terça-feira, 28 de dezembro de 2004
Ucrânia
À terceira é de vez… Tudo aponta para que se concretize a esperada vitória de Iuchtchenko, o candidato pró-ocidental (leia-se pró-americano), nas eleições presidenciais ucranianas. O mundo observa com atenção o desenrolar de acontecimentos neste país que é a ponte natural entre a Europa e a Rússia. A Ucrânia é um país dividido; étnica, linguística, cultural e historicamente. De um lado, um país rural, mais próximo do Ocidente, isto é, ansiando o capitalismo coca-cola, mas com raízes mais próximas da Europa, do outro, um herdeiro do pesado passado industrial soviético, russófono e que olha com histórica desconfiança os ventos de mudança americanos. A Europa perde aqui a oportunidade de marcar posição como futura super-potência e de construir a sua ligação à Rússia. Os EUA sabem que é na antiga cortina de ferro que se jogam importantes pedras da actual geopolítica. Como sempre, actuam impunemente perante uma Europa encolhida e servil. É a Guerra Fria revisitada, um conflito entre os Estados Unidos e a Rússia, com a Europa de cócoras.
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