quarta-feira, 27 de abril de 2005
D’O Diabo
Na edição de hoje do semanário «O Diabo», destaco o artigo “Vivó 25 do A”, do sempre recomendável Walter Ventura, do qual aqui deixo o seguinte excerto: «(…) o tal Movimento dos Capitães que, apesar de algumas reivindicações pertinentes, era constituído maioritariamente por militares que, como dizia o Armando Costa e Silva, “faziam da tropa modo de vida”, detestavam a guerra, estavam cansaditos de tantas comissões “lá fora” e, dizia-se nas messes, andariam desconfiados de eventuais infidelidades conjugais enquanto “denodadamente lutavam” por esses sertões fora. Da vida militar, parecia só gostarem da farda, que fazia um vistaço entre o mulherio do bairro, mai-las algumas pequenas sinecuras que a profissão garantia… e boa vida nos quartéis, quando não havia guerra, é claro.» Ainda no “Diabo a Sete”, é o dia da participação do BOS na coluna “Os meus blogues”, desta vez com o artigo “A refundação da direita”.
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Durante a minha passagem pelo serviço Militar, e não foram poucos anos, tive oportunidade de conviver com alguns desses Capitães de Abril, na maioria fracos militares, até na farda, (que para fazer vista às Senhoras têm de ser usada com aprumo e cagança).
ResponderEliminarComo dizia o Capitão Ponte referindo-se a esses militares de pacotilha “a tropa é bela os tropias é que dão cabo dela”, o termo usado por este Capitão era mesmo “tropias”.
Durante o tempo em que estive no QG da RMC, pude constatar, que alguns desses militares de Abril, vinham à civil para o Quartel, onde se fardavam e durante a hora do almoço tornavam a vestir à civil, tal era o “amor” que tinham à farda. Muitas vezes me perguntavam se eu não tinha problemas em andar fardado pelas ruas, normalmente respondia que como tinha sido eu a pagar a farda não tinha problemas, percebiam bem a piada e lá iam de rabo entre as pernas.
Ó Pena,até acredito que houvesse desses - mas se havia,não acha que quando se fala de merda fica um cheiro do caraças?
ResponderEliminarEu também conheci oficiais do Exército que, sem terem tido tempo ou oportunidade para serem heróis,sabiam fardar com pundonor.
Ainda um dia destes falo disso.