quarta-feira, 29 de junho de 2005

Alteração da lei da nacionalidade

Contra as intenções de basear a aquisição da nacionalidade portuguesa apenas no jus solis, levantam-se já várias vozes em defesa dos portugueses de origem. É o caso da Causa Identitária, que emitiu um comunicado no qual defende também uma alteração da lei em vigor, mas no sentido de que se adopte apenas o critério do jus sanguinis.

terça-feira, 28 de junho de 2005

A confirmar

Não resisti a surripiar uma das sempre recomendáveis “coisas de o Diabo”, na última página da edição de hoje deste semanário contra-corrente, para aqui partilhar convosco:

Não se confirma... que o desaustinado comunicado mandado publicar por alguma imprensa, como publicidade paga, pelo Alto Comissariado para a Imigração e as Minorias Étnicas foi congeminado na sede do Bloco de Esquerda, apesar de todos os indícios e suspeitas nesse sentido.

Sobre a lei da nacionalidade

Na edição de hoje do «Diário de Notícias», aconselho a leitura da reflexão de Carlos Blanco de Morais sobre o que considera “Sombras sobre a lei da nacionalidade”, onde analisa a actual lei e as alterações que alguns agora propõem e que, segundo ele, são “uma proposta mal avaliada...”, ao não ter em conta as consequências da aquisição da nacionalidade baseada apenas no jus solis.

Renovado

No sábado passado realizou-se em Lisboa a Convenção Nacional do PNR. Foram eleitos os novos órgãos sociais, sendo José Pinto Coelho o novo Presidente. A avaliar pela motivação de todos os presentes, estou certo que se vai iniciar uma nova era no nacionalismo em Portugal, marcada por um maior crescimento e implantação do partido. A recém-eleita Comissão Política Nacional reúne já esta semana, para avaliar a situação e definir prioridades nos objectivos traçados. Esperam-se assim novidades em breve, bem como muito a fazer. Ao trabalho! Por Portugal!

domingo, 26 de junho de 2005

Somos todos intolerantes

Uma das acusações mais frequentes que me fazem é de ser intolerante. Por muito que não queira, ou que não me convenha na altura, sou forçado a admiti-lo. Sou intolerante em relação a várias coisas. Não tolero, por exemplo, argumentações baseadas na ignorância, acusações falsas e injustas, a mentira, entre tantas outras.

Numa ou noutra coisa, somos todos intolerantes. Isto é de tal forma generalizado que “intolerante” podia passar a ser um cumprimento. Abordo este assunto para que cada um se questione a si próprio e não o próximo, será um auto-exame interessante. Para terminar, devo dizer que de todos os intolerantes há um que não posso deixar de referir aqui, já que é o meu tipo favorito, são os que não toleram os intolerantes, ou seja, eles próprios.

sábado, 25 de junho de 2005

O crime compensa

Portugal está a tornar-se uma terra de oportunidades para os imigrantes, em detrimento dos portugueses. Beneficiam da simpatia do governo, que exige um esforço de todos nesta altura de crise económica, mas que aos imigrantes continua a dar apoios. Até para aqueles que não querem integrar-se e demonstram um ódio visceral pelo país que os alberga, abre há anos as portas das escolas, da habitação social, dos serviços de saúde, etc. sem qualquer resultado positivo visível. É extremamente compreensivo para com certos criminosos violentos – a que os media chamam “jovens” – justificando-se com explicações sociológicas rebuscadas, esquecendo um princípio basilar do estado de direito democrático que é o da justiça cega e, por isso, necessariamente igual para todos. Fortalece, assim, uma classe auto-excluída da sociedade ao considerá-la praticamente inimputável. Acentua as tensões etno-sociais, ao considerar “racista” e “xenófobo” quem seja crítico do fenómeno da imigração e das suas consequências negativas, fazendo os portugueses arcar com “responsabilidades coloniais” que não fazem hoje qualquer sentido. Mas, para não me alongar mais, já que havia muito ainda para dizer, salto já para o prémio que o Presidente da República e a ala esquerda do Parlamento pretendem dar aos filhos imigrantes, muitos deles, como sabemos, que recusam violentamente a integração e repudiam o nosso país e a nossa cultura: nada mais nada menos que a nacionalidade portuguesa!

Mais uma vez, neste assunto os portugueses não têm uma palavra a dizer, porque a Democracia e a vontade popular nem sempre interessam. Sobre esta questão aconselho vivamente o post O povo é quem mais ordena” no excelente blog Batalha Final e a discussão que se seguiu nos comentários.

sexta-feira, 24 de junho de 2005

Manifestação (IV): O tratamento jornalístico

A cobertura feita pelos media do protesto contra a criminalidade no passado dia 18 de Junho em Lisboa merece uma reflexão. Esta é uma situação recorrente na comunicação social portuguesa. Quando não pode ignorar certas notícias, faz uma adaptação livre, invertendo a ordem dos factos ou a sua importância, fabricando uma história não só politicamente correcta como supostamente mais vendável e rentável.

As primeiras notícias começaram por classificar um protesto que foi convocado apelando a todas as pessoas independentemente da sua ideologia e filiação partidária que se manifestassem contra a crescente criminalidade como uma concentração de “skinheads” e “nazis”. Continuando a tentar desencorajar as pessoas a comparecerem no Martim Moniz, os media, recorrendo a “especialistas”, fizeram as mais alarmistas e assustadoras previsões de confrontos e de contra-manifestações violentas, que nunca aconteceram. Mesmo depois da iniciativa ter decorrido na perfeita normalidade e provocado a adesão de centenas de populares, os telejornais abriram com imagens de um cordão policial que evitou “possíveis desacatos”, não informando que os “pequenos incidentes” aconteceram já terminada a manifestação. Quanto a números, foram apresentados valores dos 100 aos 500 participantes, quando as imagens os desmentiam claramente. Ainda na televisão, as imagens de páginas pessoais de Internet e fóruns de participação livre eram propositadamente confundidas com as dos organizadores e dos apoiantes. Por fim, para não entrar em excessivos pormenores, foram entrevistadas dezenas de pessoas e foi tudo filmado exaustivamente, para depois vermos em casa um trabalho construído não para informar, mas para motivar um ódio político. Com o estado a que chegámos, há já felizmente muita gente que simplesmente não acredita em tudo o vê e lê.

Para atenuar as acusações de subjectividade, recorro ao jornalismo comparado. Quem teve a oportunidade de ver a notícia do canal Euronews, notou diferenças óbvias face à cobertura nacional. Aí respeitou-se o princípio da prioridade ao essencial, falando de seguida no acessório e fazendo depois a ligação a uma notícia relacionada. Falou-se da manifestação e das suas motivações, ilustrando com filmagens da marcha, fazendo depois uma breve referência aos “pequenos incidentes”, sem recorrer a imagens, para depois ligar com a visita do Presidente da República ao Bairro da Cova da Moura. Este canal noticioso europeu, para além de ser insuspeito de qualquer ligação política aos nacionalistas, faz uso das informações e imagens cedidas pela RTP.

Parece-me que os jornalistas portugueses conheciam já o “Livro de Estilo do Bom Jornalista”, que o BOS publicou hoje.

Termino com a ressalva de que nem só os nacionalistas são alvo deste tratamento mediático vergonhoso, como nem todos os jornalistas se prestam a fazer um trabalho tão medíocre e marcado pela falta de objectividade, muita da responsabilidade deste resultado final está nos editores e directores, que não ousam agitar as águas paradas da sociedade portuguesa para não arriscar posições.

quinta-feira, 23 de junho de 2005

Lusofonia

Os portugueses gostam muito de dormir sobre a sua História. Quer isto dizer que, por exemplo, a própria independência nacional nunca é uma preocupação já que Portugal é o país com as fronteiras mais antigas da Europa. Como se isso bastasse para ficarmos descansados. Um dos pilares fundamentais da identidade nacional é a nossa língua. Mas, até sobre essa dormimos. O português é a sexta língua mais falada do mundo e a terceira ocidental, a seguir ao inglês e ao castelhano, calculando-se que seja utilizada por mais de 176 milhões de pessoas. Para muita gente estes dados podem servir de garantia eterna, mas penso sinceramente que, no que toca à Língua de Camões, temos descansado à sombra da bananeira do império.

Há muito que tenho esta percepção, mas ao ler duas notícias no semanário «O Diabo» desta semana vi confirmadas as minha preocupações. O jornal alerta para o facto de o “ensino do português no estrangeiro estar em risco”, o que significa que o “governo vira as costas a cinco milhões de emigrantes”. Paralelamente, outra notícia revela que o “Instituto Camões em Paris pode fechar”. Assim vai a defesa da nossa língua no mundo, principalmente na Europa. E depois admiramo-nos que a UE não considere o português como uma das línguas principais. Neste campo, os nuestros hermanos não brincam em serviço, talvez fosse melhor olhar para o lado...

Os governantes, mais preocupados com os imigrantes do que com os emigrantes, ou seja com os filhos dos outros do que com os seus, esquecem o seu próprio povo. Quando se esquece o ensino da língua a milhões de portugueses de origem, porque milhões de estrangeiros a falam em partes longínquas do globo, está-se a destruir aos poucos um povo e a sua identidade, matando a longo prazo uma Nação.

quarta-feira, 22 de junho de 2005

Territórios ocupados

Existem muitos bairros, sobretudo na periferia de Lisboa, dos quais se costuma dizer: “ali a Polícia não entra”. De vez em quando, em qualquer data simbólica ou visita de algum político, um forte dispositivo policial assegura que tudo corra na normalidade, como se de um bairro pacífico se tratasse. Tais manobras publicitárias são cada vez menos levadas a sério pelos portugueses, que sofrem com a insegurança provocada pelo aumento brutal da criminalidade violenta. A expressão popular relativa à entrada da Polícia nessas zonas não deve ser entendida literalmente. Tem um significado mais profundo: classifica os territórios ocupados. Estes são zonas de não-direito, guetos fechados pela discriminação positiva, onde a autoridade do Estado não é reconhecida.

No passado Dia de Portugal, o Presidente da República decidiu visitar de novo a Cova da Moura e fazer os habituais discursos “anti-racistas” e “anti-xenófobos”, mostrando aos portugueses que é, cada vez mais, o “Presidente de todos os imigrantes”. Falou das leis da República, mas poucos acreditaram, já que nesse mesmo dia centenas de “filhos” das zonas ocupadas assaltavam e agrediam populares na praia de Carcavelos. Para além do escândalo desse ataque descarado, verdadeiro atentado terrorista contra o turismo em Portugal, um dos principais sectores económicos nacionais, pois foi noticiado na maioria dos países de onde vem quem nos visita, veio a público uma revelação absolutamente inacreditável. Segundo o semanário «Expresso», “o embaixador de Cabo Verde em Portugal, Onésimo Silveira, disse ter sido contactado pelo staff do Presidente da República para apurar se Sampaio poderia correr algum risco na visita à Cova da Moura (…)”.

Para a próxima vez que eu falar de territórios ocupados em Portugal, antes de me chamarem “alarmista” ou “teórico da conspiração”, lembrem-se de que nem o nosso representante máximo pode viajar no nosso país à vontade sem consultar um embaixador de um país estrangeiro.

Manifestação (III): União e mobilização

Um comentário ao post anterior levou-me a escrever sobre o que para mim foi a coisa mais importante na manifestação de sábado passado. O protesto contra a criminalidade conseguiu levar à rua os mais importantes grupos nacionalistas portugueses em conjunto, a FN, que organizou, e o PNR e a CI, que se associaram à iniciativa. Para além disso, conseguiu-se mobilizar centenas de populares anónimos, que se manifestaram corajosamente em público contra um sistema que cada vez mais protege os criminosos e esquece os cidadãos nacionais.

Esta união e mobilização extraordinárias são um motivo de orgulho para todos os presentes e marcam o despertar de uma nova era no activismo político nacionalista em Portugal.

Manifestação (II): histórias de um dia

Tenho contado a várias pessoas o que observei na manifestação contra a criminalidade do passado sábado e decidi partilhá-las aqui. Este é um relato desse dia e de alguns episódios que vale a pena contar.

Concentração
Chegado com um amigo ao Largo do Martim Moniz antes das 14 horas, depois de ter assistido à vergonhosa campanha feita pelos media contra o evento, chamando-lhe “manifestação de skinheads” e alertando para contra-manifestações e possíveis confrontos, não me espantei ao ver que a maioria dos que lá se encontravam eram exactamente skinheads. No entanto, verifiquei que muitas outras pessoas iam chegando continuamente, acabando por reduzi-los a uma minoria. Sentindo o forte calor que se fazia sentir, procurei em vão uma boa sombra naquela praça mal desenhada e observei que à volta do largo e debaixo das poucas árvores existentes estava uma multidão de populares que fitavam a concentração com intenção de participar, mas estavam talvez desconfiados depois de tantas notícias negativas.

Até ao início da marcha, aproveitei para falar com diversas pessoas, alguns amigos e vários desconhecidos. Um homem na casa dos cinquenta anos dizia-me, revoltado, que era utilizador da linha de Sintra e que os assaltos e agressões não eram de hoje. Há anos que temia principalmente pela segurança do filho, a quem já tinham sido roubados três (!) telemóveis. Houve também uma senhora, muito exaltada, que se distinguia num numeroso grupo de comerciantes e moradores da zona, exigindo sem hesitar o repatriamento dos imigrantes que, segundo ela, eram já a maioria naquela parte da cidade e os principais culpados do aumento brutal da criminalidade e da insegurança. Senti o desespero de pessoas que se sentem esquecidas pelos governantes e são vítimas de criminosos aparentemente intocáveis, o que me impressionou bastante.

Um episódio interessante, que alguém me disse ter sido mal relatado num jornal, foi a presença de um turista japonês que se aproximou do grupo onde eu estava e tirou várias fotografias, depois de pedir autorização, ao mesmo tempo que conversou, num inglês básico, com várias pessoas que lhe explicaram o que se passava, ao que ele concordou. Para espanto de uma jornalista que ali passava a entrevistar meio mundo, o japonês repetiu que lhe tinha sido explicada a razão do protesto e que até concordava. Ela fez um ar incrédulo, de quem pensou que o turista não tinha percebido nada.

Havia também alguns brasileiros que expressaram o seu apoio à manifestação, assegurando que há muitos imigrantes que não querem trabalhar, dedicando-se a actividades criminosas, prejudicando assim a imagem de muitas pessoas honestas.

Marcha
Quando estavam já largas centenas de pessoas no Martim Moniz, o Vice-Presidente do Partido Nacional Renovador, José Pinto Coelho, proferiu algumas palavras dizendo que o PNR se associava a este protesto por sempre ter pugnado por maior segurança para os portugueses, recusando as habituais acusações de racismo, mas não ignorando as relações entre a imigração desregrada e o aumento da criminalidade violenta.

De seguida, a marcha arrancou, juntando cerca de mil participantes. Maioritariamente composta por jovens, contava também com muitos moradores e comerciantes locais, vários utilizadores da linha de Sintra, para além de pessoas vindas de vários pontos do país. Vi um grupo de skaters que, para se fazerem notar levantavam bem alto os seus skates, por entre os que faziam ondular bandeiras nacionais. Com os manifestantes caminhavam também alguns indianos, com certeza lojistas vítimas de assaltos. Havia também um mulato, de cabelo em crista, que sobressaía no meio daquela multidão. Estes são apenas alguns exemplos, fora do esperado, que mostram que a manifestação foi bastante diferente do apresentado pelos meios de comunicação social.

O comportamento foi sempre exemplar. Ao contrário das previsões alarmistas, não houve quaisquer conflitos. Por exemplo, em frente ao Hotel Mundial à porta de um café, encontravam-se vários negros que observavam sorridentes, de copo de cerveja na mão, os manifestantes que lhes passavam à frente a um palmo de distância.

Final
Chegados ao Rossio, parámos para ouvir o Humberto Nuno Oliveira, que terminou o discurso agradecendo a presença e o extraordinário comportamento de todos, e cantar o hino nacional pela última vez, antes de começar a desmobilizar. O grosso dos participantes havia já retirado e o material como faixas, bandeiras, etc. estava já guardado, quando, do outro lado da rua, um pequeno grupo começou a chamar “racistas” e “fascistas” aos que ainda lá se encontravam. Algumas pessoas decidiram ir falar calmamente com quem berrava as ditas palavras e alguns insultos, o que provocou uma correria de jornalistas e fotógrafos em direcção aos contra-manifestantes, na ânsia de captar a tão desejada violência que simplesmente não existiu, gerando alguma confusão. Só aí foi necessária a presença da Polícia, que aliás cumpriu optimamente o seu trabalho nessa tarde, para cessar a troca de “piropos”.

É importante lembrar que isto aconteceu já terminado o protesto e depois da retirada da maioria das pessoas. Durante toda a manifestação não houve quaisquer incidentes nem nenhuma contra-manifestação, como os media haviam alertado.

Parece que já me alonguei; fico por aqui, nesta história que não passou nas televisões…

terça-feira, 21 de junho de 2005

O dia mais longo


Solstício de Junho, instante ambíguo, marcado por uma espécie de mentira, como ele me perturba, me enerva, me agrada. Durante meses ainda, o ano vai parecer lançar-se para o seu zénite de calor e de esplendor, e, entretanto, tudo está pronto: os dias começam a encurtar. O Sol inclina-se, o Sol morre.

A vitória da roda solar não é somente a vitória do Sol, vitória do Paganismo. É a vitória do princípio solar, o que tudo faz girar (“a roda gira”, diz o povo). Vejo triunfar neste dia o princípio de que estou imbuído, que cantei, que com uma consciência extrema sinto governar a minha vida.

A alternância. Tudo o que está submetido à alternância. Quem o compreende, compreendeu tudo. Os gregos estão cheios disso.

Henry de Montherland

segunda-feira, 20 de junho de 2005

Manifestação: Uma vitória!

Estive presente na manifestação de protesto contra a criminalidade no passado sábado. A iniciativa foi um sucesso a todos os níveis. Os participantes deram uma lição de civismo e participação pública, num evento que decorreu sem quaisquer incidentes, excepto umas provocações feitas por alguns contra-manifestantes já terminado o protesto.

Este acontecimento é uma vitória de todos os nacionalistas, que há muito alertam para as consequências da imigração desregrada e a sua clara ligação ao aumento da criminalidade violenta, pela capacidade de mobilização, organização e união em prol de uma causa que é comum. É uma vitória também para todos os participantes que, apesar de não terem ligação com os grupos políticos envolvidos no evento, não hesitaram em vir para a rua demonstrar a sua revolta contra a crescente violência dos gangs, a invasão imigrante e a passividade dos governantes.

Obrigado a todos os que mostraram ao país que ainda existe quem queira que Portugal não morra. Estamos todos de parabéns, pela vontade, pela coragem, pela determinação, pela concretização. Este é o combate do futuro! Por Portugal!



sexta-feira, 17 de junho de 2005

Os negacionistas do “arrastão”

O jornalismo é a História do presente e, não se tratando de uma ciência exacta, é sempre susceptível das mais diversas interpretações. Assim, um jornal que mais parece o órgão oficial de um dos partidos de extrema-esquerda que se sentam no poleiro do Parlamento, diz hoje que o “arrastão” de Carcavelos nunca existiu. Bom, todos têm direito às suas opiniões, mas atrevo-me a imaginar qual será o próximo exclusivo fabricado numa tentativa de que este jornal tenha uma tiragem a sério: Os assaltos e agressões nos comboios da linha de Sintra nunca existiram. Que imagens seriam então aquelas transmitidas ontem pelo canal de Balsemão?

Dos comentários

A discussão em torno dos comentários nos blogs voltou à ordem do dia, depois de, por exemplo, o Pedro os ter retirado, para depois instaurar uma censura prévia, e o Dragão os ter readmitido.

Sempre esperei que os comentários fossem um local de discussão saudável de ideias, mas, infelizmente, não é o que normalmente acontece. Os blogonautas usam estas caixinhas públicas para os mais variados fins. Da crítica construtiva à simples declaração de concordância, da apresentação civilizada de argumentos contrários ao insulto fácil motivado pelo ódio e pela intolerância, passando pela mera publicidade e mesmo por afirmações que nada têm que ver com o post em questão.

Nesta casa não se comenta muito, não sei porquê. Insultos também por cá há, esporadicamente. Apesar de não ter intenção de encerrar os comentários ou censurá-los no Pena e Espada, decidi perguntar a opinião de vários amigos sobre essa possibilidade. O resultado desta mini-sondagem caseira foi praticamente igual ao do referendo sobre a Constituição Europeia em França.

quinta-feira, 16 de junho de 2005

Arrastão: Manifestação

Não deixa de ser irónico que o “arrastão” em Carcavelos tenha acontecido no Dia de Portugal. Foi um espelho da situação nacional: uma classe política distante, entretida na distribuição de condecorações, esquecendo e menosprezando as tensões étnicas e sociais e o assustador aumento da criminalidade violenta. Este foi apenas mais um episódio de violência nas grandes cidades, mas de tal intensidade que os media não o puderam ignorar.

A irresponsabilidade dos politicamente correctos encaminha o nosso país para um estado policial onde já não se respeita a autoridade. Para piorar as coisas, nesta inversão de valores, assistimos a fenómenos escandalosos e inacreditáveis. Segundo os “especialistas” do costume, os criminosos são as verdadeiras vítimas e as vítimas os verdadeiros culpados. É a figura do “coitadinho”, que leva a que hoje em dia os polícias sejam considerados os “maus da fita” e os assaltantes os heróis injustiçados. A culpa, que não morre solteira, é sempre da sociedade, isto é, dos cidadãos que pagam impostos e cumprem as regras. E quando esses cidadãos querem dizer “basta!” publicamente, como é seu direito constitucional? São automaticamente classificados como “racistas”, “xenófobos” “skinheads”, etc.

Apesar de tudo, no próximo sábado às 14 horas terá lugar no Martim Moniz em Lisboa uma manifestação de protesto contra o aumento da criminalidade. Todos à manif! É tempo de dizer basta!

quarta-feira, 15 de junho de 2005

Sin City (II)


Volto a falar deste filme, como aqui havia prometido, para dizer que gostei de o ver e o considero bom. No entanto, acho importante partilhar esta reflexão, em especial com os apreciadores de BD. Quando vou ver um filme baseado num comic, saio normalmente a enumerar todas as diferenças entre o publicado e o filmado. É um exercício comum, já que muitas bandas desenhadas são vistas como guiões de filmes e esperamos encontrar na tela o mesmo que no papel. Ora, é isso que acontece com “Sin City”. O filme cruza três histórias, originalmente publicadas em separado, reproduzindo-as tal e qual, com a ajuda de uma realização que respeita, se não imita, o ritmo dos comics e de excelentes caracterizações e cenários digitais. O elemento novidade, ou surpresa, perde-se, assim, para os conhecedores da “Cidade do Pecado”. Depois de ter visto e gostado da transposição exacta de “Sin City”, fico à espera de uma adaptação livre.

Constituição e Europa

As negas à Constituição Europeia e a consequente onda que se tem gerado, merecem um breve comentário. Sou, por vezes, considerado por alguns como o homem do “Nim”, isto apenas porque desejo uma Europa política, unida e forte, capaz de enfrentar a tensão entre os grandes blocos geopolíticos que se estão a formar e a assumir. Capaz de se defender, sobreviver, elevar-se e eternizar-se. Mas, não confundamos as coisas, uma constituição que, passando ao lado da herança europeia, “esquece” pormenores (ou melhor pormaiores) como o carácter etno-cultural do seu povo ou os limites geográficos, dificilmente pode ser considerada como benéfica para o futuro do nosso continente. Os europeus não querem que a Europa seja a antecâmara da utopia mundialista.

Os recentes referendos mostraram a distância entre os eurocratas e os europeus. Foram “gritos de protesto” dizem alguns, os “especialistas” que analisem. É agora tempo de repensar a Europa e traçar-lhe um rumo. Como disse Guillaume Faye (cito de memória), “não devemos fazer descarrilar o comboio da Europa, devemos mudar o maquinista”.

Depois dos eurocratas politicamente correctos confundirem propositadamente “Europa” com “UE” e com “Constituição”, para além de considerar todos os que se opõem ao Tratado ou apenas o criticam como “anti-europeístas”, vejo-me forçado a afirmar: Não sou anti-europeísta, sou alter-europeísta.

De volta... outra vez

Tive mais uns diazitos fora, a aproveitar o fim das férias, e esqueci-me de fazer o habitual aviso aos leitores. Fui prontamente lembrado com uns telefonemas e mensagens de correio electrónico, cujo conteúdo se pode resumir a “Que se passa!?”.

Bom, estou de volta e de seguida vou falar de vários assuntos e acontecimentos que, apesar de algum atraso, merecem, pelo menos, uma breve referência.

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Campanhas

Olhando para os outdoors de campanha eleitoral dos candidatos do PS e do PSD à Câmara Municipal de Lisboa, é curioso ver como o primeiro optou por um símbolo muito semelhante ao de uma conhecida marca de detergente e o segundo por uma fotografia que faz lembrar os livros “Onde está o Wally?”.

quarta-feira, 1 de junho de 2005

Extra! Extra!

Boas novas na Blogosfera. Apenas hoje descobri que o meu caríssimo amigo Paulo Cunha Porto, comentador desta casa e um dos colaboradores no aniversário do Pena e Espada, abriu finalmente um blog. Aconselho assim todos os que me lêem a dar um salto ao imperdível O Misantropo Enjaulado. Parabéns ao Paulo por este espaço, que não vou deixar de acompanhar.