A Europa foi a votos e, um pouco por todo o lado, os eleitores votaram contra os governos em funções. É assim que os democráticos usam o voto. Mostram cartões - sejam amarelos ou vermelhos - aos governos nas Europeias e nas Autárquicas. Nas Legislativas votam também muitas vezes contra.
É uma atitude que aceito, mas não compreendo. Entendo que uma pessoa deve votar no partido que defenda as políticas com as quais concorda. Admito até que alguém entenda que é necessária determinada política governamental diferente da política local e diferente ainda da forma como quer ver o seu país representado no Parlamento Europeu; votando, assim, em três partidos diferentes, em três eleições diferentes. É todavia melhor e mais coerente do que andar constantemente a votar contra isto e contra aquilo. É a posição cómoda na qual os portugueses tanto gostam de estar: “eu não votei nele, de quem nem sequer gosto, votei contra o outro…”
Quanto ao PNR, obteve 8120 votos, segundo os resultados provisórios divulgados, o que corresponde a 0,24% num universo de 3.393.854 votantes. É uma clara subida em relação às últimas eleições a que concorreu, nas quais obteve 4712 votos correspondentes a 0,09% num total de 5.433.924 votantes. No entanto, não deixou de ser um resultado abaixo das expectativas, nomeadamente para todos os que tanto trabalharam naquela que foi a maior campanha dos pequenos partidos e depositaram grandes esperanças nestas eleições. É também inglório ver o nosso esforço ultrapassado por forças políticas que nada fizeram para angariar votos. Sabíamos que não ia ser fácil e continuámos. Sabemos que não irá ser fácil e continuaremos.
Quanto a derrotas eleitorais, a primeira é uma derrota para Portugal: a eleição de um bloqueado de extrema-esquerda para o Parlamento Europeu. A segunda, foi o esperado “espalhanço ao comprido” dos andorinhas. Quero ver com que legitimidade (democrática) é que os meios de comunicação voltarão a "levar ao colo" o Monteiro, ignorando o MRPP que teve mais votos…
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