quinta-feira, 30 de março de 2006

Quotas

Já hoje falei, noutro sítio, sobre a última ideia iluminada do socratismo, num post a que chamei “(Dis)Paridade”, e, há algum tempo, escrevi aqui que considero a discriminação positiva “racista e sexista”. Como o próprio nome indica, a “discriminação positiva” é discriminatória, contradizendo qualquer princípio da igualdade. A lei da paridade — claramente inconstitucional — quer impor uma igualdade forçada, ou seja, uma falsa igualdade.

Depois desta “solução” milagreira, quais serão as quotas que seguem? Os gays, os estrangeiros, ou os deficientes? E quais serão as outras áreas a contemplar com a panaceia das quotas? O Ensino, a Justiça ou as Forças Armadas?

1 comentário:

  1. O real problema que se esconde por detrás das quotas é o reforço dos grupos de pressão e a consequente quebra de solidariedade, promovendo o cinzentismo hegemónico dos aparelhos de poder.
    Doravante já todos sabem que para se conseguir o que quer que seja, a sua quota de poder, é necessário organizar-se em "lobby". Mais, que estes se degladiarão entre si pelas benesses e que não obstante poderem ser prejudicados por tal ou tal medida não se juntarão para a contestar. É que a tentação será enorme de deixar a concorrencia sair em falso, esvaziando-se para que outros possam ocupar o seu lugar na arena política. Se o sistema pega, em vez de habilitações, experiência e dedicação, teremos as inerências por género, preferência sexual ou outra...Só as cunhas ficarão na mesma.

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