mundo não é estático, o que são para si os Portugueses? Qual é o critério que utilizamos para classificar um Português como realmente Português? Quais as regras que pretende estabelecer ao nível de fronteiras? Estamos numa economia global, acha mesmo que faz sentido esta georeferenciação dos caracteres fisionómicos? Acha mesmo que não conseguimos viver todos juntos? Já tive esta discussão com o Duarte e ele é da opinião que não, que existem diferenças culturais e comportamentais abismais, eu pessoalmente não acho que seja assim.

    Em resposta ao Anónimo que se seguiu:

    só lhe posso dizer que tento não cair em lugares comuns, senão nem sequer me dava ao trabalho de discutir ideias com pessoas com visões diferentes das minhas. Não existem nem frases feitas nem banalidades, existem opiniões diferentes das nossas que têm que ser respeitadas. É essa intolerância que faz com que por vezes pessoas mais abertas dentro do vosso partido sejam erroneamente rotuladas. Quanto ao meu discurso ser vazio, vai ter que provar que o seu discurso não é uma fórmula também ela vazia, até ver ainda não apresentou soluções, só críticas. Fica-lhe mal tanta presunção ao assumir que os outros não conseguem perceber aquilo que tem para dizer, trela dá-se a cães não a seres humanos, tente ter um discurso mais positivo e trate as pessoas como iguais. Estamos a discutir ideias e não há necessidade de acharmos que os outros são mais ou menos capazes que nós. Aqui vão as minhas ideias: sou a favor da integração, gostaria que houvesse coragem política para fiscalizar as grandes fortunas e que existisse realmente um cruzamento eficaz das declarações de quem paga e quem recebe, gostaria que fossem mais rígidos na definição de regras em relação à Segurança Social, que não privatizassem hospitais, que a saúde em Portugal não fosse encarada como apenas um negócio, que se atribuisse alguma dignidade às listas de espera. Acho que se poderia começar por aqui, a imigração é um fenómeno dificilmente controlável, não havendo barreiras comerciais, não faz sentido qualquer outro tipo de barreiras. Estas são as minhas opiniões.

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  17. O que eu acho ou não é irrelevante. O que é relevante é saber se queremos que as coisas sejam assim ou não. Você, pelos vistos, gosta do status quo. Eu não. Você é um conformista, nós somos revolucionários.

    Quando não há vontade, qualquer fenómeno é «dificilmente controlável»!... A questão resume-se a isto: o que é a «integração»? É forçar as comunidades alógenas a adoptar o nosso modo de vida, a nossa cultura, as nossas tradições? Ou é, pelo contrário, a nossa adopção dos modos de vida, culturas e tradições das populações alógenas? Ou será uma solução de «meio-termo», a «mistura»?

    No primeiro caso, trata-se de um projecto condenado ao fracasso. Nunca será possível «integrar» um grande número de pessoas, e você mesmo reconhece isso quando fala na diferença rural/urbano. O que lhe escapa é que a diferença não está no ambiente rural ou urbano, mas sim nos números. Quando os imigrantes são poucos, tão poucos que não lhes é possível recriar o seu ambiente de origem nos novos países, são forçados – por mera questão de sobrevivência – a adaptar-se ao país de acolhimento. Quando são muito numerosos, torna-se possível recriar no país de acolhimento o que deixaram para trás: surgem os bairros exclusivamente africanos, ou turcos, ou árabes, ou paquistaneses, ou portugueses, etc. É um processo natural: quando se chega a um país que não se conhece, procura-se o apoio dos compatriotas que já lá estão imigrados. Nesses espaços, reproduzem o país que abandonaram: comem a mesma comida do país de origem, festejam as mesmas datas do país de origem, aprendem a mesma língua e as mesmas normas sociais do país de origem, enfim, reproduzem a cultura que deixaram para trás. Depois, como muita gente observa, a chamada «segunda geração» começa a criar problemas… Em casa ensinaram-lhes uma coisa, foram educados num dado ambiente (enfim, absorveram uma dada cosmovisão), mas na escola, no emprego, na convivência com os «nativos», exigem-lhes outra. Nasce um conflito de identidade: nasceram num país, mas as suas referências culturais, históricas, linguísticas, familiares, etc., estão noutro. Já não são africanos/árabes/paquistaneses/mexicanos/etc., mas também não são portugueses/franceses/ingleses/alemães/americanos/etc. Eles sabem que só são portugueses/franceses/ingleses/alemães/americanos/etc. para efeitos jurídicos, e também sabem que, ao contrário do que acontecia com os seus pais e avós, não correm o risco de ser repatriados. Além do mais, não querem regressar aos países de origem que não conhecem e nos quais a vida seria muito mais desconfortável e também não querem renunciar à sua especificidade cultural. Nasce o comunitarismo: comunidades étnicas diferentes vivem lado a lado e os conflitos são frequentes. A palavra comunistarismo é normalmente utilizada para descrever a situação indiana, em que os conflitos étnicos e as explosões de violência são frequentes… é esse o futuro que queremos para a Europa? Não nos chega já o Kosovo, os Balcãs, a Irlanda do Norte ou o País Basco? Precisamos de multiplicar esses problemas por 10, por 100, por 1000, dentro de cada um dos países da Europa? Não aprendemos nada?

    A segunda opção parece-me inaceitável para a maior parte das pessoas, e os multiculturalistas e imigracionistas de serviço sabem-no bem. Porque é que eu haveria de renunciar àquilo que sou?! Eles é que vêm para cá e nós é que temos de mudar?! Não, decididamente esta opção nem se coloca (pelo menos abertamente).

    Resta a terceira: a «mistura». Mas, o que é a «mistura» e como se processa? Cada homem português casa com uma mulher imigrante e cada homem imigrante casa com uma mulher portuguesa? É isso a mistura?... Não me parece um projecto viável… Imagino então que a «mistura» se processe ao nível cultural e não sanguíneo. Nós adoptaremos alguns costumes e tradições dos alógenos e os alógenos adoptaram alguns nossos. Qual é a vantagem deste processo? Permite comprar a paz social?... Enriquece-nos culturalmente?... E se eu não quiser ser «enriquecido»? Mais: esse «enriquecimento» não significa, ao fim e ao cabo, a destruição da nossa identidade? E há algum povo que aceite pacificamente a destruição da sua identidade?

    Bem, resumindo e concluindo: o multiculturalismo, por mais voltas que se dê, leva sempre ao mesmo resultado: conflito, guerra, violência.

    Os nacionalistas bem avisam, nós bem que queremos poupar muitas «chatices» à Europa, mas parece que as nossas elites vão ter que aprender esta lição a mal.

    Uma última nota: você diz que não tem «qualquer orgulho em segregacionismos raciais». Eu também não, até porque em última análise acabam sempre por descambar em guerra civil – precisamente aquilo que queremos evitar.

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  18. Já agora, recomendo a leitura deste texto (http://www.juvenac.org/documentos/art_multiculti_liberdade.htm) para perceber melhor a nossa perspectiva.

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  19. Por mais que lhe custe eu identifiquei correctamente o seu discurso e como não podia deixar de ser recorreu ao chorrilho de lugares comuns, banalidades, Demagogia e desonestidade intelectual do principio ao fim, pretendendo imputar-me as características que mais se evidenciam em si

    Vc poderia ter efectivamente respeitado o ponto de vista do autor assim como o tema do post: a imigração e a criminalidade associada mas não o fez, tendo antes enveredado pela desonestidade intelectual de pretender branquear este facto desviando o tema do post.

    Sobre a presunção e o respeito à opinião de quem se discorda:
    « respeito os teus pontos de vista, pois sabes o que dizes, ao contrário de alguns idiotas que comentam os teus posts»

    Anteriormente:
    «Eu acho que o grande problema de alguns Nacionalistas é um só, é sentirem o medo de não conseguirem competir no mercado de trabalho com os "negros" que consideram uma raça inferior, é uma forma primária e escondida de egoísmo e por vezes narcisismo»

    Fica-lhe mal essa presunção a tentar desqualificar as pessoas que discordam de si.

    «É essa intolerância que faz com que por vezes pessoas mais abertas dentro do vosso partido sejam erroneamente rotuladas»
    O instinto e insistência em rotular desqualificando os opositores é sua, além do já clássico dividir para reinar.
    «até ver ainda não apresentou soluções, só críticas.»
    :As criticas que fiz são construtivas tendo acolhimento e sendo consideradas consistentes por quem, como Vc diz, «sabe do que fala». além do mais não foram dirigidas a si respeite-as.

    «Fica-lhe mal tanta presunção ao assumir que os outros não conseguem perceber aquilo que tem para dizer»

    Além da possibilidade de Vc não conseguir entender uma posição mais dinâmica, pró activa, rigorosa e aberta à competência, também contemplei a possibilidade de se fazer de desentendido, porque iria deitar por terra a tal justificação para o Nacionalismo: «Eu acho que o grande problema de alguns Nacionalistas é um só, é sentirem o medo de não conseguirem competir no mercado de trabalho com os "negros" permitindo assim a prossecução da sua demagogia barata.

    «trela dá-se a cães não a seres humanos, tente ter um discurso mais positivo e trate as pessoas como iguais.»
    A presunção de pretender dar lições fica-lhe mal, além de não ter credibilidade para tal:

    «tive o prazer de estudar com Cabo-Verdeanos porreiros na Faculdade, o desprazer de me cruzar com alguns brancos pretensiosos que não passam de idiotas chapados com a mania que o Mundo é algo estático que tem que ficar para sempre como está para bem do nosso parasitismo, da nossa inoperância e da nossa falta de competência. Por muito que custe a alguns Portugueses os negros de segunda geração são também eles Portugueses e cidadãos e símios como aliás os brancos também são»

    Se RELATIVAMENTE AO TEMA IMIGRAÇÃO, não entende e /ou continua a fingir não entender: que apenas o rigor na admissão de trabalhadores, privilegiando-se os cidadãos oriundos de países do Leste Europeu, melhor qualificados, com melhor capacidade de integração na vida económica e social. Ou seja, daqueles que potencialmente podem ser mais competitivos no mercado capacitados para contribuir efectivamente se devidamente enquadrados, para o desenvolvimento e competitividade económica não constituindo um fardo e sugadouro de subsídios/benefícios/quotas e ainda acrescenta «Acho que se poderia começar por aqui, a imigração é um fenómeno dificilmente controlável, não havendo barreiras comerciais, não faz sentido qualquer outro tipo de barreiras» e por tudo que já foi exposto, eu, não lhe vou dar mais trela.


    ASS: Alguém que se sente colonizado por turras e sem paciência para tugas demagógicos, intelectualmente desonestos.

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