quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Liberdades de expressão

No ano passado, reflecti aqui sobre o “caso Irving” e o chamado “revisionismo do Holocausto”. As notícias confirmaram o esperado: o historiador britânico foi condenado a três anos de prisão por um tribunal austríaco. O seu crime? A “negação do Holocausto”. Segundo os seus acusadores, Irving seria movido por motivos políticos na sua “falsificação da História”. Seja como for, o que aconteceu — e que tem que ser dito — foi que um cidadão europeu foi condenado num país europeu pelas suas ideias!

Não me vou alongar em reflexões, mas segundo o meu conceito de liberdade de expressão não podem existir leis que proíbam a investigação histórica — seja ela qual for e por mais polémica que seja — na qual se inclui o “revisionismo do Holocausto”. E por isso me classificam como “anti-judeu”... Por outro lado, acho que associações judaicas, ou quaisquer outros que se sintam ofendidos, têm o direito de processar judicialmente um autor revisionista. E por isso me classificam como “filo-judeu”... É assim que concebo a liberdade de expressão, que não pode ser nem “anti” nem “filo-judaica”.

Neste caso impõe-se um paralelo com o episódio dos cartoons; a Europa não pode manter uma política de “dois pesos e duas medidas” e considerar a liberdade de expressão um dos seus fundamentos civilizacionais.

1 comentário:

  1. IRVING VOLTA A NEGAR HOLOCAUSTO

    o historiador britânico David Irving voltou ontem a pôr em dúvida que Hitler tenha presidido a uma tentativa de extermínio dos judeus na Europa. Volta assim a insistir nas ideias que o levaram a tribunal e a ser condenado.
    Durante o seu recente julgamento na Áustria, o negacionista disse ter mudado de ideias sobre as teses que vinha defendendo de que o Holocausto não tinha acontecido.
    Que era uma invenção. Mas, falando a partir da cela onde cumpre uma pena de três anos de prisão, disse que o número de mortos do campo de Auschwitz foi muito mais pequeno do que o quê se diz. "Se houve um programa para extermínio de judeus, então como sobreviveram tantos?".

    E pode acrescentar-se: Se o «Holocausto» é verdade "indesmentível", então porquê a transformaram em «dogma» - que ninguém se atreva questionar(?!?)

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