Bengo desear-bos a bos i a la buossa familia un feliç Natal i anho noubo com muita paç, alegrie i felecidade.
Este fogo resume uma tradição viva. Não uma imagem vaga, mas uma realidade. Uma realidade tão tangível como a dureza desta pedra ou o sopro do vento. O símbolo do Solstício é que a vida não pode morrer. Os nossos antepassados acreditavam que o sol não abandona os homens e que volta todos os anos ao encontro da primavera.
Cremos, como eles, que a vida não morre e que, para lá da morte dos indivíduos, a vida colectiva continua.
Que importa o que será amanhã. É levantando-nos hoje, afirmando que queremos permanecer como somos, que o amanhã pode vir.
Levamos em nós a chama. A chama pura deste fogo de fé. Não um fogo de lembrança. Não um fogo de piedade filial. Um fogo de alegria e de intensidade que temos que acender sobre a nossa terra. Lá queremos viver e cumprir o nosso dever como homens, sem renegar nenhuma das particularidades do nosso sangue, da nossa história, da nossa fé, amalgamadas nas nossas recordações e nas nossas veias...
Tudo isto não é a ressurreição de um rito abolido. É a continuação de uma grande tradição. De uma tradição que mergulha as suas raízes no mais profundo das idades e que não quer desaparecer. Uma tradição em que, cada modificação, só deve reforçar o sentido simbólico. Uma tradição que a pouco e pouco revive.Jean Mabire


Adiante. Há dias, ao fazer um zapping, na minha ocasional busca de algo interessante para ver na televisão, dei de caras com David Irving. Não teria sido nada de mais, porque o programa onde o revi a fazer comentários sobre Adolf Hitler e a II Guerra Mundial era de 1989, se o historiador não estivesse nesse exacto momento preso na Áustria por “negar o Holocausto”, o que constitui crime nesse país, à semelhança da vizinha Alemanha.
«Entretidos com as angústias da crise, os estados de alma futebolísticos e o restolhar dos "famosos", os media não deram por uma das mais importantes efemérides deste ano, os 150 anos da morte de D. Pedro V, que se assinalam hoje. 
150 anos passaram desde a aclamação de D. Pedro V. Os media, como é hábito, votaram-se ao silêncio, entretidos como sempre com as tricas políticas diárias. Na blogosfera houve excepções, como é o caso do BOS e do FGSantos, que eu tenha lido. Este monarca, com uma inteligência notável e uma cultura e saber vastíssimos, distinguiu-se dos demais. Profundo conhecedor dos dossiers e decidido a intervir na boa governação do Reino, como era seu dever, elevou-se em relação à classe política medíocre da altura, tornando-se odiado por esta e amado pelo povo. Para lembrar nesta casa “O Esperançoso”, publicarei a seguir um artigo do meu amigo Roberto de Moraes, retirado do último número do «Lanceiro», com a sua autorização. Aqui fica a minha singela homenagem àquele que foi, sem dúvida e apesar do seu curto reinado, um dos nossos mais brilhantes reis.

«Cumpre-me recordar que nada me move contra o historiador Rosas e seus sequazes nesta justa luta. Já aqui o disse e repito-o.
É que basta-me olhar para aquelas carantonhas pouco tranquilizadoras de um Rosas, um Anacleto Louçã e outros que tais para ver, ao vivo e a cores, a plena justificação do aborto… com efeitos retroactivos, é claro.»

«Uma civilização, por mais superior que seja, não passa de um colosso com pés de barro, se o nervo viril perde o vigor.»
Ernst Jünger
in “A Guerra como Experiência Interior”
Nota sobre História:
É justamente quando escrevo sobre História, a minha disciplina, que mais procuro proteger-me do pecado de “sabedoria retrospectiva”. A escrita da História está muito exposta à contaminação do presente, ao conhecimento do que se passou entre o então e o agora. Entender e sentir o estilo e o ser das camadas humanas de épocas passadas, constitui viático que muito pode ajudar. Quem politiza ou diaboliza a História, pode eventualmente aviar interesses ou cuidar de desideratos de outras ordens, mas não serve, com certeza, nem o homem honrado, nem a própria História.
Roberto de Moraes
Direitos do Homem
Aparelho central da ideologia moderna do progresso e do igualitarismo individualista, e meio de instaurar uma polícia do pensamento como uma destruição do direito dos povos.
Síntese da filosofia política (muitas vezes mal compreendida) do século XVIII, o direito-do-homismo é o horizonte incontornável da ideologia dominante. Com o anti-racismo, funciona como um dos dispositivos centrais do condicionamento mental colectivo, do pronto-a-pensar e da paralisia de toda a revolta. Profundamente hipócrita, a ideologia dos direitos do homem acomoda-se de todas as misérias sociais e justifica todas as opressões. Ela funciona como uma verdadeira religião laica. O “homem” não é aqui mais do que um ser abstracto, um consumidor-cliente, um átomo. É impressionante constatar que a ideologia dos direitos do homem foi formulada pelos conventionnels da revolução francesa imitando os puritanos americanos.
A ideologia dos direitos do homem conseguiu legitimar-se fundamentando-se em duas imposturas históricas: a da caridade e da filantropia, assim como a da liberdade.
O “homem” (noção já bastante vaga) não possui direitos universais e fixos, mas apenas aqueles que decorrem de cada civilização, de cada tradição. Aos direitos do homem é necessário opor duas noções centrais: a dos direitos dos povos (ou o “direito das gentes”) à identidade, e a de justiça, sendo esta última variável consoante as culturas e supondo que todos os indivíduos não são igualmente respeitáveis. Mas estes dois conceitos não poderão assentar no pressuposto de um homem universal abstracto, mas antes sobre o dos homens concretos, localizados numa cultura.
Criticar a religião laica dos direitos do homem não é evidentemente fazer a apologia da selvajaria, pois a ideologia dos direitos do homem caucionou muitas vezes a barbárie e a opressão (o massacre dos vendéens ou dos índios americanos). A ideologia dos direitos do homem foi demasiadas vezes o pretexto de perseguições. Em nome do “Bem”. Ela não representa de maneira nenhuma a protecção do indivíduo, tal como o comunismo não representava. Pelo contrário, ela impõe-se como um novo sistema opressivo, fundado sobre as liberdades formais. Em seu nome, vai legitimar-se, desprezando toda a democracia, a colonização populacional da Europa (qualquer um, não importa quem, tem o “direito” de se instalar na Europa), a tolerância em relação às delinquências liberticidas, as guerras de agressão feitas em nome do “direito de ingerência”, a inexpulsabilidade dos clandestinos colonizadores; mas esta ideologia não se pronuncia sobre a poluição maciça do ambiente ou sobre a selvajaria social provocada pela economia globalizada.
A ideologia dos direitos do homem é hoje sobretudo um meio estratégico de desarmar os povos europeus culpabilizando-os em todos os domínios. Ela é a legitimação do desarmamento e da paralisia. Os direitos do homem são uma espécie de assunção perversa da caridade cristã e do dogma igualitário segundo o qual todos os homens seriam iguais.
A ideologia dos direitos do homem é a actual arma central de destruição da identidade dos povos e da colonização alógena da Europa.
Guillaume Faye
in “Pourquoi nos combattons”, 2001.
