“A novilíngua do politicamente correcto ganha terreno todos os dias no discurso quotidiano. A palavra "raça" só é aceitável se for para denunciar o "racismo" e os "racistas". Na Grã-Bretanha, vulgariza-se o termo traveller (viajante) para designar um cigano (até aqui um gipsy - será que o título do romance de D. H. Lawrence vai ser alterado para The Virgin and the Traveller)? Em Portugal, já fica mal dizer que se vai ajudar "um ceguinho" a atravessar a rua e deve usar-se o mais correcto "invisual".”
Assim começa a crónica “Feios, maus e paralíticos” do Eurico de Barros, hoje, no Diário de Notícias, que continua para escrever sobre o filme belga “Aaltra”, que já havia descrito no Guia DN como “uma comédia negra a preto e branco, politicamente incorrecta, protagonizada por dois paralíticos”, o que me aguçou a curiosidade, obrigando-me a colocá-lo na minha lista de prioridades cinematográficas.
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