quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Autárquicas 2005

Conforme prometido, vou fazer um brevíssimo comentário às passadas eleições autárquicas. No geral, foram reduzidas pelos comentadores do costume a uma vitória da “direita” sobre a “esquerda”, mantendo o eleitorado o habitual recurso aos cartões, atitude que, como já aqui disse, aceito, mas não compreendo.

Nesta laranjada nacional, confesso que me deram especial gozo as derrotas de Carrilho em Lisboa e Soares em Sintra. Este ano o grande destaque foi para os “candidatos-bandidos”. A classificação é do Bloco de Extrema-esquerda que, continuando a reger-se pela máxima “faz o que eu digo, não o que eu faço”, se “esqueceu” de incluir a sua única candidata eleita - tresmalhada há alguns anos do PCP – no rol dos acusados. Tirando esses tristes casos, que não merecem mais que este adjectivo, é bom verificar que o número de candidaturas independentes subiu.

Sobre o PNR, por quem fui candidato e em cuja campanha estive envolvido, registo apenas que continuou a sua progressão natural e gradual. Recuso totalmente os derrotismos dos imediatistas e os delírios dos fantasistas. O caminho é longo e árduo, mas estamos dispostos a percorrê-lo. Já o demostrámos e vamos continuar a fazê-lo.

1 comentário:

  1. Neste momento sem a FN o PNR tem a mobilidade de um paraplégico num décimo quinto andar sem elevador. É penoso ver Camaradas a defender o indefensável e a apresentar resultados eleitorais, no mínimo marginais,como triunfos. Não me refiro aos votos em si, seriam baixos de qualquer forma dada a natureza da eleição, falo sim da absoluta deriva ideológica deste pseudo partido, sem quadros nem ideologia que não seja uma mistura demagógico-populista que não rende sequer o suficiente para se transformar numa plataforma protestatária. O PNR tem que decidir de uma vez por todas se vai ser um partido de quadros ou de massas, neo-conservador ou populista, aglutinador dos nacionalismos ou separador das águas. E deve, sobretudo explicar directamente aos seus parcos militantes e a todos os que, mesmo que pontualmente, o apoiam, qual seráo preço a pagar pelas escolhas que tem que ser feitas. Tudo o resto será um apodrecer lento mas inexorável da situação. Deixar aos apoiantes o cuidado de adivinhar qual é a linha seguida é insano politicamente, duvidoso moralmente e suicida no campo activista. Há opções que não são conciliáveis.

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