quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Olhos abertos

O caso das caricaturas de Maomé tem aberto os olhos a muita gente relativamente à ofensiva declarada do islão contra a Europa, que se sente chocada com as atitudes cobardes dos submissos como Freitas do Amaral. Hoje ouvi Maria João Avillez, no programa “Mel com Fel” na Rádio TSF, dizer não compreender o silêncio de José Sócrates face às reacções à tomada de posição do ministro dos negócios estrangeiros. E continuou assim:

Confundirá ele o caso dos cartoons dinamarqueses com um mero caso de liberdade de expressão? Achará ele, a sério, que estamos diante de uma reacção exclusivamente ditada pela ofensa face a convicções religiosas e que, como tal, necessita de "tolerância", entre aspas, e de "compreensão", também entre aspas, e logo de públicas desculpas apressadas e envergonhadas. Eu dormiria mais descansada se tivesse a certeza de que o nosso primeiro-ministro percebe o que aí está. A continuação da guerra - encetada de resto há um bom par de anos - contra o Ocidente e a sua civilização que ele gerou, pressupõe e representa, onde cabe aliás o próprio Sócrates e os valores que obviamente professa. Não compreender que estas caricaturas, por mais discutíveis que as queiram achar, são o inflamado e manipulado pretexto para continuar uma cruzada do terror no suposto nome de deus é muito simplesmente preferir esconder-se atrás do biomboda mais devastadora das irresponsabilidades. É que somos nós os visados. Trata-se da pátria europeia onde nascemos e que nos determinou a nossa matriz civilizacional, cujos alicerces estão, hoje, um a um, a começar a ser minados. Por fora, obviamente, mas também por dentro, por palavras actos e omissões, como as o titular dos negócios estrangeiros de Portugal.

Quem acha que isto vai lá com “paninhos quentes”, está a colaborar com a invasão e colonização islâmica — intolerante e totalitária.

3 comentários:

  1. Completamente de acordo, Duarte!

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  2. Sobre a “espontaneidade” e o hiato temporal entre a publicação dos cartoons e a erupção das manifestações nos países islâmicos:

    http://www.frontpagemag.com/

    Articles/Printable.asp?ID=21272

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  3. Sobre a “espontaneidade” e o hiato temporal entre a publicação dos cartoons e a erupção das manifestações nos países islâmicos:

    http://www.frontpagemag.com/Articles/Printable.asp?ID=21272

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