quarta-feira, 15 de junho de 2005

Constituição e Europa

As negas à Constituição Europeia e a consequente onda que se tem gerado, merecem um breve comentário. Sou, por vezes, considerado por alguns como o homem do “Nim”, isto apenas porque desejo uma Europa política, unida e forte, capaz de enfrentar a tensão entre os grandes blocos geopolíticos que se estão a formar e a assumir. Capaz de se defender, sobreviver, elevar-se e eternizar-se. Mas, não confundamos as coisas, uma constituição que, passando ao lado da herança europeia, “esquece” pormenores (ou melhor pormaiores) como o carácter etno-cultural do seu povo ou os limites geográficos, dificilmente pode ser considerada como benéfica para o futuro do nosso continente. Os europeus não querem que a Europa seja a antecâmara da utopia mundialista.

Os recentes referendos mostraram a distância entre os eurocratas e os europeus. Foram “gritos de protesto” dizem alguns, os “especialistas” que analisem. É agora tempo de repensar a Europa e traçar-lhe um rumo. Como disse Guillaume Faye (cito de memória), “não devemos fazer descarrilar o comboio da Europa, devemos mudar o maquinista”.

Depois dos eurocratas politicamente correctos confundirem propositadamente “Europa” com “UE” e com “Constituição”, para além de considerar todos os que se opõem ao Tratado ou apenas o criticam como “anti-europeístas”, vejo-me forçado a afirmar: Não sou anti-europeísta, sou alter-europeísta.

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