quinta-feira, 21 de julho de 2005

Vox populi

Depois da humilhação a que a Polícia foi obrigada pelos defensores do multiculturalismo e da vitimização das minorias, numa estratégia de branqueamento de que aqui já falei, há quem ainda não se conforme com a versão remix do arrastão. A manchete de hoje da edição de Lisboa do jornal «Destak», “Populares contestam relatório do arrastão”, chama-nos a atenção para a indignação dos comerciantes da Praia de Carcavelos perante o relatório da PSP apresentado na Assembleia da República sobre os acontecimentos do passado dia 10 de Junho. Um deles garante que falou com dois polícias “e eles disseram que houve arrastão, mas não podem é dar a cara, porque levam com processos”. Imagino o que pensarão tantos polícias que lidam diariamente com a violência dos “jovens”, depois da morte vários colegas em serviço, ao assistir à culpabilização política da PSP por tentar fazer o seu trabalho...

Ainda no mesmo jornal, na secção “Correio do Leitor”, há um desabafo de Nuno Mártires, de Sintra, sobre o aumento da criminalidade, que não resisto a reproduzir aqui:

«Senti necessidade de partilhar a minha angústia com alguém, então pensei nos milhares de companheiros que lêem o Destak e viajam de comboio na linha de Sintra. Estou seriamente preocupado com a minha saúde, acho que vejo o ouço coisas, ora vejam: pensei que tivesse havido um arrastão em Carcavelos e, segundo as autoridades, não houve, era uma festa de uma multidão que depois se desentendeu e desatou a roubar tudo o que estava perto. Pensei que havia assaltos em grupo nos comboios com agressões à mistura, e não, a CP e a PSP dizem que são muito menos do que no ano passado (a PSP inclusive diz que a probabilidade de assalto nos comboios é de um para trezentos e tal mil). Pensei que tinha visto na televisão reportagens de violência e morte de agentes da PSP na Cova da Moura, e devo ter feito confusão, porque até o Presidente da República lá vai a festas e a polícia jogar à bola, de dia, à noite deve ser às "escondidas" e "apanhada". No dia 28 de Junho, depois de ver o debate exibido pela SIC Notícias conduzido pela Conceição Lino (grande profissional), relativo à delinquência juvenil, fiquei com a impressão de que quase não há, e a que há, é por culpa da comunicação social que divulga notícias, e da sociedade que não acolhe bem os delinquentes, ou seja, da Conceição Lino (que nocaso representava a comunicação social) e minha (que faço parte da sociedade). Gostava de saber se mais alguém tem os mesmos sintomas.»

2 comentários:

  1. «Depois da humilhação a que a Polícia foi obrigada pelos defensores do multiculturalismo e da vitimização das minorias, numa estratégia de branqueamento de que aqui já falei, há quem ainda não se conforme com a versão remix do arrastão. A manchete de hoje da edição de Lisboa do jornal «Destak», “Populares contestam relatório do arrastão”, chama-nos a atenção para a indignação dos comerciantes da Praia de Carcavelos perante o relatório da PSP apresentado na Assembleia da República sobre os acontecimentos do passado dia 10 de Junho. Um deles garante que falou com dois polícias “e eles disseram que houve arrastão, mas não podem é dar a cara, porque levam com processos”. Imagino o que pensarão tantos polícias que lidam diariamente com a violência dos “jovens”, depois da morte vários colegas em serviço, ao assistir à culpabilização política da PSP por tentar fazer o seu trabalho...»

    Não é preciso acrescentar mais nada!

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  2. Em troca desse préstimo negacionista, o Governo vai atender algumas das reivindicações da Polícia...

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