Devido à notícia da morte de um militar português no Afeganistão, disse aqui que esta não era a nossa guerra. Recebi alguns reparos de dois amigos blogonautas habituais, notoriamente ocidentalistas, aos quais esclareço a minha posição.
O Islão está em guerra com a Europa, disso não tenho a menor dúvida. Está, aliás, numa posição de vantagem em que nunca esteve historicamente: é um “inimigo dentro de portas”. Assim, o primeiro passo é o reconhecimento oficial por parte da Europa deste conflito, para depois poderem ser tomadas, conjuntamente, medidas eficazes contra a estratégia expansionista e colonizadora islâmica. Esta é a nossa guerra. Por muito que não queiramos ela está na nossa terra e aqui deve ser combatida. Quando o inimigo está em nossa casa devemos combatê-lo de dentro para fora, nunca no sentido inverso.
Quanto ao argumento de que se deve “cortar o mal pela raiz”, é necessário lembrar que a fonte do fundamentalismo islâmico é a Arábia Saudita, país aliado dos EUA, que não olha a meios para espalhar a palavra do profeta, financiando grupos islâmicos e a construção de mesquitas em todo o mundo. Ora os americanos não têm qualquer interesse em romper o bom entendimento com um dos seus mais poderosos amigos geopolíticos. Nas campanhas militares que têm feito, seja no Afeganistão ou no Iraque, o seu objectivo não é erradicar o fundamentalismo islâmico evangelizando-o com o credo da democracia parlamentar. O seu único objectivo é fazer eleger governos controláveis e proteger os seus interesses económicos. A invasão americana dos países atrás citados não contribuiu para o enfraquecimento do islão, pelo contrário, fortaleceu-o.
Os EUA não têm qualquer interesse estratégico em erradicar o fundamentalismo islâmico, porque essa é uma das suas armas contra a Europa, veja-se o apoio à criação de estados muçulmanos no nosso continente, como o Kosovo e a Bósnia-Herzegovina, e a pressão para forçar a entrada da Turquia na UE.
Os EUA são o nosso adversário geopolítico, não podemos, nem devemos depender deles para a nossa guerra. Devemos, isso sim, combater urgentemente a invasão islâmica da Europa, feita através de um fenómeno de imigração maciça e submersão demográfica, e a colonização do nosso continente, pela imposição de uma religião intolerante e de costumes que nos são estranhos e até contrários à nossa cultura e civilização. Esta é a nossa guerra.
Muito bem!
ResponderEliminarNC
Mas os habitantes do Kosovo e da Bósnia-Herzegovina, embora muçulmanos, são Indo-Europeus, logo, são Europeus genuinamente, apesar da religião.
ResponderEliminarA guerra que devastou a Jugoslávia tem muito que se lhe diga mas, de maneira nenhuma, posso simpatizar com um 'comuna-lambe-cú-do-Tito-e-da-foice-e-do-martelo' de sempre armado em salvador da Sérvia e 'Imperador' do Balcãs.
Refiro-me, como é óbvio, ao sr.Solbodan Milosevic, em boa hora 'defenestrado' do poder pelo seu próprio povo, em apoteótica amotinação em toda a Sérvia.
"...uma religião intolerante e de costumes que nos são estranhos e até contrários à nossa cultura e civilização."
Correcto.
"Ora os americanos não têm qualquer interesse em romper o bom entendimento com um dos seus mais poderosos amigos geopolíticos."
Não dou 5 tostões pelo futuro desse 'casamento'.
Ryad ainda vai fazer part do 'Eixo do Mal' mais cedo do que lhe parece.
E ainda o Duarte vai ver tropas ocidentais em Meca e Medina...ai vai vai.
Nota: os Europeus dos Balcãs que se converteram ao Islão fizeram-no devido à presença multisecular do Império Otomano na região.
ResponderEliminarA Albânia é, também, um país EUROPEU....mas muçulmano.
Os Balcãs, comme toujours, muito complicados.
Caro Duarte a Arábia Saudita não apoia terroristas,como você sabe a própria sofre muitos ataques terroristas,portanto está enganado nesse aspecto,além disso ter a arábia saudita como aliada é muito bom.O governo saudita certamente não promove atentados terroristas no seu próprio país.
ResponderEliminarJá alguma vez comparou as forças armadas da Europa com os EUA?Ou por outras palavras não existe comparação possível,onde vamos buscar dinheiro para sustentar tal exército,se sairmos da NATO?E aliamo-nos a quem?A independencia militar é uma utopia,alem disso se sofrermos um atentado terrorista e precisarmos de retaliar não vejo nenhum país do mundo que venha em nosso socorro se o PNR estiver no poder.
Além disso lembre-se da Indonésia,que tb sofre atentados terroristas,apesar de muçulmana e uma posição anti-americana, portanto não me parece que os EUA sejam inimigos de Portugal.
Já que o Nelson falou do Kosovo fico com a ideia que o PNR é contra a guerra que lá pairou,massacres sejam eles quais forem devem sempre serem evitados.
saudações.
Diz o Buiça: «o Duarte vai ver tropas ocidentais em Meca e Medina...ai vai vai.» Não creio, mas se acontecer espero que proporcione uns óptimos special live newsbreaks... ;)
ResponderEliminarDiz o Pantera: «a Arábia Saudita não apoia terroristas», eu completaria essa frase com "directamente", pois apoia a expansão do islão wahabbita em todo o mundo. Essa é uma forma indirecta e muito mais perigosa de fomentar o terrorismo.
Quanto às deficiências militares da Europa, tens razão, estamos numa situação péssima. Mas garantirmos a nossa própria defesa não é uma utopia, pelo contrário, é uma necessidade. Não podemos continuar dependentes de terceiros para nos defendermos.
Diz ainda o Pantera que «não me parece que os EUA sejam inimigos de Portugal». A mim também não. Aliás, escrevi no post que eram os nossos adversários. O nosso inimigo actual é o islão.
Obrigado a ambos pelo debate.
Um abraço.
Acrescenteria ao islão o capitalismo financeiro internacional...Também letal!
ResponderEliminarE note-se que nem todo ele tem a matriz judaica. Sejamos lúcidos.