sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Na frente da invasão da Europa

A edição de hoje do «Diário de Notícias» contém uma notícia de duas páginas sobre a situação em Malta, que considera estar “sufocada por imigração ilegal”. Este país, que é o mais pequeno e o mais densamente povoado da UE, tem uma política de detenção de imigrantes ilegais, desde 2002, para tentar travar a verdadeira invasão humana proveniente da África subsariana. Ao contrário do que acontece noutros países, esta política não divide os principais partidos malteses e, apesar de algumas críticas da oposição, é vista como necessária, mesmo apesar de custar anualmente 10 milhões de euros. Veja-se o exemplo dos verdes, cujo líder, Harry Vassallo, criticou as condições dos centros de detenção de imigrantes, mas considerou que Malta não tem capacidade de absorção para esta massa humana. Esta incapacidade é também reconhecida por um eritreu estabelecido em solo maltês, que considera que a UE tem que ajudar o país a absorver os imigrantes. Simplesmente inacreditável! Reconhece que a imigração em massa é inabsorvível num país concreto, mas apresenta como solução dirigi-la para outros. Vê-se aqui claramente que se trata de um movimento de proporções maciças com o objectivo de invadir e colonizar a Europa. A ideia idílica dos imigrantes ingénuos e desafortunados — tão propagandeada pelos suicidas integracionistas — desfaz-se com algumas revelações interessantes. O tráfico de imigrantes tem por trás uma grande organização, como o confirma Ives de Barro, conselheiro do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Malta, ao descrever: “Os barcos são quase todos do mesmo tamanho. Muitos têm motores Yamaha. Alguns dos imigrantes têm telefones satélite para, a dada altura, ligarem às autoridades a dizer que precisam de salvamento”. Alguns destes barcos são arrastados por outros maiores desde a Líbia ou a Tunísia. Sobre o caso líbio, podemos ainda ler uma breve entrevista com o embaixador da Líbia em Malta, Saad Elshlmani, que afirma que o seu país é tanto um destino como um corredor para os ilegais que vêm para a Europa através do Mediterrâneo.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Solstício de Inverno


Sonhas com um sol hoje desaparecido
Símbolo da vida, de eterno retorno.
Encurtam os dias, o inverno chegou,
Mas no teu coração, sempre ficará a brilhar.

Na noite mais longa entraste na tua casa
A acender a coroa e preparar o fogo.
Vai começar uma longa velada
Com teus irmãos, irmãs, amigos, avós.

Sobre a mesa enfeitada há já três velas
Para os que estão longe, mortos, crianças a chegar.
O rito solisticial vai renovar-se
Em memória do passado, por um grande porvir.

Celebraram-se os nossos antepassados desde milénios
Esta noite consagrada à grande esperança
De um sol que regressará a iluminar a nossa terra
Um mais cada dia, à medida que avançam as estações.

Temos de juntar-nos na noite dos nossos povos
Para mais nos fortalecermos neste mundo hostil.
Amanhã, já o sabemos, o sol brilhará
No fundo das nossas florestas, no coração das nossas cidades.

É na obscuridade, durante esta pausa,
Que podemos forjar as armas que necessitamos
Para o triunfo das nossas ideias, da nossa causa,
E oferecer à Europa um amanhã melhor.

À volta desta mesa, homens e mulheres livres,
Vêm recordar e reencontrar os seus Deuses.
Sente-se a alma que vibra através dos nossos cantos,
A alma da linhagem, a dos nossos avós.

Nesta noite portadora de grande promessa,
A nossa longa memória nos manterá firmes.
Porque, se Dionísio nos trouxe embriaguês,
Também sabemos que Apolo regressará.

Robert Pagan
(Dezembro 90)
in “Os Solstícios – História e Actualidade”, Hugin (1995).

Prazeres natalícios (III)

Oferecer um presente a um amigo que não gosta(va?) do Natal.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Revisionismo revisto

Há um ano atrás, quando a prisão de David Irving motivou um aceso debate sobre o chamado “revisionismo do Holocausto”, escrevi aqui que “a minha formação em História diz-me que proibir a investigação, por mais loucas ou disparatadas que sejam as suas conclusões, é errado. (…) Devem, isso sim, ser debatidas e, se necessário for, contrariadas com argumentos e provas, em resumo, com outras investigações, nunca com leis”. É esse o princípio que me guia e que deve guiar qualquer historiador.

É claro que a História é uma arma política poderosa e, como tal, tem sido utilizada amiúde ao longo dos tempos. Nada se alterou nos nossos dias e o tema do Holocausto e do seu revisionismo é particularmente “quente”. O “revisionismo do Holocausto” tem sido aproveitado politicamente por muitos sectores. Do lado considerado “negacionista” pelos seus detractores, foi guiado por agendas políticas de extrema-esquerda, extrema-direita e fundamentalista islâmica. Do lado considerado “exterminacionista” foi aproveitado por grupos sionistas e outros grupos judaicos, grupos “anti-nazis”, entre outros. Neste último, interessa referir que a pressão destes grupos levou a que em vários países surgissem leis que condenam o “revisionismo ou negação do Holocausto”.

Este processo levou a que, rapidamente, se equivalesse revisionismo a negação do Holocausto e que, como a negação do Holocausto foi considerada crime, o revisionismo também o fosse automaticamente. Não apenas o revisionismo do Holocausto, mas o revisionismo em geral; este, aliás, começou a ser algo muito mal visto em favor de versões “oficiais” da História!

Isto leva-me à questão central deste texto — o revisionismo precisa de ser revisto. É essencial à investigação histórica que o espírito crítico e a vontade de verdade e exactidão não sejam toldados por discussões encerradas.

O problema do revisionismo tem sido a falta de seriedade de vários “investigadores”. No caso do revisionismo do Holocausto, tal tem sido notório — de um lado e do outro, sublinhe-se. Um aspecto importante foi levantado pelo meu amigo e colega de disciplina Humberto Nuno de Oliveira, que alertou para a importância de não se ficar apenas pelas fontes secundárias, nomeadamente por impedimentos linguísticos, num oportuno post.

Nesta revisão do revisionismo, o primeiro passo é recusar os dogmas — de um lado e do outro, sublinho mais uma vez. Como escrevi em tempos, os “santificadores da Shoah” e os “reverendos do revisionismo” estão no mesmo plano. A História é uma disciplina fascinante e o trabalho do historiador nunca está terminado.

Felizmente, a blogosfera é um local para o livre debate e reflexão e, sobre o revisionismo, o Humberto Nuno de Oliveira, historiador e professor universitário, iniciou já uma série de textos sérios e obrigatórios sobre o tema. Ontem publicou o primeiro, “À laia de introdução ao tema do revisionismo”, que a todos aconselho, ficando a aguardar ansiosamente os seguintes.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Prazeres natalícios (II)

Lembrar-me que mesmo em períodos bastante difíceis da vida esta época nunca perdeu a sua elevada importância.


domingo, 17 de dezembro de 2006

Sinceridade

Um bom amigo diz-me, em conversa, que este blog está muito melhor no que toca à forma. Mais ligeiro, mais agradável. Concordo com ele, sem defender por um instante o template anterior, que tão duramente criticou. Há mudanças boas e os que às mudanças são avessos — como eu — precisam de ouvir comentários destes.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

A Sombra da Águia

Este frio trouxe-me à memória uma leitura de férias, “La Sombra del Águila”, de Arturo Pérez-Reverte. A edição de que falo, e que comprei em Espanha, é a da Punto de Lectura, em formato de bolso, com ilustrações de José Belmonte e datada de Junho deste ano. Em cerca de 130 páginas, o bem conhecido escritor espanhol conta-nos, no seu estilo característico, uma história baseada num curioso acontecimento que teve lugar durante a campanha da Rússia em 1812. Durante um combate na colina em frente a Sbodonovo, no qual as forças napoleónicas estavam numa situação bastante adversa, algo totalmente inesperado acontece. O “326 de Infantería de Línea”, um batalhão de antigos prisioneiros espanhóis, voluntários à força na Grande Armée, tenta desertar avançando para os russos. Esta movimentação, que se dá quando a derrota na batalha parece inevitável, é entendida como um acto de heroísmo e coragem por Napoleão que ordena uma carga de cavalaria em seu auxílio. A vitória é muito celebrada e os espanhóis são condecorados em frente ao Kremlin numa Moscovo deserta. Nessa noite há uma passagem de que gostei especialmente sobre um encontro nocturno entre o Capitão García e Napoleão — a quem chamavam “O Maldito Anão” ou “Le Petit Cabrón” — onde o Imperador pergunta por que fizeram os homens do 326 aquele avanço. García hesita, pensa, toma o seu tempo e responde-lhe: “Não havia outro sítio aonde ir, Sire.” O silêncio que se seguiu foi esclarecedor, já que, como nos diz Reverte, “tanto ele como o Petit, no fundo, eram soldados profissionais e estavam a entender-se sem palavras.” Um divertido relato ligeiro sobre a pesada realidade da guerra e as relações humanas em condições extremas, que se lê de um fôlego.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Pinochet


Por motivos óbvios, lembrei-me de uma história que costumo contar recorrentemente. Há uns bons anos atrás, ao balcão de uma cervejaria em Alvalade, ouvi alguém ao meu lado pedir um “pinochet”. Virei-me automaticamente e, corrigindo o sujeito de meia-idade, disse-lhe que o que ele queria pedir era um panaché. Incomodado por esta chamada de atenção vinda de um adolescente e motivadora, ainda para mais, de alguns esgares de vários dos presentes, retorquiu:
— O menino nunca ouviu falar do Pinochet?
— Sim, claro. Mas o que tem ele a ver com isto?
A resposta foi tão pronta, que deu a ideia de não ser um improviso da altura:
— Pois foi ele que inventou esta bebida.
Perante tal sabedoria, não me contive:
— Já ouvi acusar o Pinochet de muita coisa, agora de estragar cerveja é a primeira vez!

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Prazeres natalícios (I)

Observar a felicidade do meu filho ao descobrir a surpresa diária que lhe reserva o calendário do advento.

Cinco manias revisited

Apesar da ausência, fui solicitado por vários amigos a responder a um inquérito blogosférico sobre manias, que anda por aí a circular de novo. Lamento desiludi-los, mas já em tempos o mesmo cá caiu. Resta-me encaminhá-los: Cinco manias.

Lavar a cara

Foi o que fiz nesta casa, para tentar redimir-me da ausência demasiada dos últimos tempos. Nada como ser confrontado com a indecisão de um bom amigo em continuar o seu excelente blog para chegar à conclusão de que o único conselho válido que posso dar-lhe é continuar a grafar nesta casa regularmente. Até já.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

“A Nova Reconquista: da Ibéria à Sibéria”


O título deste post foi, como a maioria dos que me lêem saberá com certeza, o tema do I Encontro Internacional da Causa Identitária, associação de que sou actualmente o presidente, um evento transversal histórico que juntou várias organizações e participantes nacionais e estrangeiros e que teve lugar em Lisboa no passado dia 25 de Novembro. Quem me conhece, ou pelo menos acompanhe aqui as minhas ideias, sabe o valor que tem para mim conseguir que Portugal inclua o roteiro identitário europeu e o que significa a presença no nosso país de Pierre Vial e Guillaume Faye, duas referências maiores para mim. Quero neste post agradecer a todos os que comigo colaboraram para concretizar este projecto. Aos que sempre acreditaram que o nosso rectângulo também é Europa e que somos tão válidos quanto os demais. Aos que, na associação, deram o seu voto de confiança à actual direcção e se centraram neste objectivo tão importante. Aos meus camaradas e amigos Miguel Jardim e Humberto Nuno de Oliveira, pela sua extraordinária disponibilidade, Pierre Vial, Enrique Ravello e Guillaume Faye, pelo seu interesse em Portugal e pelo reconhecimento da importância deste país no nosso combate conjunto europeu. Obrigado! Outros desafios se aproximam.

Para mais informações aconselho que consultem a página da Causa Identitária e, concretamente, a notícia relativa à conferência.

domingo, 12 de novembro de 2006

Nick Griffin absolvido

O presidente do British National Party (BNP), Nick Griffin e o militante Mark Collett, foram abslovidos das acusações de incitamento ao ódio racial. Foi este o resultado do recurso, num caso que teve origem no ano passado devido a um documentário da BBC, filmado com câmara oculta. Em causa estavam declarações proferidas sobre o islão e sobre os muçulmanos. A absolvição foi comemorada à saída do tribunal com cerca de 200 apoiantes a aplaudir Griffin enquanto este abria uma garrafa de espumante e discursava para a multidão, chamando “baratas” aos jornalistas da BBC, que na sua opinião abusou da sua posição, e dizendo que nem o governo nem a BBC lhe podiam tirar a liberdade. A voz da censura não tardou, com Gordon Brown a afirmar que, perante este veredicto, as “race laws” têm que ser endurecidas.

Tudo como dantes?

Ainda no «Courrier Internacional», o dossier da última edição é sobre o Afeganistão, nomeadamente sobre como, passados cinco anos do afastamento dos talibãs, a situação pouco mudou, ou até piorou. A insegurança é constante, agravada pelos atentados suicidas, prática anteriormente inexistente no país. Os talibãs recuperam poder e influência, negociando com a população de algumas províncias desiludida com o governo, minado pela corrupção. Grande parte do auxílio internacional é desviado e uma das poucas melhorias visíveis é a construção de estradas. O negócio da droga vai de vento em popa, com a produção de ópio a aumentar 49% desde o início do ano, tornando o país produtor de 92% do total mundial. O Estado e o governo pouco intervêm na vida dos afegãos que continuam a ter como referências as estruturas tradicionais. Os jovens emigram para países vizinhos, como o Irão, e os mais qualificados para países ocidentais. No que respeita às mulheres, continuam a ser desrespeitadas e maltratadas, optando muitas pelo suicídio.

O Novo Imperialismo Americano no seu melhor...

Nacionalismo étnico e potência mundial

A última edição do «Courrier Internacional» publica um artigo sobre a política externa americana intitulado “A América depois de George W. Bush”, retirado da revista de esquerda liberal britânica «Prospect». Analisando as grandes alterações em curso na ordem mundial, o autor, Michael Lind, afirma que “aquilo em que se acreditou ao longo dos anos 90 revelou-se falso do princípio ao fim. A doutrina mais poderosa do mundo de hoje não é o neoliberalismo, nem a democracia, mas o nacionalismo étnico.” Não posso estar mais de acordo. Aliás, por isso refiro frequentemente o absurdo de se estar a impor à Europa o utópico modelo do multiculturalismo, enquanto no resto do mundo se formam grandes blocos étnicos que serão as verdadeiras potências de amanhã. Este é um enfraquecimento tanto forçado como voluntário, já que muitos europeus não se conseguem libertar de complexos coloniais sem qualquer sentido, atemorizados pelo chavão do “racismo”, sempre pronto a ser disparado pelos fiscais do “politicamente correcto”. Ao contrário, todos os outros povos, independentemente do seu passado, ignoram este tipo de entraves. Veja-se o caso da China, futura hiper-potência mundial, um gigante populacional etnicamente homogéneo, monstro económico e industrial, verdadeira “fábrica do mundo”. A sua influência cresce a um ritmo alucinante em todo o globo, não se detendo perante a religião dos Direitos do Homem, o “antirracismo”, o “multiculturalismo”, ou outros dogmas contemporâneos. Defende os seus interesses e sabe quem são os outros. Observando, por exemplo, a forma como tem penetrado em África, podemos afirmar que os chineses poderão muito bem ser os futuros colonizadores do Continente Negro.

sábado, 11 de novembro de 2006

Stand by

Este blog tem estado em stand by, ainda para mais com algumas falhas técnicas. Não me vou prender com desculpas e explicações, amaldiçoando apenas a péssima ligação à internet que tenho em casa. A ela se deveu o desaparecimento de metade das ligações, dos arquivos, do contador, entre outros. Estou a repor gradualmente a situação, agradecendo que me informem se me esqueci de alguma coisa na coluna ao lado. A emissão segue dentro de momentos... Espero que sem mais interrupções.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Música (VIII)


Tempo de “virar o disco”, desta vez para trazer aqui uma banda bastante original e inovadora, os romanos Zetazeroalfa, com a música “Balla più veloce”, retirada do excelente primeiro álbum “La Dittatura del Sorriso”, de 1999.

domingo, 15 de outubro de 2006

«Identità — il ritorno all’umano»

Aconselho aqui o último número da «Identità il ritorno all’umano», a “revista europeia de cultura política”, dirigida pelo meu amigo e camarada Salvatore Francia. Refiro-me ao número 3, referente a Junho de 2006, com o preço de €10. As suas 68 páginas A4 contêm diversos artigos escritos em várias línguas europeias, como italiano, francês, inglês e castelhano. A abrir a revista, o excelente conjunto de artigos subordinados ao tema “Pela Europa dos europeus”, dos quais destaco “Europa e Identidade”, de Salvatore Francia, “Por que somos europeístas?”, do Centro Studi Identità, “Do niilismo à tradição”, de Michael O’Meara, e “As duas Europas”, de Niccolò Giani, aos quais se seguem dois textos sobre a Europa e o Islão, “Panislamismo e panarabismo”, de Mario Cassiano, e “O futuro dos Balcãs”. O dossier seguinte é sobre a política externa americana e conta com diversos artigos, dos quais realço “A guerra como base da expansão económica americana”, de Nicola Clemente, a publicação de um documento top secret de 1970, assinado pelo General W. C. Westmoreland, sobre operações secretas do exército americano, e “A formação da aristocracia no sistema universitário americano”, de Rick Fantasia. Última referência para os comentários ao livro do escritor israelita Abraham B. Yehoshua, “Judeu, israelita, sionista: conceitos a precisar”, que o próprio Salvatore Francia diz que “merece ser lido”. Para adquirir um exemplar, podem contactar a revista através do correio electrónico identita@ya.com.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Impressões de Paris (II)

Chegado ao aeroporto Charles de Gaulle pouco depois das 22 horas, dirigi-me, com o meu amigo que me acompanhou nesta viagem, à estação para apanhar o RER rumo ao centro da cidade. À entrada deparámo-nos logo com seguranças privados, um deles com um cão de guarda. Mas isso foi uma visão light, pois na plataforma circulavam quatro militares de camuflado e armados com espingardas automáticas FAMAS. Já dentro do comboio, verificámos que a nossa carruagem era ocupada metade por magrebinos e a outra metade por turistas recém-chegados, entre os quais um casal de japoneses que se sentou perto de nós. Antes de iniciarmos a marcha, o meu amigo chamou-me a atenção para as portas por onde entraram os militares que patrulhavam também no interior dos comboios. Quando passaram pelos japoneses, a mulher ficou com os olhos literalmente redondos, continuando estupefacta durante algum tempo, apesar das tentativas do marido para a tranquilizar.

Obtivemos, em seguida, a informação de que esse RER seria directo até à Gare du Nord, coisa que nos agradou pois permitiria poupar tempo. Apesar de não parar nas estações intermédias, o comboio todavia abrandava quando passava por elas. Aproximavam-se as 23 horas e o mais impressionante foi verificar que no norte da capital francesa existem autênticos territórios ocupados, já que nessas estações encontravam-se apenas negros e árabes. Já não é uma questão de eles serem a maioria em certos sítios, aqui não vimos um único europeu!

Sem querer alargar-me em pormenores do nosso percurso ferroviário, devo apenas dizer que ao circular e fazer mudanças de linha por volta da meia-noite na capital francesa se tem uma imagem muito diferente da dos postais turísticos, tal como noutras capitais europeias. Sente-se a tensão de parte a parte, o ódio no olhar. Neste clima, a presença de seguranças e polícia é uma constante, sinal claro de que a situação já não é controlável. Ao contrário do que a propaganda oficial nos quer fazer crer, as sociedades multirraciais tornam-se necessariamente sociedades multirracistas, onde as tensões se agudizam e a deriva securitária é uma inevitabilidade. Paris é um claramente um desses casos e fez-me lembrar as cidades americanas, com a agravante da forte presença muçulmana.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Signal d’Alarme


Finalmente pude ver «Signal d’Alarme», o novo “boletim mensal de desintoxicação política e cultural” dirigido por Guillaume Faye, iniciado em Abril deste ano e que substituiu o anterior «J’ai tous compris !». No editorial do primeiro número, Faye assegura-nos que o objectivo da publicação não se alterou, trata-se de “fazer reflectir, fazer compreender, desbravar a censura do Sistema, mobilizar as energias e elaborar ideias novas”. Como não podia deixar de ser, aconsellho-o vivamente. Cada número custa € 4, podendo ser pedido a Constant Héraut, 5 crs Dr J. Damiont F-69100 Villeurbanne, para mais informações utilizar o seguinte endereço de correio electrónico: s-da@laposte.net.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Impressões de Paris (I)

Desloquei-me no passado fim-de-semana à capital francesa por ocasião da XI Table Ronde, excelente evento organizado pela associação Terre et Peuple, para a qual havia sido convidado na qualidade de presidente da associação Causa Identitária, e de que falarei noutro post. Com esta, inicio um conjunto de “impressões” que vou partilhar aqui convosco.

Ainda no avião, leio a notícia num jornal francês de que a França já não é o maior consumidor mundial de vinho. Foi ultrapassada pela Itália e pelos EUA, que ocupam agora a primeira posição. Depois de ter verficado in loco os números alarmantes da presença muçulmana em Paris e a sua intolerância, não pude deixar de fazer uma relação directa entre o decréscimo do consumo de bebidas alcoólicas e as interdições islâmicas. Já na conferência, quando falei sobre isto com um camarada francês, disse-me que se passava o mesmo em relação à carne de porco, cujas vendas têm vindo a decair gradualmente. Isto passa-se não apenas no seio da comunidade muçulmana, mas também noutros locais, devido a uma atitude intimidatória e de imposição de costumes estranhos aos franceses autóctones. É o caso das escolas públicas que até há pouco tempo tinham à escolha duas ementas, uma com porco e outra sem, e que agora simplesmente não servem o “alimento proibido”. Esta conversa foi tida com Philippe Vardon, presidente das Jeunesses Identitaires, que tive muito prazer em conhecer e com quem gostei muito de falar, que foi alvo de um processo judicial por organizar uma iniciativa de apoio social que consistia em servir uma sopa feita à base de carne de porco a pessoas carenciadas. Por isto foi acusado de... racismo!

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

O regresso de «Le Choc du Mois»

Só hoje concluí a leitura do primeiro número de «Le Choc du Mois», referente ao mês de Maio, mas que infelizmente só recebi em Setembro, quando havia saído já o n.º 4. Apesar deste atraso, não podia deixar de referi-lo aqui. Nascida em 1987, em plena Guerra Fria, e publicada até 1993, esta revista foi desde o início “totalmente livre, de todos os interesses políticos ou financeiros, de todos os grupos de pressão, de todos os círculos de influência”, nas palavras do seu director Jean-Marie Molitor, que nos assegura no editorial que assim continuará a ser. Com uma tiragem de 45 000 exemplares e disponível nos quiosques, esta publicação não pretende ser marginal, mas um “journal de unité national”. Um óptimo regresso de uma revista livre de reflexão e análise à qual desejo uma vida longa.

Este n.º 1 custa € 6,50 e tem 68 páginas. O tema central é o “Choque de Civilizações”, num extenso dossier podemos ler, um debate entre Alain de Benoist, Christophe Réveillard e Guillaume de Tanoüarn, a opinião de vários intelectuais franceses sobre as teses de Huntington, entre outros artigos sobre o Islão e o Ocidente. De seguida, uma entrevista com o comediante Dieudonné M’Bala M’Bala, que garante querer disputar a segunda volta das eleições presidenciais com Jean-Marie Le Pen. Depois deste comic relief, um interessante artigo sobre Cachemira, pomo de discórdia entre a Índia e o Paquistão. Por fim, o último destaque vai para o artigo sobre as comunidades de militantes alternativos em Roma que são abertamente fascistas, coisa impensável noutro país da Europa, como a Casa Pound ou a Casa Montag, associações constituídas com o fim de fazer ocupações legais de edifícios para albergar dezenas de famílias sem habitação, para além de desenvolverem um extenso trabalho cultural, promovendo conferências, concertos e gerindo uma livraria. A mostrar que Roma é um paraíso militante com uma mentalidade comunitária que não se encontra noutros lados. Breve referência às secções de crítica literária e cinematográfica e também à atenção dada à Banda Desenhada, numa entrevista com Jean Van Hamme, pai de “XIII”, “Largo Winch” e “Thorgal”.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

300



Para deixar água na boca, aqui fica o trailer do tão ansiosamente aguardado filme «300», realizado por Zack Snyder, cuja estreia americana está prevista para Março de 2007. Espera-se que seja fiel à banda desenhada homónima do genial Frank Miller sobre a épica Batalha das Termópilas. Hoje, mais do nunca, um marco na História da Europa a ter presente.

sábado, 23 de setembro de 2006

Que bem que se está no campo!

Já sei, já sei... Tenho-o ouvido bastante: “Não escreves. Que se passa?” A verdade é que as duas últimas semanas não foram agradáveis — profissionalmente falando — e a motivação não foi muita. Razão de sobra para uma escapadela até ao Alto Alentejo, ainda que curta.

Nada como uma vinda ao campo para reequilibrar o estado de espírito. Ao contrário de certos amigos meus, detractores do mundo rural, que consideram afirmações como esta mais um mau anúncio do tipo “vá para fora cá dentro”, não só gosto sinceramente destas fugas da urbe, como preciso delas. Lembro-me sempre de uma grande amiga que, descontente com a frequência das idas ao centro do país, explicava: “Eu não sou do campo, sou do Campo de Ourique!” A quem comungue deste sentimento, aconselho a parar de ler estas linhas campestres.

Do alpendre da casa do Monte, é visível um mar de oliveiras bem espaçadas que desce tranquilamente até encontrar o azul da água da barragem. Ao fundo, a terra ergue-se de novo e, acima, as nuvens do céu impedem que tenha as cores habituais desta região. A chuva alterou os cheiros, mas o ar mais frio é revigorante. Parar, observar, sentir. Mudo a minha disposição e entro nos ritmos locais. Pressa? Para quê?

Depois do pequeno-almoço, uma ida à vila para café e jornais. De regresso a casa, reparo que o tempo não passou. Altura para ler, conversar e preparar as brasas para o almoço. Os legumes e as frutas são colhidos pouco antes. Não têm designações nem dimensões regulamentares, não vêm embalados nem rotulados. Pelo contrário, têm cheiro e sabor, coisa que rareia cada vez mais nos alimentos uniformizados. Come-se tarde e o vinho é tinto e encorpado, claro. Tudo a condizer. Pressa? Para quê?

Os miúdos adoram. O mais velho, especialmente. Quis ajudar. Apanhou fruta, aprendeu o nome das ávores, viu bichos, sujou-se com lama, e, alertado pelo som dos chocalhos, avistou um rebanho de ovelhas. Teve um dia em cheio e agora dorme o sono dos justos. Em família, o serão é passado com um jogo de tabuleiro, mas a hora é avançada e a cama espera. Fico acordado. O quilo de papel impresso comprado pela manhã foi lido e, talvez por isso, lembro-me de testar o telemodem. É verdade, o portátil veio atrás... pelo sim, pelo não. Tenho rede! É tarde, mas apetece-me escrever, e não sobre o que li, talvez amanhã. Pressa? Para quê?

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

O Islão avança em Portugal

Na última edição da revista «Única», um dos suplementos do semanário «Expresso», um dos artigos publicado por ocasião dos cinco anos passados sobre os atentados terroristas que destruíram as torres gémeas do World Trade Center, intitulado “A ameaça periférica”, analisa a atenção das forças de segurança portuguesas à comunidade islâmica residente no nosso país.

No geral, dá-nos a ideia que não existe perigo nenhum, reforçando o conceito de que em Portugal nada ou quase nada acontece. Diz-se mesmo que “ninguém acreditou verdadeiramente, logo após o 11 de Setembro, que Portugal pudesse estar em risco”. Só o Euro 2004 alterou um pouco este sentimento de imunidade, mas rapidamente se voltou ao habitual.

Mas, neste clima cor-de-rosa, há coisas que saltam à vista e nos fazem reflectir. Como o reconhecimento pela DCCB que “a dificuldade está em acompanhar a nova vaga de imigrantes que começaram a chegar nos anos 90, fora do contexto das ex-colónias”. Sobre os paquistaneses, “por enquanto, sabe-se pouco sobre onde estão, com quem se dão e por onde viajam”, e “os marroquinos, argelinos e os árabes do Médio Oriente que também têm vindo para Portugal são igualmente pouco conhecidos pelas autoridades e até pelos meios académicos”. Olhando para a origem dos autores de atentados terroristas islâmicos noutros países da Europa, não são afirmações muito animadoras.

O real avanço do Islão vem nos dois últimos parágrafos, quando se revela “uma das revelações mais perturbadoras da recente tentativa de atentado no aeroporto de Heathrow, a origem de três dos suspeitos: jovens brancos com um passado de drogas e álcool que se converteram recentemente ao Islão.” É um fenómeno que não se fica pelo Reino Unido ou a França, países com grande presença islâmica. Até em Portugal, segundo o artigo, “o número de convertidos aumentou depois do 11 de Setembro”! Apesar de não ser feita qualquer relação ou análise deste fenómeno, ficamos também a saber que só em Lisboa fazem-se duas a três conversões por mês. É-nos relatado, ainda, o caso da conversão de André Martins, de 21 anos, que “fez amigos guineenses e sentiu o chamamento da religião deles”. André vive em Odivelas, uma das zonas com maior presença muçulmana em Portugal.

São os sinais de que até num país com uma presença e influência muçulmana por enquanto reduzida, o Islão começa a avançar.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Profetas


Hoje reflecti sobre a invasão imigrante do terceiro mundo a nível mundial na minha outra casa blogosférica e lembrei-me do caso americano. Ao saber, através do V Dare, que o último livro de Pat Buchanan, “State of Emergency: The Third World Invasion and Conquest of America”, está no top de vendas da livraria Amazon, parece-me que, do outro lado do Atlântico, muitos começam a aperceber-se da dimensão da ameaça de que é alvo não só a América e a Europa, mas igualmente outros países desenvolvidos do mundo.

Mas o que motivou este post foi o recente artigo de Pat Buchanan, “Powell, Raspail: Prophets Without Honor?”, em que ele recorda dois profetas dos trágicos acontecimentos que vivemos hoje, mas que foram ostracizados pelo que disseram e escreveram. O discurso “Rivers of blood”, de Enoch Powell, proferido em 1968, e o livro “Le Camp des Saints[1], de Jean Raspail, publicado em 1973, são (re)leituras obrigatórias nos dias que correm. O primeiro deixou de ser um aviso para se tornar uma constatação, o segundo deixou de poder ser considerado ficção.

[1] Publicado em Portugal pelas Publicações Europa-América, em 1977, com o título “Mortos: 200 Milhões - Todos Nós”.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

O Médio Oriente e a posição da Europa

A recente subida de temperatura no conflito israelo-árabe voltou a inundar os media e a captar a atenção de todos. De facto, parece que este é mais importante que a verdadeira tragédia a que a Europa assiste passivamente — a sua invasão por populações do terceiro mundo. Não é, apesar de nos quererem convencer do contrário.

A situação no Médio Oriente, como no resto do mundo, alterou-se e isso significa que determinadas posições não fazem sentido ou são mesmo contrárias aos nossos interesses. Israel tem vindo a perder, gradualmente, a importância geopolítica que tinha especialmente no período da guerra fria. Por outro lado, neste país que sempre praticou um terrorismo de estado e ignorou sucessivamente resoluções da ONU, o Tsahal tem cada vez mais poder e a recente guerra é prova disso. Quanto aos seus inimigos, a principal preocupação israelita não são os novos mísseis iranianos do Hezbollah, ou o rapto de militares. Israel sabe que os seus vizinhos árabes têm a arma mais poderosa de todas, a única que conseguirá eliminar a sua Terra Prometida — a “bomba demográfica”. Do lado árabe, longe vão o nacionalismo palestino e o pan-arabismo laico. O Islão surge como força aglutinadora quando o inimigo está “lá fora”, fora da comunidade muçulmana. Recorde-se que os mesmos elementos da Fatah e do Hamas que se defrontaram em confrontos armados na Faixa de Gaza, uniram-se num esforço comum contra Israel depois da ofensiva desencadeada após o rapto do cabo Gilad.

Perante a guerra contra o Hezbollah, que voltou a destruir o Líbano, a opinião na Europa dividiu-se: de um lado, chocados com a violência extrema de Israel, os pró-palestino-islâmicos, do outro, chocados com o terrorismo islâmico, os pró-americano-judaicos. Quaisquer das posturas são insustentáveis, em especial face ao ataque de que a Europa está a ser alvo. O único lado em que devemos estar é no nosso lado. Temos que defender a Europa e os europeus, não Israel ou a Palestina. Temos que aprender com este conflito, sem intervir, vendo como os muçulmanos se unem contra os inimigos debaixo da bandeira político-religiosa do Islão e têm consciência do poder da demografia, bem como, do outro lado, a política de “faz o que eu digo, não o que eu faço” que caracteriza o estado israelita. Temos que aprender, para podermos preparar uma defesa eficaz do nosso continente.

O nosso combate é pela Europa! Não devemos enviar tropas de “manutenção da paz”, mas defender as nossas fronteiras, que diariamente são assaltadas por invasores do Sul. Os americanos e os seus aliados “moderados” na região que façam esse trabalho. O dever das forças armadas europeias é defender os europeus e não policiar zonas de conflito internacionais.

No tempo de crise em que vivemos, não nos podemos distrair com as manobras dos ilusionistas políticos. Tenhamos presente a difícil posição em que nos encontramos e o árduo combate que tão rapidamente se aproxima. A Europa não está em fase de expansão, está em fase de Reconquista.

domingo, 3 de setembro de 2006

Uma Ideia de Portugal

Por ocasião do segundo aniversário do Causa Nacional, os autores desta excelente “Biblioteca e Arquivo Nacionalista” na internet pediram-me que escrevesse um texto sobre a “ideia de Portugal” para assinalar a data. Descobri, com agrado, que não estava só nessa empresa e que a meu lado assinavam textos sobre o mesmo tema os meus amigos e camaradas José Pinto-Coelho e BOS. Aproveito para agradecer publicamente o convite e louvar o óptimo trabalho desta magnífica fonte de informação, desejando que continue por muitos anos. Resta-me aconselhar a todos a visita regular ao Causa Nacional e reproduzir aqui o texto publicado.


Os ditames do mundialismo vão conduzindo, a passo e passo, a Europa à sua destruição. O multiculturalismo é apresentado como panaceia para todos os males e, por isso, foi receitado aos países europeus. Mais, asseguram-nos que não há perigo de sobredosagem, o que é preciso é tomar. A continuarmos assim, vai ser um daqueles casos em que o paciente morre da cura…

Portugal não é excepção. Vive os mesmos problemas que o resto da Europa e, sob a ilusão do progresso materialista, morre gradualmente. Para a massa indiferenciada que vive no paraíso consumista da gaiola dourada conceitos como Povo ou Nação deixam de ter sentido. Pior, devem ser evitados a todo o custo, pois a sua defesa é com certeza a expressão de uma ideologia “racista” ou “xenófoba”.

Neste negro cenário, a ideia de Portugal — para quem ainda se preocupa com isso — vai sendo apresentada ora como uma marca ou um produto, porque o que interessa é a economia e o lucro, ora como uma equipa de futebol, porque o espectáculo é bonito e distrai as pessoas, ora como algo bem pior. Para a classe bem-pensante politicamente correcta, Portugal sempre foi um local de encontro de civilizações, de culturas, de povos. Que teoria fantástica! Era já o paraíso do multiculturalismo antes de este estar na moda.

Mas a História, felizmente, não é cor-de-rosa. O que devemos ter presente, hoje mais do que nunca, é que Portugal é um país europeu. Não apenas pela sua geografia, mas pela sua cultura e pelo seu povo. As nossas raízes estão na Europa e, mesmo que a nossa árvore tenha crescido e as suas folhas tocado os quatro cantos do mundo, numa altura em que quase nos tornámos um arbusto, são as raízes o nosso bem mais precioso.

As raízes não são algo estático a preservar numa redoma num museu ou numa arca sagrada. São a ponte que liga a terra à vida, ou seja o país ao povo, e por onde corre a seiva, ou seja a cultura. Nos tempos que correm, o nosso povo e a nossa cultura estão seriamente ameaçados. E mesmo que amanhã continue a existir aqui um país com o mesmo nome, sem esses dois elementos fundamentais não será Portugal.

Um grande amigo meu disse uma vez que, na presente catástrofe, mais importante que a ideia de Portugal é a ideia dos Portugueses. Não posso estar mais de acordo. Sem Portugueses não haverá Portugal e, da forma como estamos a ser invadidos e colonizados, corremos o sério risco de tal tragédia se verificar.

Para continuar Portugal, tem necessariamente que haver vontade, tal como aconteceu por tantas vezes na nossa história. Temos que ter vontade de defender os portugueses e toda a nossa grande família europeia. Temos que transmitir esse sentimento a todos os nossos compatriotas e despertá-los da letargia em que se encontram.

Haja vontade para continuar e perpetuar os Portugueses. Haja vontade de continuar e perpetuar Portugal. Haja vontade de criar uma grande pátria europeia de povos irmãos!

sábado, 2 de setembro de 2006

Recuerdos de férias

Durante as férias, absorvido pela leitura e pelo convívio familiar, o meu contacto com o mundo exterior foi reduzido. Sem acesso à internet, na televisão via apenas ocasionalmente as notícias. Nas frequentes caminhadas matinais, passava pela banca de jornais e, por entre tablóides ingleses e edições locais de periódicos, optava pelo «ABC», que pode ter defeitos, mas o formato não é um deles. No conteúdo também tive algumas surpresas agradáveis e por isso fiz alguns recortes que são os meus recuerdos de férias para esta casa:

Clemência – No dia 12/8, Ignacio Camacho escreve na sua coluna um pedido de clemência a Alá por tudo o que representa a sociedade ocidental e, principalmente, “por ser, definitivamente, livres em vez de escravos, e querer continuar a sê-lo”, para concluir que “tudo isso não é suficiente. Porque quando o fizermos, quando abjurarmos a nossa civilização e as nossas crenças, quando nos retratarmos das nossas certezas, quando nos ajoelharmos implorando a misericórdia de Alá, matar-nos-ão da mesma maneira, sem nenhuma piedade nem compaixão. Porque somos diferentes e porque apenas querem a submissão ou o extermínio da diferença”.

Invasão imigrante – Perante a catastrófica situação nas Canárias, podíamos ler no editorial “Imigración desbocada”, da edição de 12/8, que “cresce o número dos que pensam que o desinteresse e o descanso com que a UE enfrenta o problema das Canárias não é um acaso e que talvez alguns países não esquecem a insensata política de legalização maciça de imigrantes levada a cabo pelo executivo espanhol”. No dia seguinte, uma notícia dava conta que oito cidades espanholas repartiam mais de 8 mil imigrantes ilegais transferidos das Canárias. Uma coisa verdadeiramente inacreditável! Os mais de 15 mil imigrantes ilegais que deram à costa das Canárias desde o início do ano são postos em liberdade pela Polícia e circulam indocumentados.

Aliança de civilizações – Sobre a proposta feita há dois anos por Zapatero de uma “aliança de civilizações” responde M. Martín Ferrand na sua coluna que “uma aliança entre o nosso mundo, o ocidental, e o muçulmano para combater o terrorismo internacional fundamental e fundamentalista islâmico, é como querer uma ONG, codirigida pelo Capuchinho Vermelho e pelo Lobo Mau em defesa das avózinhas desamparadas”. Lucidamente, afirma ainda que a “Europa, a nossa casa, não é fruto de uma casualidade, mas de um processo histórico complexo que se sustenta no pensamento grego, no direito romano, e na ética cristã. Podia ter sido de outro modo, mas é assim e para ele contribuiu essencialmente o enfrentamento sistemático com os inimigos islâmicos que nos cercam a Sul. A Reconquista espanhola, as Cruzadas ou a defesa de Constantinopla são, para além de acontecimentos históricos, nutrientes para a alma europeia da qual nos sentimos orgulhosos”.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

De volta

Foram maiores as férias blogosféricas que as reais, mas estou de volta. A seguir vou deixar alguns recuerdos de férias, apesar de estas parecerem já tão distantes...

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Férias

Amanhã inicio férias e rumo ao país vizinho. Durante duas semanas estarei ausente da blogosfera, a não ser que encontre um local com Wi-Fi. ¡Adios!

O preço dos livros

O incomportável preço dos livros no nosso país empurra-nos cada vez mais para as compras noutros países através da internet. Não é minha intenção alongar-me sobre esta situação, querendo apenas partilhar aqui um exemplo que dei numa conversa que tive há dias. Comprei recentemente o livro de Vasco Pulido Valente, “Um herói português — Henrique Paiva Couceiro”, com apenas 162 páginas, pelo preço mais baixo que encontrei, €13,50. Nessa semana recebi uma encomenda que havia feito a uma famosa livraria americana, tratava-se de uma excelente biografia, com 434 páginas, que me custara apenas $7.90, o que, com $9.00 de portes de correio, totaliza $16.90, cerca de €13,50. Uma mera coincidência, que dá que pensar...

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Os livros de férias

Suspirei aqui ontem pelas férias, que chegam finalmente no próximo Sábado, usando uma imagem de uma pilha de livros. É a minha imagem de umas boas férias de descanso. Há as férias de descoberta, que são óptimas, mas onde se termina mais cansado do que se começou, e as férias de descanso, que para mim apenas fazem sentido com muita leitura. E não me venham com a teoria de que o Verão, ou as férias, exigem literatura “ligeira”, pois é exactamente nesta altura que aproveito para ler algumas coisas bem “pesadas”. Nada como este tempo para ler e digerir com vagar, reflectir, tomar notas e escrever.

Em casa dos meus pais, o hábito e ritual da leitura eram uma herança, estavam enraízados. Todos líamos muito, com a particularidade de todos termos gostos diferentes. Quanto aos livros de férias, o costume familiar ditava que se fizesse uma excursão à livraria antes da partida. A regra era simples: podíamos comprar o que conseguíssemos ler no período do tão aguardado repouso. Nunca me dei mal com esta regra, pelo contrário. Consegui, com a sua prática, apurar o cálculo do tempo de leitura de um livro após uma breve observação. Este é um costume que tenciono, como é natural, passar aos meus filhos, se bem que ainda sejam muito pequenos. Com o mais velho, já o incito a fazer a “mala dos brinquedos”, que se baseia quase no mesmo princípio. É um começo.

Para as férias que se aproximam já fiz a minha “mala dos livros”, em primeiro lugar, como sempre. Porque as outras fazem-se de véspera, em razão da sua reduzida importância.

terça-feira, 1 de agosto de 2006

A UE e o projecto europeu

João Pedro Dias analisa hoje, num artigo no semanário «O Diabo», a postura da UE face à crise no Médio Oriente. Mais uma vez, a Europa demonstra a sua fraqueza ao fazer assentar o seu projecto numa construção económica. A UE não tem uma política externa ou uma defesa comuns. É preciso uma Europa que ponha em primeiro lugar os europeus e não o mercado, unida nas grandes questões como a defesa, a diplomacia, as fronteiras, ao mesmo tempo que deixa as questões particulares e específicas para os estados. Concordo com o JPDias quando conclui que “demitindo-se a UE de ter uma actuação política de relevo, contentando-se em actuar apenas nos domínios económicos, a prazo mais ou menos longo poderá ser o futuro do próprio projecto europeu a estar em causa.

Blogs n'O Diabo (XI)

O aniversário do Nova Frente e a publicação deste blog em livro estão em destaque na coluna “Os meus blogues”, no muito recomendável “O Diabo a Sete” do Walter Ventura, que hoje, sobre a silly season, no seu estilo habitual, diz “tivemos um mês de bola, teremos uns meses de guerra para entreter os ócios do estio e, lá mais para diante, novas emoções nos chegarão para nos aquecerem o Inverno”.

sábado, 29 de julho de 2006

Ronda blogosférica

1. Comemorou ontem três anos de existência o Nova Frente, mas a prenda foi para os leitores, com a consagração em livro deste blog indispensável. Está de parabéns o BOS, meu amigo, camarada e co-blogger, por este reduto inspirador.

2. Noticiam vários blogs o aparecimento da revista on-line Alameda Digital. Um projecto que saúdo e irei acompanhar, a confirmar que, perante a pasmaceira do discurso único da imprensa actual, a internet é o espaço livre para o debate e a reflexão.

3. Desde o mês passado que temos outra paragem obrigatória de alta qualidade e deveras recomendável. Estreante na blogosfera, A Voz Portalegrense é mais uma prova de que andava muito talento disperso e de que através da internet se consegue reunir a família nacionalista, mais velha ou mais nova, do litoral ou do interior. Bem-vindo à rede, MM, e continuação de um bom trabalho.

4. O semanário do costume volta à carga. Nem o apelo estival da praia o impede de alertar para os “perigos” da nossa sociedade. A manchete da edição de hoje é: “Extrema-direita recruta nas escolas”. O que nos levanta, automaticamente, questões como: será isso notícia? Não é o que fazem praticamente todos os partidos? Será que são todos investigados? (Pergunta que fez prontamente Jorge Ferreira). Mas, ao ler a notícia, verificamos que o caso é muito mais grave do que aparenta. A não ser que seja ficção, ficamos a saber que há vários cidadãos portugueses a ser investigados pelas suas ideias! E tal é chocantemente ilegal”, como o considera o Manuel Azinhal, na sua brilhante análise, que a todos recomendo.

5.
Os imigrantes vêm fazer os trabalhos que não queremos fazer...” Quantas vezes já ouvimos esta resposta automática, saída directamente dos manuais do pronto-a-pensar? Costumo dizer que a frase está incompleta, faltando-lhe “...nas condições em que nos são oferecidos”. Na sua fórmula politicamente correcta, a afirmação esconde a invasão da Europa por populações alógenas e a exploração humana pelo capitalismo selvagem. O sempre atento Rodrigo Nunes desmonta este que considera um dos “chavões de estimação dos imigracionistas”, num excelente post chamado “Os substitutos dispensáveis”, no obrigatório Batalha Final.

terça-feira, 25 de julho de 2006

Ainda o nuclear

Há um ano atrás, reflecti aqui sobre aquela a que chamei “uma questão nuclear”, onde me debrucei sobre o problema energético de Portugal e da Europa. Agora, leio que o “nuclear reduziria em 50% factura da electricidade”, conclusão a que chegou um estudo da Faculdade de Economia do Porto. Um dado curioso revelado pela notícia, é que o autor do estudo chegou à conclusão que “em 2005 cerca de 16% da energia consumida teve origem nuclear”. Já sabia que no nosso país isto acontecia, mas não sabia números. Que sirvam para abrir os olhos a certas pessoas, nomeadamente os crentes da religião anti-nuclear que pensam viver num país “limpo”. Espero que muitos destes falsos ecologistas, que se deixaram manipular por uma estratégia política anti-europeia, reduzam substancialmente o seu número. A energia nuclear deixou de ser uma oportunidade para se tornar uma obrigação. Para enfrentar os desafios do futuro, a solução energética para Europa deve conciliar o nuclear, as energias renováveis e um entendimento petrolífero com a Rússia.

Para hoje

Para o Rodrigo Emílio

É preciso ficar aqui, entre os destroços,
E cinzelar a pedra e recompor a flor.
É preciso lançar no vazio dos ossos
A semente do amor.

É preciso ficar aqui, entre os caídos,
E desmontar o medo e construir o pão.
É preciso expulsar dos cegos dias idos
A insónia da prisão.

É preciso ficar aqui, entre os escombros,
E libertar a pomba e partilhar a luz.
É preciso arrastar, pausa a pausa, nos ombros,
A ascensão de uma cruz.

É preciso ficar aqui, entre as ruínas,
E aferir a balança e tecer linho e lã.
É preciso o jardim a envolver as oficinas:
É preciso amanhã.

António Manuel Couto Viana
in “Nado Nada”, 1977.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Fim-de-semana comentado

Por vezes, queixo-me que nesta casa se comenta pouco e interrogo-me sobre as razões por que tal acontece. O passado fim-de-semana foi diferente. Posts com uma quase uma semana e até mais foram palco de interessantes trocas de ideias. É isto que qualquer blogger espera nas suas caixas de comentários e, por isso, estou agradecido. Esta vaga de comentários, diga-se de passagem, ocorreu durante um período de abstinência minha. Parece que quando não escrevo, os leitores tomam as rédeas do Pena e Espada e mantêm-no a andar. Melhor ainda, sabem o que fazem.

domingo, 23 de julho de 2006

Afastar os “incorrectos”

O sistema demonstrou mais uma vez que não tolera vozes dissidentes. Lembram-se de António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), que quando teve a coragem de publicamente estabelecer uma ligação directa entre imigração e crime foi automaticamente classificado como “xenófobo”? Pois bem, tanto ele como o seu colega António Cartaxo foram aposentados compulsivamente por declarações proferidas... Este é um caso de contornos de tal maneira pouco claros, que ambos os sindicalistas afirmam que este não foi um processo disciplinar mas um “processo político”. O presidente do SPP considerou que foi “um processo cheio de ilegalidades, pois não houve acareações, não foram ouvidas várias testemunhas e não há actas”, acrescentando que “o Governo não reformou dois polícias, mas dois dirigentes sindicais”.

Recorde-se que o SPP é um sindicato que prima pela independência, pois não é controlado por nenhum partido político, e pela coragem, pois é o único a alertar publicamente para a falta de condições de trabalho das forças policiais em Portugal, nomeadamente face às novas formas importadas de criminalidade. Está visto que uma estrutura sindical destas não interessa ao presente (des)governo, preocupado em entreter o país com operações de marketing. E quando não interessa, afasta-se...

terça-feira, 18 de julho de 2006

Liberdades de expressão (II)

Na passada semana falei aqui de pedofilia e referi o caso do “partido pedófilo” holandês. Hoje leio no «Jornal de Notícias» que um tribunal de Haia chumbou o requerimento que pretendia que fosse impedida a sua constituição. A decisão baseou-se na “liberdade de expressão”, que o tribunal entende ser a “base de uma sociedade democrática”. Não me vou alongar sobre este caso, lembrando apenas que há muito que vemos o avançar da ofensiva dos pedófilos. Como noutros casos, estes vão impondo a pouco e pouco os seus comportamentos como normais.

Perante esta decisão judicial e depois de ler várias opiniões favoráveis, não posso deixar de lembrar que quando está em causa a proibição de partidos nacionalistas ou de “extrema-direita”, todas as vozes habitualmente defensoras da tolerância — até nos casos mais aberrantes — se unem para num apelo à censura e à perseguição. São os dois pesos e as duas medidas da “liberdade de expressão” a que temos direito.

Terroristas islamitas em Espanha

Noticiou ontem o «Diário de Notícias» que a “actividade de grupos terroristas islamitas aumenta em Espanha”. Uma realidade preocupante que presente no país vizinho, tal como em muitos outros países europeus. Não se trata de um mero caso de polícia, como certos sectores politicamente correctos nos querem fazer crer. É uma das consequências da imigração desregrada e de uma atitude de subserviência em relação à presença islâmica na Europa, que apenas os crentes do mito da integração não vêem… porque não querem ver.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Do blog ao livro


Li ontem, de uma assentada e pela noite dentro, o livro do BOS de que falei no post anterior. E que bem que soube! Já com “Histórias Secretas da PIDE-DGS” aconteceu tal e qual, mais uma e começo a considerá-lo o efeito bosiano, cientificamente testado. São 262 páginas que representam apenas um terço do blog, numa óptima selecção. Ler em livro um blog que acompanhei desde a primeira hora é um exercício interessante e, por vezes, surpreendente. De início parece uma releitura — nada que me importe, pelo contrário, muitos são os livros que adio por uma boa releitura —, já que há postais (segundo a terminologia do autor) que de tão bem grafados nos ficam gravados. Outros há a lembrar polémicas que alastraram a outros blogs, da mesma maneira que há os que redescobrimos com o maior prazer. Horas de regalo garantido, com o conforto de saber que a obra continua no Nova Frente.

Em conversa com o BOS sobre a concepção do livro e a selecção dos textos, disse-me: “nem nos apercebemos bem da quantidade que escrevemos, eu tinha uma ideia pelas cópias que faço”. Dei-lhe prontamente razão, mas decidi verificar. Nunca faço backups, por isso só agora vi o que é o meu blog em Word. Penso que pode ser uma boa ideia ver um dia o Pena e Espada publicado. É uma ideia que ganha força, ainda para mais agora que já sei a editora a chatear…

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Já cá cantam!

Finalmente tenho em meu poder as duas últimas obras publicadas pela Antília Editora que está de parabéns. A primeira, “Nova Frente — Textos da Blogosfera”, do Bruno Oliveira Santos, é a passagem a livro de um blog que considero indispensável e que acompanhei desde o nascimento. É essencial e obrigatório. A minha grande amizade com o Bruno não me impede, porém, de reconhecer objectivamente o seu extraordinário talento. Da leitura diagonal que já fiz, destaco a excelente organização e selecção, prometendo mais comentários quando o (re)ler. A segunda, “Os Alemães em Portugal 1933-1945 — A Colónia Alemã através das suas Instituições”, de Reinhard Schwarz, é um trabalho exaustivo de investigação sobre um tema muito pouco conhecido entre nós. Segundo o autor, este livro “constitui uma tentativa de apresentar através das suas instituições a colónia alemã no período que medeia entre 1933 a 1945. Esse período de tempo, bastante breve mas recheado de acontecimentos, foi cunhado em diferentes medidas pela força motriz do Partido Nacional-Socialista e pela sua representação em Portugal, que moldou — muito mais do que geralmente se supõe — a actividade alemã em Portugal.” Recomendo-as vivamente. Toca a abrir os cordões à bolsa!

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Pedofilia e SIStema preconceituoso

O relatório do SIS sobre “A pedofilia em Portugal: ponto da situação” elaborado em 2000, hoje referido no «Diário de Notícias», está a ser criticado por ser preconceituoso. A associação entre homossexualidade e abuso de menores, a afirmação da existência de uma “cultura pedófila” e a utilização como sinónimos de pedofilia e abuso sexual de menores, estão entre os pontos mais atacados. O irónico neste caso é que o director do SIS à época da elaboração do documento era, nem mais nem menos, o campeão do politicamente correcto: Rui Pereira.

Em sua defesa, disse “ter solicitado, num esforço "de evitar uma linguagem ideologicamente comprometida", que se deixasse de usar a expressão "indivíduos de raça negra", já que "não há raças para além da humana"”. Espantoso! Já cá faltava o eterno complexo racista. Ou ele quer exterminar as raças para instaurar só uma (eleita?), numa atitude tipicamente genocida, ou considera que essa raça única (uniformizada?) já existe, o que muitas pessoas — de várias raças — considerariam extremamente ofensivo. Nesta questão das raças humanas, não há mais nada a dizer a não ser aconselhá-lo a consultar um antropólogo… ou um oftalmologista.

Mas voltando ao tema, apesar da sempre eficaz distracção racista, Rui Pereira continuou, sem conseguir, a tentar descalçar esta bota. Recorde-se que o relatório é o resultado de uma pesquisa por ele ordenada enquanto director do SIS, na sequência de casos como o de Dutroux na Bélgica. Os investigadores assinalaram “a existência de uma “cultura pedófila”, ou, se se quiser, de um “ambiente cultural” de pedofilia, sustentado e mantido não só através de literatura e textos justificativos, como ainda por uma simbologia cuidada”, e referiram alguns autores e obras literárias que consideram de referência nesse ambiente, onde é curioso que não incluam o famoso “Lolita”, de Nabokov. Uma das obras referidas é “Morte em Veneza”, de Thomas Mann, que prontamente Rui Pereira disse ter entre os seus livros favoritos. Para mais episódios caricatos destas “aventuras de um ex-director”, basta ler as várias notícias sobre o relatório publicadas hoje.

Sobre uma questão tão grave como esta, aceito a crítica de que misturar deliberadamente pedofilia, abuso sexual de menores e homossexualidade é desonesto, mas respondo que querer separar estes fenómenos e compartimentá-los como se não tivessem qualquer relação é ainda mais desonesto. São realidades que se cruzam frequentemente e que muitas vezes estão directamente relacionadas. Nos tempos que correm, e ao contrário do que tentam mostrar os media, o vento está de feição para os pedófilos. A sociedade de informação facilitou o crescimento exponencial desta realidade e, principalmente, a ligação entre pedofilia e altos interesses políticos, judiciais e outros, tem permitido que muitos dos prevaricadores ajam impunemente e que comece a haver tentativas de legalização da pedofilia. O exemplo mais gritante foi a recente criação de um “partido pedófilo” na Holanda, que defende, entre outros, a maioridade sexual aos 12 anos de idade. Pode parecer ridículo ou chocante hoje, mas basta olhar para outros casos para ver que amanhã este filme se pode tornar realidade.

“Una vittoria della nostra identità”


Para desgosto dos pregadores do multiculturalismo, a selecção francesa perdeu na final do Mundial contra a selecção italiana. Sabendo a carga política que tem o extraordinário fenómeno do futebol, podemos considerar este o acontecimento mais politicamente incorrecto do ano. De tal maneira estava preparada a festa da mestiçagem, que nem o comportamento anti-desportivo inaceitável de Zidane o impediu de ser considerado o melhor jogador do campeonato.

O que é facto é que, numa Europa assaltada diariamente por milhares de imigrantes do terceiro mundo e onde a utopia do multiculturalismo e da integração provocam uma imparável escalada das tensões étnicas e raciais, a vitória de uma equipa de nacionais sobre uma de nacionalizados é um duro golpe contra os chantres da destruição dos povos.

O que muitos pensaram e se coibiram de dizer, receando o terrorismo intelectual, ouviu-se nas palavras de Roberto Calderoli. O vice-presidente do Senado italiano e ex-ministro afirmou, sem papas na língua, que “Berlim foi uma vitória da nossa identidade”, dizendo que a equipa francesa “sacrificou pelo resultado a sua identidade ao fazer alinhar negros, muçulmanos e comunistas”.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Hemeroteca (VIII)

O jornal que hoje trago tinha a sua sede no Rio de Janeiro e considerava-se “um jornal para o Brasil e Portugal”.

Título: O Mundo Português
Data: 11 de Julho de 1954
N.º 131
Director-Responsável: Dr. Hermínio M. Macedo



Neste jornal as notícias são todas sobre Portugal e as suas então Províncias Ultramarinas e sobre a comunidade portuguesa no Brasil, numa celebração da “universalidade portuguesa”. O desejo de ligação entre os dois países era tão grande para «O Mundo Português», que uma das suas secções se chamava “Vida Associativa da Colônia”, dando conta das actividades de várias associações lusas no Brasil, como o Centro Transmontano, a Casa das Beiras ou a União Portuguesa Oliveira Salazar. Nesta edição o destaque vai para o segundo caderno dedicado à viagem do General Craveiro Lopes, então Presidente da República, pelo Império, dando conta da forma entusiástica como foi recebido. O jornal custava um cruzeiro, o que na altura equivalia a dois escudos e nove centavos, segundo a cotação constante da primeira página.

sábado, 8 de julho de 2006

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Há um ano



Há um ano o horror invadiu Londres.
Há um ano o Islão — expansionista e intolerante — tornou a tirar o véu.
Há um ano desfez-se a ilusão integracionista.
Há um ano terminou a utopia da capital do multicultiralismo.
E, há mais de um ano, continuamos a ouvir as mesmas desculpas…
Até quando?

Música (VII)

Hoje decidi mudar a música para a inspiradora “Come il vento”, retirada do excelente e único álbum “Tutti all'Inferno”, dos italianos Intolleranza.



Come il vento

Anni di torpore anni di appiattimento
una generazione senza sentimento
non ci sono slanci non c'è più tensione
per il combattimento non c'è più una ragione.

Il cancro consumista le menti ha devastato
giovani senz'ossa il solo risultato
giovani perduti quanti anni buttati
signori del sistema non ci avete piegati.

Riaffiorano i ricordi degli anni di passione
ritorna il vecchio sogno per la rivoluzione.

La rivoluzione è come il vento la rivoluzione è come il vento.

Racconti senza fine di gente che ha pagato
non puoi mollare adesso la lotta a questo stato.

La rivoluzione è come il vento la rivoluzione è come il vento.

Scontri nelle piazze con spranghe nella mano
i rivoluzionari non son caduti invano.
Fuoco della rivolta sta bruciando ancora
dell'insurrezione risorgerà l'aurora
tirannide borghese
ancora poco tempo
la rivoluzione scoppia in ogni momento.

La rivoluzione è come il vento la rivoluzione è come il vento.

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Britânicos contra a imigração

Mais de sete em cada dez britânicos são contra uma amnistia para os imigrantes ilegais e a maioria considera que a imigração mudou a Inglaterra para pior.” Esta notícia surge depois de uma sondagem feita pela YouGov, a pedido da Migration Watch UK, um think tank independente e apolítico que se opõe à imigração maciça.

Perante esta situação, vemos que no Reino Unido, tal como no resto da Europa, apesar da preocupação e oposição da maioria da população e do trabalho de várias organizações não governamentais que alertam para o perigo da imigração em massa e desregrada, o governo não tenciona fazer nada para resolver o problema. Pelo contrário, opta pela via suicida das “legalizações extraordinárias”, um convite declarado a todos os imigrantes ilegais que está a transformar o nosso continente num asilo do mundo… até rebentar!

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Durante a minha ausência

Numa altura em que me tem sido muito difícil marcar presença na blogosfera, devido principalmente a motivos familiares, mas também profissionais, decidi fazer um apanhado de algumas notas que não quis deixar passar.

Escola – Depois de uma reportagem na RTP sobre violência nas escolas portuguesas, onde foram utilizadas câmaras ocultas que captaram imagens chocantes, ouvimos o secretário de Estado adjunto da Educação dizer, no debate que se seguiu, que este era um problema localizado e com motivos étnicos. Como no resto da Europa, constatamos a destruição da escola pública pela imigração do terceiro mundo e o crescer das tensões étnicas e assistimos à passividade dos nossos (des)governantes.

Alvoroço – Certa agitação no meio nacionalista, com grande projecção nos media. Alguma imprensa ultrapassou os limites da imaginação fértil e entrou no campo do delírio tresloucado. Como reacção, o meu amigo BOS aconselha o “indiferentismo dos verdadeiros aristocratas”, num post formidável, que assino por baixo, onde faz referência à opinião de Pacheco Pereira — isento nesta matéria — que denuncia este pseudo-jornalismo como “um produto de uma forma politizada e radical de um 'anti-racismo' patrocinado emblematicamente pelo Bloco de Esquerda”.

Livro - A boa notícia é que finalmente o BOS decidiu fazer do Nova Frente livro. A má notícia é que ainda não o tenho. Uma óptima aposta (ganha) da editora; que este lançamento do ano inspire muitos mais.

Mundial – O poder do futebol é arrebatador. Por cá, todos esperam que a nossa selecção faça ainda melhor do que os “magriços” há quarenta anos e não vêem mais nada. Altura ideal para Freitas sair do governo pela “porta dos fundos”… e de “maca”! Não se reconhecendo a si próprio, o país embriaga-se no jogo. O pior é a ressaca… Assistimos a uma mobilização nacional extraordinária e é pena que não aconteça por outras causas.

4 de Julho – Ontem, a Coreia do Norte decidiu juntar-se a festa nacional americana lançando os seus próprios foguetes. O decadente reduto estalinista procura a todo o custo afirmação internacional para garantir a sua sobrevivência e os EUA continuam alimentar estas posições de força com Pyongyang e também com o Irão, quando sabemos que a nova guerra fria — já em curso — é com a China.

segunda-feira, 26 de junho de 2006

O ciclo da vida

Depois da bonança, a tempestade… Foi o que aconteceu recentemente, numa inversão do provérbio popular. Depois de um nascimento que tanta felicidade trouxe à família, veio uma morte a mostrar, na sua implacabilidade e simplicidade, que o ciclo da vida se cumpre sempre, por vezes com tão curto intervalo que intensifica o sentimento de revolta perante a impotência e as interrogações que nos atemorizam. Da morte sabemos apenas que é uma certeza, mas apesar de a esperarmos nunca estamos à espera.

Guardo maravilhosas recordações de quem viveu para os outros, em especial para a família, para na recta final lutar e vencer quando tudo parecia perdido. Partiu, marcando-nos para sempre. O que o tempo pode atenuar, não poderá nunca apagar. Descansa agora em paz minha amiga, que a imortalidade conheceste-a felizmente em vida, na tua descendência.

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Licença por paternidade

Tenho estado ausente da blogosfera pelo melhor motivo do mundo: a minha filha. Nasceu no passado Dia da Espiga e é, naturalmente, o centro das atenções lá em casa. Para além dos pais babados e do irmão orgulhoso e protector, até o cão dorme aos pés do berço, guardando o nosso tesouro.

Vou tentar regressar com maior assiduidade, mas não é apenas a paternidade que dificulta a minha presença regular aqui. O facto de não ter optado por aquele operador de telecomunicações que não me apetece dizer o nome, mas é o maior do país, tem adiado minha a ligação à internet em casa para além de tudo o que é aceitável. Mais um episódio da falsa concorrência comercial que temos no nosso país...

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Prémio garantido

A última ideia brilhante imigracionista, anunciada pelo ministro da Administração Interna, é premiar os delatores de redes de imigração com vistos de residência. Por um lado, insiste-se que a Europa não é o paraíso que a redes de imigração apresentam, mas como os imigrantes são sempre considerados vítimas, são recompensados com uma estadia no falso el dorado. Por outras palavras, o imigrante — eterno coitadinho — sai sempre a ganhar: se não conseguir entrar no nosso país com o auxílio de uma rede, ou estiver descontente com os serviços por esta prestados, é só denunciá-la às autoridades e tem a sua permanência assegurada. Como dizem os americanos: it’s a win-win situation. Ainda têm o desplante de a considerar uma medida contra a imigração!

terça-feira, 23 de maio de 2006

São Paulo: “a culpa é da minoria branca”

O meu amigo Giovanni, que é jurista e vive no estado de São Paulo, no Brasil, chamou aqui a atenção para o que considera um “absurdo lançado pelo governador de São Paulo, durante essa terrível crise que enfrentamos, sob o domínio da criminalidade!” Ele refere-se a uma entrevista com Cláudio Lembo, onde este culpa a “minoria branca” pela violência… O que seria de espantar era se ele acusasse os criminosos com quem negociou. Sem me alongar mais sobre os recentes acontecimentos em São Paulo, quero apenas dizer que mais uma vez vemos que a questão racial está bem presente no Brasil — como aliás em qualquer estado multirracial. Neste caso, que nos diz historicamente respeito, caiem por terra os delírios utópicos daqueles que viam neste país sul-americano a concretização do Portugal universal unido pela lusofonia.

quarta-feira, 17 de maio de 2006

segunda-feira, 15 de maio de 2006

O último bife do Império

O Café Império também faz parte da minha vida, como disse o Pedro, que acha que este deve cair “com a dignidade possível”, e concordo com o Eurico, quando diz que a “queda do Império” já não é de hoje. Mas, apesar de tal como tantos habitués o ter abandonado há muito pela sua decadência, confesso que não gosto de ver desaparecer (mais) um lugar emblemático da capital e que fico com saudades do bife.

domingo, 14 de maio de 2006

PNR em Vila de Rei

Enquanto os partidos com assento parlamentar comem à mesa do orçamento e os pequenos esperam pelas eleições e os tempos de antena, o Partido Nacional Renovador sai à rua em defesa de Portugal e dos portugueses. Contra a maré politicamente correcta, o PNR denuncia a destruição do nosso país e do nosso povo. É claro que esta atitude assusta os interesses instalados, ainda para mais quando gera a simpatia e o apoio de populares.

Hoje, em Vila de Rei, depois de (mais) uma campanha negativa por parte dos media, o PNR manifestou-se contra a decisão da presidente da câmara de combater a desertificação através do incentivo à imigração de famílias brasileiras. Como era de esperar, o protesto foi um sucesso. Decorreu sem problemas e captou a atenção e o apoio de vários vilarregenses.

Infelizmente não pude estar presente, mas consegui ver uma entrevista em directo com o presidente do PNR, na Sic Notícias, para além das declarações de alguns habitantes locais que estavam totalmente de acordo com os manifestantes.

José Pinto-Coelho recusou que o protesto fosse contra a famílias brasileiras, afirmando que “não somos contra o imigrante ou as migrações, que é um fenómeno normal e de todos os tempos. Somos, isso sim, é contra a invasão em massa e a pura e simples substituição dos nosso povo, por outros povos e por outras culturas.” Disse que “temos cerca de 600.000 desempregados em Portugal e a preocupação da senhora Irene Barata (e de todos os políticos imigracionistas) é a de oferecer trabalho aos brasileiros! Claro, trabalho-escravo.” Lembrou, também, que as centrais sindicais nada disseram sobre este caso.

Num apelo popular, disse:
Povo Vilarregense! Povo português!
Não se deixem mais enganar pelos políticos de sempre. Esses, dos partidos e dos sindicatos do sistema, da extrema-esquerda à direita parlamentar, são todos eles culpados e responsáveis pelo estado de coisas a que chegámos. Nós somos o país de Europa onde se vive pior. Até quando iremos aguentar sem reagir? Está na hora de dar voz e dar força ao PNR e de acabar com o reinado dos traidores que só prejudicam a Nação e o seu Povo. Esses mesmos traidores que, a cada dia que passa, mais e mais hipotecam o futuro dos portugueses e ameaçam a continuidade de Portugal enquanto Nação. É bom que o povo Português nos vá conhecendo! Ao conhecer-nos, vai descobrir que nós somos de facto, aqueles que defendem os seus verdadeiros interesses. Que nós somos a alternativa! Contrariamente aos 5 partidos do poder que apenas são alternância entre si. Estamos fartos de sermos mal tratados! Não podemos mais consentir nas suas prepotências, mantendo-nos calados.

sábado, 13 de maio de 2006

O mau jornalismo habitual (V)

Quando o PNR anunciou que ia realizar uma manifestação em Vila Rei contra a opção da presidente da câmara de repovoar o concelho com famílias brasileiras, assistimos aos habituais excessos sensacionalistas da imprensa. Este post serve para referir um caso do qual falei hoje com o meu amigo e camarada José Pinto-Coelho. Numa conversa telefónica que tive hoje com o presidente do PNR, antes de ele partir para Vila de Rei, disse-me que a pior notícia que tinha visto foi a titulada “Extrema-direita ameaça brasileiros”, já que antes tinha dado uma longa entrevista ao «Correio da Manhã» onde havia referido claramente que nada tinha contra as famílias em questão, como aliás disse hoje à tarde no seu discurso. Já se percebeu que as recentes manifestações nacionalistas, que decorrem naturalmente sem quaisquer incidentes, andam a incomodar muitos jornalistas bem-pensantes ávidos de sangue.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Mau precedente

Muito tem sido dito sobre a iniciativa da presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei que, para contrariar o envelhecimento da população local, patrocinou a vinda de famílias brasileiras para o conselho, que beneficiarão de várias regalias. Nada tenho contra as pessoas em questão e, aliás, tendo em conta o estado brasileiro de onde vêm, serão com certeza na sua maioria de origem europeia, ou seja, muitos deles serão até descendentes de portugueses. Se falo neste aspecto, é porque para além de não diabolizar estas famílias, que podem ser as mais honestas e bem intencionadas do mundo, considero que têm maior proximidade connosco do que imigrantes de outras origens.

No entanto, o que está aqui em causa é o mau precedente que esta medida representa. Numa altura em que no nosso país há cada vez mais imigrantes e no qual os conflitos sociais se agudizam e a criminalidade aumenta, não é de incentivos à imigração que precisamos. Se queremos perpetuar o povo português, precisamos de… portugueses! Quando a seguir às notícias de baixa taxa de natalidade nacional, encerramentos de maternidades, aumento da carga fiscal das famílias portuguesas, alteração da lei da nacionalidade, aumento do número de desempregados, entre outras, nos é anunciado que a solução para a vitalidade do nosso povo está na imigração, isto é um apelo a baixarmos os braços. A partir de agora, esta solução milagreira desculpa todos os erros governativos, políticos e legislativos. E toca de abrir cada vez mais as portas! Hoje brasileiros… amanhã senegaleses?

Contra esta situação protestam, já amanhã, o PNR e a FN, numa manifestação pública em Vila de Rei, pelas 17 horas.

quinta-feira, 11 de maio de 2006

A força dos números

Imigrantes enchem prisões” é a manchete de hoje do jornal «Correio da Manhã». Segundo a notícia, que cita dados da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, “14% dos presos são estrangeiros”, pois existem “1381 imigrantes nas cadeias portuguesas”. Quanto ao esforço financeiro que estes representam, ficamos a saber que “cada recluso, segundo o Ministério da Justiça, custa ao Estado 43,08 euros por dia. Contas feitas, a população prisional estrangeira custa 1,8 milhões de euros por mês, 21,7 milhões por ano.” Números a recordar da próxima vez que nos queiram impingir que não existe uma relação directa entre imigração e aumento da criminalidade, assim como quando pagarmos os nossos impostos. Para quem se espante com estes elevados números, lembro que não incluem os imigrantes e seus descendentes que conseguiram obter a nacionalidade portuguesa graças a medidas etnocidas de políticos irresponsáveis. Mas não se preocupem, para o actual ministro da Administração Interna, isto deve ser só um caso de números “racistas”...

terça-feira, 9 de maio de 2006

O “xenófobo”

António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), é o “xenófobo” que está na ordem do dia, para os terroristas intelectuais do pensamento único, depois de ligar directamente a imigração ao crime, proferindo frases como “o aumento da criminalidade em Portugal deu-se com a abertura das fronteiras”. É claro que para os imigracionistas bem-pensantes a imigração só tem lados positivos e, por isso, declarações como esta são inaceitáveis. Aliás, hoje em dia, a doutrina oficial — politicamente correcta — diz-nos que quem sabe destas coisas não são os profissionais das forças de segurança, que lidam directamente com os novos fenómenos de criminalidade violenta importada, mas os sociólogos integracionistas, pregadores da panaceia do multiculturalismo.

As declarações de António Ramos não são o resultado de considerações pessoais especulativas, de uma ideologia política incorrecta ou de um preconceito racista. Elas são, apenas, a constatação de um facto. Mas, apesar de esta ser uma situação à vista de todos, afirmar o que se passa é um acto de coragem na actual ditadura do politicamente correcto. Para os imigracionistas de serviço, que continuam a tentar tapar o sol com a peneira, parece que os imigrantes são incapazes de cometer crimes. Como o arrastão, que insistem que nunca aconteceu… lembram-se?

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Hitler e Jünger

Pacheco Pereira descobriu as leituras de Hitler em “Hitler’s Library”, de Ambrus Miskolczy, que considera interessante, chamando a atenção para “Hitler, leitor de Ernst Jünger”. Esta referência deve-se certamente à obra “Sobre as Falésias de Mármore” — cuja melhor edição portuguesa é a da Vega, de 1987 — e a sua proximidade com o grupo de oficiais alemães responsáveis pelo atentado de 1944. Sobre este livro e a atitude do führer em relação ao escritor alemão recordo aqui o artigo de Roberto de Moraes “Ernst Jünger: O Mago da Floresta Negra”, publicado na revista «Vida Mundial» em 1976, que aqui reproduzi, com a autorização do autor, há quase dois anos. Aqui fica o excerto:

«No seu romance “Auf den Marmorklippen” (“Sobre as Falésias de Mármore”), cujas provas reviu em Setembro de 39, de novo sob uniforme, já com os galões de capitão, traduzindo a promoção que lhe fora comunicada por telegrama pelo próprio comandante em chefe do Exército, von Brauchitsch, sinal de rara distinção, logo houve quem visse — sobretudo em certos círculos do ministério de Goebbels — uma denúncia do totalitarismo.
No entanto, apesar da insistência de muitos, já depois de terminada a guerra, e não obstante a simpatia fácil e as vantagens que daí lhe adviriam junto das autoridades de Ocupação, sempre o autor negou que o sinistro ditador das “Falésias” representasse Adolfo Hitler. E contudo, no “Diário”, de passagem, há uma referência clara ao desacordo entre Polis e Ethos. Mas, como também escreveu, a propósito das acusações de não apurar suficientemente as responsabilidades de guerra, ama a sua pátria.
Logo proibido na Alemanha, quando do seu aparecimento, embora a suspensão mais tarde fosse levantada, tendo sido até traduzido na França ocupada de 1942, o livro tornaria Jünger suspeito.
De resto, o tema das “Falésias” — a “destruição do mundo tradicional e cavalheiresco”, o fim das “guerras leais em que combatiam cavaleiros” — é o mesmo das “Abelhas de Cristal” e de “Heliopolis”. Na linha dos velhos mitos germânicos, os heróis, “após terem lutado em vão contra as hordas de novos bárbaros, retiram-se para mundos misteriosos e distantes, colocando no rosto máscaras de ouro”, símbolos da morte e da entrada num ciclo de redenção.
Jünger, sem conspirar propriamente, pertencia aos círculos de certa oposição interna — o grupo do general comandante da região militar de Paris, von Stuelpnagel, junto de quem servia. E, se na sua ligação aos que, em 20 de Julho de 44, tentaram eliminar o Führer, não o levou ao Tribunal do Povo, onde os processos, expeditivos e simples, de Freisler, não deixariam, certamente, de o incriminar, tal deve-se, não tenho dúvida, a uma profunda e misteriosa solidariedade. Hitler, o antigo combatente das primeiras linhas, conservava um respeito indelével pelo antigo tenente de “destacamentos especiais”, Ernst Jünger, ferido catorze vezes e titular, desde os 23 anos, da mais alta condecoração militar alemão do tempo, o “Pour le Mérite”, e poeta luminoso do heroísmo.
Esta fidelidade teria levado certa vez o chefe supremo da Alemanha a avisar os homens das “guerras” dos microfones e dos títulos de caixa alta: “Deixem o Jünger em paz.”
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Uma campanha louvável a apoiar

domingo, 7 de maio de 2006

“Mon pays me fait mal”

Há dias, foi muito falado um estudo que chegava à conclusão de que os portugueses não se interessam pelo seu país e que se Portugal fosse uma marca muito poucos a comprariam.

Com ou sem estudos como este, temos a clara percepção de que a relação dos portugueses com o seu país e consigo próprios vai de mal a pior. Há quem diga que a questão da “inviabilidade de Portugal” é uma constante da nossa história — um fado — e que não há nada a fazer contra este pessimismo inato.

A verdade é que hoje Portugal é pensado como uma marca, uma equipa de futebol, um produto, etc. Os portugueses são cada vez mais apresentados como uma “mistura de povos”, o que justifica acolher de braços abertos hordas de invasores imigrantes. Um país que deixou de se considerar como tal e que será povoado em breve por uma massa cada vez mais indiferenciada e desenraizada, assinou a sua sentença de morte.

Na crescente ausência de um sentimento de pertença, os portugueses importam-se mais com televisores plasma e telemóveis de última geração do que com a sua cultura. Os “heróis” de hoje são aqueles que fugiram e vingaram noutros países, porque aqui não vale a pena ficar e lutar. Com a sociedade telemediática vieram as “celebridades”, cuja “obra” é o mero facto de aparecerem na TV. É a vitória da forma sobre o conteúdo. Na classe governante, o exemplo não é melhor. De um executivo que aposta no marketing e na domesticação dos media para fidelizar o eleitorado, imitando a moda da imprensa das “capas positivas”, o cúmulo é o ministro que se assume publicamente como “iberista”.

Mas o que é assustadoramente preocupante é o total alheamento da população em relação à política, ou seja, aos problemas e ao futuro da sua polis. O que interessa não é a continuidade do seu povo unido num destino comum, mas o presentismo e a afirmação pessoal através de bens materiais.

E quem ainda tem conceitos como Povo e Nação? Ah! Esses são os “racistas”, “xenófobos” e “nazis”. Porque a Europa quer-se multicultural... enquanto no resto do mundo os outros têm do direito e a obrigação de preservar a sua herança e cultura.