segunda-feira, 31 de janeiro de 2005

U. S. of Gay?

No livro “The intimate world of Abraham Lincoln”, C.A. Tripp, que faleceu duas semanas após terminá-lo, pretende provar que o conhecido presidente americano Abraham Lincoln era homossexual. Este é mais um caso de atirar suspeitas para o ar dando-lhe uma capa supostamente científica e esperar para ver onde caiem. As mais variadas figuras históricas, incluindo alguns presidentes dos EUA, têm sido acusadas de homossexualidade e essas acusações acabam por se revelar na sua esmagadora maioria infundadas.

Penso que estas “inventigações” servem vários propósitos. O primeiro é a publicidade fácil do autor e as previsíveis boas vendas do trabalho, já que um tema destes atrai rapidamente a atenção dos media e do público. Depois, esta é uma forma de desvirilização de figuras históricas que normalmente são marcos nacionais, políticos ou religiosos, abrindo assim caminho às tentativas de aceitação e normalização da homossexualidade e dos “direitos” dos homossexuais, com a intenção de destruir a família tradicional como base da sociedade. Por último, serve também como arma política. No caso de Lincoln, referência do Partido Republicano, actualmente no poder nos EUA, pode servir para uma descredibilização dos valores conservadores defendidos pela administração Bush.

domingo, 30 de janeiro de 2005

Vozes incorrectas não chegam ao ar...

Fiquei a saber, pelo Diário de Notícias, que existe um programa na TSF chamado “Fórum Mulher” que não permite a participação de ouvintes masculinos. Há, no entanto, muitos que tentam fazer-se ouvir disfarçando a sua voz, mas que são impedidos pela telefonista que faz a triagem e que afirma que até já impediu de falar o que pensou ser uma “mulher com voz de homem”. Isto, claro, em nome do livre debate, com certeza. Atenção à polícia de costumes e boas práticas politicamente correctas, pois parece que está aqui uma nova forma de discriminação: o sexismo vocal.

O ridículo desta notícia trouxe-me à memória a cena clássica do apedrejamento no filme “A vida de Brian” dos Monty Python. Aqui, a participação era reservada apenas a homens, mas só estavam presentes mulheres que se disfarçavam com barbas falsas, compradas oportunamente numa banca à entrada do local, e engrossavam a voz.

Revisto e aumentado

A segunda edição, revista e aumentada, do jantar-concerto em honra e memória do poeta Rodrigo Emílio foi excelente. Estão todos de parabéns, mais uma vez, mas o BOS merece uma referência especial por ser o impulsionador e organizador destas óptimas iniciativas. Gostei de estar entre amigos, revendo alguns e conhecendo outros, ficando a aguardar o próximo encontro, já que o espaço, desta vez maior mas igualmente lotado, parece nunca ser suficiente.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2005

Lady of the mount

O muito recomendável Da Senhora do Monte está em fase de renovação e expansão. Para além de algumas inovações técnicas, aumentou o corpo redactorial, que agora conta dez escribas. Entre as novas aquisições encontram-se os nossos conhecidos João Pedro Dias e Ana Anes, de regresso à Blogosfera. Ora aqui está um projecto que promete e que prometo continuar a acompanhar.

No entanto, nem tudo são rosas… Se há invenção que eu abomine, é o tradutor automático. Essa ferramenta “dois-em-um” supostamente útil, mais conhecida pelas suas funções de misturador de línguas e deturpador instantâneo de conteúdos.

Pois agora, é possível encontrar nesse blog uma ligação para o que nos asseguram ser a “English version”. Ora o inglês é, como diz um amigo meu, “o Latim estafado do nosso tempo”, o que significa que qualquer estranja que dê à costa na Senhora do Monte não resistirá a ler a sua tradução. Aí inicia uma viagem até ao mondo bizarro da Lady of the Mount. Um local onde é possível encontrar frases como: “Or she is necessary to arrange somebody for bag of porrada of Prof. Cavaco”; “They could try not age? Or, in alternative to give a pull to the Barnabé and for being there to say badly of everything, of the right to sabonetes and banns of immersion...”; “Blese is not my last nickname. He is the antepenultimate one. Because of blogue, already it has who calls me Blese.” ou ainda “The competition that if takes care of! With this it equips...” Descobre-se também que dois dos novos colaboradores são o José Carlos To Sound e o João Peter Days.

O que pensará alguém que leia o Lady of the Mount? O Zezé Camarinha decidiu fazer um blog?
I rest my case...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2005

Técnica da dependência


Os domadores de circo de tigres e outras feras não usam, para conseguir a submissão destes animais, métodos brutais: pancadas, castigos, privações. É muito perigoso e demasiado complicado. Melhor do que a “estratégia do bastão” é a da “cenoura”. Além de conseguir que sejam dependentes de recompensas inúteis mas agradáveis (suplemento de alimento açucarado ou de proteínas, carícias, favores sexuais, etc., depois de cada acto de obediência), estes animais são submetidos e as suas capacidades de resistência contra o dono desvanecem-se.

O sistema e a ideologia dominante usam, com melhorias, a mesma técnica. Já não se oprime os cidadãos desviados através da repressão dos campos de concentração. É um método obsoleto. É melhor pô-los a dormir e marginalizar as rebeliões. E não apenas pelo desvio da atenção para os assuntos inessenciais (Campeonato do Mundo de Futebol, etc.), pela estratégia clássica do embrutecimento intelectual, mas também pela técnica da dependência. O sistema torna dependente a sociedade civil com recompensas, vantagens, falsos privilégios, prémios inúteis.

Como no caso das feras enjauladas, são vantagens falsas. Faz-se crer a uma pessoa que é livre, mas na verdade está enjaulada, que conduz rapidamente o seu carro GTI, ainda que este a arruíne todos os meses, e que no final perde tanto tempo nos engarrafamentos como as horas de trabalho necessárias para pagá-lo. É dependente das férias que deve organizar, da teledroga, do “desejo desenfreado por objectos inúteis”, como viu Baudrillard. Softditadura. Para fazer esquecer o desemprego, o trabalho precário, a insegurança, os alimentos adulterados, a degradação do Ambiente, ou o lento desaparecimento do seu Povo. Está numa jaula, mas é fisicamente feliz. É o “último homem” descrito por Nietzsche, o que agradece ao seu amo com saltinhos.

Guillaume Faye
in “ L'Archéofuturisme”

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

PNR Europa

À semelhança do que fez o Humberto Nuno de Oliveira com o Santarém Nacional, também o Pedro Guedes, cabeça-de-lista pelo círculo da Europa, decidiu abrir um blog oficial da sua candidatura. Chama-se PNR na Europa e disponibiliza, para já, o manifesto eleitoral do respectivo círculo, entre outras informações. Para seguir atentamente.


Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2005

Zona de guerra

Vi, há dias, a repetição de uma reportagem da Sic Notícias sobre o Intendente, em Lisboa. A degradação daquela área, que se agravou com o aumento de imigrantes e a vinda da população toxicodependente de outros bairros, era já bem conhecida de muitos lisboetas.

A peça jornalística mostra uma verdadeira zona de guerra no centro da capital. Uma zona de não-direito, onde a droga se vende e consome às claras no meio da rua, onde a violência e os assaltos fazem já parte do quotidiano. Imigrantes ilegais, prostitutas, “passadores”, “mortos-vivos” e outros seres, são os vizinhos forçados da gente honesta que ainda por lá reside. É revoltante ver os habitantes e os comerciantes locais, escudados pela imagem desfocada, a confessar a sua incapacidade, o seu desespero, a sua perda de confiança nas forças policiais. Pessoas fartas de ver a desgraça em que se tornou o seu bairro, fartas de ver os seus filhos assaltados à vinda da escola, fartas da incapacidade da Polícia, fartas das políticas de integração aprovadas por governantes que vivem em condomínios fechados, fartas de não poder sair à rua sem tomar precauções, fartas de estacionar o carro a três quarteirões para este não ser roubado ou vandalizado, fartas das balas perdidas dos tiroteios das noites mais quentes, fartas… Mas sem nada a fazer! Sabemos como o sistema teme mais aqueles que tomam a justiça nas próprias mãos do que os criminosos. Sabemos como, nos tempos que correm, quem defende o que é seu é um “justiceiro” e quem critica a imigração é um “racista”, porque os outros são os “necessitados”, os “doentes”, os “coitados”…

É assim a vida nesta capital europeia cada vez mais ocupada.

sábado, 22 de janeiro de 2005

Santarém Nacional

Está já em linha o Santarém Nacional, blog oficial da candidatura do Partido Nacional Renovador à Assembleia da República no círculo de Santarém. Vão até lá para saber todas as novidades da campanha local e leiam as propostas do cabeça-de-lista Humberto Nuno Oliveira.




Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

Primeiros livros

Uma excelente novidade resultante da renovação do «Diário de Notícias» foi a coluna “O buraco da agulha” do Eurico de Barros, que hoje reflectiu sobre a importância dos primeiros livros. Como ele, os primeiros livros que mais me marcaram foram de Banda Desenhada. Para além dos clássicos franco-belgas, fui também grande apreciador e leitor ávido de comics americanos. O mundo dos super-heróis é um fantástica experiência para a imaginação de uma criança. A BD tornou-se assim uma paixão pessoal que ainda perdura. De início, estava limitado às edições brasileiras, que assassinavam as obras com a redução de formato e as péssimas traduções, por serem as únicas disponíveis. Com o passar do tempo, comecei a ter acesso às edições originais, nas idas regulares a Londres ou numa loja perto da Praça da Alegria, único importador nacional na altura. Hoje, existem várias lojas de qualidade dedicadas apenas à BD, para além de uma editora que publica óptimas versões portuguesas de muitas destas obras.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

E o PSD ainda se queixa de Cavaco...

Mário Soares disse no último programa “Prós e Contras” da RTP: «o programa do Bloco de Esquerda é simples, bem escrito, inteligente e interessante. Tem ideias novas para serem discutidas, apesar de não concordar com tudo o que contém.»

Informação eleitoral

Ficam desde já informados os eleitores de Portalegre, círculo pelo qual sou cabeça-de-lista, que o Partido Nacional Renovador figurará em segundo lugar no boletim de voto, conforme ditado por sorteio. Não custa nada, é só pôr a cruzinha no segundo quadradinho...


Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

Até outro dia...

Soube, pelo Manuel Azinhal, que o jornal “O Dia” foi “suspenso” devido a “questões de natureza económico-financeira”. Como ele, também creio que esta “suspensão” é na verdade o “desligar da máquina”. É com alguma pena que vejo o fim deste jornal, do qual me considerava colaborador ocasional, pois fez o favor de publicar vários artigos de opinião da minha autoria. No entanto, considero este acontecimento o encerrar natural de um ciclo. Está aberto o caminho para um novo projecto. Faço meu o comentário do meu amigo Mendo Ramires: “Está na hora de arrancar 'O Novo Dia'...

“Pequeno Encarte”

Ainda no semanário “O Diabo” de ontem, saliento a reacção às suspeitas lançadas pela “Grande Reportagem” a que aqui fiz referência. Na coluna de última página “Coisas de o Diabo” e com o título “Misérias de um pequeno encarte” está uma resposta e pêras, que o Pedro já fez o favor de disponibilizar no postO Encarte”. Dêem lá um salto, que vale a pena.

terça-feira, 18 de janeiro de 2005

“Gente de quem gosto”

Ao ler as duas páginas com que o Walter Ventura nos presenteia todas as terças-feiras no semanário “O Diabo”, tive uma surpresa lisonjeadora. Na sua coluna “Pegadas de Pégaso”, sob o elogioso título “Gente de quem gosto”, descubro um apelo ao voto no PNR e espanto-me ao ver o meu nome e o de dois grandes amigos. O Walter lê-nos os blogs e aconselha-os, irredutível que é no que toca ao exercício dos papelitos, indica o PNR – partido pelo qual somos candidatos – aos que se decidam a fazer a cruzinha no próximo dia 20 de Fevereiro. Imaginam como me senti?... Estas coisas sabem bem e fazem melhor. Então vindo de quem veio…

Muito obrigado ao Walter Ventura por me honrar com a leitura e com esta referência, mas principalmente por continuar com esse espírito determinado e incansável que dá vida a “O Diabo” e inspira todos aqueles que se atrevem a pensar, um perigoso exercício nos tempos que correm, recusando a ditadura do pensamento único.

Não resisto a partilhar convosco o texto que referi, lembrando que a leitura do mesmo não dispensa a compra do jornal. “O Diabo” é excelente e recomenda-se vivamente.

Gente de quem gosto

Tivesse eu estofo para esta trapalhada de meter papelitos numa caixa com a mesma fezada com que se fazem cruzinhas nos totolotos (raio de nome!), e sei muito bem em quem votaria.
Há gente de quem gosto que vai a votos. Maioritariamente no PNR, um partido pequenito mas com gente firme e algumas ideias simpáticas. Tem por lá o Bruno Oliveira Santos, o Pedro Guedes, o Duarte Branquinho, outros que são malta fixe. Alguns não os conheço pessoalmente mas leio-os nos seus blogs que vocências não fariam mal em visitar: o «Último Reduto», a «Nova Frente», a «Pena e Espada», respectivamente.
Infelizmente, nasci assim, avesso a estas coisas e já não tenho emenda. Se vocências, no entanto, são melhor formados do que eu, não desdenham cumprir esta pequena obrigação cívica e andam à cata de quem lhes mereça a cruzinha, pois leiam estes blogues, vão ver que outros que eles indicam e talvez descubram que têm andado a votar muito mal.

Walter Ventura

in “O Diabo” de 18/01/2005.

Novopress

Após algum tempo de inactividade da agência de notícias alternativa Altermedia.pt, eis que surge um novo projecto chamado Novopress.info. É notoriamente uma continuação da Altermedia.pt, para a qual chamo a atenção dos meus leitores, aproveitando para desejar boa sorte e bom ritmo de trabalho a todos os que tornam possível a Novopress.info em Portugal e no resto do mundo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Campanhas


PSL/PSD – Querem por força convencer-nos que um governo de corrente de ar a cheirar a maresia não foi contra Portugal.

PS/NGD – Garantem-nos que vamos ter um rumo. É mais um mau episódio do Caminho das Estrelas: Rumo ao desconhecido.

CDS-PP – Os portugueses estavam habituados a que o chamado “voto útil” era aquele que dava governos ora do PS ora do PSD, permitindo o cambalear “democrático” do sistema. Agora, Portas troca-lhe as voltas. Vale tudo para não voltar aos tempos do táxi.

CDU – A coligação entre os operários políticos que querem reerguer o muro a todo o custo e o partido virtual dos melancias sente-se sem votos e sem força. Como não há mais nada a fazer, resta-lhes pedi-los.

Bloqueio de Extrema–Esquerda – o Prof. Anacletrotsky anda preocupado com o emprego, melhor dizendo com os empregos; é que em termos de oportunidade as coisas andam más para jornalistas e assessores de imprensa. E, se três deputados se divertem, cinco divertem-se muito mais.


Legenda: PSL – Pedro Santana Lopes; NGD – Neo-Guterrismo Dialogante; PP – Paulo Portas.


sábado, 15 de janeiro de 2005

Grande Revanche

Alberto João Jardim, no seu estilo característico, decidiu dizer o que pensa sobre a revista “Grande Reportagem” em artigos de opinião e sofreu este Sábado o contra-ataque.

Segundo a revista, o presidente do Governo Regional da Madeira escreveu uma crónica intitulada “Mísera Reportagem” no “Jornal da Madeira”, onde diz: «Num desses fretes que a PT faz à “esquerda”, tentativa que no nosso país se vem revelando frustrada para perpetuar “tachos”, nos conselhos de administração, existe uma denominada “revista semanal”, de nome megalómano “grande reportagem”. É uma porcaria em que a gestão da PT gasta dinheiro. E daria para fazer um circo “gauchiste”, em que a paródia reside nos disparates e má qualidade de tudo aquilo, onde não faltam o Vieira que foi ornamento do Expresso, bem como o barata horrível.»

Mas não ficou por aqui, Jardim escreveu ainda como é hábito na segunda página d’“O Diabo”, «A “grande comunagem” que pratica um “pensamento único” esquerdóide na comunicação “social” irrita-se quando a publicidade permite manter imprensa não afecta ao regime corporativo em que “isto” se tornou. Sonham com uma reedição de “Abril”, através de uma propaganda que conduza Portugal a um estado de decadência tal que permita outra vez isso. Não contem connosco para esse jogo que eles difundem como “politicamente correcto”. Os “idiotas úteis” deste país que vão pagando a esquerdalha…»

A vingança, está claro, não tardou. A Grande Reportagem sugere hoje que Alberto João Jardim sustenta o semanário “O Diabo” através de um esquema de financiamento pelo Governo da Região Autónoma que, através das suas secretarias, paga mensalmente cerca de seis mil euros destinados a publicidade institucional que, segundo a revista, é inexistente.

É uma guerra aberta e declarada, mas convenhamos que “O Diabo”, como jornal contra-corrente e politicamente incorrecto, incomoda muito o establishment e os neo-intelectuais do regime.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

Legislativas 2005

Como já aqui referi, sou cabeça-de-lista do Partido Nacional Renovador pelo círculo de Portalegre nas próximas eleições legislativas. Como tal, aproveito para saudar todos os que se mobilizaram para tornar esta candidatura possível, com um abraço especial para os meus amigos Pedro Guedes e Bruno Oliveira Santos, também eles cabeças-de-lista, respectivamente pelos círculos da Europa e de Aveiro. À semelhança do que ambos fizeram nos seus blogs, decidi também aqui disponibilizar a lista dos cabeças de lista do PNR:

Aveiro – Bruno Oliveira Santos
Beja – Miguel Leal
Braga - Luís Roque
Bragança – João Catarino
Castelo Branco – Vítor Cruz
Coimbra – Ricardo Jorge Cardoso
Évora – Luís Sá Pereira
Faro – Carlos Santos Vivo
Guarda – João Franco
Leiria – Manuel Marques José
Lisboa – José Pinto Coelho
Porto – Ricardo Lopes
Santarém – Humberto Nuno de Oliveira
Setúbal – Eduardo Saraiva
Viana do Castelo - João Baptista
Vila Real – Paulo Rodrigues
Viseu - Luís Henriques
Açores – Artur Baptista
Europa – Pedro Guedes
Fora da Europa – Adelaide Franco


Nota: Todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral são assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2005

Duplo Kitano

Hoje, no canal cabo Lusomundo Action, serão transmitidos dois filmes do realizador e actor japonês Takeshi Kitano, “Zatoichi” às 21:30 e “Brother” às 23:25.

Zatoichi é um herói popular japonês que Kitano interpreta neste filme. Tendo como fundo o Japão do século XIX, este não é um tradicional filme de samurais. O realizador traz-nos algo de totalmente diferente, um herói de cabelo louro platinado e uma mistura de litros de sangue computorizado com gargalhadas provocadas por situações cómicas. Um filme a rever, ou a ficar a conhecer, com o qual Kitano ganhou o Leão de Prata de Melhor Realizador no Festival de Veneza 2003.

Em “Brother”, de 1999, a sua primeira experiência americana, Takeshi Kitano interpreta um yakuza exilado do Japão que parte à procura do seu irmão, num filme vincadamente marcado pela extrema violência do mundo dos gangs e da máfia em Los Angeles.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

Dicionário (II)

Depois do estrondoso sucesso do Dicionário Dragoniano Sumaríssimo e atendendo a vários pedidos, o Dragão em boa hora decidiu meter mãos à obra e ofereceu-nos o Dicionário Shelltox Concise, que vai já na letra B, e será uma espécie de Houaiss blogosférico.

terça-feira, 11 de janeiro de 2005

A vitória do PNR

Confiante que estou numa subida dos votos no Partido Nacional Renovador nas próximas eleições legislativas, pelo qual sou cabeça de lista pelo círculo de Portalegre, estou todavia ciente que esta será sempre susceptível de elaboradas interpretações que a tentarão apresentar como um mau resultado.

Apesar de em Democracia serem os votos que contam, para mim, no que respeita a um partido jovem como o PNR, o mais importante neste momento é a sua implantação em todo o território nacional e uma ágil capacidade de mobilização, sinais de um crescimento real do partido.

Esta é a segunda vez que o PNR concorre às legislativas. Em 2002 concorreu a oito círculos (Lisboa, Porto, Coimbra, Setúbal, Castelo Branco, Évora, Europa e Fora da Europa), obtendo 4712 votos (0,09%). Este ano concorre a todos os círculos eleitorais excepto a Madeira (se houvesse mais um tempinho...), ou seja a 21, o que constitui uma grande vitória, dado o esforço despendido nas recentes eleições europeias e o curto espaço de tempo disponível para a preparação destas.

O PNR está em fase de franco crescimento e a nossa recompensa é a óptima aceitação que o partido tem tido em todo o país. Obrigado a todos os que têm trabalhado para concretizar aquilo que há uns anos não passava de um sonho: um partido nacionalista português. Agora, venham de lá esses votos.

Nota: A partir de hoje, todos os posts referentes à participação do PNR nas próximas eleições legislativas ou à sua campanha eleitoral serão assinalados com a chama, símbolo do partido, no título.

“Olhò BI fresquinho!”

O Diário de Notícias volta hoje a chamar a atenção para a comercialização de bilhetes de identidade portugueses no Reino Unido, na sequência de uma recente notícia na imprensa britânica, depois de ter noticiado esta prática em Junho do ano passado.

É mais que sabido que o BI português está desactualizado, sendo o mais facilmente falsificável da Europa, e que as recentes ameaças à segurança nacional e europeia como a imigração e o terrorismo justificam, ou melhor exigem, um novo modelo. No entanto, apesar de sucessivas promessas, nada foi feito.

A nacionalidade tem hoje um cada vez mais baixo valor espiritual e um cada vez mais alto valor comercial. Não podemos deixar que a nacionalidade se torne um bem que se compra e vende no supermercado da imigração. A nacionalidade não se compra, herda-se!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

Em memória de Sardinha

Há 80 anos atrás, morria em Elvas António Sardinha, escritor e mestre do pensamento foi um dos fundadores do Integralismo Lusitano. Morreu aos 37 anos de idade, sem – infelizmente – assistir ao derrube da famigerada I República. Serve este post de pequena lembrança, já que os me(r)dia insistem em esquecer-se das figuras nacionais politicamente incorrectas, juntando-se às várias homenagens blogosféricas do Nova Frente, Último Reduto, Santos da Casa, entre outros.

Ironia palestina

Não deixa de ser irónico que o vencedor das eleições presidenciais na Palestina, Mahmoud Abbas (Abu Mazen), o preferido por Israel e pelos EUA, seja um revisionista que, na sua tese de doutoramento intitulada “A ligação secreta entre os Nazis e os líderes dos Movimento Sionista”, apresentada em 1982 na Universidade de Moscovo, defendeu que o número de judeus mortos durante a II Guerra Mundial foi inferior a um milhão e que os líderes sionistas colaboraram com o regime nazi ao incitarem ao ódio contra os judeus que viviam na Alemanha na altura.

domingo, 9 de janeiro de 2005

O jantar do Rodrigo

Anteontem estive presente – como não podia deixar de estar – no jantar de homenagem ao Rodrigo Emílio organizado pelo BOS, que está de parabéns pela excelente iniciativa. Depois de uma noite de camaradagem, onde o José Campos e Sousa trouxe, pela música, o Rodrigo ao encontro de uma sala a abarrotar de amigos que o cumprimentaram, que o lembraram, que o cantaram e que o honraram, está prometida pelo organizador uma nova sessão em local que permita a vinda aos muitos que foram impossibilitados de estar presentes pela pequenez do espaço. Para além da homenagem, a ocasião permitiu-me também travar conhecimento com alguns amigos blogosféricos com quem ainda não estivera pessoalmente. Foi um prazer o nosso convívio, aproveito este post para os saudar. Até à próxima.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

Dicionário

Chamo a atenção dos meus leitores para o excelente Dicionário Dragoniano Sumaríssimo, uma obra de referência blogosférica, cuja primeira edição está disponível no muito recomendável Dragoscópio. Ainda agora o li e já estou ansiosamente à espera de uma segunda edição revista e, principalmente, aumentada.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

Escol

Devo falar-vos de alterações, disse o general, que eu observava desde há momentos, com inquietação. Penso nas inclinações metafísicas que, cada vez mais aparecem em vós próprios e noutros membros do estado-maior. Não tera nada a dizer se quiséssemos fundar uma ordem monástica – ora, não é essa a minha intenção. Vou, pois, comunicar-vos o que penso sobre a situação.
Afastou os arbustos que o impediam de ver Lucius e prosseguiu:
- Vivemos numa situação em que os laços antigos se perderam, portanto, para ser breve, num estado de anarquia. Ninguém duvide de que este estado exige alterações. Pelo contrário, as opiniões divergem quanto aos meios de alcançar uma nova estabilidade. Deixemos de lado os mouros, que elaboram uma arte de prosperar pela anarquia; restam duas grandes escolas, das quais uma pretende regular a vida pelo inferior e outra pelo superior.
A primeira, que se forma de Hélipolis em volta do Baili e do seu aparelho central, apoia-se nas ruínas e nas hipóteses dos antigos partidos populares e pretende assegurar o domínio de uma burocracia absoluta. A doutrina é simples: vê no Homem um ser zoológico e considera a técnica como o meio de dar a este forma e poder e também de o ter pela rédea.
É um instinto no plano racional. Por consequência, tem por fim a formação de térmites inteligentes. A doutrina está bem fundamentada, tanto no elementar como no racional e aí reside a sua força.
A segunda escola é a nossa: edifica-se sobre as ruínas da antiga aristocracia e do partido senatorial e está representado pelo procônsul e pelo Palácio. O Baili quer, prescindindo da História, elevar um ser colectivo à categoria de Estado; nós, tendemos para uma ordem histórica. Queremos a liberdade do Homem, do seu ser, do seu espírito e do que ele possui, e o Estado na medida em que os seus bens reclamem protecção. Daí resulta a diferença entre os nossos meios e métodos e os do Baili. Ele é obrigado a nivelar; atomizar e aplanar o seu material humano, no seio do qual deve reinar uma ordem abstracta. Entre nós, pelo contrário, é o Homem que deve ser o senhor. O Baili pretende a perfeição da técnica, nós pretendemos a perfeição do Homem.
Daí deriva, em seguida, uma diferença na selecção. O Baili quer a superioridade técnica. A pesquisa dos especialistas leva necessariamente a tipos atrofiados. Não se trata de modo algum de um mal necessário mas de uma exigência de princípio, visto que a sua ordem deve ser fundada sobre o esmagamento do humano. Assim, entre dois candidatos iguais em grau, escolherá o que tem menos dignidade, menos consciência, menos liberdade; em conclusão, aquele no qual a influência técnica encontra menos resistência humana. Na prática, isto manifesta-se pela existência, nos seus serviços, de um misto de autómatos e de criminosos declarados.
Pelo contrário, a nossa ambição é formar uma elite nova. A nossa tarefa é incomparavelmente mais difícil; nadamos contra a corrente. Somos obrigados, para ganhar terreno sobre as águas, a fincar no rio os nossos passos, um atrás do outro. Enquanto o nivelamento encontra em cada homem matéria a transformar, a nossa vontade deve ser dirigida para a imagem perfeita do Homem, que não aparece senão raramente e sempre por semelhança. Nesse aspecto, o procônsul é para nós um modelo, o portador de virtudes magníficas, justas e prometidas ao poder. Nele não são só os princípios aristocráticos mas também os da democracia que subsistem intactos. Pois, na decadência; a democracia deixa de viver no povo para residir, tal como os germes, no indivíduo. Assim, podem surgir situações em que é necessário levar o povo para a salvação. O espírito age então como seu tutor.
Sabemos que o Procônsul quer tomar para si este encargo. Com este fim, procura ligar-se às melhores personalidades o Senado do futuro.

Ernst Jünger
in “Heliopolis”.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

Pesquisa

Ao ver que o Viriato acrescentou ao seu muito recomendável Porta-Bandeira um motor de busca, decidi já era hora de aqui disponibilizar igual ferramenta que permitisse pesquisar o conteúdo deste blog, que já vai extenso. Boas pesquisas no arquivo. Usem e abusem.

3 anos

O meu filho fez três anos ontem, mas os parabéns blogosféricos só vêm hoje. O tempo passa a correr...

Aqui fica, de presente, uma imagem do Flecha, personagem do fantástico filme de animação “Os Super-Heróis”, que ele tanto gosta e com a qual se identifica.