segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005

Homenagem a Couto Viana

A Sociedade Portuguesa de Autores homenageia hoje António Manuel Couto Viana, grande figura da cultura portuguesa a que na blogosfera associamos normalmente à poesia, mas que se distinguiu também no teatro, no conto e na literatura infantil. Uma homenagem sobejamente merecida, sem dúvida, mas que me lembrou outro poeta que um dia estou certo será também homenageado publicamente, quando finalmente o seu talento fizer cair os preconceitos ideológicos.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

Turquia (VIII)

A apreensão anunciada hoje pela Polícia Judiciária e noticiada pela SIC de 51 quilos de heroína provenientes da Turquia, vem recordar um dos motivos por que este país não pode aderir à União Europeia. Abolindo as fronteiras com um dos maiores produtores de heroína do mundo, imaginem como se agravará o problema da droga na Europa.

Operação de charme

George W. Bush regressa a casa com a sensação de ter atingido os objectivos. No que respeita à Europa, leva na sua bagagem o fim das divergências com Chirac e o entendimento com a França no que respeita à saída dos sírios do Líbano, o aperto de mão ao “homem dos americanos” que preside à Comissão Europeia e a pacificação das relações com a Alemanha, porque Schroeder, apesar de ter ganho as eleições graças a uma feroz oposição à política americana no Iraque, admite agora que o Irão é diferente e está disposto a colaborar. Relativamente à Rússia, Putin disse que não recebia lições de democracia, mas vê os países da antiga esfera de influência soviética a escaparem-se-lhe por entre os dedos, fascinados com o Ocidente made in USA. Ainda assim, marcou posição na questão nuclear iraniana, mas não resistiu ao doce dado pelos os americanos de ajudarem a Rússia a aderir à OMC.

Na sua primeira eleição, Bush jogou a carta do unilateralismo e a Europa não gostou. Logo se questionou a nossa relação com os EUA. Era uma óptima oportunidade para o surgimento de uma política externa comum e a afirmação de uma potência europeia emergente. Infelizmente, o divisionismo reinou, mas mesmo assim a distância entre a América e a Europa havia aumentado. Os americanos, que não jogam para perder, perceberam que não basta o poderio militar para convencer o Velho Continente e desta vez a Administração Bush acalmou os ânimos de todos com uma operação de charme bem planeada. A última coisa que desejam é uma Europa forte e um possível entendimento desta com uma Rússia enfraquecida.

Continuamos na pax americana, que cada vez vai estando mais podre, mas que continua graças à falta de coragem política dos dirigentes europeus, que esquecem o seu povo e estão mais preocupados com os ditames do politicamente correcto e com o nascimento de um paraíso multicultural utópico.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

Subvenções (II)

Ainda há dias falei aqui das subvenções públicas concedidas aos partidos à luz da nova lei de financiamento dos partidos políticos. Hoje, o Diário de Notícias publicou uma notícia que apresenta os montantes a receber pelos que conseguiram assento parlamentar, que inclui um quadro com os valores atribuídos e uma caixa com o título elucidativo “Campanhas são bom negócio”.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2005

Blogs n'O Diabo (II)

Walter Ventura continua a dar lugar à blogosfera no semanário «O Diabo». Hoje foi a vez do Manuel Azinhal com o artigo pré-eleitoral “A sombra da vara torta”.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

Resultados (VIII): And the winner is...


Na freguesia de São Salvador de Viveiro, concelho de Boticas, distrito de Vila Real, o PNR obteve 19,72% dos votos, sendo o terceiro partido mais votado. Qualquer dia...

Resultados (VII): Outros

Vitoriosos na derrota foram o PPM e o MPT, que concorreram como independentes nas listas do PSD, conseguindo eleger quatro deputados. Até para os que nos garantiam lutar por nobres causas, uma boa negociata foi irresistível.

O PCTP-MRPP continua igual a si próprio e o maior dos pequenos, Garcia Pereira não chegou às subvenções, muito menos ao Parlamento.

Os andorinhas de Monteiro continuam os voos baixos. A Nova Democracia não chegou aos 40 mil votos e os financiadores da campanha devem estar a lamentar o balúrdio deitado à rua. Nem o empurrão dado pela imprensa ajudou.

Resultados (VI): BEE

O Bloco de Extrema-Esquerda, união colorida de extremismos de esquerda vários, muito bem maquilhada por eficazes campanhas de marketing, excedeu as suas próprias expectativas. Dou por mim a perguntar, que raio de país este que dá oito deputados ao berloque trotskista? Está tudo doido, ou temos o que merecemos? Enfim... Apesar deste resultado histórico, a anunciada política de acordos pontuais com o PS foi por água abaixo com a maioria absoluta.

Garcia Pereira disse, durante a campanha, numa entrevista ao semanário «O Diabo», que o Bloco era um balão que encheu e que se esvaziaria. Também acho e espero que seja para breve.

Só me vem à cabeça aquela música dos “Táxi”:
“Chic’anacleto mastiga,
Chic’anacleto deita fora”

Resultados (V): CDU

O PCP mostrou, àqueles que como eu o queriam enterrar prematuramente, que está alive and kicking. Jerónimo de Sousa, mesmo afónico, conseguiu fazer subir os votos e os mandatos. A CDU é agora a terceira força política em Portugal, apesar do discurso irreal e passadista, assente no mesmo comunismo retrógrado de há anos. Ainda há muros para cair...

Resultados (IV): CDS-PP

Paulo Portas falhou todos os objectivos a que se tinha proposto. Comportou-se com dignidade, assumindo a pessoalmente responsabilidade pelo mau resultado e apresentando a sua demissão. Agora, os populares procuram “o senhor que se segue” e as primeiras indicações apontam para... Paulo Portas. Será esta uma jogada de mestre, ser reconduzido por aclamação no congresso?

Devo dizer que concordei com uma parte do discurso dele, quando disse que não conhecia nenhum país civilizado onde o trotskismo e a democracia-cristã estivessem separados por apenas um ponto percentual.

Resultados (III): PSD

A ilusória “onda laranja” pariu um rato, como se esperava. O actual primeiro-ministro foi vítima de si próprio, do seu (des)governo, do seu partido e de uma ânsia popular de mudança. Apesar desta derrota histórica, continuou na mesma, apareceu sorridente, disparando contra aqueles que dentro do partido não o apoiaram, e não se demitiu como todos esperavam. A procissão laranja ainda vai no adro, avizinhando-se tempos difíceis para os sociais-democratas.

Resultados (II): PS

Sócrates conseguiu o queria. A maioria absoluta caiu-lhe no colo e agora não há desculpas para não fazer. Esperemos para ver qual é o novo rumo. O extremo-centro torna a decidir o destino do país, castigou o PS “à esquerda”, de Ferro Rodrigues, e agora penaliza o PSD “à direita”, de Santana Lopes.

Resultados: PNR

Segundo os resultados provisórios, o PNR obteve 9365 votos, o que corresponde a 0,16% do total de sufrágios. É um bom resultado, tendo em conta que não apresentámos lista na Madeira e que nos foi recusada a lista do Porto, para além das campanhas “jornalísticas” contra o partido. Comparativamente às eleições para o Parlamento Europeu do ano passado, sobe acentuadamente em todos os círculos excepto Viana do Castelo, onde baixou apenas 9 votos, demonstrando um crescimento gradual, que estou certo que continuará.

Em Portalegre, círculo onde fui cabeça-de-lista, o PNR passou de 76 votos nas europeias para 127, mostrando que até nos círculos mais pequenos é possível subir e que o trabalho local dá frutos.

Quero deixar um agradecimento a todos os que trabalharam para tornar este resultado possível, lembrando que não podemos parar porque o futuro aguarda-nos.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005

Voto útil. Voto nas ideias







Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

Ataque descarado

Depois de reflectir sobre o que li hoje em dois semanários, decidi que o que escreveria sobre isso seria breve. Não é coincidência o aparecimento destas notícias à beira das eleições e depois do trágico acontecimento na Cova da Moura. As tentativas de associação do PNR com tudo e mais alguma coisa que possa dar início a um processo de ilegalização, revelam apenas uma coisa: a preocupação com o crescimento do partido. À semelhança de todos os partidos nacionalistas europeus, o PNR é atacado, apesar de cumprir estritamente a legalidade democrática, por defender firmemente as suas convicções e não pactuar com a ditadura do pensamento único. Já se sabia que esta seria uma luta injusta e desigual, mas agora é possível ver quão baixo os nossos detractores estão dispostos a descer para denegrir a nossa imagem. Não conseguirão impedir o nosso trabalho. Nunca baixaremos os braços!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

Está quase na hora da recolha do lixo...







Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

É passar vilanagem

Segundo a edição de hoje do jornal Diário de Notícias, “no ano passado, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) colocou na fronteira 514 pessoas”. Esta notícia lembra-me aquela máxima do combate ao tráfico de droga que diz que, se foi apreendida uma determinada quantidade, imaginem o que conseguiu passar...

Zona de guerra (II)

Presto aqui a minha singela homenagem aos dois agentes baleados hoje de manhã no bairro da Cova da Moura, um deles atingido mortalmente, e a todos os polícias em geral que perante a falta de meios, materiais e humanos, e as limitações à sua actuação, continuam a tentar cumprir a sua função.

O caso aconteceu na zona de não-direito mais famosa (pelos piores motivos) do nosso país e onde, apesar dos vários incidentes, tudo continua na mesma. Os “integracionistas” do país da Utopia não se cansam de repetir que os “gangs étnicos”, os “bairros onde a polícia não entra”, a violência dos “jovens” como guerra declarada à ordem vigente e os conflitos sociais provocados pela imigração descontrolada, não passam de alarmismos eleitoralistas da “extrema-direita”. Antes fossem...

A criminalidade violenta e os crimes cometidos por imigrantes disparam. Mas quem se atreve a denunciar a situação e a propor soluções radicais é automaticamente classificado como “racista” e “xenófobo”. Problemas extremos necessitam de medidas extremas. Estas zonas de guerra, óptimos esconderijos de criminosos e das suas actividades, não podem continuar a existir num Estado dito de direito democrático. Por que não aproveitar um dos habituais cercos ao bairro para fazer um levantamento casa a casa, se necessário com o auxílio das forças armadas, de todos os que estão em situação ilegal e expulsá-los como manda a lei, reduzindo substancialmente a população do mesmo? Por que não pensar no desmantelamento destes guetos labirínticos, numa política integrada de ordenamento do território?

Estas e outras questões são perigosas para quem as coloca, porque a brigada do politicamente correcto da polícia do pensamento único está atenta e não tolera que se desmascarem os problemas que o sistema bem tenta ocultar. Só que a realidade salta à vista e é cada vez mais difícil iludir as pessoas. Esta é uma guerra que está a alastrar e pouco ou nada se faz para a impedir.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005

Debate Final

Apenas um breve comentário ao desempenho de cada um dos participantes no debate de ontem, cujo adjectivo “final” significava com certeza “paciência sr. telespectador, só falta um”.

Sócrates – continuou tenso, desanimado e pouco convincente. A frase que mais marcou a sua prestação foi: “Nós não propomos nada”. Está com tudo menos com cara de primeiro-ministro de maioria absoluta. O poder vai cair-lhe no colo, tal como caiu a Durão Barroso.

Santana – o improviso do actual primeiro-ministro está a tornar-se repetitivo. As piadas estão a perder a graça e a populaça não esquece os meses de (des)governo desastroso.

Portas – Foi o bom aluno que fez os trabalhos de casa e preparou a lição. Campeão dos quadros e gráficos, assumiu-se como o vice-primeiro-ministro do actual governo, à frente dos bons ministros. O problema, claro, foram os outros, mas isso não se diz, porque está coligado e o acordo é para cumprir.

Jerónimo – “…quero pedir desculpa aos senhores telespectadores…”, não consegui ouvir muito mais, mas provavelmente o que queria dizer era “para mais informações sobre a nossa candidatura é só comprar um exemplar do histórico Manifesto Comunista”.

Louçã – é o líder dos auto-proclamados anti-sistema, agora com uma postura de Estado. Ele não é governo, não é ministro, é muito mais… É o dono da verdade. E os outros que se calem, porque a “direita” (PS incluído) não tem direito à palavra, como muito bem manda a censura revolucionária. Pode dizer tudo, pode fazer tudo, e quem o contrariar é “fascista”. Quer mais tachos para os seus bloqueados e só receou que a afonia da concorrência fosse contagiosa.

Subvenções

Tenho falado com várias pessoas que me perguntam se o meu partido anda a receber dinheiro por concorrer às próximas eleições legislativas, convencidas que o Estado financia todos os partidos e as suas campanhas. Quando lhes explico que não é bem assim, porque só os maiores beneficiam desses apoios, a maioria acha que não é justo e que ou não recebia nenhum, ou até os mais pequenos tinham direito a receber proporcionalmente a sua (pequena) parte. Na minha opinião, inclino-me para a segunda hipótese, mas apenas no caso das campanhas eleitorais, já que o tratamento jornalístico discriminatório é uma constante e que, tendo em conta que os partidos receberiam proporcionalmente ao número de votos obtidos, o gasto com os mais pequenos seria uma gota de água no oceano que o Estado gasta anualmente com subvenções.

Para quem esteja interessado, a Lei de Financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais em vigor é a Lei n.º 19/2003, de 20 de Junho. Esta lei prevê, no seu artigo 5.º, que apenas aos partidos que obtenham representação parlamentar ou mais de 50 mil votos sejam concedidas subvenções públicas para financiamento dos mesmos. Relativamente às campanhas, o mesmo diploma legal prevê também, no artigo 17.º, que apenas aos partidos que obtenham representação sejam atribuídas subvenções públicas.

Missas por Rodrigo Emílio

No próximo dia 18 de Fevereiro, data do nascimento do poeta nacionalista falecido no ano passado, vão celebrar-se duas missas em memória de Rodrigo Emílio. Uma em Lisboa na Igreja do Santíssimo Sacramento, Calçada do Sacramento, ao Carmo, pelas 16:15 horas, e outra no Porto na Igreja do Santíssimo Sacramento, Rua Guerra Junqueiro, pelas 19 horas.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2005

Blogs n'O Diabo

Na edição de hoje do semanário «O Diabo», o Walter Ventura iniciou, no seu sempre recomendável “O Diabo a Sete”, a publicação de textos de autores de blogs de que gosta.

O primeiro foi o meu amigo Pedro Guedes, a quem dou os parabéns pelo excelente artigo “Cadeira Eléctrica”, sobre os vários “choques” que nesta campanha eleitoral se vêm anunciando, e que a todos aconselho.

A nova coluna chama-se “Os meus blogues” e como explica o Walter: “Eu, já estou farto de o dizer, gosto dos blogues. Enfim, gosto de alguns. Por isso, para edificação dos meus leitores menos dados a estas artes, aqui lhes passo a deixar semanalmente, um naco do que neles se pode ler. Desta feita cabe a palavra a Pedro Guedes do «Último Reduto». Ora leiam lá, que não perdem nada.

Mais uma boa razão para ler «O Diabo».

Entrevista (II)

Está em linha mais uma entrevista no site Causa Nacional. Desta vez o entrevistado é José Pinto-Coelho, cabeça-de-lista do PNR pelo círculo de Lisboa às próximas eleições legislativas. Esta é, infelizmente, a última entrevista a candidatos pelo PNR, nesta que foi uma excelente divulgação das propostas nacionalistas às eleições do próximo dia 20 de Fevereiro.


Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

Turquia Não!

O protesto contra a adesão da Turquia à União Europeia, que decorreu no passado Sábado, foi um sucesso. A iniciativa contou com a presença de cerca de 150 manifestantes que se agruparam na Praça Marquês de Pombal em Lisboa, descendo depois a Av. da Liberdade até ao Largo Jean Monnet, onde fica a representação da Comissão Europeia em Portugal. Durante todo o percurso, o grupo, munido de faixas e bandeiras, gritou palavras de ordem como “Turquia não! A Europa aos europeus!” e “Turquia fora da Europa!”.

Largo Jean Monnet

Aceitando o convite que me foi feito pelos organizadores para ser o porta-voz da iniciativa, expliquei a razão do protesto, com o auxílio de um megafone, sempre secundado pelas palavras de ordem dos manifestantes que lotavam o Largo Jean Monnet. Lembrei que a tentativa de inclusão da Turquia na UE é uma “facada mortal” que os eurocratas pretendem dar à Europa, que apenas serve os interesses do grande capital e que vai contra a vontade popular, sendo por isso o referendo uma exigência. Disse ainda que a Turquia é o “cavalo de Tróia” do Islão e uma forma de enfraquecimento da Europa por parte dos EUA. Por fim, apelei ao voto no PNR, dado ser o único partido português que se opõe à adesão turca, enquanto os outros estão mais preocupados em ofender-se mutuamente. Terminámos cantando o Hino Nacional, mostrando que para além de europeus não deixamos de ser portugueses e, ao contrário de outros, não esquecemos a nossa nacionalidade.

Esta foi uma vitória do activismo político dos nacionalistas em Portugal. Estão de parabéns os organizadores, os participantes e todos os que contribuíram para a realização e publicitação desta manifestação. Que esta seja a primeira de muitas. De louvar, também, a postura das autoridades policiais, que nos permitiram gozar o nosso direito de reunião, impedindo atempadamente uns “agentes provocadores” de estragar a festa. A única nota negativa foi para os media que, tirando algumas excepções, ignoraram o acontecimento.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

Campanha em marcha

Notas de campanha:

  • Para além dos tempos de antena, o PNR apareceu na televisão devido à apresentação do seu programa, que também foi noticiada em vários jornais.
  • Tem havido várias distribuições de folhetos e colagens em diversos pontos do país.
  • Foi publicada mais uma entrevista no site Causa Nacional, desta vez ao meu amigo Vítor Cruz, cabeça-de-lista do PNR por Castelo Branco.
  • A acção de campanha no distrito de Portalegre foi noticiada na Rádio Elvas.
  • O Humberto Nuno de Oliveira está amanhã em campanha no distrito de Santarém.


Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

Todos à Manif!

Amanhã, Sábado, dia 12 de Fevereiro de 2005, às 15 horas, é necessária a presença de todos os que se opõem à adesão da Turquia à União Europeia no protesto organizado pela plataforma «Turquia Não!» e cujo encontro é na Praça Marquês de Pombal, em Lisboa.

Se é contra a entrada da Turquia na Europa, não falte!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005

Imigração

As recentes eleições na Dinamarca, dominadas pelas políticas de restrição de imigração, que reconduziram Rasmussen ao governo, por um lado, e as declarações do ministro do interior britânico, Charles Clarke, que afirmou que “devemos assegurar-nos de que só deixamos entrar os imigrantes com as competências e os talentos úteis à Grã-Bretanha”, vêm confirmar o estado caótico a que chegou a Europa, depois de andar anos a atirar areia para os olhos.

No caso da Europa do Norte, o multiplicar dos “casamentos brancos”, o vergonhoso abuso do direito de asilo político, e o consequente aumento do número de imigrantes, revoltou as populações locais que exigem agora dos políticos uma solução para o problema.

Longe vão os tempos em que as chamadas de atenção para as consequências trágicas da imigração desregulada e galopante eram consideradas como alarmismos eleitoralistas da “extrema-direita”. Agora, partidos de todos os quadrantes políticos despertam para esta situação trágica, sem no entanto terem coragem para aprovar as tão necessárias medidas drásticas. O simples reconhecimento dos problemas gerados pela imigração é, por si, uma vitória para todos os nacionalistas que há muito anteviam esta invasão catastrófica. A Europa está saturada. É tempo de dizermos mais do que nunca: Contra a invasão, repatriar é a solução!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2005

Campanha no distrito de Portalegre (II)

As acções de campanha no distrito de Portalegre correram muito bem e a recepção por parte da população foi óptima. No Domingo de manhã estivemos em Ponte de Sôr, onde fizemos distribuições de folhetos e colagens. Seguimos depois para a capital do distrito, onde almoçámos em salutar convívio, para depois voltar às acções de rua. Infelizmente, não conseguimos ir a Elvas, como era nossa intenção, mas espero que ainda seja possível.

Para além de darmos a conhecer o PNR, conseguimos avaliar in loco os problemas de um distrito tão esquecido pelos que nos (des)governam, como a desertificação, as vias de comunicação degradadas, o descontentamento das pessoas perante a actual situação, entre tantos outros.

Agradeço a todos os que se deslocaram comigo nesta campanha, com um verdadeiro espírito militante, a esta zona tão bonita do nosso país. Aqui ficam os testemunhos de um dia bem passado:



Ponte de Sôr


Portalegre


Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2005

Never ending burden (II)

Sobre o post anterior, o Eurico enviou-me uma pequena (grande) correcção. Ao contrário do que a minha leitura desatenta entendeu, quem faz a acusação de racismo não é o hoteleiro negro, mas o oficial da ONU, que é um branco canadiano. Já sabíamos que o fardo também é muito alimentado pelos próprios, mas não deixa de nos fazer reflectir...

sábado, 5 de fevereiro de 2005

Never ending burden

Reflectindo sobre o filme “Hotel Ruanda”, baseado numa história verídica sobre o genocídio ocorrido naquele país, o Eurico de Barros conta-nos, na sua coluna no Diário de Notícias de hoje, que Paul Rusesabagina, a personagem principal, explica a determinada altura ao comandante das forças da ONU que «o culpado do abandono da população Tutsi às catanas e canhangulos dos Hutus, é o Ocidente racista.»

A culpabilização dos europeus continua na ordem do dia e serve de justificação para quase tudo. O “fardo do homem branco” continua pesado e continua a ser a desculpa perfeita, porque politicamente correcta, para se ignorar as verdadeiras causas dos problemas.

O que o Eurico sugere no fim do artigo é a minha certeza: «Eu sugeriria antes que a principal causa de desgraças sangrentas como a que é recriada neste filme são os regimes africanos cleptocráticos, nepotistas, incompetentes e desumanos que persistem em ser o grande obstáculo à paz e ao desenvolvimento do continente. E contra os quais Hotel Ruanda não tem uma palavra.»

Os nomes dos bois

«Existe no mundo político português, e também nos "media", uma certa relutância a chamar os bois pelos nomes, que nunca se viu tão claramente como hoje. A pretexto de que não se deve discutir a vida privada de cada um, não se discute a vida pública de ninguém. Além disso, a vida pública e a privada não são inteiramente separáveis. Não se muda de carácter porque de repente se entrou num partido ou no governo (ou numa televisão ou num jornal).» É o que diz Vasco Pulido Valente, hoje, na sua coluna no Público, onde fala de “colos” e mentira.

De facto, há muitas coisas de que não se fala por supostamente penetrarem a intocável esfera pessoal, para além da interpretação extensiva que leva a que, por não se poder falar de uma coisa, não se pode falar de nada. Sobre o maior boato do momento, diz Pulido Valente: «Não discutir a sexualidade de cada um, não significa conceder um privilégio de silêncio para tudo o resto.»

Resumindo, já conhecemos os bois, agora queremos saber os seus nomes…

Entrevista

Já está em linha a entrevista que concedi ao site Causa Nacional, à semelhança de outros cabeças-de-lista do PNR às próximas eleições legislativas. Aproveito para aqui agradecer novamente esta oportunidade, já que através do espaço livre da Internet é possível compensar um pouco a atitude discriminatória dos media.


Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005

NÃO!




Campanha no distrito de Portalegre

No próximo Domingo, dia 6 de Fevereiro, decorrerão várias acções de campanha do PNR no distrito de Portalegre. De manhã, estão previstas distribuições de folhetos e a afixação de faixas em Elvas e em Ponte de Sôr, ao que se seguirá um almoço-convívio em Portalegre que contará com a minha presença e a de outros militantes do PNR, incluindo apoiantes locais. À tarde, seguir-se-ão acções de rua de distribuição de folhetos, bem como uma banca para contacto com quem nos queira conhecer e com a imprensa.

A todos os interessados em participar nestas acções de campanha ou no almoço-convívio, peço que me contactem através de correio-electrónico.


Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005

O Debate

Quem teve paciência, como eu, assistiu ao tão apregoado debate com formato americano entre os líderes dos maiores partidos políticos portugueses. Percebe-se que a comunicação social, ciente do esquecimento a que estão votados os debates entre candidatos pelos telespectadores, teve que jogar dois trunfos: o “único” e o “novo”. Ao garantir que este seria o único debate, fez passar a ideia de que era imperdível; juntando-lhe a ideia de novidade, ainda para mais importada dos Estados Unidos, aguçou naturalmente a curiosidade.

Quem já assistiu aos debates presidenciais americanos, sabe perfeitamente que tal modelo é totalmente desadequado para um país como Portugal. Consiste no debitar métrico de uma lição estudada, onde o tempo está previamente delimitado para que não se altere o tamanho do programa, nem se falhe qualquer espaço publicitário. São os debates políticos fast-food, de um sistema bipartidário onde os ideais se esgotaram há muito.

Nesta versão importada, o senhor doutor e o senhor engenheiro lá tentaram, vestidos a rigor, cumprir as regras do tempo, evitar penalizações, papaguear sem se engasgar discursos decorados, não esquecendo os gestos ensaiados e provar que os papéis em cima das mesas serviam para qualquer coisa, mostrando um gráfico imperceptível de quando em quando, ou deles lendo uma citação. Tudo para ver quem seria o champion of the debate team, tal como se estivessem numa qualquer highschool.

A coisa, claro, aportuguesou-se, havendo troca de palavras entre os candidatos, justificações e ataques de parte a parte.

Mas, deixemos a forma e centremo-nos no conteúdo. Realmente, sobre o conteúdo, ou a falta dele, o que me apetecia era deixar umas quantas linhas em branco…

Um e outro deram razão a todos os que defendem que conceitos como “esquerda” e “direita” já não existem, posicionando-se ambos no “extremo-centro” – ideologia politicamente correcta da mundialização em curso – numa disputa clássica do tipo “eu é que sou o presidente da junta!

Os temas fortes foram os boatos, os defeitos de cada um, os problemas dos seus partidos, as propostas para a gestão corrente do país, como se de uma empresa se tratasse, sempre marcados pela extrema necessidade de ambos em mostrar que estão “bem preparados” e que são the right man for the job.

É absolutamente incrível que, num debate entre os dois políticos de onde sairá o próximo primeiro-ministro de Portugal, não se tenha falado na Europa, como se nos tratássemos de um país isolado, nem da postura do nosso país no mundo, como se fossemos um planeta distante à espera de ser descoberto. Sobre a realidade interna, nem uma palavra sobre imigração, criminalidade, sistema político, identidade nacional, sobrevivência e destino dos portugueses e de Portugal, entre tantos outros assuntos.

Com o foco dos media a incidir sobre os dois grandes, não é apenas o debate que é americano, são as eleições também. Um reles concurso de popularidade, que afunda a política nacional para um dos níveis mais baixos da História Contemporânea.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

Natalidade

Soube que, finalmente, o período de assistência ao recém-nascido foi aumentado para cinco meses. Não deixa de ser uma boa notícia, se bem que, infelizmente, é uma medida avulsa, desligada de uma política de aumento da natalidade de que tanto precisamos. A baixa taxa de natalidade é um dos problemas mais graves da demografia nacional e europeia, mas tem sido descurado no nosso país pelos que o (des)governam.

Portugal precisa, urgentemente, de uma política estruturada e integrada de medidas de incremento da natalidade, de forma a garantir a renovação demográfica e contrariar o envelhecimento generalizado da população.

Esta é uma luta pela sobrevivência dos portugueses e não se resolve com loucuras imigracionistas ou integracionistas, como querem as “esquerdas”, agarradas a utopias, e o grande capital, assente na exploração e mirando o lucro fácil. A imigração desregrada, apoiada numa política de “portas abertas”, é uma autêntica bomba-relógio de conflitos étnico-sociais, que surgem já no nosso país e em muitos outros países europeus.

Entrevistas a candidatos

O site Causa Nacional iniciou a publicação de uma série de entrevistas com vários cabeças-de-lista do PNR às próximas eleições legislativas. O primeiro foi o meu amigo Bruno Oliveira Santos, candidato por Aveiro, cuja entrevista muito se aconselha. O Humberto Nuno de Oliveira antecipou-se ao próprio Causa Nacional e já publicou a sua entrevista no blog de campanha Santarém Nacional. A minha já foi respondida e enviada e, segundo me informaram, será publicada ainda esta semana.


Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2005

Nova busca no Iraque

Finda que está a procura de armas de destruição maciça no Iraque, é tempo de mobilizar as forças no terreno para iniciarem a busca dos 8,8 mil milhões de dólares desaparecidos...