quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Agenda (II)

Amanhã, comemoração do 1.º de Dezembro na Praça dos Restauradores, em Lisboa, às 16 horas, e no Porto, junto à Câmara Municipal, às 15 horas.

Às 18:30 terá lugar na Casa das Beiras, em Lisboa, o colóquio “Portugal (in)dependente”, organizado pela JN, com o apoio do PNR e da CI, onde serão oradores os meus amigos e camaradas Humberto Nuno de Oliveira e Miguel Jardim e para o qual fui convidado na qualidade de moderador do debate após as intervenções.

terça-feira, 29 de novembro de 2005

Prioridades

Em reacção à notícia do «Diário de Notícias» de ontem que, apresentando dados do Departamento de Segurança do Ministério da Educação, revelou que no ano lectivo 2004/2005 foram contabilizadas 1232 ofensas à integridade física e 191 alunos, professores ou funcionários tiveram de receber tratamento hospitalar, na sequência das agressões, a Ministra já “desdramatizou”. Maria de Lurdes Rodrigues, responsável pela pasta da Educação, considerou os números “insignificantes” e recusou a necessidade de medidas preventivas “porque o caso não é de urgência nem gravidade, são situações normais de perturbação nas escolas, que se tenta resolver caso a caso”. Age em conformidade a dita senhora, disso não há dúvida, pois já se percebeu que para o actual (des)governo o maior problema das escolas portuguesas são os crucifixos...

A nossa guerra

Devido à notícia da morte de um militar português no Afeganistão, disse aqui que esta não era a nossa guerra. Recebi alguns reparos de dois amigos blogonautas habituais, notoriamente ocidentalistas, aos quais esclareço a minha posição.

O Islão está em guerra com a Europa, disso não tenho a menor dúvida. Está, aliás, numa posição de vantagem em que nunca esteve historicamente: é um “inimigo dentro de portas”. Assim, o primeiro passo é o reconhecimento oficial por parte da Europa deste conflito, para depois poderem ser tomadas, conjuntamente, medidas eficazes contra a estratégia expansionista e colonizadora islâmica. Esta é a nossa guerra. Por muito que não queiramos ela está na nossa terra e aqui deve ser combatida. Quando o inimigo está em nossa casa devemos combatê-lo de dentro para fora, nunca no sentido inverso.

Quanto ao argumento de que se deve “cortar o mal pela raiz”, é necessário lembrar que a fonte do fundamentalismo islâmico é a Arábia Saudita, país aliado dos EUA, que não olha a meios para espalhar a palavra do profeta, financiando grupos islâmicos e a construção de mesquitas em todo o mundo. Ora os americanos não têm qualquer interesse em romper o bom entendimento com um dos seus mais poderosos amigos geopolíticos. Nas campanhas militares que têm feito, seja no Afeganistão ou no Iraque, o seu objectivo não é erradicar o fundamentalismo islâmico evangelizando-o com o credo da democracia parlamentar. O seu único objectivo é fazer eleger governos controláveis e proteger os seus interesses económicos. A invasão americana dos países atrás citados não contribuiu para o enfraquecimento do islão, pelo contrário, fortaleceu-o.

Os EUA não têm qualquer interesse estratégico em erradicar o fundamentalismo islâmico, porque essa é uma das suas armas contra a Europa, veja-se o apoio à criação de estados muçulmanos no nosso continente, como o Kosovo e a Bósnia-Herzegovina, e a pressão para forçar a entrada da Turquia na UE.

Os EUA são o nosso adversário geopolítico, não podemos, nem devemos depender deles para a nossa guerra. Devemos, isso sim, combater urgentemente a invasão islâmica da Europa, feita através de um fenómeno de imigração maciça e submersão demográfica, e a colonização do nosso continente, pela imposição de uma religião intolerante e de costumes que nos são estranhos e até contrários à nossa cultura e civilização. Esta é a nossa guerra.

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

MICROBIOGRAFIA DE NATAL

À memória e na saudade de meu Pai,
quarent’anos depois de o ter perdido...

O que em mim mais sobressai
é a sobranceria secreta,
quando não o orgulho até,
de ter tido um pai
que era poeta,
ou lá o que é...

Mágica infância, a minha...!
... Feita de tardes, noites e manhãs
de sonho à solta e músicas de paz...
Onde isso vai, senhor’s! Onde isso jaz...
Onde isso tudo vai!

O tempo em que comigo eu tinha
a avó-madrinha,
irmãs,
o avô — o avô Thomaz —
e o pai. Principalmente, o pai!...

Sol para sempre posto,
eis que despede, porém, e ainda agora gera
renovados brilhos,
no nome e no rosto
de pérola
dos meus filhos.

Mas o mais fundo do forro
do que fui, serei e sou,
mal chega voz de socorro
que valha...

E enquanto morro
e não morro,
percorro os mais ignotos
— os mais ínvios e remotos —
meandros da cerração,
para perguntar aos mortos que horas são... Que horas serão?!...

Rodrigo Emílio
(Natal de 1994)

“Pequeno Presépio de Poemas de Natal”

A novíssima Antília Editora estreia-se da melhor maneira com o livro “Pequeno Presépio de Poemas de Natal” de Rodrigo Emílio. A obra inclui oitenta e cinco poemas de Natal, escritos por Rodrigo Emílio entre 1959 e 2003, sendo estes — na sua grande maioria — rigorosamente inéditos. Apresenta-se ainda um amplo estudo panorâmico do autor, com o título: “O Tema da Natividade na Poesia Portuguesa, a nacionalização poética do Natal e a religiosidade e regionalidade inscritas no mesmo, enquanto motivo de inspiração criadora”, e um prefácio do poeta e crítico António Manuel Couto Viana. Segundo este, “Pequeno Presépio de Poemas de Natal” vem a ser: «Mais um livro fascinante do poeta que na quadra festiva a aproximar-se breve para a nossa comoção cristã nos toca «no presépio/ como prenda», magnífica, «de Natal».

O lançamento do livro terá lugar no Círculo Eça de Queirós, sito no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, n.º 4, em Lisboa, dia 30 de Novembro, às 19 horas, sendo a apresentação da obra feita pelo poeta e crítico António Manuel Couto Viana.




Antília Editora, Lda.
Rua 15 de Novembro, 43 - 2.º
4100-421 Porto
Telef.: 226068828
Telem.: 917885190
e-mail:
antiliaeditora@gmail.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Melancias

Sobre o tema da impostura ecológica, publicou o Manuel Azinhal três textos a não perder daquele que considero um dos maiores pensadores contemporâneos, Guillaume Faye, muito referido nesta casa: L'imposture ecologiste I, II e III.

Vítima mortal

Na semana passada, a morte de um militar português no Afeganistão encheu os media. Muitos não hesitaram em classificá-lo como herói. Para mim, um herói sacrifica-se pelos seus ideais, não sei se foi o caso do sargento João Paulo Pereira. Sobre os heróis, não me alargo mais, porque o BOS já disse o que havia a dizer. Sobre este acontecimento, digo apenas que na guerra morre-se, não se deve é morrer numa guerra que não é nossa.

20-N... atrasado

Lembra bem o Paulo, nos comentários, que deixei passar aqui um 20-N em branco. Na impossibilidade de assinalar atempadamente a data, resta-me remeter-vos para os arquivos do ano passado.

Conferência Nacionalista

A Conferência Nacionalista do passado sábado foi um sucesso. O único problema foi o espaço, apesar da sala ser grande muitas das quase 250 pessoas presentes tiveram que assistir de pé. Cabe-me aqui dizer apenas muito obrigado aos organizadores por esta excelente iniciativa, aos oradores pelas posições esclarecidas e a todos os presentes pelo interesse e participação. Para mais informações, aconselho a notícia sobre o evento no Portal Oficial do PNR.

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Agenda

Amanhã, Conferência “O Nacionalismo e as perseguições políticas a nacionalistas”, com a participação de oradores nacionais e estrangeiros, às 14 horas, no Hotel Roma, em Lisboa.

Opiniões lúcidas

Nem todas as opiniões sobre a guerra étnica que eclodiu em França e que mantém a chama foram de acordo com o discurso oficial desculpabilizante das eternas minorias (por quanto tempo?) supostamente oprimidas. Assim, como este post já vai com uns dias de atraso, reproduzo neste “lembrete para memória futura” algumas das posições lúcidas – em especial sobre as verdadeiras razões do conflito – que tive oportunidade de ler.

No «DN» do passado sábado, Carlos Vale Ferraz, apesar de me parecer inclinar-se para uma “solução” comunitarista, recusa as tão conhecidas como esbatidas razões de ordem social. Segundo ele, “o problema não é a falta, em França e em muitos dos mais ricos países europeus, de subsídios a empregos e a cursos de formação, não é a falta de habitações sociais, ginásios e centros culturais, não é a falta de polícias de proximidade e de animadores que procuram integrar jovens das segundas gerações de magrebinos, designados por beur, e africanos à deriva, nem se resolve, por isso, atirando-lhe dinheiro e bons conselhos. O problema é muito mais complexo e profundo que a conversão dos jovens delinquentes em respeitadores cidadãos e a sua resolução ultrapassa em muito o âmbito das operações de reposição da ordem, isto porque o problema é de identidade e de referências.” Sobre a tão apregoada integração, é categórico: “A crença de que é possível a integração, de que é possível a uma comunidade esquecer ou abdicar da sua identidade histórica, genética e cultural para assumir uma outra, surge assim como uma mentira permanente, uma grosseira hipocrisia exposta e sentida tanto pelos estrangeiros como pelos autóctones.” Pensando no futuro, conclui: “não é possível constituir novas realidades nacionais e europeias com aqueles que rejeitam as suas matrizes culturais, o seu ordenamento jurídico, os seus valores, a sua visão do mundo. Com aqueles que são estrangeiros ao processo histórico que fez da Europa aquilo que ela é. Com aqueles que procuram, mesmo inconscientemente, uma vingança histórica contra o que os europeus lhes fizeram nos últimos mil anos, das cruzadas à escravatura e ao colonialismo. Para que a convivência seja possível e pacífica devemos saber que para ter as portas abertas temos de manter levantadas as paredes que as sustentam.

A reter, também, o artigo “A lição da França”, de José Manuel Barata-Feyo, na última edição da «Grande Reportagem», onde constata o “fracasso da integração social” e lembra o “choque dos belos princípios contra a dura realidade, nunca enunciada, das novas gerações de árabes e negros que só são franceses porque nasceram em França, mas cuja pátria (à falta de melhor escolaridade e de vontade de trabalhar) é a raça e a religião muçulmana...”, que considera “a raiz do problema”. Depois, faz a inevitável comparação com a imigração europeia para França, mas de uma forma séria, em contraste absoluto com os integracionsistas que insistem em não observar as diferenças óbvias entre estes dois fenómenos totalmente distintos. “Os factos são rebeldes. Milhões de italianos e polacos emigraram para França entre as duas guerras; milhões de espanhóis e portugueses fizeram outro tanto no pós-guerra. Os que quiseram integrar-se foram integrados. E mesmo os que optaram por regressar aos seus países de origem viveram diluídos no tecido social francês. Porque nem os franceses sentiam a necessidade de os excluir, nem eles sentiam a de se isolar. Os princípios e a teoria da integração funcionaram em relação a essas comunidades pela óbvia razão de que todas tinham um denominador comum, geográfico, histórico, religioso e cultural. Igual razão traça o destino diametralmente oposto das novas gerações de imigrantes oriundos de países árabes e da África Negra. Apesar de terem nascido em França, a verdade maior é que, à semelhança dos pais, já nasceram isolados: rejeitados pelos franceses que eles próprios rejeitam.” Concluindo, ciente da dimensão europeia do problema, não esquece o nosso país: “O exemplo dos subúrbios franceses acabará por se alastrar a todos os cantos da Europa onde jovens se sentem apátridas no seu próprio país. Como a França vai resolver o problema, creio que nem ela sabe. Mas acredito que chegou o tempo de Portugal retirar o indispensável ensinamento desta lição: onde se constituem comunidades apátridas, mesmo a pátria dos Direitos do Homem acaba por ter de mandar a tropa defender os valores da República. Nas suas próprias ruas.

Termino com uma referência obrigatória ao já muito citado postA espantosa complacência” de José Pacheco Pereira: “Basta haver um ar de revolta social contra o "sistema", um ar de "multiculturalismo" revolucionário dos "deserdados da terra" contra os ricos (os que têm carro, os pequenos lojistas, os stands de automóveis, os pequenos comércios), para a velha complacência face à violência vir ao de cima. Fossem neo-nazis os autores dos tumultos e a pátria e a civilização ficavam em perigo, mas como são jovens muçulmanos da banlieue, já podem partir tudo. Não são vândalos, são "jovens" reagindo à "violência policial", são "vítimas" do desemprego e do racismo dos franceses, justificados na sua "revolta", e têm que ser tratados com luvas verbais e delicadeza politicamente correcta. Os maus são as forças da ordem, os governantes, os polícias, os bombeiros e todos os que mostram uma curiosidade indevida pelos seus bairros de território libertado. No fundo, não é novidade nenhuma. Há muitos anos que é assim, que estas questões são tratadas com imensa vénia, não vão os "jovens" zangarem-se e vingarem-se. A culpa é nossa, não é?

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Um conflito europeu

A violência que se vive em França, na Alemanha e na Bélgica diz respeito a todos os europeus. Este é um ataque organizado contra o nosso Povo, a nossa Terra, a nossa Cultura e Civilização. Como muito bem alerta a associação Causa Identitária no seu último comunicado: “As imagens que nos chegam de França podem, no futuro, repetir-se em Portugal!

terça-feira, 8 de novembro de 2005

C’est la guerre!

Como era de esperar, a situação em França tornou-se incontrolável, tendo sido decretado o estado de sítio. Os ataques dos “jovens” afro-magrebinos islâmicos espalharam-se rapidamente por todo o país, atingido mais de duzentas cidades e não havendo região que escapasse.

Não deixa de ser curiosa a manchete do jornal «Público» de ontem: “A intifada francesa”. Talvez o título tenha sido motivado por alguma simpatia tradicional da esquerda, tanto para os imigrantes do terceiro mundo, como para os movimentos ditos de “libertação”. No entanto, sintetiza exactamente os acontecimentos, os seus motivos e os seus objectivos. Os “jovens”, ou seja, os descendentes dos imigrantes africanos e magrebinos, levaram para as ruas em larga escala a violência selvagem. Os seus alvos estão bem definidos. Com cocktails molotov incendeiam automóveis, que consideram símbolos dos franceses de origem, atacam edifícios públicos, a polícia e bombeiros, símbolos da autoridade e do Estado, destroem escolas e bibliotecas, símbolos da cultura europeia, bem como igrejas, símbolos da religião daqueles que consideram os “cruzados”. Toda esta ofensiva tem como fundamento o islão, utiliza como soldados jovens que preferem a vida fácil do crime e dos subsídios ao esforço do estudo e do trabalho e tem como objectivo aterrorizar a França e os seus habitantes autóctones, de modo a conseguir a criação de zonas “libertadas” onde vigore a charia – a lei islâmica -, numa clara estratégia de ocupação e colonização do país que os acolheu. Nesta intifada sui generis em solo europeu, os “jovens” desenraízados - que não se querem integrar nem respeitar o país onde estão -, motivados por um sentido de vingança histórica, usam a destruição e a chantagem para libertar o que consideram ser a “sua” terra, tendo por trás o apoio religioso do islão totalitário expansionista. É mais uma guerra contra a Europa.

Um abrir de olhos
As desculpas intelectuais dos colaboradores e idiotas úteis do costume perdem todo o sentido perante o descambar da situação. Apesar do discurso politicamente correcto, as televisões não deixam margem para dúvidas, mesmo com o controlo habitual e os repetidos pedidos de contenção. Os pulhíticos franceses, na impossibilidade de conter os “jovens”, tentaram conter os media, também sem sucesso. Como uma imagem vale mais que mil palavras, vemos claramente quem ataca e quem é atacado, enquanto a voz off nos tenta convencer do contrário, papagueando explicações desculpabilizantes.

Quando os líderes religiosos muçulmanos anunciam o repúdio pelas acções violentas, mas ao mesmo tempo exigem a demissão do Ministro do Interior e minimizam a situação lembrando as “condições de vida difíceis dos jovens”, é no mínimo suspeito. É a estratégia de dissimulação, típica do islão quando ainda não está em vantagem.

Entretanto, o conflito alastrou já à Bélgica e à Alemanha, o que prova a dimensão europeia do problema e contraria os disparates daqueles que o quiseram reduzir a um nível local. Este é o início de uma guerra de tipo novo que oporá outra vez a Europa ao Islão, mas desta vez tendo este último um “cavalo de Tróia” cada vez mais poderoso. O fosso entre nós e eles é cada vez maior. Esperemos que cada vez mais europeus abram os olhos e preparem o combate pela Nossa Terra. Reconquista!

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Barra noticiosa

Este é um post sobre um tema que já foi abordado na blogosfera (infelizmente, não me recordo onde) pelos mesmos motivos e ao qual sabia, instintivamente, que havia de regressar.

Ontem, ao assistir ao Jornal da Noite da SIC, o meu olho de revisor ortográfico revirou-se mais vezes que o costume. Para além dos maus títulos habituais e das notícias demasiado longas, consegui apontar num bloco as seguintes calinadas na barra noticiosa que ia passando no fundo do ecrã: “albúm”, “Reigões do Norte e Centro”, “mulher tailândesa” e “mosquitos tropicias”. A demonstração clara do decair dos padrões de qualidade dos media em Portugal. Nada, de resto, a que o jornalismo dito de referência não nos tenha vindo a habituar. E falo não só pelo que leio, mas também do que sei através dos desabafos de amigos jornalistas que, tendo muito orgulho no seu trabalho, se envergonham com a crescente ignorância e falta de brio profissional dos seus jovens colegas, bem como com o laxismo dos superiores hierárquicos.

Voltando à barra noticiosa, deixo duas dúvidas irónicas para aligeirar a questão: será que os jornalistas dela incumbidos são escolhidos entre os estagiários mais analfabetos, ou será que, por protesto, estes erram propositadamente?

terça-feira, 1 de novembro de 2005

Ressalva sobre o aborto

Na edição de hoje do semanário «O Diabo», o Walter Ventura, que voltou a brindar-me com a publicação de um texto meu na sua coluna “Os meus blogues”, fez uma ressalva sobre o aborto nas suas “Pegadas de Pégaso” que não resisto a transcrever:

«Cumpre-me recordar que nada me move contra o historiador Rosas e seus sequazes nesta justa luta. Já aqui o disse e repito-o.
É que basta-me olhar para aquelas carantonhas pouco tranquilizadoras de um Rosas, um Anacleto Louçã e outros que tais para ver, ao vivo e a cores, a plena justificação do aborto… com efeitos retroactivos, é claro.
»

Solução: Presidente?

Os portugueses, de uma maneira geral, continuam deprimidos. A massa de arrependidos eleitorais que ajudou a eleger o actual governo contribui fortemente para este sentimento. No entanto, mesmo perante a grave situação que atravessamos, o espírito nacional continua a ser o de esperar que alguém, ou algum acontecimento, resolva miraculosamente todos os problemas.

Assim, depois do arrependimento pós-legislativas e do cartão (laranja?) mostrado nas autárquicas, as esperanças voltam-se para as eleições presidenciais. Não deixa de ser irónico, porque apesar de formalmente semipresidencialista, o sistema político português sempre menosprezou o Presidente. Já durante o Estado Novo, apesar do estipulado na Constituição, não é preciso lembrar quem mandava… Com a III República, o Presidente aparece como devendo ser uma figura de consenso e acima dos partidos. Aquilo a que poderíamos chamar um campeão do extremo-centro, um garante da manutenção da estabilidade.

Parece que hoje, seja por desespero ou por desilusão, muitas vozes se levantam a favor de uma maior presidencialização do regime – para sobressalto da “esquerda”, que já alertou para os perigos da tentação presidencialista e para o erro de se querer eleger um primeiro-ministro numas presidenciais – e por isso o candidato ideal é o técnico, o economista.

Desta vez os candidatos “políticos” estão em desvantagem. E, a concretizar-se um possível segundo lugar de Alegre, estaremos perante a morte política do clã Soares, com um “espalhanço” de fim de carreira do pai depois da segunda derrota autárquica consecutiva do filho.

Agora espera-se no nosso país uma nova maioria popular cavaquista que traga um “salvador da Pátria”. Há quem lhe chame sebastianismo; eu chamo-lhe luz ao fundo do túnel. Não no sentido esperançoso do termo, mas como uma luz que não nos ilumina mas mantém-nos a caminho. Parece que ainda não é desta que temos uma vontade nacional de salvar o barco, mas apenas de o manter à tona.