O fim da guerra fria fez desaparecer o temor generalizado de um conflito mundial com recurso ao armamento nuclear. No entanto, essa possibilidade mantém-se e em contornos muito mais tortuosos. Analisando os países detentores de armas nucleares, verificamos que à cabeça estão os EUA, ou seja, os únicos que já “usaram o anel” e os que mais facilmente poderiam ter uma recaída. A seguir está a Rússia, onde se mantêm muitos dos problemas inerentes ao fim da URSS e ao crescimento caótico e galopante de uma economia capitalista. Depois, um dos maiores perigos do futuro: a China, um monstro em desenvolvimento. Na Europa, temos o Reino Unido, sempre toldado pelo seu atlantismo excessivo, e a França, a verdadeira potência nuclear europeia. No clube de alto risco está, em posição destacada, Israel, que tenta a todo o custo esconder a real dimensão do seu arsenal, seguida dos inimigos figadais Índia e Paquistão, com a sua guerra fria em miniatura localizada, terminando com a Coreia do Norte, com a sua estratégia de chantagem.
Concluindo, por muito que alguns queiram, o mundo não está a safer place no que respeita à eventualidade da utilização de armas nucleares.

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