Blog
Foi este o ano em que iniciei o meu blog pessoal. Devo à Blogosfera os meus parabéns por ser um espaço de pensamento e debate livre, acima da ditadura cultural e mediática. Aos meus companheiros bloggers, aos meus leitores assíduos e a todos os que visitam esta casa, um sentido obrigado.
Futebol
O país parou com o Euro 2004 e andou alegre por uns tempos, mesmo apesar de termos perdido a oportunidade de nos sagrarmos campeões. Na altura, vi nas notícias que quando havia jogos a violência em Israel parava. Lembremo-nos que o futebol foi o único desporto que os taliban não conseguiram proibir. Goste-se ou não, não podemos subestimar o poder deste fenómeno.
Baixa
Baixa é a política em Portugal, a mostrar que é possível ser pior que os piores, a fazer lembrar a bandalheira da I República. E lá vamos continuando no atoleiro, sem lugar para mudanças, que o rabo pesa quando é para se levantar da cadeira do poder.
Lá fora, a ilegalização do Vlaams Blok, a perseguição aos dirigentes do BNP, entre outros episódios, demonstram bem o medo dos totalitaristas daqueles que ousam pensar, ousam mudar.
Choque
O “Choque das Civilizações” está aí, quer queiram quer não. Como aqui já escrevi, não escolhemos os nossos inimigos. O Islão declarou guerra à Europa e só os mundialistas de vistas curtas não vêem (ou não querem ver) que a espiral de violência não se vai atenuar. 11 de Março, Beslan, Theo Van Gogh, foram picos daquela que é uma guerra declarada e consciente.
Europa
A Europa está na encruzilhada. Ou prepara a nova Reconquista, ou assina o seu bilhete de suicídio. Debaixo de fogo (invasão, colonização, terrorismo, Turquia, mundialismo, descaracterização, EUA, capitalismo selvagem, dependência energética, etc.), tem que reencontrar-se, unir-se e elevar-se, qual Fénix renascida, tornando-se uma super-potência, preparando as batalhas do futuro.
Adeus
O Rodrigo deixou-nos. Senti um frio na espinha quando recebi a notícia naquele fim-de-semana. Ia reencontrá-lo ao fim de uns anos num jantar de amigos na Quarta-Feira seguinte; ficou adiada a conversa. Por enquanto, vou matando saudades nos livros, nos blogs e, como no momento em que escrevo estas linhas, a ouvi-lo na voz do Campos e Sousa.
Rodrigo Emílio foi um dos maiores poetas pátrios e o mais injustiçado. Espero que a sua partida abra caminho a que se faça justiça à sua obra e ao reconhecimento do seu talento, pois o seu génio é imortal.
Adeus Rodrigo, de “braço ao alto, sonho ao léu…”



