sexta-feira, 16 de julho de 2004

Jünger

Ernst Jünger terminou a sua longa passagem pelo mundo dos vivos no dia 17 de Fevereiro de 1998. Desaparecia assim o maior escritor alemão do século XX. Desde o início deste blog que aqui lhe estava reservado um espaço em sua homenagem. Depois de considerar várias possibilidades, decidi-me pela disponibilização do excelente artigo de Roberto de Moraes publicado na revista “Vida Mundial” n.º 1897, de 22/7/1976, intitulado “Ernst Jünger: O Mago da Floresta Negra”. Falei com o autor, que prontamente autorizou a sua publicação, impondo apenas uma condição: a sua reprodução integral. Para além da simples autorização, o jornalista falou-me sobre as visitas que fez ao escritor, cedendo-me ainda uma fotografia nunca publicada do seu último encontro com Jünger.

Agradeço-lhe profundamente, não só interesse e auxílio nesta publicação, como a amizade que muito estimo e as agradáveis trocas de ideias feitas regularmente na sua tertúlia.

Roberto de Moraes deslocou-se a Wilflingen por três vezes para visitar Ernst Jünger e manteve com o escritor uma troca de correspondência esporádica. A primeira visita foi em 1973 e deu origem a este artigo. A entrevista feita na segunda visita, em 1978, seria publicada na revista francesa “Nouvelle École” n.º 33 (Verão de 1979) subordinado ao tema “L’idée nominaliste”, com o título “Rencontre avec Jünger. Un témoignage”, e que foi registada pelo próprio Jünger no seu diário, onde também recorda a visita do jornalista português. A última visita foi no dia 24 de Fevereiro de 1984, tinha Jünger 89 anos de idade, na qual foi tirada a fotografia abaixo.

Dado que o artigo é extenso para publicação num só post, repartirei a sua reprodução em vários dias, respeitando os subtítulos originais, que são do autor.


Ernst Jünger e Roberto de Moraes

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