sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Visto à distância

Tão elogiada como criticada, a manifestação de há duas semanas pela família e contra o homossexualismo levou de novo os nacionalistas à rua. Este activismo crescente na área nacional incomoda muita gente, ainda para mais numa altura em que o estado do país é o que sabemos. De destacar a forma ordeira como, à semelhança das anteriores, a manifestação decorreu e que tanto contrasta com inúmeros protestos organizados das esquerdas.

Tempo de antena
Diz o ditado popular: “fala mal, mas fala de mim...” Não sou um defensor acérrimo desta filosofia, mas tenho que reconhecer que, apesar das muitas tentativas de menosprezar o acontecimento, este teve uma enorme divulgação através dos media. Isto na era da política-espectáculo e da teledependência é essencial. Para os que acusaram o PNR de “golpe publicitário”, só tenho a dizer que o objectivo de um protesto público é exactamente esse: ser visto. Num sistema como o nosso, onde os pequenos partidos são normalmente relegados ao esquecimento, é preciso furar o bloqueio com coragem para se conseguir ser conhecido por todos os portugueses. Diga-se o que se disser, a verdade é que abrir telejornais e chegar às primeiras páginas da imprensa é uma vitória num sistema de meios de comunicação social controlados.

Os incomodados
O que mais me divertiu foi ver os incomodados do costume a serem forçados a falar no PNR e na “extrema-direita”. Eles estavam convencidos que, nesta ditadura cultural de esquerda em vigor, a tradicionalmente inactiva área nacional nunca conseguiria crescer e dar-se a conhecer. Enganaram-se. Mesmo os melhores alunos da escola trotskista – aqueles que resistiram a dizer o nome do PNR – tiveram que referir-se publicamente à manifestação e às posições aí defendidas. Os incomodados sabem também que é assim que se consegue lá chegar. Lembro-me de um agrupamento de extrema-esquerda que fazia manobras publicitárias com muito menos participantes e que agora se senta no parlamento. Os incomodados estão irritados, porque agora são os nacionalistas que estão na rua e eles - os pseudo-anti-sistema - estão institucionalizados...

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Agradecimento público

Venho, por este meio, agradecer publicamente à Câmara Municipal de Lisboa a Mega Bandeira Nacional colocada esta semana no alto do Parque Eduardo VII, local onde se iniciará a manifestação de amanhã e que, estou certo, inspirará os participantes.

Segregação racial no Havai?

Fui sempre da opinião que a segregação racial iria voltar aos EUA, mas desta vez por iniciativa das minorias. Parece agora que os primeiros passos nesse caminho começam a ser dados. É o caso da proposta do senador democrata Daniel Akaka, o “Native Hawaiian Government Reorganization Act of 2005”. A “Akaka Bill”, como é conhecida, pretende a criação de uma “entidade de governo” para os havaianos nativos, o que significaria leis diferentes consoante a origem étnica das pessoas e abriria caminho a um separatismo racial institucional.

Esta bill só não foi votada no Senado na passada semana, como estava previsto, porque foi dada prioridade à legislação relativa aos estados afectados pelo furacão Katrina. A votação ficou adiada, não se sabendo quando será. O mais curioso é que há fortes possibilidades de ser aprovada.

Leão rosa

Ainda relacionado com o homossexualismo e a causa gay, não posso deixar de fazer aqui uma referência negativa ao Festival de Veneza, que deixei passar na minha ausência. Este ano, o Leão de Ouro para o melhor filme foi atribuído a «Brokeback Mountain», de Ang Lee, um romance homossexual entre dois cowboys. Como disse o Eurico de Barros no «DN»: “Acaba de cair um dos últimos bastiões heterossexuais no cinema: o western.

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Pela família. Contra o homossexualismo.

Um programa de pedagogia homossexual - mais uma pérola do telelixo com que ultimamente os canais sensacionalistas de televisão nos presenteiam -, exibido em prime time, onde gays “reconvertem” candidatos heterossexuais para os tornar no “homem de sonho de todas as mulheres”, motivou prontamente uma justificada reacção. Contra esta acção de propaganda pública ao “estilo de vida gay”, surgiu um abaixo-assinado contra a exibição do programa, ao qual se associou a Juventude Nacionalista, e foi agendada uma manifestação com o apoio do PNR. Este protesto público, contra o lobby gay e em defesa da família e das crianças, terá lugar no próximo sábado, dia 17 de Setembro, às 15 horas, no Parque Eduardo VII em Lisboa. Óptima oportunidade para repudiar publicamente o homossexualismo, ou seja o aproveitamento político da homossexualidade, que pretende consagrar pseudo-direitos como o casamento entre homossexuais e a adopção de crianças por estes.

Todos à manif! Pela família! Pelas nossas crianças!

Katrina

O furacão Katrina e os consequentes acontecimentos em Nova Orleães mostraram um lado da América desconhecido de muitos. Ao lado do “sonho americano” existe também um pesadelo. O mundo viu que o equilíbrio social e racial nos EUA está por um fio e que as tensões são atenuadas – se não controladas – por um estado policial.

Quanto à questão racial, não deixa de ser curioso verificar que o “fardo do homem branco” subsiste. Se as vítimas são negros, o dedo acusador é prontamente apontado aos brancos “opressores”, a quem só faltou serem culpados do próprio furacão. Se, pelo contrário, as vítimas em questão são os brancos pobres que vivem em condições miseráveis – o white trash -, aí a culpa é o sistema, da sociedade, etc.

Vemos que o utópico melting pot é na realidade uma panela de pressão onde fervilham tensões raciais e sociais e onde o risco de explosão é iminente.

Dia “não”

Anteontem tive um dia daqueles em tudo parece correr mal. Espero que tenha sido o pico de uma maré de azar e que a partir de agora as coisas comecem a melhorar. Nada como o regresso à blogosfera para iniciar um período que espero que seja mais favorável. Apesar do atraso, vou tentar fazer um breve comentário aos acontecimentos mais importantes que se verificaram na minha ausência cibernética.