segunda-feira, 25 de abril de 2005

25 de Abril. Sempre

me irritaram os feriados políticos. Seja o 5 de Outubro, que agora parece que se transformou no dia nacional da maçonaria, ou o 25 de Abril, declarado dia da liberdade, data do golpe de Estado que, apoiado numa reivindicação laboral, derrubou o que restava de um regime em fim de vida. Seguiu-se o que se sabe, da tentação soviética à eminência de uma guerra civil, para chegarmos aos dias de hoje com esta página mal encerrada da nossa História. Mas essa é outra conversa…

Quanto às comemorações, a nível popular comemora-se a liberdade de um fim-de-semana prolongado. A malta borrifa-se nos feriados políticos, para quem apenas servem para ficar mais um dia de papo para o ar. São assim os feriados políticos, sem significado. Assim sendo, façam as cerimónias que entenderem nestas ocasiões, mas a nível institucional, que estes são dois feriados que dispensava de bom grado.

A folga é a única razão que faz com que todos concordem que se continue a celebrar estas datas, da mesma forma que apenas o beberete assegura a festa anual da empresa.

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